Blog Católico, para os Católicos

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

NATAL HOJE E SEMPRE!


Dom Fernando Arêas Rifan*   
“Transcorridos muitos séculos desde que Deus criou o mundo e fez o homem  à sua imagem; - séculos depois de haver cessado o dilúvio, quando o Altíssimo fez resplandecer o arco-íris, sinal de aliança e de paz; - vinte e um séculos depois do nascimento de Abraão, nosso pai; - treze séculos depois da saída de Israel do Egito, sob a guia de Moisés; - cerca de mil anos depois da unção de Davi, como rei de Israel; - na septuagésima quinta semana da profecia de Daniel; - na nonagésima quarta Olimpíada de Atenas; - no ano 752 da fundação de Roma; - no ano 538 do edito de Ciro, autorizando a volta do exílio e a reconstrução de Jerusalém; - no quadragésimo segundo ano do império de César Otaviano Augusto, enquanto reinava a paz sobre a terra, na sexta idade do mundo: JESUS CRISTO DEUS ETERNO E FILHO DO ETERNO PAI, querendo santificar o mundo com a sua vinda, foi concebido por obra do Espírito Santo e se fez homem; transcorridos nove meses, nasceu da Virgem Maria, em Belém de Judá. Eis o Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo a natureza humana. Venham, adoremos o Salvador! Ele é Emanuel, Deus Conosco”. Este é o solene anúncio oficial do Natal, feito pela Igreja na primeira Missa da noite de Natal!

            O Natal é a primeira festa litúrgica, o recomeçar do ano religioso, como a nos ensinar que tudo recomeçou ali. O nascimento de Jesus foi o princípio da revelação do grande mistério da Redenção que começava a se realizar e já tinha começado na concepção virginal de Jesus, o novo Adão. Deus queria que o seu projeto para a humanidade fosse reformulado num novo Adão, já que o primeiro Adão havia falhado por não querer se submeter ao seu Senhor, desejando ser o senhor de si mesmo e juiz do bem e do mal. Assim, Deus enviou ao mundo o seu próprio Filho, o Verbo eterno, por quem e com quem havia criado todas as coisas. Esse Verbo se fez carne, incarnou-se no puríssimo seio da Virgem, por obra do Espírito Santo, e começou a ser um de nós, nosso irmão, Jesus. Veio ensinar ao homem como ser servo de Deus. Por isso, sendo Deus, fez-se em tudo semelhante a nós, para que tivéssemos um modelo bem próximo de nós e ao nosso alcance. Jesus é Deus entre nós, o “Emanuel – Deus conosco”. Assim, o Natal traz lições para todas as épocas do ano.

São Francisco de Assis inventou o presépio, a representação iconográfica do nascimento de Jesus, para que refletíssemos nas grandes lições desse maior acontecimento da história da humanidade, seu marco divisor, fonte de inspiração para pintores e místicos.

Que tal se fizéssemos um Natal contínuo, pensando mais no divino Salvador, na sua doutrina, no seu amor, nas virtudes que nos ensinou, unindo-nos mais a ele pela oração e encontro pessoal com ele, imitando o seu exemplo, praticando a caridade, convivendo melhor com nossa família...

Desse modo a mensagem do Natal vai continuar durante todo o Ano Novo, que assim será abençoado e feliz. FELIZ NATAL E ABENÇOADO ANO NOVO!


                   *Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney  
                                             http://domfernandorifan.blogspot.com.br/



sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Eloquentíssimo Panegírico Sacerdotal


Ó Sabedoria eterna
e Encarnada

Os meus leitores – se os tenho – façam o favor de me acompanhar até o fim destas linhas. Católicos ou não, velhos ou moços, senhoras e senhoritas, homens de imprensa e de letras, leiam, desapaixonados, as ligeiras reflexões que se vão seguir.

HIPPÓLITO TAINE, historiador e crítico francês, não morria de amores pela Igreja Católica e foi sempre livre pensador. Entretanto, o notável político escreveu em sua História da Communa:

“Todos os malvados, foragidos, petroleiros, todos os ébrios, todos os maus, toda a gente merecedora de presídio são inimigos do Sacerdote. O fato é inegável. Por outro lado, a gente de bem, a gente honrada, as pessoas decentes, caritativas, estimáveis, delicadas, tem para com ele respeito”.

