Blog Católico, para os Católicos

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Vaticano proíbe padre francês “maçom” de exercer sacerdócio.



Padre Pascal Vesin, da paróquia de Santa-Ana de Arly-Montjoie, em Megève, continuará a ser padre “mas sem o direito de exercer”, disse um porta-voz.

De acordo com um comunicado, esta decisão foi tomada “a pedido de Roma”. O padre Vesin “pertence a uma loja do Grande Oriente de França desde 2001″, sublinha o texto.

“Informado em 2010 através de fonte anônima, o bispo questionou o interessado, que negou. Em 2011, foi pedido a Vesin para deixar a maçonaria (…) o interessado escolheu a ‘liberdade absoluta de consciência’ – de acordo com a fórmula consagrada – e afirmou a intenção de manter a dupla escolha”, explica o comunicado.

Em março, a Congregação para a Doutrina da Fé, responsável por estas questões na Cúria Romana, exigiu a saída do padre. Informado sobre esta posição, o padre Vesin reiterou a vontade de continuar a pertencer à maçonaria.

O bispo informou Vesin das consequências da escolha. “Nada é definitivo”, sublinhou a diocese, acrescentando que “a pena, dita ‘medicinal’, pode ser levantada”.

Na ausência do padre Vesin, cabe ao vigário-geral da diocese assegurar os serviços religiosos da paróquia. “Ele estará em Megève durante o fim de semana para explicar a decisão do bispo aos paroquianos”, disse um porta-voz.

Diário Digital

http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/34577-vaticano-proibe-padre-frances-membro-da-maconaria-de-exercer-sacerdocio

 

domingo, 26 de maio de 2013

Carta do Padre Lodi à Presidência da CNBB: Nota sobre uniões estáveis de pessoas do mesmo sexo.

Em relação aos recentes intentos legislativos de equiparar família e uniões de fato, inclusive homossexuais convém levar em conta que seu reconhecimento jurídico é o primeiro passo rumo à equiparação, é preciso recordar aos parlamentares a sua grave responsabilidade de opor-se a isto

À Presidência da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil

Assunto: Nota sobre uniões estáveis de pessoas do mesmo sexo.

Excelentíssimos e Eminentíssimos Senhores

Dom José Belisário da Silva
Presidente da CNBB em exercício

Dom Sergio Arthur Braschi
Vice-Presidente da CNBB em exercício

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Secretário Geral da CNBB

1. Diante da "Nota sobre uniões estáveis de pessoasdo mesmo sexo"[1], publicada em 16 de maio de 2013, uno-me a Vossas Excelências Reverendíssimas no repúdio à Resolução n.º 175/2013 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que dispõe sobre a "habilitação, celebração de casamento civil, ou de conversão de união estável em casamento, entre pessoas de mesmo sexo". Sem dúvida, como bem recordou a Nota, "a diferença sexual é originária e não mero produto de uma opção cultural". A resolução do CNJ é mais um dos frutos da perniciosa ideologia de gênero, que tende a destruir a família natural.

2. No entanto, segundo meu parecer, a Nota poderia ter sido mais precisa do ponto de vista terminológico, a fim de evitar ambiguidades e perplexidades nos leitores. Permitam-me Vossas Excelências Reverendíssimas que lhes exponha humildemente minhas observações ao texto.

3. Logo no primeiro parágrafo, diz a Nota: "Desejamos também recordar nossa rejeição à grave discriminação contra pessoas devido à sua orientação sexual...". A Santa Sé tem evitado sistematicamente usar o termo "orientação sexual", tão caro à ideologia de gênero. Com efeito, o homossexualismo – dado o seu caráter antinatural – não é uma "orientação", mas uma desorientação sexual. Quanto à discriminação contra as pessoas homossexuais, o Catecismo da Igreja Católica condena-a, mas acrescenta um importante adjetivo, que não foi reproduzido na Nota: "Evitar-se-á para com eles [os homossexuais] todo sinal de discriminação injusta" (Catecismo, n. 2358). Ao usar ao adjetivo "injusta", o Catecismo dá a entender que existem discriminações justas para com os homossexuais. E de fato há. Uma delas é a proibição de se aproximarem da Sagrada Comunhão (o que vale para qualquer pessoa em pecado grave). Outra delas é o impedimento de ingressarem em Seminários ou Institutos Religiosos. Um terceiro exemplo seria o de uma mãe de família que demite a babá que cuida de seus filhos, ao constatar que ela é lésbica... Considerar que toda discriminação aos homossexuais é injusta seria dar direitos ao vício contra a natureza.

