Blog Católico, para os Católicos

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

segunda-feira, 24 de junho de 2013

O corrupto é aquele que foi um passo além: perdeu a noção do bem e do mal.



Análise do termo técnico corrupção, 

que no mundo jurídico 

tem alguns sentidos muito precisos

 

Brasília, (Zenit.org) Paulo Vasconcelos Jacobina


Há certas palavras que vão tomando, no vocabulário comum, acepções mais amplas do que têm em sua significação mais técnica. Uma delas é o termo “corrupção”, que, no mundo jurídico, tem alguns sentidos muito precisos; significa, por exemplo, adulterar a qualidade de alguma coisa, tornando-a maléfica ou imprestável. É o caso do tipo penal do art. 271 do Código Penal: corrupção de água potável; ou ainda o art. 272, corrupção de substância ou produto alimentício.

Num sentido mais próximo do vulgar, mas ainda bem restrito, fala-se, no Código Penal, em “corrupção” como o crime daquela pessoa que oferece ou promete vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício: é o art. 333. A lei criminaliza ainda o servidor público que aceita tal vantagem ou promessa no art. 317.

O sentido, aqui, é, no entanto, ainda muito mais restrito que o sentido vulgar: para considerar alguém corrupto, é necessário provar que houve efetivamente uma oferta ou promessa de vantagem indevida, que o recebedor era servidor público, que a vantagem tinha relação com suas funções e que ele, em qualquer medida, tinha, ao menos em tese, o poder de praticar o ato que se visava alterar pela oferta da vantagem.

É também neste sentido que a Constituição Federal usa a palavra na única vez que a menciona no seu texto: é o art. 14, § 10, que considera impugnáveis os mandatos eletivos obtidos mediante abuso do poder econômico, corrupção ou fraude.

Não é neste sentido preciso, mas no sentido muito mais largo do seu uso popular, que o clamor “contra a corrupção” vem mais uma vez se elevando nas ruas. O uso que se faz ali do termo “corrupção” é muito mais amplo e abrangente do que o sentido do “nomen juris” de um tipo penal. É preciso ouvir e compreender essas vozes, para as quais o termo “corrupção” parece significar, imprecisamente, todo exercício de poder que se desgarra da sua finalidade republicana de buscar o bem comum.

Neste sentido, no brado “contra a corrupção”, o sentido do termo parece aproximar-se muito mais daquilo que a Constituição denomina de “improbidade administrativa” (art. 15, V, e art. 37, § 4º da CF 1988), vale dizer, o desvio de finalidade existente naqueles atos praticados por agentes políticos, públicos ou delegados, que deixem de observar os princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, para buscar a simples vantagem pessoal, para si ou seu grupo. O sentido jurídico da improbidade e sua repressão estão na lei federal n.º 8.429/92, conhecida como “lei da improbidade administrativa”; e ela não pertence à esfera penal propriamente dita: suas sanções estão na área administrativa, política e civil; envolvem multas, suspensão de direitos políticos e do direito de contratar com a Administração, cassação de mandatos, ressarcimento dos cofres públicos e inelegibilidade, dentre outras. Isto tudo sem prejuízo, quando for o caso,de que os agentes ímprobos sejam também processados e condenados pelos crimes que cometerem, inclusive a corrupção em sentido estrito.

Seria um absurdo querer ou imaginar que os clamores do povo fizessem a distinção deste tipo de tecnicismo jurídico. As pessoas, de modo geral, desconhecem estes detalhes. Não cabe à população procurar os termos jurídicos para expressar: cabe aos dirigentes e agentes públicos e políticos compreender as vozes populares e encontrar os meios jurídicos para expressá-la e torná-la efetiva.

Este é, em grande medida, o problema da chamada “PEC 37”, que cria um monopólio de investigação criminal nas mãos da polícia. Ela torna mais estreita e burocrática a possibilidade de investigar os crimes de corrupção. “O mal feito é da conta de todos”, diz um velho ditado popular que esta PEC parece desconhecer. E foram exatamente as manifestações populares a captar o sentido pouco democrático da proposta, veiculada neste Projeto de Emenda Constitucional, da criação de um “monopólio de investigação” das condutas antirrepublicanas criminosas em um único órgão (a Polícia), excluindo diversos outros órgãos administrativos da legitimidade para investigar. Ver um assunto aparentemente tão técnico e restrito a especialistas virar bandeira popular foi talvez o mais inesperado e emocionante para os agentes públicos que lidam profissionalmente com o assunto.

