Blog Católico, para os Católicos
"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).
domingo, 17 de novembro de 2013
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Nobel francês respalda milagres de Lourdes

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| Luc Montagnier |
Prêmio Nobel reconhece singularidade dos milagres de Lourdes: “há curas que não estão incluídas no estado atual da ciência”.
A cura de um grave problema de hipertensão é a matéria do 69º milagre oficial ocorrido em Lourdes.
Danila Castelli, italiana, esposa e mãe de família, viajou à França em
1989 e foi curada naquele mesmo ano, muito embora o milagre só tenha
sido reconhecido por parte da Igreja em 2010. O Escritório de
Constatações Médicas do Santuário de Lourdes concluiu, após várias
análises, que "a senhora Castelli está curada, de maneira total e
duradoura, desde a sua peregrinação a Lourdes em 1989, há 21 anos, da
enfermidade que sofria, e isto sem ter relação alguma com as cirurgias
ou os tratamentos"01.
No mesmo lugar, em 1858, a Virgem Santíssima apareceu várias vezes à
jovem – hoje santa – Bernadette Soubirous. Uma fonte de água na gruta
das aparições tem sido instrumento da ação miraculosa de Deus até os
dias de hoje. Embora mais de 7 mil curas "inexplicáveis" já tenham sido
registradas, pouco menos de 70 delas foram devidamente reconhecidas pela
Igreja – uma prova da prudência e da criteriosa investigação com que as
autoridades eclesiásticas examinam os fatos que lhes são passados.
Particularmente extraordinário foi o milagre oficial n. 68 ocorrido em
Lourdes. Em 2002, o peregrino Serge François foi misteriosamente curado
de uma paralisia na perna02.
Para agradecer, ele decidiu fazer o caminho de Santiago de Compostela a
pé: mais de 1.500 quilômetros em agradecimento à Virgem de Lourdes.
Nada mal para quem sofria com uma hérnia de disco.
Múltiplos são os relatos miraculosos acontecidos em Lourdes. No
entanto, desde os primeiros fatos extraordinários que se passaram nesta
pequena cidade francesa até os dias de hoje, o que não faltam são
pessoas dogmaticamente céticas, acoimando os peregrinos e devotos de
Nossa Senhora de "supersticiosos" e a Igreja, que deu seu aval às
aparições da Virgem, de "inimiga da ciência".
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| Luc Montagnier |
As palavras de uma grande personalidade científica destes tempos, no
entanto, testemunham a favor de Nossa Senhora de Lourdes. "Quando um
fenômeno é inexplicável, se realmente existe, não há necessidade de
negar nada" – é o parecer de Luc Montagnier, prêmio Nobel em Medicina e
descobridor do vírus HIV. "Nos milagres de Lourdes, assegura, há algo inexplicável."
As declarações de Montagnier foram recolhidas no livro Le Nobel et le Moine03
["O Nobel e o Monge"], no qual o cientista conduz um diálogo com Michel
Niassaut, um monge cisterciense. Em determinado momento da conversa,
Montagnier reconhecer ter estudado vários milagres acontecidos em
Lourdes e, mesmo sendo agnóstico, crê "de verdade que é algo
inexplicável". "Reconheço que há curas que não estão incluídas no estado atual da ciência", diz.
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| Luc Montagnier |
Luc Montagnier não é o primeiro Nobel a dar crédito a Lourdes. O famoso
biologista francês Alexis Carrel (1873-1944), enviado em 1903 à cidade
das aparições, a fim de desmascarar a "farsa" dos milagres, acabou
convertendo-se à Igreja, após presenciar a cura de uma tuberculosa. A
moribunda – que, segundo os diagnósticos da época, sem dúvida morreria –
saiu curada das piscinas. A conversão de Carrel, até então naturalista e ateu, provocou um enorme rebuliço nos ambientes céticos do século XX.
As posições claramente imparciais de dois vencedores do prêmio Nobel
derrubam o mito ateísta de que os milagres não são possíveis. E lembram a grande eficácia que tem, junto a Deus, a intercessão de Sua Mãe Santíssima.
Por Equipe Christo Nihil Praepoenre
Referências
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
“Há mais casamentos nulos hoje do que antes”.

Dom Gerhard Müller, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.
