Blog Católico, para os Católicos

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

domingo, 25 de outubro de 2015

Discurso de São Luís de Gonzaga aos Jovens do Mundo inteiro



Regresso à Patria (Roma, 1590-1591)1

A revelação da proximidade do seu fim produziu em Luís um grande desejo de morrer em Roma, berço da sua vida religiosa, onde se encontravam algumas pessoas a quem estava unido pelos laços da mais pura amizade. “Se na terra tenho alguma pátria, essa é Roma, a cidade que me viu nascer para Cristo”, diz ele por este tempo numa carta. 2

Creio que facilmente compreenderá a consolação que sinto com a ordem de regressar ao Colégio Romano; com efeito, vou ver novamente os Padres e Irmãos, entre os quais desejo vivamente encontrar-me. Em breve, pois, e confio na bondade de Deus que com mais proveito do que até aqui, tomarei parte nas suas santas práticas e nas de tantos outros conhecidos, a quem peço me recomende, como me recomendo ao colégio em geral com todo o coração, ex toto corde, mente et animo. 15 de de abril de 1590”. 3
 
No primeiro de Maio pôs-se a caminho a pequena caravana. Na viagem Luís exercitava as suas costumadas virtudes com tanta perfeição que todos o apontavam a dedo como um Santo. Por causa da escassez de víveres que então reinava na Itália, viam-se deixados ao abandono na região dos Apeninos centenas de corpos, prostrados pela fome. Ao ver isto disse um dia o Pe. Mastrilli que deviam agradecer à bondade de Deus não os ter deixado cair na mesma miséria; ao que Luís respondeu, que era maior felicidade, e graça muito mais apreciável não terem nascido muçulmanos. Como advertisse que os dois Padres lhe dispensavam muita consideração e deferência, deixou a sua companhia para se ir juntar aos outros que pareciam fazer menos caso dele. Em Sena, ajudou à Missa ao Pe. Alagona e recebeu a sagrada Comunhão na casa e quarto de Santa Catarina, a quem tinha muita devoção.

No colégio desta cidade pediram-lhe para dirigir aos alunos algumas palavras. Foi à igreja orar e recolher-se uns instantes e, retirando-se em seguida ao quarto, apontou algumas ideias, inspiradas naquelas palavras da Escritura: estote factores verbi et non auditores tantum4, sobre as quais fez um discurso muito fervoroso. Depois da sua partida, encontrou-se num volume de São Bernardo o seguinte esquema desta prática, lançado à pressa, como se vê, ao papel. A folha foi venerada como uma relíquia, distribuindo-se várias cópias; com ser tão breve deixa bem entrever o gênero de exortação que dirigiu a estes jovens da nobreza; por isso, não parece descabida aqui para proveito de todos.


Discurso

De três modos fala Deus à alma: primeiramente por inspiração interior.5 Deste primeiro modo com que Deus nos fala diz São Bernardo, que é secreto, e que o devemos conservar não só pela lembrança, nam sic sciencia in flat: sed sicut servatur panis. Verbum enim Dei panis vivus est, et cibus mentis; quandiu panis in arca est, potest a fure tolli, a mure corrodi, vetustate corrumpi; ita verbum Dei etc. Trajiciatur igitur in viscera tua, transeat in affectiones et mores tuos. É o que diz também S. Tiago: Estote factores. Lê-se no segundo livro de Moisés, que o maná qui non servabator ad vescendum in die sabbati, se corrompia: o mesmo sucede com a Palavra divina: corrompe-se, quando não se conserva ad vescendum.