Há, certamente, algo mais no clamor das ruas do que o simples grito pela efetiva aplicação das sanções jurídicas a corruptos e ímprobos. Há uma ansiedade, uma pressa, pela efetiva melhoria da vida, uma sensação difusa de insatisfação com uma classe dirigente que parece incapaz de captar os anseios populares e concretizá-los. Há uma indignação com a corrupção num nível muito mais profundo que o ordenamento jurídico atualmente em vigor é capaz de responder.

Neste sentido, há uma homilia do Papa Francisco, de 04 de junho de 2013, que pode ajudar muito a pensar a corrupção numa dimensão mais profunda, guiando os operadores jurídicos e, em especial, os legisladores e os membros do Ministério Público para um discernimento mais profundo sobre o que são, de fato, as pessoas corruptas. Fazendo uma meditação sobre a diferença entre pecado e corrupção, o Santo Padre aponta para a intuição de que, se por um lado somos todos pecadores, o corrupto é aquele que foi um passo além: perdeu a noção do bem e do mal. Já não sabe o que é o pecado. “Conhecemos o nosso interior e sabemos o que é um pecador. E se algum de nós não se sente pecador, procure um bom ‘médico espiritual’, porque "alguma coisa está errada", ensina-nos o Papa.

Os corruptos, no entanto, ensina-nos o Papa, querem "apropriar-se da vinha e perderam o relacionamento com o dono dela", que "nos chamou com amor, que zela por nós e também nos dá a liberdade". Assim, lembra ele, a relação com o Bem está impressa no código genético do ser humano, mas os corruptos procuram negá-la. Assim,os corruptos fazem de si mesmo o único bem, o único sentido: negando-se a reconhecer a Deus, sumo Bem, “fazem para si um Deus especial: são Deus eles mesmos".

"Judas começou, de pecador avaro e terminou na corrupção. O caminho da autonomia é um caminho perigoso: os corruptos são grandes desmemoriados, esqueceram este amor, com o qual o Senhor plantou a vinha...". Os verdadeiros e maiores corruptos, ensina o Papa, são aqueles para quem eles mesmos são a única origem e o único fim,ainda que sejam hipócritas o suficiente para enganar a todos em nome de um bem comum que juram defender, mas já não reconhecem. Fingem amar aos demais, mas amam somente a si mesmos. "Cortaram a relação com este amor!”, diz o Papa. “E eles se converteram em adoradores de si mesmos. Quanto mal causaram os corruptos nas comunidades cristãs! Que o Senhor nos livre de escorregar neste caminho da corrupção".

A responsabilidade que os jovens, nas ruas, estão nos legando, é grande. Grandes mobilizações populares demonstram grandes anseios, que podem lastrear grandes avanços democráticos e sociais, mas também podem ser sequestrados pelos próprios corruptos – aqueles que forem hipócritas o suficiente para prometer mudanças rápidas e eficazes naquilo cuja construção é, em si mesma, lenta e penosa. Cabe-nos utilizar não somente o instrumental jurídico atualmente em vigor, mas também aperfeiçoá-lo, para ampliar o combate contra a corrupção naquilo que ela tem de mais profundo: seu poder de sugar a esperança do povo.


domingo, 23 de junho de 2013

Blasfêmias, Heresias, Calúnias e Ódio ao Catolicismo.

A Bíblia das Testemunhas de Jeová

 
(Extratos da obra “Revelação: seu grandioso clímax está próximo!”)

Livro completamente herético e ofensivo à Igreja Católica, publicado pelas “Testemunhas de Jeová” em 1988.

Extratos

1 - “Longe de Jesus ser parte duma mística Trindade...” (pág. 15).

2 - “... a apostasia se desenvolveu rapidamente após a morte de João... Por volta do IV século, já se havia infiltrado a doutrina Falsa da Trindade... duma alma imortal...” (pág. 30).

3 - “... a Cristandade sancionou abertamente o uso de Imagens, bem como a promoção da Idolatria... e a Imoralidade... sempre foi amplamente tolerada... os Clérigos da Cristandade têm sido os mais destacados Membros do Descendente de Satanás... os líderes da Cristandade, Religiosos e Seculares, mostraram ódio especial a todo aquele que procurava incentivar a leitura da Bíblia... Durante as Trevas da Idade Média, o Domínio Apóstata atingiu um auge na Diabólica Inquisição Católica... Jesus, na sua parábola sobre o trigo e o joio, predisse o tempo de escuridão que existiria enquanto a Cristandade predominasse” (págs. 30-31, 101).

