Blog Católico, para os Católicos

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

sábado, 24 de outubro de 2015

O que diz Medjugorje? A sua mensagem prova que esta é também uma falsa aparição.


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por Ir. Miguel Dimond e Ir. Pedro Dimond

www.igrejacatolica.pt

“A Nossa Senhora enfatiza sempre que existe um só Deus, e que as pessoas forçaram uma separação não-natural. Uma pessoa não pode verdadeiramente crer, ser um verdadeiro cristão, se não respeitar de igual modo as outras religiões.”1 — “Vidente” Ivanka Ivankovic

“A Nossa Senhora disse que as religiões encontram-se separadas na terra, mas as pessoas de todas as religiões são aceites por seu Filho.”2 — “Vidente” Ivanka Ivankovic

Pergunta: “Está a Santa Mãe a chamar todos os povos a serem católicos?” Resposta: “Não. A Santa Mãe diz que todas as religiões são prezadas por ela e pelo seu Filho.”3— “Vidente” Ivanka Ivankovic

Isto é apostasia total na Mensagem de Medjugorje. É uma rejeição do dogma católico; é uma rejeição do dogma Fora da Igreja Não Há Salvação; e é uma rejeição total do ensinamento claro do Evangelho sobre a necessidade de crer em Jesus Cristo, o Filho de Deus, para a salvação. Isto prova que Medjugorje, como o resto das falsas aparições modernas, é um embuste do Demônio. Aqueles que estão a par destes fatos e recusam-se a repudiar Medjugorje como uma falsa aparição rejeitam a fé católica.

Notas finais:

1  The Apparitions of Our Lady of Medjugorje, Franciscan Herald Press, 1984.
2  The Apparitions of Our Lady of Medjugorje, Franciscan Herald Press, 1984.
3  Janice T. Connell, The Visions of the Children, The Apparitions of the Blessed Mother at Medjugorje, St. Martin’s Press, Agosto de 1992.

 

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Uma profecia teresiana sobre os nossos tempos?


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Por Mailson Lopes, Terceiro Carmelita | FratresInUnum.com – Em 1515, portanto, há 500 anos, o gênero humano era honrado pelo nascimento de um portento, de uma maravilha das Mãos Sapienciais da Divina Majestade: Teresa de Cepeda y Ahumada, a grande Santa Teresa de Jesus. Mil e um atributos e qualificativos, cada um mais refulgente que o outro, resplandeceram em sua vida de monja, mística, escritora, reformadora, fundadora, poetisa, santa… e profetisa. Sim, profetisa! Discorramos um pouco sobre essa última faceta da Nossa Santa Madre, sobre seus dons proféticos e a sua projeção para os tempos hodiernos.

Os dons místicos com os quais Santa Teresa, o diadema da Ordem do Carmo, foi cumulada em sua vida são incontáveis e maravilham a quem se debruça a conhecer a sua vida. Êxtases, visões, revelações, levitações, arroubamentos, voos de espírito, feridas místicas, clarividência, quietude, transverberação… Dons verdadeiros e extraordinários enviados por Deus para poucas almas de escol e de alto grau de santidade. Um exemplo retumbante dessas graças sobrenaturais foi Santa Teresa haver tido em tempo real a visão do martírio do Beato Inácio de Azevedo S.J.e companheiros, os denominados 40 mártires do Brasil, assassinados por calvinistas franceses em pleno mar, em 15 de julho de 1570, quando se dirigiam à nossa pátria. Nessa visão ela os via subir triunfalmente ao céu e serem coroados, após receberem a palma do martírio. Dentre os mártires, estava um sobrinho da santa, o noviço jesuíta Francisco Pérez de Godoy.

Por ser tão grande santa, não causa estranheza que dentre os seus dons místicos tenha sido galardoada pelo Espírito Santo com o dom da profecia.Sejam relacionadas ao futuro próximo ou longínquo, foram diversas as profecias de Santa Teresa, que, curiosamente, passam despercebidas para muitos de seus devotos e leitores. Assim, apenas para ilustrar, podemos citar os numerosos anúncios proféticos que teve de Nosso Senhor sobre a fundação do Carmelo de São José de Ávila (anos antes de sua concretização), a predição da morte de seu mestre e amigo espiritual São Pedro de Alcântara, a morte de uma de suas irmãs, Maria de Cepeda, a morte do jovem Rei de Portugal Dom Sebastião. Todas as profecias teresianas se cumpriam rigorosamente e foram uma das provas a favor de sua beatificação.