Acham fortes e enérgicas as palavras do filósofo?

Queixem-se, então, de Taine. O testemunho é esmagador e eloquentíssimo.


Do Ódio Eterno ao Padre

Ódio eterno ao Padre – é o começo do hino infernal, cantado pela boca da impiedade furiosa, tresloucada, infame e traidora.

Ódio eterno ao Padre – é o plano infamíssimo, organizado nas trevas e nas noites de agonias intermináveis, pelo supremo esforço dos Judas modernos, na campanha hedionda de cobrir de lama ao Ministro de Deus no cumprimento do dever e da honra.

São Pio V
Ódio eterno ao Padre – é o desejo insaciável dos infelizes sem ideal e sem crença que, em ânsias demoníacas blasfemam dia e noite, contra o Céu e a terra.

Ódio eterno ao Padre – é a sentença proferida pelos corifeus da incredulidade hodierna, sentença acolhida com ódio entranhável pela turba multa dos inconscientes e dos nulos.

Ódio eterno ao Padre – é a história profundamente triste da soberba humana, história cujas páginas são um eterno gemido de lágrimas.

Ódio eterno ao Padre – é a voz de todos os vícios hediondos, em coro infernal porejando rancor.

Ódio eterno ao Padre – é a campanha inglória da ciência ímpia e bastarda, desta ciência infamíssima que se envergonha de confessar o Nome de Deus, escrito na extensão dos mares, na vastidão do espaço, nas montanhas alterosas, nas florestas seculares, nas campinas “verdes e alegres”, nos rochedos indestrutíveis, nos monumentos, na consciência dos povos e no bronze da História.

Ódio eterno ao Padre – é o desafio atirado em pleno dia, pelo sorriso dos céticos e pela audácia dos ignorantes.

Beato Pio IX
Ódio eterno ao Padre – é a palavra mater, dirigida às sociedades humanas pela voz do modernismo ímpio e anarquizador, cujo fim é exterminar o reino da virtude e do amor, com o desterro do Sacerdócio.

Ódio eterno ao Padre – é o desejo insaciável de todos os perversos, em cujos corações nunca penetrou um raio de luz.

Ódio eterno ao Padre – é a mais ardente paixão dos condenados que, em transes dolorosíssimos, se cobrem de lama e de pus, atormentados pelo remorso terrível e acabrunhador, justo castigo do Eterno Deus de justiça.

Ódio eterno ao Padre – é a história dos grandes perseguidores e tiranos, cujos nomes já receberam as maldições dos povos e o desprezo soberano da humanidade sofredora.

Ódio eterno ao Padre – é o tema antigo e sempre novo de todas as literaturas, de todas as escolas, de todos os sistemas, de todos os livros, de todas as publicações e de toda a imprensa, quando, por um desígnio insondável da Providência, todas estas maravilhas do engenho humano se acham em poder dos grandes adoradores do deus-matéria.

São Pio X
Ódio eterno ao Padre – é, sem dúvida, a mesma continuação do ódio de morte a Jesus Cristo, ódio cuja duração já vai por vinte séculos, atestando, deste modo, toda a grandeza e indestrutibilidade do Sacerdócio Eterno de Cristo.

Ódio eterno ao Padre – é a última palavra pronunciada, em sua linguagem, pela boca da impiedade, cuja demência já chegou ao ponto de pretender apedrejar as estrelas, atirando salpicos de sangue para a altura incomensurável do Céu.

O único privilégio, que o nosso século, ébrio de sangue, oferece ao Padre, é o privilégio do ódio e das perseguições.

Há, contudo, no segredo deste ódio profundo uma luz deslumbrantíssima. É um reflexo do sol da eterna verdade, derramando catadupas de luz por toda a parte, abrindo os olhos dos cegos voluntários e espancando as trevas do erro e da ignorância.

É a eterna poesia do Amor divino.

Em presença de um espetáculo tão grandioso, vem, insensivelmente, ao espírito humano, esta pergunta misteriosa e quase celeste: Por que, ó homens de pouca fé, ó filósofos da incredulidade, por que tanto rancor ao Padre? Por que tanto ódio e desejo insaciável de morte contra o Ministro de Deus?