4. A Nota, com razão, condena a equiparação das uniões de pessoas do mesmo sexo ao casamento ou à família. No entanto, parece admitir que tais uniões pudessem gozar de algum direito civil, excluída tal equiparação: "Certos direitos são garantidos às pessoas comprometidas por tais uniões, como já é previsto no caso da união civil". Ora, o Magistério da Igreja tem condenado não só a equiparação de tais uniões ao matrimônio, mas qualquer reconhecimento jurídico de tais uniões:

Em relação aos recentes intentos legislativos de equiparar família e uniões de fato, inclusive homossexuais (convém levar em conta que seu reconhecimento jurídico é o primeiro passo rumo à equiparação), é preciso recordar aos parlamentares a sua grave responsabilidade de opor-se a isto...[2]

Em presença do reconhecimento legal das uniões homossexuais ou da equiparação legal das mesmas ao matrimônio, com acesso aos direitos próprios deste último, é um dever opor-se-lhe de modo claro e incisivo.[3]

Se todos os fiéis são obrigados a opor-se ao reconhecimento legal das uniões homossexuais, os políticos católicos são-no de modo especial, na linha da responsabilidade que lhes é própria.[4]

5. No caso em tela, teria sido oportuno ressaltar – como aliás já fez a CNBB em outra ocasião – que a Igreja se opõe não só ao matrimônio, mas também ao simples reconhecimento da "união estável" de pessoas do mesmo sexo, especialmente quando isso se fez não por lei, mas por uma decisão arbitrária do Supremo Tribunal Federal (ADI 4277; ADPF 132) que atribuiu a si o papel de legislador, invadindo competência do Congresso Nacional.

6. Por fim – isto é apenas uma sugestão – seria conveniente sugerir ao Congresso Nacional que, por meio de um decreto legislativo, sustasse as arbitrárias decisões do STJ e do CNJ que extrapolaram sua competência e impuseram ao povo um novo "modelo" de família e matrimônio.

7. Com a reverência devida aos Sucessores dos Apóstolos, peço que Vossas Excelências Reverendíssimas redijam e publiquem uma nova Nota que esclareça os pontos acima apontados.

Desde já agradeço e despeço-me pedindo suas bênçãos.

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis.

22/05/2013 10:23



 

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Retrato dos Pregadores do Anticristo




“O pregador do erro estima ajuntar-se com os ricos deste mundo, que ocupando-se todos nos seus negócios terrenos, não podem perceber os sofismas e finezas dos discursos que se lhes ostentam. A ambição que os fazem buscar as dignidades deste mundo, faz que se deixem apanhar facilmente nos laços da perversa pregação... Arrastam estes ímpios pregadores os fortes com o poder de sua malícia, quando com as finezas dos seus erros ganham os grandes do mundo... Este iníquo pregador inchado de orgulho, despreza todos os mais: e querendo fazer crer que é o único sábio, se incha à proporção do desprezo que faz de todos. Cheio de grande presunção de si mesmo, ignorando as Verdades Divinas, se aparta muito da ciência da Fé; e com tudo isso, se empenha por se fazer respeitar como pregador da mesma Fé...” (Sanctus Gregorius Magnus, Mor. In Job, Lib. 17, Cap. 3).

“Escolheu a Verdade Incarnada para pregar o Seu Evangelho, homens pobres, simples e sem letras: pelo contrário, o homem condenado, de quem o Anjo Apóstata se apoderará no fim do mundo, tomará por companheiros, homens astutos, artificiosos e cheios da ciência deste mundo, para pregarem a falsidade dele... Estes homens, que o seu orgulho levantará aos mais soberbos pensamentos, não farão soar nas suas pregações, senão as ideias do homem perverso... Será este condenado, tão excessivamente mau, que excederá os pecados de todos os pecadores... Espalhará os seus pregadores por todo o mundo...” (Ibidem, Mor. In Job, Lib. 13, Cap. 5).