Deus fala-nos também na Sagrada Escritura pelos Profetas no Antigo Testamento e por Jesus Cristo no Novo. Assim o ensina S. Gregório e o confirma a Escritura: Saepe olim loquens Deus patribus in prophetis, novissime autem in Filio suo. S. Tiago diz também deste modo com que Deus nos fala: Estote factores. De fato, pouco aproveitam ao cristão os Sagrados Livros, se não vive conforme aos seus Preceitos.6 Pouco lhe aproveita ter os Mandamentos dados por Deus no Antigo Testamento, se com eles não ajusta a sua vida; para pouco serve conhecer as Bem-aventuranças enunciadas por Cristo no alto da montanha, se… etc.; pouco vale saber em que consiste a perfeição, se nos entregamos à imperfeição… A estes a Sagrada Escritura serve apenas para lhes meter nas mãos a Carta que contém a sentença de morte, como Urias que levava a Joab a ordem em que Davi decretava a morte do mesmo Urias.

Em terceiro lugar, Deus fala-nos por meio dos seus benefícios. São Bernardo perguntando… de que modo fala Deus à alma e a alma a Deus, responde: Verbi língua favor dignationis ejus est, animae vero devotionis affectus. Itaque locutio Verbi, infusio doni: responsio animae cum gratiarum actione. O Apóstolo diz também deste modo de falar: estote auditores et factores. Não se contentando com nos recomendar que o ouçamos, pede-nos que o ponhamos em execução, porque devemos não só reconhecer os benefícios de Deus – e isto é, ouvir a sua palavra – mas também fazê-los voltar ao mesmo Deus, que isto significa facere verbum ejus. Todas as fontes brotam do mar e para ele voltam. Omnium virtutum et scientiarum mare est Dominus Jesus Christus. Ab hoc continentia carnis, cordis industria, voluntatis rectitudo emanat: non solum ista, sed si quis callet ingenio, nitet eloquio, si quis moribus placet, ab eu fonte est. A ele pois devem voltar todos os dons: porque assim como as águas estagnadas que não correm para o mar, se convertem em charcos e se corrompem, assim os dons de Deus, a saúde, a força, o talento, a eloquência: os estudantes em particular, hão de oferecer a Deus os seus talentos, como S. Agostinho aconselha ao jovem Licínio. Ouvistes já os três modos com que Deus fala à alma e a maneira como havemos de fazer o que Ele nos diz: agora é conveniente considerarmos porque motivo o devemos fazer e com que fervor.

A razão desta obrigação parece-me que se baseia nisto: Deus falou! Se bastou que Deus dissesse faça-se o mundo, para que o mundo fosse criado, para nos convertermos, para corrermos para Ele conforme a sua vontade, não há de bastar uma ordem sua? Dizei-me: se o vosso grão-duque, a quem estais esperando, à sua chegada mandasse chamar o homem mais pobre desta cidade, e lhe prometesse adotá-lo como filho e fazê-lo participante do governo, que por direito só compete ao verdadeiro filho; se além disso, lhe declarasse que enquanto vivesse se havia de interessar por ele como se realmente o fosse, e que depois da morte lhe deixaria em herança todos os seus estados, com a condição única de viver e se portar como filho de um duque, abandonando por conseguinte a sua pobre choupana para ir habitar no palácio do príncipe, despindo-se dos pobres andrajos para se vestir de vestidos mais ricos, deixando a companhia e costumes do povo para frequentar a amizade dos grandes e do filho do grão-duque, – quem de entre vós, dizei-me, alegre com semelhante oferecimento o não aceitaria imediatamente?

Ora, o Senhor a quem é devida toda a honra, quer-nos receber a todos no reino do Céu como a filhos; promete velar por nós na terra com uma providência toda paternal, lembrando-se de nós mais do que a mãe se recorda do filho, como diz por Isaías: Numquid potest etc?7; e depois desta vida quer-nos dar a herança eterna, como nota S. Agostinho a propósito destas palavras, cum dederit suis somnum etc! Em troca, apenas pede que abandonemos a pobre casa de nossos pais, na realidade ou em espírito, segundo a nossa vocação, que habitemos no palácio do Rei do Céu, onde o Senhor é Deus e os Anjos seus servidores; que nos despojemos dos miseráveis farrapos do amor próprio para nos vestirmos com os vestidos de gala do amor; que abandonemos os costumes da gente ordinária e baixa, isto é, que renunciemos às imperfeições e pecados, para adotarmos os hábitos de filhos de Deus, a mansidão, a piedade, a justiça, o temor de Deus, e todas as outras virtudes. Quem de nós se contentaria com receber tal convite e com ouvir semelhante proposta sem a aceitar? Parece-me que só seria capaz de o fazer, quem não entendesse a Palavra de Deus ou não compreendesse tudo o que ela promete.