Venerável Pio XII
Ainda mais: que força misteriosa é esta que, a milhares e milhares de anos, tem sustentado o Sacerdote Católico em todo seu esplendor e grandeza, apesar dos choques de todos os séculos coligados contra ele? Como explicar, em face do mundo e dos povos abismados, cena tão grandiosa e nunca vista em todas as obras humanas? Como explicar a vida e a força do Sacerdócio Católico através de todas as perseguições e de todas as épocas, se, como narra a história, já tem caído por terra as maiores instituições, os impérios mais poderosos, e as coroas dos grandes e poderosos reinos? Como encontrar o segredo desta força sem igual?!

– Ah! Míseros mortais! O homem, em sua cegueira deplorável e na dolorosa agonia de sua inteligência desvairada não quer ver o Dedo de Deus agindo em Seu Sacerdócio!

O segredo, a incógnita deste problema insolúvel para a grande multidão dos infelizes é exclusivamente – Deus e só Deus.

Eis a força misteriosa, eis a força sobrenatural que dá vida ao Sacerdote Católico, cujo extermínio da face da terra realizar-se-á no último dia dos tempos ou, melhor, na consumação dos séculos, segundo as promessas de Jesus Cristo, escritas nos Livro das Verdades Eternas.

Donde nasce, porém, este rancor contra o Ministro de Jesus?

Beato João Paulo II
– Nasce pura e simplesmente, diz o bom senso, da vida austera e irrepreensível do Padre, quando ele se compenetra verdadeira e profundamente, da sua missão e cumpre, humilde e desassombradamente, o seu dever, praticando todas as virtudes, a começar pela virtude raríssima da intransigência em matéria de consciência e de fé.

Só o Padre, portanto, é o alvo do ódio da impiedade tripudiante, porque possui a coragem cristã e o heroísmo das fortes energias, para propagar o reinado da virtude e do bem e perseguir dura e fortemente, todos os vícios e todas as perversidades humanas, no chamado século das luzes, ou, para falar cristãmente, em pleno século das mentiras deslavadas e de todas as infâmias e torpezas vomitadas pelo Inferno.

É a época da máxima desvergonhada e do nojo.

Um homem que se levanta contra as ondas furiosíssimas das paixões ardentes de todos os gozos bestiais, tem, por isso mesmo, atraído todo o rancor dos “miseráveis grandes”, na expressão verdadeira de um grande poeta.

O Padre que, cônscio do seu dever, zela até à morte a sotaina preta que traz sobre o corpo, é,  aos olhos dos maus, a reprovação viva, o ferro em brasa aplicado impiedosamente na ferida mortal de todos os vícios e misérias humanas. Daí, o ódio eterno ao Padre. Daí a guerra sectária contra ele movida, a cada passo, pelos gênios do mal.

Mas, altos e insondáveis desígnios de Deus!

Papa João Paulo I
O Sacerdócio não morre!

O mundo tem assistido, de olhos abismados, toda a história da humanidade, e é testemunha desta verdade belíssima.

Vinte séculos já se foram, levando, em sua passagem, os maiores monumentos e as mais soberbas construções de que haja memória entre os filhos dos homens.

Tudo já voltou ao pó, o tempo já destruiu as obras mais admiráveis e grandiosas, levantadas pelo orgulho humano, durante 20 séculos continuados.

No entanto, homens de pouca fé, ainda permanece, em toda a sua vitalidade, o Sacerdócio eterno de Cristo, para confusão do mundo, desesperação dos maus e alegria dos bons e puros de coração.

O ódio eterno ao Padre, ódio de morte pela grande multidão inconsciente, continuará sempre impotente até o fim dos tempos.

O Sacerdócio de Cristo não morre!