RR - O
Arcebispo Gerhard Muller considera que haverá atualmente mais casos de
casamentos nulos do que no passado, devido ao desconhecimento da
doutrina católica sobre o matrimônio.
Num longo artigo publicado no
“L’Osservatore Romano”, o jornal do Vaticano, o prefeito da Congregação
para a Doutrina da Fé defende a atual posição católica de total
inviolabilidade do casamento, desde que validamente celebrado.
Para Muller, contudo, haverá mais casos
actualmente em que essa validade não existe: “A mentalidade
contemporânea contrasta bastante com a compreensão cristã do matrimônio,
sobretudo a respeito da sua indissolubilidade e abertura à vida. Uma
vez que muitos cristãos são influenciados por tal contexto cultural, os
casamentos são provavelmente mais frequentemente inválidos nos nossos
dias do que eram no passado, estando ausente a vontade de se casarem
segundo o sentido da doutrina matrimonial católica e havendo uma
reduzida adesão a um contexto vital de fé”.
A Igreja Católica não aceita o divórcio,
considerando que um casamento válido apenas termina com a morte de um
dos esposos, pelo que as pessoas que vivem em segundas relações estão,
na prática, em estado de adultério. Em alguns casos, porém, pode-se
determinar que o primeiro casamento nunca o foi, por não reunir as
condições necessárias para ser válido, o que deixa ambos livres para
casar.
O artigo surge numa altura em que se
começa a preparar um sínodo extraordinário para a família, que terá como
particular enfoque a questão dos divorciados que vivem em segundas
uniões. Atualmente, à luz das regras da Igreja, estas pessoas estão
impedidas de receber os sacramentos da Eucaristia e da confissão,
enquanto insistirem em viver num estado irregular.
Muller faz um apanhado de diversos
documentos da Igreja ao longo dos últimos anos que abordam este tema.
Todos insistem na necessidade de se acolher da melhor forma as pessoas
nestas situações, mas reafirmam a posição da Igreja.
Divórcio (pouco) ortodoxo
Recentemente, questionado sobre este assunto, o Papa referiu a prática
das igrejas ortodoxas, sem todavia dizer se esta seria ou não uma
solução a adotar na Igreja Católica.
De facto, os ortodoxos permitem, em
certas circunstâncias, um segundo casamento. A teologia ortodoxa
justifica-o com o poder dado à Igreja de “ligar e desligar” e por uma
questão de “oikonomia”, ou “misericórdia”. Isto é, sem rejeitar o
ensinamento de Cristo de que o casamento é para toda a vida, a Igreja
Ortodoxa reconhece que há situações em que por culpa dos cônjuges, ou de
um deles em particular, esse ensinamento torna-se impraticável. Neste
casos permite-se uma segunda união, que é regularizada pela Igreja.
Os ortodoxos reconhecem, todavia, que
essa nunca é a solução ideal e por isso, nestes casos a própria cerimônia é de natureza penitencial, para que fique claro que resulta da
fraqueza humana.
Neste seu artigo, contudo, Muller parece
fechar definitivamente a porta a esta possibilidade na Igreja Católica:
“Esta prática não é coerente com a vontade de Deus, claramente expressa
nas palavras de Jesus sobre a indissolubilidade do matrimônio, e isto
representa certamente uma questão ecumênica que não deve ser
subestimada”.
O prefeito para a Congregação da Doutrina
da Fé recorda ainda que “às vezes diz-se que a Igreja tinha de facto
tolerado a prática oriental, mas isso não é verdade. Os canonistas
sempre falaram de uma prática abusiva e existem testemunhos de alguns
grupos de cristãos ortodoxos que, tornando-se católicos, tinham de
assinar uma confissão de fé na qual se referia explicitamente à
impossibilidade de celebração de segundas ou terceiras núpcias”.
Para o arcebispo Muller a noção cristã de
casamento é incompatível com uma visão secularizada: “Só é possível
compreender e viver o matrimônio como sacramento no âmbito do mistério
de Cristo. A secularização do matrimônio e a sua consideração como uma
realidade puramente natural, impede o acesso à sua sacramentalidade”,
diz.
Créditos: José Santiago Lima
* * *
O artigo de Dom Müller no Osservatore Romano pode ser lido aqui.
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