Aristóteles no décimo livro da ética demonstra com muitas razões que os prazeres do espírito são incomparavelmente superiores aos da carne: e perguntando depois porque é que, apesar da sua superioridade, os não buscamos, diz, que é porque os não conhecemos. Traz para exemplo o filho de um rei que, não tendo ainda o uso da razão prefere o leite da ama, ou o brinquedo que lhe dá um criado, à herança paterna; mas deixai-o chegar à idade madura e vereis o seu desprezo por estas bagatelas e a sua preferência pela herança. O mesmo sucede conosco; não conhecemos os bens que Deus tem preparado aos que O amam e por isso preferimos as consolações da terra, os parentes, o pai, a mãe, etc., ao patrimônio do Céu. Mas, se Deus nos conceder a graça de alcançarmos a plenitude da idade do espírito, então, saberemos apreciar tudo pelo seu justo valor e compreenderemos que todas as grandezas da terra são nada, em comparação dos bens que Deus nos promete: Super altitudines terrae sustollam te”8. 9


1Rev. Pe. M. Meschler, S.J., “São Luís Gonzaga – Protetor da Juventude Cristã”, 2ª Parte, Cap. 17, pp. 253-258; 2ª Edição, Livraria Apostolado da Imprensa, Porto, 1953.
2Bolland., p. 1005, D. E.
3Ol. Jozzi, Lettere di S. L. G., p. 54.
4“Sede, pois, fazedores da palavra e não ouvintes somente” (Tiag. 1, 22).
5Cf. S. Bernardo, Serm. 32...
6Êxod. 31.
7Is. 49.
8Is. 58, 14.
9Cfr. Cepari, Edição de 1863 (Apêndice), p. 461 ss.

sábado, 24 de outubro de 2015

O que diz Medjugorje? A sua mensagem prova que esta é também uma falsa aparição.


221

por Ir. Miguel Dimond e Ir. Pedro Dimond

www.igrejacatolica.pt

“A Nossa Senhora enfatiza sempre que existe um só Deus, e que as pessoas forçaram uma separação não-natural. Uma pessoa não pode verdadeiramente crer, ser um verdadeiro cristão, se não respeitar de igual modo as outras religiões.”1 — “Vidente” Ivanka Ivankovic

“A Nossa Senhora disse que as religiões encontram-se separadas na terra, mas as pessoas de todas as religiões são aceites por seu Filho.”2 — “Vidente” Ivanka Ivankovic

Pergunta: “Está a Santa Mãe a chamar todos os povos a serem católicos?” Resposta: “Não. A Santa Mãe diz que todas as religiões são prezadas por ela e pelo seu Filho.”3— “Vidente” Ivanka Ivankovic

Isto é apostasia total na Mensagem de Medjugorje. É uma rejeição do dogma católico; é uma rejeição do dogma Fora da Igreja Não Há Salvação; e é uma rejeição total do ensinamento claro do Evangelho sobre a necessidade de crer em Jesus Cristo, o Filho de Deus, para a salvação. Isto prova que Medjugorje, como o resto das falsas aparições modernas, é um embuste do Demônio. Aqueles que estão a par destes fatos e recusam-se a repudiar Medjugorje como uma falsa aparição rejeitam a fé católica.