A leitura do Camino de Perfección, da pena de Santa Teresa, leva-nos a considerar mais detidamente alguns excertos dessa obra. Ao longo do capítulo III, voltando-se a Deus Padre, exclama a aludida santa: “Ó, Pai Eterno, vede que não se podem olvidar tantos açoites e injúrias e tão gravíssimos tormentos [infligidos a N.S. Jesus Cristo]. Pois, Criador meu, como podem entranhas tão amorosas como as vossas sofrer que seja tido em tão pouca conta como hoje por estes hereges o Santíssimo Sacramento, a Quem lhe usurpam a sua morada, desmantelando as igrejas? Pai Eterno, Aquele que não teve onde reclinar a cabeça enquanto vivia, e sempre em tantos trabalhos, mas que agora tem um lugar para convidar seus amigos, será agora dele apartado? Já não pagou Ele superabundantemente pelo pecado de Adão? […] Ai que dor, Senhor! Olhai, Deus meu, os meus desejos e as lágrimas com que Vos suplico: tende piedade de tantas almas que se perdem e favorecei a vossa Igreja. Não permitais mais danos à Cristandade, Senhor. Dai já luz a estas trevas.” E em outros capítulos, ainda discorre sobre a queda de tantos sacerdotes, o desmantelamento das igrejas, os desacatos contra o Santíssimo Sacramento, a perda de tantas almas, o afã em se querer abolir os Sacramentos…

Há de se concordar que duas são as leituras possíveis para esses fragmentos teresianos. A primeira, a de uma prece pelos pecados de seus conterrâneos e coetâneos, sobretudo pelos males feitos pelos huguenotes. Essa é uma leitura válida e a mais corrente. Porém, as palavras de Santa Teresa, impregnadas de ênfase e de fulgor, podem ser interpretadas― pensamos nós em nossa humilde percepção ― como uma súplica profética, um prenúncio dos dias de hoje, das vagas que sacodem como nunca dantes a Barca de São Pedro. Ou algum católico de juízo sensato discordaria de que estamos presenciando nesses dias ondas tempestuosas de confusão e impiedade atingirem a nau da Igreja?

Nesse ponto, percebe-se uma clara sintonia espiritual entre as vivas palavras de Santa Teresa e a oração abrasada de São Luís Maria Grignion de Montfort, presente em seu famosíssimo tratado mariano. Mutatis mutandis, o que se diz de um pode aplicar-se ao outro quanto a esse eco profético. Retinem e causam admiração pela sua aplicabilidade aos nossos tempos as palavras ígneas deste santo: “Vossa divina lei é transgredida; vosso Evangelho, desprezado; abandonada, vossa religião; torrentes de iniquidade inundam toda a terra, e arrastam até os vossos servos; a terra toda está desolada: Desolatione desolata est omnis terra; a impiedade está sobre o trono; vosso santuário é profanado, e a abominação entrou até no lugar santo”. Porventura não é esse o quadro que se mostra a nossos olhos em relação à Igreja de Deus nesses últimos tempos, com tantas novidades vãs, estranhas ou até mesmo contrárias à doutrina ou práxis perenes do Catolicismo?

Mas, ainda que se pense que as supramencionadas palavras teresianas e monfortinas aplicam-se apenas à época destes dois baluartes da fé, a questão persiste ainda mais incisivamente. Se as súplicas elevadas de Santa Teresa eram dirigidas para as nações europeias quinhentistas, plasmadas, em geral, num fervor religioso e numa catolicidade atestáveis, o que essa santa não exprimiria pela Igreja de hoje? Se a oração ardente de São Luís de Montfort referia-se a uma época em que a França dava à Igreja centenas de novos sacerdotes a cada ano, inúmeros missionários, uma infinidade de monjas, em sua maioria esmagadora defensores da sã doutrina, o que não exclamaria esse Apóstolo da Virgem sobre os tempos de hoje, sobre os homens e mulheres da Igreja contemporânea? Há dúvida de que não seriam, em ambos os casos, brados elevados aos céus, petições de misericórdia ao Altíssimo, por tantos pecados e perversidades que voltam a crucificar novamente o Divino Redentor e a cravejá-lo de humilhação, indiferença e desprezo?

