Blog Católico, para os Católicos

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

sábado, 7 de novembro de 2015

A Ladainha da Ignorância



A razão não pode admitir um efeito sem causa. Este é uma resultante fatal de qualquer ato, seja da ordem lógica, ontológica ou metafísica. Querer o contrário é ir de encontro aos mais claros princípios da filosofia e da razão reta e sensata. O assunto em questão é de palpitante valor real e espiritual. Afeta o composto humano e de uma maneira muito especial a sua forma substancial: a alma.

Pavorosamente a ignorância religiosa campeia qual soberana rainha, principalmente entre os homens…

A ignorância religiosa é a nuvem cinza e negra, interceptora sinistra da operação da Graça no coração da criatura... compromete, totalmente, a salvação, porque afasta a criatura de Deus, impedindo os impulsos da alma para os problemas de além – túmulo... desequilibra as faculdades da alma, tornando-a campo aberto e vasto para a ação perniciosíssima dos inimigos espirituais.

A ignorância religiosa leva a criatura ao lamaçal purulento da descrença, acarretando a desonra da dignidade humana pela prática das maiores abominações... é a negação completa dos ideais espirituais, portanto, a maior inimiga de Deus e da alma... despreza os anseios da alma, dando rédeas soltas ao corpo bruto e mau.

A ignorância religiosa opondo-se ao conhecimento do Altíssimo é a fonte calamitosa, na qual se embriaga o materialismo e seu cortejo de iniquidades e desastres morais... é a expressão claríssima do efeito, eternamente, lamentável do Pecado Original... é a infelicidade, porque desvia o ser humano do seu Princípio e do seu Fim, isto é, de Deus.

A ignorância religiosa neutraliza as aspirações da alma no aglomerado dos preconceitos, na confusão dos falsos juízos e na avalanche lamentável dos erros, os mais mesquinhos e atrevidos contra a Moral e contra a Religião Divina... é a ave negra e vaticinadora das desgraças do espírito no transe para a eternidade... é a mais clara prova do abaixamento moral de um indivíduo.

A ignorância religiosa é a escravidão da alma pelo reinado dos princípios degradantes do Demônio, do Mundo e Carne... é a executora deplorável das iniquidades sociais, nacionais e universais… é o abismo fatal onde são algemados os espíritos orgulhosos.

A ignorância religiosa é a manifestação patente da fraqueza do espírito humano, incapaz dos voos divinais pelas atmosferas espiritualísticas em ordem à glorificação deslumbrante do espírito...
transforma o homem em inimigo feroz do Bem, da Moral, da Religião e do Eterno... é a aniquilação das faculdades da alma, desejosa, por essência, da Divindade e dos problemas transcendentais.

A ignorância religiosa faz de uma nação, de um povo, um antro de perversos pela falta dos princípios da Moral divina, única capaz de dirigi-los, no mar agitado da vida social... é a barreira em relação às aspirações da alma humana... expõe a alma à derrota espiritual nas lutas aguerridas desta vida, preparando-lhe, portanto, a condenação eterna.

A ignorância religiosa é o germe das desordens mundiais, levando os dirigentes da humanidade a abusarem dos seus poderes e incitando os súditos às revoltas e às loucuras... sustenta o domínio de Satã na alma... inutiliza a capacidade das faculdades da alma de encaminharem-se para a eternidade feliz, e por ela aprisionada aos erros e ao vil materialismo.

A ignorância religiosa é a estrada fácil dos vícios odiosos... é a positiva e cabal prova do orgulho descomedido e infernal... derruba as solidíssimas organizações em qualquer ramo do viver humano, porque não admite a autoridade, que tem como princípio Deus.

A ignorância religiosa é a manifestação mais clarividente da decadência de uma raça, de um povo e de uma nação... é a nuvem negra da demência, ofuscando, aparentemente, a Grandeza e a Majestade Divina, para o homem poder entregar-se ao desequilíbrio moral... ostenta como mesquinho e desprezível o homem, entregue à sua louca fantasia.

A ignorância religiosa dissemina a discórdia e a desordem, porque não reconhecendo um Princípio eterno, ou desconhecendo sua eterna Vontade, não sente base para se submeter a seu semelhante… da ocasião para as cenas de selvageria, efeito patente da falta de consciência, por ela desorientada na apreciação dos direitos humanos... é a flagrante oposição entre o bem e o mal, entre a Verdade e o erro, entre a honra e a desonra, entre a dignidade e a indignidade, entre o pecado e a virtude.

A ignorância religiosa é o vulcão do Inferno, em erupção perversa, desfigurando a excelsitude da alma e tornando o homem objeto de abominação diante de Deus e da filosofia reta... é a detestação completa da espiritualidade ... é um flagrante incontestável da incerteza do ser humano.

A ignorância religiosa abala e destrói os alicerces da Moral, na revolução tola e trágica da inteligência e da vontade, nascidas dos desejos ardentes da carne infame... é igual à escura noite da iniquidade, opõem-se ao claro dia da verdade e da santidade... é a real prova comprovada de um coração inimigo das coisas celestes.

A ignorância religiosa é a consequência fatal das perversões do homem... é a conclusão real da ignorância, da estupidez ou da ma vontade do individuo... obscurece o céu anil da verdade
com as nuvens tempestuosas dos conceitos loucos sobre as magnificências do espírito.

A ignorância religiosa inocula no homem a baba peçonhenta de Lúcifer, revoltoso nas suas indignas investidas contra as comunidades das almas amantes do Altíssimo... é o brilho transitório das inteligências desviadas do caminho de Deus, dos Ensinamentos celestes, iludindo os inexperientes em tais problemas, excitando os ingênuos, dominando os principiantes, na grande tempestade do agitadíssimo mar das pesquisas espiritualísticas ... assegura o império do mal, entre os seres humanos.

