Blog Católico, para os Católicos

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Russia: país “campeão” mundial em abortos voluntários PROÍBE publicidade favorável à prática.

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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou uma lei que proíbe a publicidade pró-aborto. A notícia repercutiu pelo mundo, com destaque nos Estados Unidos. Os ativistas pró-aborto reagiram afirmando que a decisão prejudica os “direitos reprodutivos das mulheres”.
A nova lei é o resultado de um processo que começou em 2011 no parlamento russo, a Duma. O que levou o país a mudar a lei sobre o aborto foi o número alarmante de abortos na Rússia e a gravíssima queda na taxa de natalidade.
A Rússia Soviética foi a primeira nação no mundo a introduzir o aborto livre em 1920. Por causa do colapso demográfico que a medida provocou, o próprio Lênin suspendeu a lei por “razões de Estado”.
O declínio da população russa recomeçou em meados dos anos sessenta, quando o aborto foi reintroduzido. Dados do Ministério da Saúde revelam que, com mais de um milhão de abortos por ano, o país tem a maior quantidade mundial de “interrupções voluntárias da gravidez”
A situação, porém, muito provavelmente é mais grave ainda. As estatísticas não levam em conta os casos de interrupção da gravidez em clínicas privadas, que, segundo estimativas, chegariam à casa dos seis milhões.
O aborto continua sendo o método mais utilizado para o controle da natalidade na Rússia. Em 2005, houve 104,6 abortos para cada 100 nascimentos.
Parece que a mobilização em favor da vida por parte da Igreja ortodoxa russa conseguiu reduzir em mais da metade o número de abortos em 2012 (58,7%). No entanto, o problema da baixa taxa de natalidade permanece. O percentual de nascimentos oscila em torno de 1,4 filhos por mulher, longe dos 2,1 necessários para sustentar os números da população atual.
Além disso, a expectativa média de vida do homem na Rússia caiu para 58 anos, devido aos altos índices de alcoolismo e ao modo de vida pouco saudável dos russos.
Putin fez da solução do problema demográfico que aflige a Rússia um dos seus principais objetivos. O governo tem feito campanhas publicitárias para incentivar as famílias a ter mais filhos, além de conceder subsídios financeiros para encorajar os casais a aumentar a taxa de natalidade.
A lei que proíbe a publicidade do aborto “não é o início de uma restrição aos direitos reprodutivos das mulheres, mas a continuação de um processo iniciado em 2011″, declarou Olgerta Kharitonova, ativista dos direitos das mulheres.
Há alguns dias, o parlamento russo aprovou uma lei que limita o aborto às primeiras 12 semanas de gestação, como regra geral, ou a 22 semanas para as mulheres que comprovarem não ter condições de cuidar do filho.
A nova lei também introduziu o intervalo de uma semana entre o pedido de aborto e a realização do procedimento, para que a mulher tenha tempo de refletir melhor sobre a decisão. Esse período de tempo, de acordo com especialistas, reduziria as possibilidades de aborto através de métodos perigosos, diminuindo o risco de complicações.
A mulher também pode recorrer a uma série de consultas psicanalíticas antes da interrupção da gravidez, para “entender que está privando a criança intencionalmente da oportunidade de viver”.
Uma recente proposta apresentada ao legislativo pretende excluir o aborto da cobertura pública de saúde.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

“Se eu não fosse Católico…”


A Sé de Pedro
Se eu não fosse Católico e estivesse procurando a verdadeira Igreja no mundo de hoje, eu iria em busca da única Igreja que não se dá muito bem com o mundo. Em outras palavras, eu procuraria uma Igreja que o mundo odiasse. Minha razão para fazer isso seria que, se Cristo ainda está presente em qualquer uma das igrejas do mundo de hoje, Ele ainda deve ser odiado como o era quando estava na terra, vivendo na carne.
Dom Fulton Sheen
Dom Fulton Sheen
Se você tiver que encontrar Cristo hoje, então procure uma Igreja que não se dá bem com o mundo. Procure por uma Igreja que é odiada pelo mundo como Cristo foi odiado pelo mundo. Procure pela Igreja que é acusada de estar desatualizada com os tempos modernos, como Nosso Senhor foi acusado de ser ignorante e nunca ter aprendido. Procure pela Igreja que os homens de hoje zombam e acusam de ser socialmente inferior, assim como zombaram de Nosso Senhor porque Ele veio de Nazaré. Procure pela Igreja, que é acusada de estar com o diabo, assim como Nosso Senhor foi acusado de estar possuído por Belzebu, príncipe dos demônios .
Procure a Igreja que em tempos de intolerância (contra a sã doutrina,) os homens dizem que deve ser destruída em nome de Deus, do mesmo modo que os que crucificaram Cristo julgavam estar prestando serviço a Deus.
Procure a Igreja que o mundo rejeita porque ela se proclama infalível, pois foi pela mesma razão que Pilatos rejeitou Cristo: por Ele ter se proclamado a si mesmo A VERDADE. Procure a Igreja que é rejeitada pelo mundo assim como Nosso Senhor foi rejeitado pelos homens. Procure a Igreja que em meio às confusões de opiniões conflitantes, seus membros a amam do mesmo modo como amam a Cristo e respeitem a sua voz como a voz do seu Fundador.
E então você começará a suspeitar que se essa Igreja é impopular com o espírito do mundo é porque ela não pertence a esse mundo e uma vez que pertence a outro mundo, ela será infinitamente amada e infinitamente odiada como foi o próprio Cristo. Pois só aquilo que é de origem divina pode ser infinitamente odiado e infinitamente amado. Portanto, essa Igreja é divina .”
Arcebispo Fulton J. Sheen, Radio Replies, Vol. 1, p IX, Rumble & Carty, Tan Publishing - Tradução: Gercione Lima