“Estes maus, que farão tudo com hipocrisia, quererão arrogar-se a si a glória dos justos, e tomar um lugar que não lhes convém... tudo o que fizerem, não será mais do que para atrair louvores, que desejam; e pela fantástica vaidade das suas boas obras, não buscam senão, quem lhes fartem a sua avareza” (Ibidem, Mor. In Job, Lib. 14, Cap. 2).

“Protegerão, os Príncipes corruptos do século, a estes ímpios pregadores do Anticristo... Poderia na verdade a sua pregação ser facilmente desprezada pelos seus ouvintes; mas, sendo confirmada, como é, com o terror dos Príncipes do mundo, se levantará acima dos juízos dos homens... Muitos grandes, trabalharão em aterrar com a sua severidade aqueles, a quem estes pregadores quererão enganar com os seus terrores... Abaterão estes perversos pregadores a muitos, e os persuadirão; porque serão rodeados de pessoas, que arruinarão com os seus terrores as almas fracas... Qual seria o fraco, que não desprezaria estes pregadores, que são como os dentes deste leviatã, se não espalhassem terror em todas as partes com o medo dos Príncipes do mundo, que os ajudarão... Figurados nos cavalos, de que se falou no Apocalipse, cuja força está na sua boca, e na sua cauda... correm estes detestáveis pregadores a todas as partes arrebatados pelo impulso das suas paixões carnais: e enquanto se esforçam a insinuar os seus perversos dogmas nas suas pregações, sustentados pelos Poderes temporais, farão acreditar os seus erros por meio de caminhos inteiramente opostos aos do Céu; de sorte que, se não for a verdade quem faça respeitar as suas pregações depravadas, será o Poder temporal, o que as faça temer... Unindo-se os prudentes do século nos seus perversos conselhos à malícia do Anticristo, asseguram confiadamente que a noite do erro está, onde acharão a Fé em Jesus Cristo. Porque estes ímpios se jactam de que dissipam as trevas, e fazem brilhar a luz da verdade, com o esplendor das suas ilusões” (Ibidem, Mor. In Job, Lib. 33, Cap. 23).

“Está perfeitamente representada a sua hipocrisia no lugar, em que a Escritura a compara a uma acha de abeto (pinheiro alvar). Quando esta se acende, lança suave cheiro; mas a luz que dá, é quase morta. Deste modo, estes pregadores do Anticristo, porque se cobrem com a máscara de uma aparência vã de santidade, farão somente obras de iniquidade: parecerá que lançam suave cheiro; mas dão uma luz falsa e negra... Estes pregadores do Anticristo... em nada do que fazem tem uma reta intenção; porque não hão de olhar para a Pátria Celestial, mas o seu fim único será buscar o cume da glória temporal... Foram descritos naquela Besta, que São João no Apocalipse viu levantar-se da terra, e tendo duas pontas semelhantes às do Cordeiro, falava todavia como o Dragão. Porque esta Besta, que há de acompanhar o Anticristo, é a multidão de seus pregadores, que fazem consistir toda a sua glória na autoridade, que tem diante dos Soberanos temporais... Esta Besta, esta multidão de pregadores terá a semelhança do cordeiro para executar as obras do Dragão...” (Ibidem, Mor. In Job, Lib. 33, Cap. 26).


“O rei da soberba está a aparecer; e, se é lícito dizê-lo, o exército que prepara para se servir, é um exército de Sacerdotes; porque já combatem em defesa do reino do orgulho, tendo sido estabelecido para ensinar o Caminho da Humildade” (Sanctus Gregorius Magnus, Epist. 38, Lib. 4; cfr. S. Irineu, Lib. 5, Advers. Haeres., Cap. 30).

Profecia de Santa Hildegarda


“Levantar-se-ão uns homens sem cabeça, que se engrossarão, e se sustentarão com os pecados do  povo. Farão profissão de ser do número dos mendicantes...

Eles viverão como se não tivessem nem vergonha, nem pejo...

Estudarão em inventar novos meios de fazer o mal...

Será esta perniciosa Ordem amaldiçoada pelos Sábios e pelos que forem fiéis a Jesus Cristo...

Aplicar-se-ão com grande cuidado a resistir aos Doutores que ensinam a verdade...

Servir-se-ão do crédito que tiverem com os grandes, para perder os inocentes...