A ignorância religiosa fantasia para o homem um mundo de ilusões agradáveis, sob a capa de verdade... é o germe das desgraças humano-social-espirituais... desviando o homem de Deus, o coloca na senda perversa do mal.

A ignorância religiosa expulsa da mente humana toda a ideia de responsabilidade moral… é a causa principal das calamidades humano-sociais... enfraquece a alma humana, que é aspirante das grandezas do Altíssimo.

A ignorância religiosa inutiliza os benéficos efeitos das graças celestes... é um mar agitado, em cujas ondas, é envolvido um grande número de corações covardes para a única e verdadeira luta, a salvação da alma... é o máximo expoente das tramas de Satã contra as almas imortais... é a via larga da perdição eterna... pelos seus desastrosos efeitos, desonra a alma, combate a Santa Madre Igreja, sendo condenada por Deus” (Mons. Luiz Gonzaga de Moura, “Voando nas regiões dos Pensamentos”).

Não há exemplo de ignorância religiosa mais palpável, mais esbarrável, do que a imodéstia no vestir de muitos católicos, isto sem falar na despudorada moda neo pagã que inunda a sociedade civilizada desde o século passado. Este trabalho versara sobre este tema.

domingo, 1 de novembro de 2015

A REVELAÇÃO PROFÉTICA DE SANTO ÂNGELO, Padre Carmelita Mártir.


Santo Ângelo ao centro


Santo Ângelo, um dos mais importantes santos na Ordem do Carmo, enquanto estava no deserto, por um período de cinco anos, em que viveu totalmente solitário, recebeu a seguinte revelação de Nosso Senhor: “Sabe Ângelo, Servo meu, a cidade de Jerusalém, a Galileia e toda a terra da promissão, Capadócia e Egito, com muitas regiões da Ásia e da África, passados poucos anos, irão de todo ao poder dos Ismaelitas (muçulmanos): as Igrejas, os Templos que tu vês agora, onde se celebram os louvores divinos, serão destruídos. e as cerimônias, costumes e observâncias dos cristãos em tudo, quase serão reduzidos a nada. E o poder de Maomé e de seus sucessores crescerá sempre mais e atemorizará quase todas as gentes e será com isto amedrontada e molestada toda a Europa, e virá fogo, sangue, ruína e quase total destruição e haverá grande aflição e crescerá o furor e ira sobre os filhos da ingratidão. Estas coisas virão pela abominação daqueles que edificam Babilônia, dissipam o Santuário e sustentam o povo da maldade, ódio e rancor e o arrastam à crueldade, desonestidade, malícia e pecado. Então Santo Ângelo disse: “Quando, meu Senhor, isso há de suceder?” Cristo respondeu-lhe: “Quando a Igreja, despojada de seu esplendor jazer como uma viúva: quando a Cadeira do Pontífice Romano seja posta em contradição, quando se levantarem os hipócritas com cor e pretexto de santidade e religião, defraudarem os povos, e a Igreja estiver cheia de seitas, nas quais reinarão a soberba, ambição, luxúria, com todo o esquadrão de seus filhos: quando os príncipes divididos guerrearem e um Bispo estiver contra outro, e as mulheres se tornarem ministras em lugar dos sacerdotes e quase seja tirada toda a paz do mundo, e da discórdia nasça a morte: quando os hereges prevalecerem, e a Fé estiver quase extinta e os seus pregadores se derem a vaidades e loucuras; então meu Eterno Pai mandará o seu furor e permitirá que os filhos da ingratidão sejam atormentados pelos inimigos do meu Nome. Todas estas calamidades lhes sobrevirão por seus pecados.” E tendo Cristo dito isto, desapareceu aos olhos de Santo Ângelo em uma nuvem alvíssima... (Esta revelação se encontra na vida de Santo Ângelo, escrita por Enoc, Patriarca de Jerusalém.) Deve-nos trazer grande admiração a notícia de que uma profecia como esta, escrita no século XIII esteja se cumprindo tão perfeitamente nos nossos dias. Vemos aqui a relação entre a expansão do Islã com a crise da Cristandade. De fato, a Igreja, agora sem o seu esplendor, jaz como uma viúva triste e amordaçada. A Cátedra de Pedro já não se apresenta como o baluarte seguro da doutrina imutável. Vemos nestes tempos os hipócritas modernistas, com toda liberdade, sob o pretexto de uma maior pureza da religião, acabaram defraudando os povos dos seus ritos e de sua piedade e a Igreja vai se enchendo de seitas que, como várias falsas igrejas, corroem o seu interior e dilaceram suas forças aumentando a perda das almas e a confusão. Vejamos como os Bispos estão uns contra os outros e como reinam a soberba e a luxúria! Encontramos “a Fé quase extinta e os seus pregadores repletos de vaidades e loucuras”. Quanto às “ministras”, disse por estes dias o Cardeal Burke: “Com exceção do padre, o santuário se encheu de mulheres. As atividades da paróquia e até da liturgia se tornaram tão femininas em diversos lugares que os homens não querem mais se envolver”. Sem dúvida, podemos nos remeter à profecia que diz: “teus príncipes profanaram meu santuário. Então entreguei Jacó ao anátema e Israel às injúrias” (Is. 43,28). A profecia-queixa que Nosso Senhor fez a Santo Ângelo, tão atual, se apresenta para nós como uma advertência muito importante. Sigamos este caminho que nos leva até a quaresma refletindo sobre isto e busquemos alcançar de Deus, entre jejuns, lágrimas e cinzas, o perdão de nossos pecados e a misericórdia para este nosso século que avança por entre tantas calamidades e contradições.

http://carmeloeremitico.blogspot.com.br/2015/06/a-revelacao-de-santo-angelo.html

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