Blog Católico, para os Católicos

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Satã Contra-ataca Sacrilegamente!


femen

Natal na Catedral de Colônia: ativista do Femen profana altar diante do Cardeal Meisner.


Por Spiegel Online | Tradução: Fratres in Unum.com – Colônia: Pouco depois do início da Missa matutina de Natal, na Catedral de Colônia, a ativista do Femen Josephine Witt (20) arrojou-se da primeira fileira e pulou em cima do altar vestindo apenas uma roupa íntima. Ela havia pintado a expressão “Eu sou Deus” em seu peito. A mulher foi retirada das vistas do Arcebispo Cardeal Joachim Meisner pelo serviço de segurança da Catedral.
Witt, que se autodenomina “Markmann”, tornou-se conhecida através de diversos protestos do Femen, incluindo um protesto contra Wladimir Putin. No final de maio ela fez parte das ativistas do Femen que foram presas e condenadas a quatro meses de prisão após protestarem nuas na Tunísia. As mulheres foram liberadas com ajuda diplomática em junho de 2013.
Segundo informações da polícia, até o início da celebração católica, Witt estava sentada na primeira fileira, vestindo um casaco de couro, um vestido e um lenço na cabeça. Por volta das 10:05h, ela despiu-se, puxando o vestido por baixo e pulou em cima do altar.
Witt foi prontamente detida e retirada da Catedral pelo serviço de vigilância. A polícia deteve a mulher até o final da missa e apresentou queixa contra perturbação de culto religioso e invasão de domicílio.
“Foi um protesto individual planejado, que funciona melhor do que quando muitas mulheres estão envolvidas”, disse Witt à agência de notícias dpa. Com a ação, a organização Femen International quis protestar contra o monopólio de poder da Igreja Católica.
O processo todo durou apenas alguns minutos. Segundo informações do periódico “Kölner Stadtanzeiger”, Meisner benzeu o altar após o incidente com um breve ritual e prosseguiu com a Missa. As pessoas queriamm celebrar o Natal e não estragar o clima. Ao final da missa, ele incluiu a ativista em suas orações.
Meisner, que deixará seu cargo já no primeiro semestre de 2014, é considerado um dos cardeais mais conservadores. O cardeal alemão, que ocupa uma das mais altas posições, frequentemente, é criticado como um linha-dura e, recentemente, esclareceu publicamente que não via qualquer necessidade de reforma dentro da Igreja Católica. Meisner nasceu há 80 anos no dia de Natal.
Nota do Fratres: No dia 19 de dezembro, Inna Schewtschenko, uma proeminente ativista ucraniana do Femen, insurgiu-se contra a política da Igreja Católica em relação ao aborto correndo nua na Praça de São Pedro. Em seu peito lia-se “O Natal está cancelado”.


quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

NATAL HOJE E SEMPRE!


Dom Fernando Arêas Rifan*   
“Transcorridos muitos séculos desde que Deus criou o mundo e fez o homem  à sua imagem; - séculos depois de haver cessado o dilúvio, quando o Altíssimo fez resplandecer o arco-íris, sinal de aliança e de paz; - vinte e um séculos depois do nascimento de Abraão, nosso pai; - treze séculos depois da saída de Israel do Egito, sob a guia de Moisés; - cerca de mil anos depois da unção de Davi, como rei de Israel; - na septuagésima quinta semana da profecia de Daniel; - na nonagésima quarta Olimpíada de Atenas; - no ano 752 da fundação de Roma; - no ano 538 do edito de Ciro, autorizando a volta do exílio e a reconstrução de Jerusalém; - no quadragésimo segundo ano do império de César Otaviano Augusto, enquanto reinava a paz sobre a terra, na sexta idade do mundo: JESUS CRISTO DEUS ETERNO E FILHO DO ETERNO PAI, querendo santificar o mundo com a sua vinda, foi concebido por obra do Espírito Santo e se fez homem; transcorridos nove meses, nasceu da Virgem Maria, em Belém de Judá. Eis o Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo a natureza humana. Venham, adoremos o Salvador! Ele é Emanuel, Deus Conosco”. Este é o solene anúncio oficial do Natal, feito pela Igreja na primeira Missa da noite de Natal!