4 - “... a Falsidade dos muitos ensinos babilônicos da Cristandade, tais como a Trindade, a Imortalidade da Alma, o tormento num Inferno de Fogo, o Batismo de Bebês e a Adoração de Imagens (inclusive a Cruz e as de Maria)...” (págs. 35, 69).

5 - “... frequentemente se honra mais a Maria do que a Deus e a Cristo. Jesus não a honrava assim (João 2, 4; 19, 26)” (págs. 53-54).
 
6 - “... alguns dos da hodierna Sinagoga de Satanás, a Cristandade” (pág. 63).

7 - “Por volta do IV século, aquela antiga Serpente, Satanás, o Diabo, já havia produzido sua Obra-prima de Fraude, a Religião Apóstata da Cristandade... é a parte Principal do Descendente da Serpente...” (págs. 102, 110).

8 – As Testemunhas de Jeová “não clamam que devem a Salvação ao Espírito Santo, porque não são Servos dum Deus Trino” (pág. 123).

9 - “Todos se desviaram, todos são igualmente corruptos... Sim, toda a Humanidade está em perigo de receber um julgamento adverso. Mas uma parte dela é especialmente Culpada... é a Cristandade... Sua Religião é Fruto da grande Apostasia do verdadeiro Cristianismo...” (pág. 133).

10 - “Quando os Clérigos da Cristandade apostataram do verdadeiro Cristianismo, caíram da sua elevada posição celestial...” (pág. 137).

11 - “Atualmente, a Hipocrisia da Cristandade têm-se tornado tão evidente... Mas o povo de Jeová não têm deixado de expôr o que Ela é: um Reino de Escuridão... A condição Decaída dos Clérigos  dela... A Cristandade realmente é a parte mais repreensível do sistema de coisas de Satanás” (pág. 141).

12 - “Em vez de anunciarem o entrante Reino de Deus, os Clérigos da Cristandade escolheram continuar com o mundo de Satanás” (pág. 148).

13 - “Uma vigorosa resolução expôs a Cristandade como espiritualmente Morta e fez o convite: Nesta hora de perplexidade, Jeová Deus insta com os povos a que Abandonem e Deixem para Sempre a Cristandade ou o Cristianismo Organizado e se Afastem completamente para longe dele” (pág. 149).

14 - “... os da Ungida Classe de João (n. a.: as Testemunhas de Jeová) começaram a proclamação... para tornar conhecido que a Cristandade e seus Clérigos espiritualmente estão totalmente Mortos, Rejeitados por Jeová e prontos para a Fornalha Ardente da Destruição Eterna” (pág. 150).

15 - “A adoração pura de Jeová tem de ser Enaltecida, depois de Séculos de Apostasia da Cristandade” (pág. 162).

16 - “Os Inimigos de Deus, e especialmente os Líderes da Cristandade...” (pág. 174).

17 - “Babilônia, a Grande, é a parte Religiosa da Organização de Satanás. Seu Segmento mais destacado, Hoje, é a Apóstata Cristandade... Ela tem feito todas as nações beber, por se valer das Astúcias duma Prostituta, cometendo Fornicação Religiosa com elas. Têm engodado governantes políticos a entrar em Alianças e Amizades com Ela. Por meio de Atrativos Religiosos, Ela têm Tramado Opressão Política, Comercial e Econômica. Têm Fomentado Perseguição Religiosa, Guerras e Cruzadas Religiosas, bem como Guerras Nacionais, por motivos puramente políticos e comerciais. E Ela têm Santificado essas Guerras por dizer que São da Vontade de Deus” (págs. 205-207).

18 - “Hoje em dia Hitler e Mussolini, os Ditadores arbitrários, ameaçam a Paz do Mundo Todo, e estão inteiramente Apoiados em sua Destruição da Liberdade pela Hierarquia Católica – Romana” (pág. 225).

19 - “O conceito da Trindade provém da antiga Babilônia, onde o deus – sol Xamaxe, o deus – lua Sin e a deusa – estrela Istar eram adorados como Tríade. O Egito seguiu o mesmo padrão, adorando Osíris, Ísis e Hórus. O principal deus da Assíria, Assur, é retratado com três cabeças. Seguindo o mesmo Modelo, há igrejas Católicas em que podem ser encontradas Imagens que apresentam Deus com Três Cabeças” (pág. 250).