E o que fazemos nós? Além da vigilância constante, da observância do que nos foi transmitido apostólica e ininterruptamente, afastados de toda inovação suspeita e perniciosa, devemos suplicar a intercessão gloriosa da Santa Madre Teresa de Jesus, entregando ao Altíssimo nossas lágrimas e gemidos pela calamitosa situação em que se encontra a Igreja de Deus, suplicando a Ele, tal como a grande Reformadora do Carmelo: “Senhor, dai já luz a estas trevas. Já, Senhor! […] Fazei que sossegue este mar; não ande sempre em tanta tempestade esta nave da Igreja. E salvai-nos, Senhor meu, que perecemos.” (Camino de Perfección, Cap. III e XXXV).


domingo, 11 de outubro de 2015

A SENHORA APARECIDA


Nossa Senhora Aparecida

 
Dom Fernando Arêas Rifan*

No próximo dia 12, celebraremos a Padroeira do Brasil. Em suas caravelas, ornadas com a Cruz da Ordem de Cristo, os portugueses trouxeram-nos a devoção à Mãe de Jesus: Pedro Álvares Cabral, em sua nau capitânia, transportava a imagem de Nossa Senhora da Esperança.

Mas a devoção a Nossa Senhora Aparecida começou em 1717, quando, por ocasião da visita do Conde de Assumar à cidade de Guaratinguetá, SP, foi pedido aos pescadores locais peixes para o banquete do nobre visitante. Três pescadores, amigos entre si, João Alves, Domingos Garcia e Felipe Pedroso, tentavam e não conseguiam os peixes que necessitavam, quando apanharam em suas redes uma pequena imagem truncada de Nossa Senhora da Conceição e a seguir, num lance de rede sucessivo, a cabeça da mesma imagem, conseguindo, num terceiro lance, imensa quantidade de peixes. A esse milagre sucederam muitos outros. A imagem foi chamada de “Aparecida” e colocada numa pequena capela que, com o tempo, tornou-se o monumental Santuário Nacional, maior centro de peregrinação do país.

É óbvio que ali houve algo sobrenatural. Pois como explicar que uma simples imagem, quebrada, pudesse atrair milhões de pessoas em oração fervorosa, ininterruptamente, há quase três séculos, sem uma intervenção divina e uma bênção especial da Mãe de Jesus?

Em 1904, Nossa Senhora Aparecida, foi coroada Rainha do Brasil. No Congresso Mariano de 1929, quando se comemorou o Jubileu de Prata dessa Coroação, os bispos do Brasil decidiram enviar um pedido ao Papa para que declarasse Nossa Senhora Aparecida Padroeira de toda a nação brasileira. Este pedido tornou-se realidade através do Decreto do Papa Pio XI, de 16 de julho de 1930, no qual diz: “... Na plenitude de nosso Poder Apostólico, pelo teor da presente Carta, constituímos e declaramos a Beatíssima Virgem Maria concebida sem mancha, conhecida sob o título de Aparecida, Padroeira principal de todo o Brasil junto de Deus... concedendo isso para promover o bem espiritual dos fiéis no Brasil e para aumentar, cada vez mais, sua devoção à Imaculada Mãe de Deus...”.

A proclamação oficial se realizou numa grande manifestação popular de um milhão de pessoas, no Rio de Janeiro, então capital federal, com o reconhecimento oficial do Governo do país, pela presença do seu Presidente, Dr. Getúlio Dornelles Vargas, e de outras autoridades civis, militares e eclesiásticas. Era o Brasil reconhecendo oficialmente sua padroeira.

Que o Brasil, que nasceu católico desde a sua descoberta, cujo primeiro monumento foi um altar e uma cruz, que teve como primeira cerimônia uma Missa, que tem essa Senhora Padroeira, mostre-se digno de tais origens e de tal Patrona, em suas instituições, suas leis, seus governantes, sua política, seus legisladores, sua população e seu modo de viver, na verdadeira justiça e caridade, na ordem e no verdadeiro progresso, na harmonia e no bem comum, na lei de Deus e na coerência com os princípios da fé cristã, base da nossa identidade pátria e princípio de toda a convivência honesta, solidária e pacífica.

Resultado de imagem para D. Fernando Arêas Rifan

*Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney

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