            O Natal é a primeira festa litúrgica, o recomeçar do ano religioso, como a nos ensinar que tudo recomeçou ali. O nascimento de Jesus foi o princípio da revelação do grande mistério da Redenção que começava a se realizar e já tinha começado na concepção virginal de Jesus, o novo Adão. Deus queria que o seu projeto para a humanidade fosse reformulado num novo Adão, já que o primeiro Adão havia falhado por não querer se submeter ao seu Senhor, desejando ser o senhor de si mesmo e juiz do bem e do mal. Assim, Deus enviou ao mundo o seu próprio Filho, o Verbo eterno, por quem e com quem havia criado todas as coisas. Esse Verbo se fez carne, incarnou-se no puríssimo seio da Virgem, por obra do Espírito Santo, e começou a ser um de nós, nosso irmão, Jesus. Veio ensinar ao homem como ser servo de Deus. Por isso, sendo Deus, fez-se em tudo semelhante a nós, para que tivéssemos um modelo bem próximo de nós e ao nosso alcance. Jesus é Deus entre nós, o “Emanuel – Deus conosco”. Assim, o Natal traz lições para todas as épocas do ano.

São Francisco de Assis inventou o presépio, a representação iconográfica do nascimento de Jesus, para que refletíssemos nas grandes lições desse maior acontecimento da história da humanidade, seu marco divisor, fonte de inspiração para pintores e místicos.

Que tal se fizéssemos um Natal contínuo, pensando mais no divino Salvador, na sua doutrina, no seu amor, nas virtudes que nos ensinou, unindo-nos mais a ele pela oração e encontro pessoal com ele, imitando o seu exemplo, praticando a caridade, convivendo melhor com nossa família...

Desse modo a mensagem do Natal vai continuar durante todo o Ano Novo, que assim será abençoado e feliz. FELIZ NATAL E ABENÇOADO ANO NOVO!


                   *Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney  
                                             http://domfernandorifan.blogspot.com.br/



sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Eloquentíssimo Panegírico Sacerdotal


Ó Sabedoria eterna
e Encarnada

Os meus leitores – se os tenho – façam o favor de me acompanhar até o fim destas linhas. Católicos ou não, velhos ou moços, senhoras e senhoritas, homens de imprensa e de letras, leiam, desapaixonados, as ligeiras reflexões que se vão seguir.

HIPPÓLITO TAINE, historiador e crítico francês, não morria de amores pela Igreja Católica e foi sempre livre pensador. Entretanto, o notável político escreveu em sua História da Communa:

“Todos os malvados, foragidos, petroleiros, todos os ébrios, todos os maus, toda a gente merecedora de presídio são inimigos do Sacerdote. O fato é inegável. Por outro lado, a gente de bem, a gente honrada, as pessoas decentes, caritativas, estimáveis, delicadas, tem para com ele respeito”.

Acham fortes e enérgicas as palavras do filósofo?

Queixem-se, então, de Taine. O testemunho é esmagador e eloquentíssimo.


Do Ódio Eterno ao Padre

Ódio eterno ao Padre – é o começo do hino infernal, cantado pela boca da impiedade furiosa, tresloucada, infame e traidora.

Ódio eterno ao Padre – é o plano infamíssimo, organizado nas trevas e nas noites de agonias intermináveis, pelo supremo esforço dos Judas modernos, na campanha hedionda de cobrir de lama ao Ministro de Deus no cumprimento do dever e da honra.

São Pio V
Ódio eterno ao Padre – é o desejo insaciável dos infelizes sem ideal e sem crença que, em ânsias demoníacas blasfemam dia e noite, contra o Céu e a terra.

Ódio eterno ao Padre – é a sentença proferida pelos corifeus da incredulidade hodierna, sentença acolhida com ódio entranhável pela turba multa dos inconscientes e dos nulos.

Ódio eterno ao Padre – é a história profundamente triste da soberba humana, história cujas páginas são um eterno gemido de lágrimas.

Ódio eterno ao Padre – é a voz de todos os vícios hediondos, em coro infernal porejando rancor.

Ódio eterno ao Padre – é a campanha inglória da ciência ímpia e bastarda, desta ciência infamíssima que se envergonha de confessar o Nome de Deus, escrito na extensão dos mares, na vastidão do espaço, nas montanhas alterosas, nas florestas seculares, nas campinas “verdes e alegres”, nos rochedos indestrutíveis, nos monumentos, na consciência dos povos e no bronze da História.

Ódio eterno ao Padre – é o desafio atirado em pleno dia, pelo sorriso dos céticos e pela audácia dos ignorantes.