20 - “A Idolatria e as Ladainhas não podem Salvar Babilônia, a Grande, da Retribuição semelhante à Derrubada de Sodoma e Gomorra por Deus” (pág. 261).

21 - “A Abissínia (a Etiópia) foi Estuprada, com a Bênção dos Clérigos Católicos Romanos... Quão repugnante é que a Cristandade se envolva em tal Maciço Derramamento de Sangue. Seus Clérigos deveras fracassaram...” (págs. 262-263).

22 - “Sim, Babilônia, a Grande, era Amiga Íntima e boa Freguesa dos Comerciantes Ricos. Por exemplo, os Mosteiros, os Conventos e as igrejas da Cristandade, no decorrer dos Séculos, têm adquirido enormes quantidades de Ouro, Prata, Pedras Preciosas, Madeiras valiosas e outras formas de Riqueza Material...” (pág. 267).

23 - “A Cristandade, como Parte Principal de Babilônia, a Grande, tornar-se-á uma Ruína sem vida...” (pág. 270).

24 - “Verdadeiramente, direta ou indiretamente, Babilônia, a Grande – a Grande Meretriz e Império Mundial da Religião Falsa – têm de prestar contas a Jeová não só pelo Sangue dos Profetas, e dos Santos, que Ela perseguiu e Matou, mas também pelo Sangue 'de todos os que foram mortos na terra'. Babilônia, a Grande, de fato, têm uma pavorosa culpa de Sangue. Já vai tarde, na Destruição Final Dela!” (pág. 271).

25 - “A partir de Pentecostes, Satanás têm usado Babilônia, a Grande, como Seu Instrumento na tentativa de Contaminar os prospectivos Membros da Esposa do Cordeiro. Lá pelo fim do I século, ele havia lançado na Congregação (n.a.: na Igreja) as Sementes da Religião Babilônica... Nos séculos seguintes, a Cristandade Apóstata, assim como o restante de Babilônia, a Grande, revestiu-se das Roupas de Riqueza e de Privilégios... Seus Clérigos e seus Papas consorciavam-se com Imperadores Sanguinários, tais como Constantino e Carlos Magno. Ela nunca se revestiu dos 'atos justos dos santos'. Como Noiva de imitação, Ela era realmente uma Obra-prima de Fraude Satânica” (pág. 276).

26 - “Embora a Cristandade afirme ser a Noiva de Cristo, Ela é caracterizada pelas práticas repugnantes que João aqui descreve (Apoc. 21, 8). De modo que Ela vai para a Destruição Eterna junto com o restante de Babilônia, a Grande” (pág. 305).

27 - “Este rio (Apoc. 22, 1-2) é 'límpido como cristal', mostrando a pureza e a santidade das Provisões de Deus. Não é como as Águas Sangrentas e Mortíferas da Cristandade” (pág. 311).

28 - “Os Clérigos da Cristandade têm agido como 'Cães Mudos', fechando os olhos aos Vícios que Jeová aqui descreve (Apoc. 22, 12-15)... Por certo, Eles 'gostam de, e praticam' doutrinas e dogmas Mentirosos... Portanto, Eles não têm nenhuma parte na Nova Jerusalém” (págs. 316-317).


Até aqui, retrato as lodosas e nauseabundas pestilências, com que as Testemunhas de Jeová impregnam as mentes dos seus fiéis contra a Igreja Católica. Mas, vejamos o que o Espírito Santo fala pela boca de São Paulo sobre a relação com os que estão fora da Igreja:

“Procedei com Sabedoria (e honestamente) com aqueles que estão fora (da Igreja), aproveitando as circunstâncias (de lhes fazerem o bem)... para que não caia no opróbrio e no laço do Demônio... Porque, aqueles que estão fora (da Igreja), Deus os julgará. Tira do meio de vós o mau” (Col. 4, 5; I Tes. 4, 11; I Tim. 3, 7; I Cor. 5, 12).