domingo, 1 de dezembro de 2013

TROPEÇOS DE UM EXORCISTA



Um padre, experiente e muito amigo, confessou-me recentemente: vêm aumentando os casos de pessoas que o procuram devido a sinais de infestação demoníaca.
Ao mesmo tempo, após um longo inverno racionalista – quando anjos e demônios foram reduzidos a meras manifestações mitológicas ou lucrativos espetáculos de cinema – algumas editoras se animam a publicar estudos sobre exorcismo e libertação espiritual.
Pena que existe o risco de cair de Caribde em Cila, trocando o extremo do ceticismo racionalista pelo extremo do demonismo alucinatório. Aliás, todos sabem que o demônio gosta de duas atitudes de nossa parte: negar a sua existência ou vê-lo presente em tudo, mesmo onde ele não está.
Mas o que me move, neste artigo, é o livro “Cura do mal e libertação do maligno”, de Elias Vella, OFM Conv [São Paulo, Ed. Canção Nova-Palavra e Prece, 2008]. Já em terceira edição, o livro adota uma linguagem simples, com intenção de atingir o público mais amplo, evitando um discurso mais estrito do ponto de vista teológico. Entre outros temas, trata do sofrimento humano e do pecado, das doenças interiores e sua cura, da ação demoníaca e do combate espiritual.
Sem discutir sua “teologia” – e ela é discutível! -, não posso ficar indiferente ao lamentável equívoco cometido pelo Autor em duas diferentes passagens da obra. Vou citá-las literalmente:
1) “Padre René Laurentin escreveu um livro belíssimo sobre Marta Robin com o título La Passion de Madame R. É um estudo teológico científico sobre essa mulher que era possuída pelo demônio, mas este ser possuída era um degrau na direção de uma santidade mais elevada. E, de fato, ela, apesar de todos os exorcismos, é morta, possuída pelo demônio.” (Cf. p. 147.)
2) “O perito sobre este tema [possessão de uma pessoa santa] é René Laurentin, teólogo especializado em mariologia. Escreveu muito sobre este tema e provavelmente o livro mais clássico (que já mencionei) é La Passion de Madame R., em que explica e aprofunda o estudo sobre a mística Marta Robin. Era uma mulher santa, mas possuída pelo diabo, e Laurentin concluiu que essa possessão era uma cruz que o Senhor permitia praticamente para conduzi-la ao cume da mística.” (Cf. p. 179.)
Pois o Autor, ainda que exorcista e professor de Teologia na Ilha de Malta, foi muito mal informado. Para encurtar a conversa, Madame R. e Marthe Robin são duas pessoas diferentes. Marthe Robin, a co-fundadora dos Foyers de Charité, cujo processo de beatificação prossegue em Roma, nasceu em 1902 e faleceu em fevereiro de 1981. Madame R. (inicial de seu nome Rolande) morreria mais tarde, em janeiro de 2000, e foi o seu “Diário” que Laurentin publicou e analisou. Podemos encontrar traços comuns na experiência das duas místicas, como a saúde precária, os longos períodos sem qualquer alimentação (mais de 50 anos, no caso de Marthe) e as agressões físicas por parte do demônio. O Pe. Bernard Peyrous, postulador da causa de Marthe e um de seus biógrafos, recorda que tal tipo de agressão é “clássico em certos místicos”, como Padre Pio della Pietrelcina, o Cura d’Ars e Madre Yvonne-Aimée de Malestroit.
Marthe Robin recebia as pessoas para aconselhamento, entre as quais o filósofo Jean Guitton, da Academia Francesa, e o famoso teólogo dominicano Garrigou-Lagrange. Madame R. atendia pelo telefone “SOS Libertação” [SOS Délivrance]. Nos dois casos, há numerosos depoimentos de pessoas que testemunham as graças recebidas através desse aconselhamento.
Enfim, como tradutor de dois livros sobre Marthe Robin [A Vida Silenciosa de Marthe Robin, Foyer de Mendes, RJ, e Em Caminho para Deus, Ed. Cidade Nova, São Paulo], e depois de ter lido mais de uma dezena de livros sobre ela, posso afirmar que o termo “possessão” nem de longe pode ser atribuído à sua experiência mística.
Com todo o respeito, um exorcista que chega a confundir duas pessoas de carne e osso, como Marthe e Madame R., não me parece o mais indicado para o discernimento dos espíritos desencarnados...
1 Antônio Carlos Santini Licenciado em letras – Português e Francês pela FFCL da Fundação Rosemar Pimentel, Barra do Piraí, RJ. Professor de Artes e Ciências Humanas. É membro da Comunidade Católica Nova Aliança, evangelizador, compositor, autor de vários livros de catequese e poesia, tradutor de francês, italiano e espanhol, colabora em vários jornais e revistas.


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