Beato Pio IX
Ódio eterno ao Padre – é a palavra mater, dirigida às sociedades humanas pela voz do modernismo ímpio e anarquizador, cujo fim é exterminar o reino da virtude e do amor, com o desterro do Sacerdócio.

Ódio eterno ao Padre – é o desejo insaciável de todos os perversos, em cujos corações nunca penetrou um raio de luz.

Ódio eterno ao Padre – é a mais ardente paixão dos condenados que, em transes dolorosíssimos, se cobrem de lama e de pus, atormentados pelo remorso terrível e acabrunhador, justo castigo do Eterno Deus de justiça.

Ódio eterno ao Padre – é a história dos grandes perseguidores e tiranos, cujos nomes já receberam as maldições dos povos e o desprezo soberano da humanidade sofredora.

Ódio eterno ao Padre – é o tema antigo e sempre novo de todas as literaturas, de todas as escolas, de todos os sistemas, de todos os livros, de todas as publicações e de toda a imprensa, quando, por um desígnio insondável da Providência, todas estas maravilhas do engenho humano se acham em poder dos grandes adoradores do deus-matéria.

São Pio X
Ódio eterno ao Padre – é, sem dúvida, a mesma continuação do ódio de morte a Jesus Cristo, ódio cuja duração já vai por vinte séculos, atestando, deste modo, toda a grandeza e indestrutibilidade do Sacerdócio Eterno de Cristo.

Ódio eterno ao Padre – é a última palavra pronunciada, em sua linguagem, pela boca da impiedade, cuja demência já chegou ao ponto de pretender apedrejar as estrelas, atirando salpicos de sangue para a altura incomensurável do Céu.

O único privilégio, que o nosso século, ébrio de sangue, oferece ao Padre, é o privilégio do ódio e das perseguições.

Há, contudo, no segredo deste ódio profundo uma luz deslumbrantíssima. É um reflexo do sol da eterna verdade, derramando catadupas de luz por toda a parte, abrindo os olhos dos cegos voluntários e espancando as trevas do erro e da ignorância.

É a eterna poesia do Amor divino.

Em presença de um espetáculo tão grandioso, vem, insensivelmente, ao espírito humano, esta pergunta misteriosa e quase celeste: Por que, ó homens de pouca fé, ó filósofos da incredulidade, por que tanto rancor ao Padre? Por que tanto ódio e desejo insaciável de morte contra o Ministro de Deus?

Venerável Pio XII
Ainda mais: que força misteriosa é esta que, a milhares e milhares de anos, tem sustentado o Sacerdote Católico em todo seu esplendor e grandeza, apesar dos choques de todos os séculos coligados contra ele? Como explicar, em face do mundo e dos povos abismados, cena tão grandiosa e nunca vista em todas as obras humanas? Como explicar a vida e a força do Sacerdócio Católico através de todas as perseguições e de todas as épocas, se, como narra a história, já tem caído por terra as maiores instituições, os impérios mais poderosos, e as coroas dos grandes e poderosos reinos? Como encontrar o segredo desta força sem igual?!

– Ah! Míseros mortais! O homem, em sua cegueira deplorável e na dolorosa agonia de sua inteligência desvairada não quer ver o Dedo de Deus agindo em Seu Sacerdócio!

O segredo, a incógnita deste problema insolúvel para a grande multidão dos infelizes é exclusivamente – Deus e só Deus.

Eis a força misteriosa, eis a força sobrenatural que dá vida ao Sacerdote Católico, cujo extermínio da face da terra realizar-se-á no último dia dos tempos ou, melhor, na consumação dos séculos, segundo as promessas de Jesus Cristo, escritas nos Livro das Verdades Eternas.

Donde nasce, porém, este rancor contra o Ministro de Jesus?

Beato João Paulo II
– Nasce pura e simplesmente, diz o bom senso, da vida austera e irrepreensível do Padre, quando ele se compenetra verdadeira e profundamente, da sua missão e cumpre, humilde e desassombradamente, o seu dever, praticando todas as virtudes, a começar pela virtude raríssima da intransigência em matéria de consciência e de fé.

Só o Padre, portanto, é o alvo do ódio da impiedade tripudiante, porque possui a coragem cristã e o heroísmo das fortes energias, para propagar o reinado da virtude e do bem e perseguir dura e fortemente, todos os vícios e todas as perversidades humanas, no chamado século das luzes, ou, para falar cristãmente, em pleno século das mentiras deslavadas e de todas as infâmias e torpezas vomitadas pelo Inferno.