Notas finais:

1  The Apparitions of Our Lady of Medjugorje, Franciscan Herald Press, 1984.
2  The Apparitions of Our Lady of Medjugorje, Franciscan Herald Press, 1984.
3  Janice T. Connell, The Visions of the Children, The Apparitions of the Blessed Mother at Medjugorje, St. Martin’s Press, Agosto de 1992.

 

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Uma profecia teresiana sobre os nossos tempos?


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Por Mailson Lopes, Terceiro Carmelita | FratresInUnum.com – Em 1515, portanto, há 500 anos, o gênero humano era honrado pelo nascimento de um portento, de uma maravilha das Mãos Sapienciais da Divina Majestade: Teresa de Cepeda y Ahumada, a grande Santa Teresa de Jesus. Mil e um atributos e qualificativos, cada um mais refulgente que o outro, resplandeceram em sua vida de monja, mística, escritora, reformadora, fundadora, poetisa, santa… e profetisa. Sim, profetisa! Discorramos um pouco sobre essa última faceta da Nossa Santa Madre, sobre seus dons proféticos e a sua projeção para os tempos hodiernos.

Os dons místicos com os quais Santa Teresa, o diadema da Ordem do Carmo, foi cumulada em sua vida são incontáveis e maravilham a quem se debruça a conhecer a sua vida. Êxtases, visões, revelações, levitações, arroubamentos, voos de espírito, feridas místicas, clarividência, quietude, transverberação… Dons verdadeiros e extraordinários enviados por Deus para poucas almas de escol e de alto grau de santidade. Um exemplo retumbante dessas graças sobrenaturais foi Santa Teresa haver tido em tempo real a visão do martírio do Beato Inácio de Azevedo S.J.e companheiros, os denominados 40 mártires do Brasil, assassinados por calvinistas franceses em pleno mar, em 15 de julho de 1570, quando se dirigiam à nossa pátria. Nessa visão ela os via subir triunfalmente ao céu e serem coroados, após receberem a palma do martírio. Dentre os mártires, estava um sobrinho da santa, o noviço jesuíta Francisco Pérez de Godoy.

Por ser tão grande santa, não causa estranheza que dentre os seus dons místicos tenha sido galardoada pelo Espírito Santo com o dom da profecia.Sejam relacionadas ao futuro próximo ou longínquo, foram diversas as profecias de Santa Teresa, que, curiosamente, passam despercebidas para muitos de seus devotos e leitores. Assim, apenas para ilustrar, podemos citar os numerosos anúncios proféticos que teve de Nosso Senhor sobre a fundação do Carmelo de São José de Ávila (anos antes de sua concretização), a predição da morte de seu mestre e amigo espiritual São Pedro de Alcântara, a morte de uma de suas irmãs, Maria de Cepeda, a morte do jovem Rei de Portugal Dom Sebastião. Todas as profecias teresianas se cumpriam rigorosamente e foram uma das provas a favor de sua beatificação.

A leitura do Camino de Perfección, da pena de Santa Teresa, leva-nos a considerar mais detidamente alguns excertos dessa obra. Ao longo do capítulo III, voltando-se a Deus Padre, exclama a aludida santa: “Ó, Pai Eterno, vede que não se podem olvidar tantos açoites e injúrias e tão gravíssimos tormentos [infligidos a N.S. Jesus Cristo]. Pois, Criador meu, como podem entranhas tão amorosas como as vossas sofrer que seja tido em tão pouca conta como hoje por estes hereges o Santíssimo Sacramento, a Quem lhe usurpam a sua morada, desmantelando as igrejas? Pai Eterno, Aquele que não teve onde reclinar a cabeça enquanto vivia, e sempre em tantos trabalhos, mas que agora tem um lugar para convidar seus amigos, será agora dele apartado? Já não pagou Ele superabundantemente pelo pecado de Adão? […] Ai que dor, Senhor! Olhai, Deus meu, os meus desejos e as lágrimas com que Vos suplico: tende piedade de tantas almas que se perdem e favorecei a vossa Igreja. Não permitais mais danos à Cristandade, Senhor. Dai já luz a estas trevas.” E em outros capítulos, ainda discorre sobre a queda de tantos sacerdotes, o desmantelamento das igrejas, os desacatos contra o Santíssimo Sacramento, a perda de tantas almas, o afã em se querer abolir os Sacramentos…