***

Papa Emérito Bento XVI
Levantem-se os sistemas; venham os ardis do filosofismo ímpio e anarquizador; apareçam os sofismas da “grande” ciência; blasfemem os ímpios; riam-se os condenados; organizem-se os maus; fale a incredulidade; caluniem miseravelmente; persigam a inocência e a verdade; jurem ódio de morte à virtude; cumpram o programa do mal; executem os planos tenebrosos; ponham em prática as resoluções tomadas nas noites de agonia e dos gemidos eternos; atirem salpicos de sangue homicida para o Céu; cubram de pus e de lama a honra das almas sadias e fortes; derramem lágrimas de sangue; pervertam as multidões em delírio; profanem o santuário das consciências; vomitem blasfêmias e torpezas; prostituam a justiça, escarneçam do direito e das leis; anarquizem as sociedades modernas; enfraqueçam os governos; façam as grandes revoluções; revoltem os exércitos; propaguem as calúnias mais infames; entreguem-se aos gozos impuros, em pleno delírio das febres sensuais; procurem sufocar a consciência, ataquem desapiedadamente os sentimentos mais puros e generosos; reprovem as virtudes benéficas; prestem homenagens ao vício triunfante; dirijam o punhal assassino ao coração angélico das virgens; crucifiquem novamente ao doce e eterno Jesus; mas fiquem sabendo, ó pérfidos e traidores, que, apesar de toda esta campanha de sangue, de lágrimas e de gemidos, ficará sempre com o sopro da vida, o Ministro de Deus, para levar a luz da verdade santa e salvadora a todos os povos e nacionalidades.

É a história eterna do Sacerdócio de Cristo.

Papa Francisco
Continue, portanto, o soldado de Cristo, a cumprir corajosamente sua missão, sofrendo tudo por amor da verdade e da justiça. Na defesa das Verdades da Fé salvadora, o sacrifício da vida é pouco.

Continue o Padre no caminho rigoroso do dever, reprove sempre o vício tripudiante, dê mão forte e amiga aos fracos, dê ânimo e mais energia aos bons e puros de coração e perdoe a todos os inimigos de sua fé, a exemplo do Divino Mestre.

Faça assim o Padre, cumpra o magno Mandamento da Caridade evangélica, conserve pura a sua alma, ame desinteressadamente aos homens, odiando profundamente os vícios e, deste modo, terminará sua missão com as bênçãos de Deus e dos homens de boa vontade...    


Fonte: Côn. Mello Lula, “Vozes de Páscoa”, pp. 83-84 e 143-150; Escolas Profissionais Salesianas, Niterói, 1930.



terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Polícia desarticula maior rede de abortos do Rio



Quadrilha formada por médicos, agenciadores e seguranças movimentava R$ 500 mil por mês, segundo as investigações; cada procedimento custava até R$ 8 mil.

13 de dezembro de 2013 | 11h 55

Thaise Constancio - O Estado de S. Paulo
Atualizado às 16h14.
RIO - Policiais da 19ª Delegacia de Polícia (Tijuca) desarticularam na manhã desta sexta-feira, 13, o que consideram ser a maior rede de abortos do Estado do Rio. Em um ano de investigação, os agentes da Operação Genesis descobriram que o grupo, que atuava em diversos locais, movimentava cerca de R$ 500 mil por mês.
Cerca de 50 policiais militares participaram da ação para cumprir seis mandados de prisão e sete de busca e apreensão em bairros das zonas sul e norte da capital e no município de São Gonçalo, região metropolitana. A quadrilha era formada por médicos, enfermeiros, anestesistas, agenciadores e seguranças. Semanalmente eram realizados aproximadamente 50 abortos, que custavam de R$ 3,5 mil a R$ 8 mil por procedimento. Mulheres de outros Estados como São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Maranhão vinham para o Rio fazer abortos.
Dono de pelo menos três clínicas, José Luiz Gonçalves, de 48 anos, foi preso apontado como principal articulador da quadrilha e o responsável pela intermediação entre médicos e agenciadoras de abortos, na capital. O médico Guilherme Estrella Aranha, 60 anos, que atendia na Clínica Nossa Senhora das Neves, em São Gonçalo, foi detido. Maria José Barcellos Cândido, 51, Nilda de Souza Pontes, 71, Ivo Tannuri Filho, 60, e Myrian Hahamovici, 65, também foram presos.
Com a quadrilha, formada por no mínimo 12 pessoas, foi apreendido equipamento médico usado para fazer os abortos, como máquinas de sucção, maca, instrumentos cirúrgicos, medicamentos, radiografias, além de computadores, agendas e uma quantidade estimada em R$ 100 mil em real, dólar, euro, libra e franco.

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