Carta Aberta dos Amigos da Cruz,
aos Náufragos da Fé


Caros Irmãos em Cristo. Apesar de São Paulo, Apóstolo, ter afirmado que:

“Esta é uma Verdade Infalível; e quero que afirmes isto... Foge do Homem Herege, depois da 1ª e 2ª correção; sabendo que um tal homem está pervertido e peca, como quem é condenado pelo seu próprio juízo” (Tit. 3, 8.10-11). Apesar de ter prevenido que:

“As Obras da Carne são... as Seitas... e outras coisas semelhantes, sobre as quais vos previno, como já vos disse, que os que fazem tais coisas não possuirão o Reino de Deus” (Gál. 5, 19-21). Apesar, também, do Discípulo Amado ter exortado fortemente que:

“Se alguém vem a vós, e não traz esta Doutrina (a Católica), não o recebais em vossa casa, nem o saudeis. Porque quem o saúda, participa (em certo modo) das suas obras más” (II Jo. 10-11). E apesar, por fim, de o próprio Filho de Deus, sendo Ele Deus mesmo, também ter afirmado sobre os Hereges, que:

“Eu também detesto” (Apoc. 2, 6.15-16) as suas ações.

Devemos nós, os católicos, abençoá-los com as esmolas das nossas orações; devemos abençoá-los, e não os amaldiçoar (Rom. 12, 14), porque também eles estavam incluídos naquele Divino brado lancinante, que do alto da Cruz, o Nosso Amoroso Deus externou, dizendo:

“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Luc. 23, 34).

Por isso, ensinou-nos aquele Vaso de Eleição:

“Não te deixe vencer do mal, mas, vence o mal com o bem” (Rom. 12, 21).

Perante tudo isso, caros Náufragos da Fé, nós vos conjuramos “diante de Deus e de Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, pela Sua vinda e pelo Seu Reino” (II Tim. 4, 1), a não publicarem mais estas obras heréticas, ofensivas a Deus e à Sua Igreja; na verdade, gostaríamos mesmo é de ver-vos sair definitivamente delas, para o bem de vossas almas, pois, assim ensinou-nos um grande luminar da Igreja:

“Todavia, considerando, Nós, que estas malvadas seitas... acobertando-se a cada passo com a capa de beneficência e auxílio mútuo, e podendo assim facilmente iludir os incautos e inexpertos com a aparência de fingida honestidade... formalmente declaramos que nenhum, absolutamente, dos adeptos... fica imune dessas penas espirituais, sob qualquer pretexto, quer de sua boa fé, quer da extrínseca aparência de bondade que as... seitas soem ostentar, e por conseguinte, ficam todos no perigo de eterna condenação, enquanto a elas aderirem... Praza a Deus, que a consideração da perversidade das seitas... e a lembrança dos anátemas com que repetidas vezes foram elas feridas pela Igreja... reconduza-as ao caminho da salvação, e evite a ruína de tantas almas...” (Beato Pio IX, Carta Apostólica “Quamquam dolores nostros”, de 29/05/1873).

Caso os caríssimos Irmãos em Cristo, infelizmente, prossigam nesse “caminho que parece direito ao homem, e contudo, o seu termo é a morte” (Prov. 16, 25), queiram, por favor, entender a nossa posição diante das Leis de Deus e da Sua Igreja, pois elas nos exortam desta forma:

“A Religião Católica é em artigos de erros dogmáticos, a mais severa e a menos tolerante de todas as religiões” (D. Bossuet, Bispo de Meaux).

“Outra causa que têm acarretado muitos males que afligem a Igreja é o Indiferentismo, ou seja, aquela perversa teoria espalhada por toda parte, graças aos enganos dos ímpios, e que ensina poder-se conseguir a vida eterna em qualquer religião, contanto que se molde à norma do reto e honesto...” (S.S. Gregório XVI, Carta Encíclica “Mirari vos”, de 15/08/1832).

“... ainda devemos recordar e condenar o gravíssimo erro em que se encontram miseravelmente alguns católicos, os quais crêem poder alcançar a vida eterna, mesmo vivendo no erro e longe da Verdadeira Fé e da Unidade Católica. Isso é radicalmente contrário à Doutrina Católica...” (Beato Pio IX, Carta Encíclica “Quanto conficiamur moerore”, de 10/08/1863).

“Há de se lutar com todas as nossas forças, segundo o exige a gravidade do assunto, para exterminar a mortífera praga de tais livros (heréticos), pois o erro sempre procura onde se fomentar, enquanto não perecerem no fogo esses instrumentos de maldade” (S.S. Clemente XIII, Carta Encíclica “Christiane”, de 25/11/1766).

“... um Cristão que ousasse zombar de uma Encíclica Pontifícia, que recusasse a ela submeter-se, cometeria de certo pecado gravíssimo contra a obediência devida a Deus e a Sua Igreja: 'Quem crer será salvo; quem não crer será condenado'; são as próprias Palavras do Filho de Deus, dando ao Papa e aos Bispos a missão de ensinar os homens” (D. Antônio de Macêdo Costa, Bispo do Pará, em 1886).