Há de se concordar que duas são as leituras possíveis para esses fragmentos teresianos. A primeira, a de uma prece pelos pecados de seus conterrâneos e coetâneos, sobretudo pelos males feitos pelos huguenotes. Essa é uma leitura válida e a mais corrente. Porém, as palavras de Santa Teresa, impregnadas de ênfase e de fulgor, podem ser interpretadas― pensamos nós em nossa humilde percepção ― como uma súplica profética, um prenúncio dos dias de hoje, das vagas que sacodem como nunca dantes a Barca de São Pedro. Ou algum católico de juízo sensato discordaria de que estamos presenciando nesses dias ondas tempestuosas de confusão e impiedade atingirem a nau da Igreja?

Nesse ponto, percebe-se uma clara sintonia espiritual entre as vivas palavras de Santa Teresa e a oração abrasada de São Luís Maria Grignion de Montfort, presente em seu famosíssimo tratado mariano. Mutatis mutandis, o que se diz de um pode aplicar-se ao outro quanto a esse eco profético. Retinem e causam admiração pela sua aplicabilidade aos nossos tempos as palavras ígneas deste santo: “Vossa divina lei é transgredida; vosso Evangelho, desprezado; abandonada, vossa religião; torrentes de iniquidade inundam toda a terra, e arrastam até os vossos servos; a terra toda está desolada: Desolatione desolata est omnis terra; a impiedade está sobre o trono; vosso santuário é profanado, e a abominação entrou até no lugar santo”. Porventura não é esse o quadro que se mostra a nossos olhos em relação à Igreja de Deus nesses últimos tempos, com tantas novidades vãs, estranhas ou até mesmo contrárias à doutrina ou práxis perenes do Catolicismo?

Mas, ainda que se pense que as supramencionadas palavras teresianas e monfortinas aplicam-se apenas à época destes dois baluartes da fé, a questão persiste ainda mais incisivamente. Se as súplicas elevadas de Santa Teresa eram dirigidas para as nações europeias quinhentistas, plasmadas, em geral, num fervor religioso e numa catolicidade atestáveis, o que essa santa não exprimiria pela Igreja de hoje? Se a oração ardente de São Luís de Montfort referia-se a uma época em que a França dava à Igreja centenas de novos sacerdotes a cada ano, inúmeros missionários, uma infinidade de monjas, em sua maioria esmagadora defensores da sã doutrina, o que não exclamaria esse Apóstolo da Virgem sobre os tempos de hoje, sobre os homens e mulheres da Igreja contemporânea? Há dúvida de que não seriam, em ambos os casos, brados elevados aos céus, petições de misericórdia ao Altíssimo, por tantos pecados e perversidades que voltam a crucificar novamente o Divino Redentor e a cravejá-lo de humilhação, indiferença e desprezo?

E o que fazemos nós? Além da vigilância constante, da observância do que nos foi transmitido apostólica e ininterruptamente, afastados de toda inovação suspeita e perniciosa, devemos suplicar a intercessão gloriosa da Santa Madre Teresa de Jesus, entregando ao Altíssimo nossas lágrimas e gemidos pela calamitosa situação em que se encontra a Igreja de Deus, suplicando a Ele, tal como a grande Reformadora do Carmelo: “Senhor, dai já luz a estas trevas. Já, Senhor! […] Fazei que sossegue este mar; não ande sempre em tanta tempestade esta nave da Igreja. E salvai-nos, Senhor meu, que perecemos.” (Camino de Perfección, Cap. III e XXXV).


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