É a época da máxima desvergonhada e do nojo.

Um homem que se levanta contra as ondas furiosíssimas das paixões ardentes de todos os gozos bestiais, tem, por isso mesmo, atraído todo o rancor dos “miseráveis grandes”, na expressão verdadeira de um grande poeta.

O Padre que, cônscio do seu dever, zela até à morte a sotaina preta que traz sobre o corpo, é,  aos olhos dos maus, a reprovação viva, o ferro em brasa aplicado impiedosamente na ferida mortal de todos os vícios e misérias humanas. Daí, o ódio eterno ao Padre. Daí a guerra sectária contra ele movida, a cada passo, pelos gênios do mal.

Mas, altos e insondáveis desígnios de Deus!

Papa João Paulo I
O Sacerdócio não morre!

O mundo tem assistido, de olhos abismados, toda a história da humanidade, e é testemunha desta verdade belíssima.

Vinte séculos já se foram, levando, em sua passagem, os maiores monumentos e as mais soberbas construções de que haja memória entre os filhos dos homens.

Tudo já voltou ao pó, o tempo já destruiu as obras mais admiráveis e grandiosas, levantadas pelo orgulho humano, durante 20 séculos continuados.

No entanto, homens de pouca fé, ainda permanece, em toda a sua vitalidade, o Sacerdócio eterno de Cristo, para confusão do mundo, desesperação dos maus e alegria dos bons e puros de coração.

O ódio eterno ao Padre, ódio de morte pela grande multidão inconsciente, continuará sempre impotente até o fim dos tempos.

O Sacerdócio de Cristo não morre!

***

Papa Emérito Bento XVI
Levantem-se os sistemas; venham os ardis do filosofismo ímpio e anarquizador; apareçam os sofismas da “grande” ciência; blasfemem os ímpios; riam-se os condenados; organizem-se os maus; fale a incredulidade; caluniem miseravelmente; persigam a inocência e a verdade; jurem ódio de morte à virtude; cumpram o programa do mal; executem os planos tenebrosos; ponham em prática as resoluções tomadas nas noites de agonia e dos gemidos eternos; atirem salpicos de sangue homicida para o Céu; cubram de pus e de lama a honra das almas sadias e fortes; derramem lágrimas de sangue; pervertam as multidões em delírio; profanem o santuário das consciências; vomitem blasfêmias e torpezas; prostituam a justiça, escarneçam do direito e das leis; anarquizem as sociedades modernas; enfraqueçam os governos; façam as grandes revoluções; revoltem os exércitos; propaguem as calúnias mais infames; entreguem-se aos gozos impuros, em pleno delírio das febres sensuais; procurem sufocar a consciência, ataquem desapiedadamente os sentimentos mais puros e generosos; reprovem as virtudes benéficas; prestem homenagens ao vício triunfante; dirijam o punhal assassino ao coração angélico das virgens; crucifiquem novamente ao doce e eterno Jesus; mas fiquem sabendo, ó pérfidos e traidores, que, apesar de toda esta campanha de sangue, de lágrimas e de gemidos, ficará sempre com o sopro da vida, o Ministro de Deus, para levar a luz da verdade santa e salvadora a todos os povos e nacionalidades.

É a história eterna do Sacerdócio de Cristo.

Papa Francisco
Continue, portanto, o soldado de Cristo, a cumprir corajosamente sua missão, sofrendo tudo por amor da verdade e da justiça. Na defesa das Verdades da Fé salvadora, o sacrifício da vida é pouco.

Continue o Padre no caminho rigoroso do dever, reprove sempre o vício tripudiante, dê mão forte e amiga aos fracos, dê ânimo e mais energia aos bons e puros de coração e perdoe a todos os inimigos de sua fé, a exemplo do Divino Mestre.

Faça assim o Padre, cumpra o magno Mandamento da Caridade evangélica, conserve pura a sua alma, ame desinteressadamente aos homens, odiando profundamente os vícios e, deste modo, terminará sua missão com as bênçãos de Deus e dos homens de boa vontade...    


Fonte: Côn. Mello Lula, “Vozes de Páscoa”, pp. 83-84 e 143-150; Escolas Profissionais Salesianas, Niterói, 1930.



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