Arreigará, o Diabo, nos seus corações, quatro vícios principais: a lisonja, de que eles usarão para obrigar os homens a que lhes façam grandes liberalidades; a inveja, que fará que eles não possam sofrer que se faça o bem a mais ninguém, do que a eles; a hipocrisia, com a qual se contrafarão para agradar ao mundo; a maledicência, que não cessarão de empregar para se fazerem mais recomendáveis, dizendo mal de todos os outros...

Estimarão pregar continuamente diante dos Príncipes, mas sem devoção e sem se expôr ao perigo do Martírio; antes, para adquirir louvores dos homens e enganar os simples... roubarão aos verdadeiros Pastores os direitos, que tem de administrar os Sacramentos...

Tirarão as esmolas aos pobres, aos miseráveis e aos enfermos: atrairão a si a plebe...

Farão amizades com as mulheres, e lhes ensinarão a enganar seus maridos; e a lhes darem os seus bens às escondidas...

Tomarão uma infinidade de coisas mal adquiridas: receberão bens da mão dos ladrões de estradas públicas; dos extorquidores injustos; dos sacrílegos; dos usurários; dos devassos; dos adúlteros; dos hereges; dos cismáticos; dos apóstatas; das mulheres públicas; dos mercadores perjuros; dos juízes injustos; dos soldados mal procedidos; dos Príncipes, que vivem contra a Lei de Deus; e geralmente, de todos os maus, por persuasão do Diabo...

Levarão uma vida delicada e sensual (sem mortificações)...

Todas as coisas lhes sairão conforme os seus desejos...

Passarão esta vida em uma Sociedade ou Companhia, que os conduzirá à morte eterna...

Porém o povo, pouco a pouco, começará a esfriar para com eles: e tendo reconhecido pela experiência, que são uns enganadores, cessará de lhes dar; e então, andarão vagando ao redor das casas, como cães famintos e raivosos, os olhos baixos, voltado o pescoço  como abutres, buscando pão para se fartarem. Mas o povo lhes bradará: infelizes vós, filhos da desolação! O mundo vos enganou, o Diabo se fez senhor de vossos corações e de vossas línguas; o vosso espírito delirou em especulações vãs; vossos olhos se desfizeram em lágrimas nas vaidades do século; vossos ventres delicados buscaram vinhos agradáveis; vossos pés eram apressados e ligeiros para correr a toda a sorte de males. Lembrai-vos que não praticais bem algum...

Lembrai-vos que éreis devotos falsos, cheios de inveja e de emulação...

Vós vos fingíeis de pobres, ainda que na realidade fôsseis ricos...

Vós vos fingíeis de simples, sendo poderosíssimos...
 
Vós éreis devotos lisonjeiros...

Vós éreis hipócritas santos, mendicantes soberbos...

Homens que pedíeis, oferecendo...

Doutores ligeiros e inconstantes...

Mártires delicados...

Confessores cobiçosos de ganhos...

Humildes soberbos...

Piedosos endurecidos para com as aflições dos outros...

Caluniadores melífluos...

Benignos perseguidores...

Cheios de amor do mundo...
 
Mercadores de indulgências...

Diretores de comodidades...

Muito habilidosos para procurar as suas comodidades...

Fautores das desordens dos apetites...

Cheios de ambição das honras...

Mercadores, que tem casa, ou possuidores de casas de mercadorias...

Semeadores de discórdias...

Vós edificáveis sempre, elevando-vos; mas não pudestes chegar tão alto, como o desejáveis...

Então caístes como Simão Mago, a quem Deus quebrou os ossos, e feriu com uma ferida mortal à pedido dos Apóstolos. Assim será destruída a vossa Ordem por causa dos vossos enganos e iniquidades. Ide, Doutores do pecado e da desordem, Pais da corrupção, Filhos da maldade; não queremos seguir já a vossa direção, nem escutar as vossas máximas...” (Comentário sobre a Profecia de Santa Hildegardes feito pelo Venerável Jerônimo Batista de Lanuza, Bispo de Albarazem, e depois de Balbastro; cfr. “Theat. Jesuít.”, Part. 2, pág. 183, Mor. Prat., Tom. I).

Nota: Santa Hildegarda, Religiosa da Ordem de Sister e Abadessa do Monte de São Roberto. Morreu no ano de 1180. São Bernardo, que a respeitava muito, defendeu as suas revelações; que  foram julgadas verdadeiras, graves, santas, depois de um exame sério pelo Concílio de Rheims, no ano de 1148, onde presidia o Papa Eugênio III.


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