“Se alguns não obedecerem às palavras que Cristo pronunciou por nossa boca, saibam que se tornam réus de culpa mortal, e incorrem em extremo perigo” (São Clemente I, 59, 1).

Como bem disse Santo Agostinho: “Odiai o erro, amai os que erram”, pois, “esta é a vitória que vence o mundo, a nossa Fé” (I Jo. 5, 4).

   

 

sábado, 22 de junho de 2013

O padrão moral do ocidente foi moldado pela Igreja Católica.



Josenildo Melo

O intuito de escrever sobre a Igreja Católica e sua História não é de menosprezar as outras religiões e muito menos tornar a Igreja em palavras e na História superior a outras religiões, ideologias e pensamentos; o que nos faz escrever é a necessidade de que todos nós, cristãos católicos e não católicos devemos conhecer verdadeiramente a nossa História! 

O Padrão moral do ocidente foi moldado pela Igreja, baseado na sacralidade e na dignidade da vida humana, por considerá-la “imagem e semelhança de Deus” (Gn 1, 26). A Igreja sempre insistiu no valor único e irrepetível de cada pessoa, em virtude de sua alma imortal. O pobre, o fraco ou doente eram tratados com desprezo pelos não cristãos e muitas vezes abandonados. Isto é que fez a caridade católica tão importante e algo novo no mundo.

A Igreja Católica pregou contra e aboliu a prática do infanticídio que era considerada moralmente aceita pelos antigos gregos e romanos. Platão disse, por exemplo, que um velho pobre e doente que não pudesse trabalhar, poderia ser abandonado a morrer.
Le Goff afirma que Sêneca escreveu “Nós afogamos as crianças que nascem doentes e anormais”. Segundo Vicente Currol (2002), meninos deformados, e mesmo meninas saudáveis, mais inconscientes nas sociedades patriarcais, eram abandonados; em consequência disso a população masculina ultrapassava em até 30% a população no antigo mundo romano.

Jerome Carcopio, em sua obra “Daily Life in Ancient Rome” (A Vida Diária na Roma Antiga), disse que: “os açougueiros da arena foram parados ao comando dos imperadores cristãos”.
Os historiadores consideram que esta grande reforma na moral da humanidade, foi devido quase que exclusivamente à Igreja Católica. Outro ponto importante onde a moral católica moldou o Ocidente foi na questão da guerra justa. Nem em Platão ou Aristóteles encontramos algo que possa se comparar com a famosa questão “Sobre a Guerra” na suma Teológica de S. Tomás de Aquino.

Os filósofos antigos trataram da questão da guerra, mas não criaram uma teoria da “guerra justa” ( ou da auto defesa) como fez a Igreja. O primeiro a tratar da questão da guerra justa foi Santo Agostinho no século IV; para ele a guerra seria justa somente para enfrentar uma agressão. São Tomás de Aquino colocava três condições para uma guerra justa: primeiro, a autoridade que autoriza uma guerra; não pode ser declarada por uma pessoa qualquer; segundo, uma causa justa é necessária; quando houver uma agressão injusta; e terceiro, é necessário que haja uma reta intenção, o desejo do avanço do bem e do afastamento do mal. (IIa, IIIae, q.40, art. 1).

Foi a Igreja também quem ajudou a abolir as lutas dos gladiadores até a morte, como entretenimento das pessoas; o que era contra a dignidade humana e o valor de cada pessoa. O Cristianismo santificou o corpo, o fez bendito, morada da alma e do Espírito Santo. Cristo colocou o ser humano acima de qualquer condição ou qualidade para integrar a irmandade universal.

O ser humano é o maior dom de Deus e a Família algo sagrado. A Igreja respeita a individualidade humana, mas preserva, sobretudo a Família. No mundo contemporâneo muitos exacerbam-se em pregar anti-valores; devemos respeitar o direito de escolha de cada pessoa humana mas A FAMÍLIA tem a proteção de Deus, do Estado e da Igreja. A tolerância é sinônimo de civilidade e verdadeira compreensão do respeito às ideologias, mas não existe nada mais sagrado do que A FAMÍLIA.


BIBLIOGRAFIA: AQUINO, Felipe Rinaldo Queiroz de. Uma História que não é Contada. Editora Cléofas, 2010. Professor Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP.
 
 
 

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