Segundo
Dia
Ato
de Contrição, e oração preparatória, como no primeiro dia.
MEDITAÇÃO
Da
Purificação, e Apresentação de Jesus no Templo.
Impunha
a lei antiga dois Preceitos por ocasião do
nascimento dos primogênitos: 1º
devia a Mãe, como imunda, permanecer em casa durante quarenta dias,
e, decorridos eles, ir purificar-se. 2º
Os pais deviam levar o primogênito ao Templo
e oferecê-lo ao Senhor.
Quis
a Santíssima Virgem, pela Sua humildade, cumprir ambos estes
Preceitos, ainda que não fosse obrigada pela lei da purificação,
tendo, como tinha, ficado sempre Virgem e pura. Por conseguinte tomou
o Seu divino Filho, e, em companhia de São José, que levava duas
rolas ou pombas, para oferecer a Deus em sacrifício, dirigiu-se ao
Templo. Lá a humilde Virgem apresentou-se ao Sacerdote, e, cumprida
a lei da purificação, apresentou-lhe também o Seu Divino Filho.
Consideremos aqui o espírito de piedade e devoção, com que Maria
fez ao Eterno Pai este oferecimento, em Seu nome e no de todo o
Gênero Humano, dizendo: “Eis
aqui, ó Deus Eterno, o Vosso Unigênito Filho, enquanto Deus, e o
meu Primogênito enquanto homem: eu Vo-lO ofereço como Vítima, para
aplacar a Vossa justiça irritada contra os pecadores; dignai-Vos de
aceitá-lo, ó Deus misericordioso, e tende piedade da nossa miséria;
e por amor deste Cordeiro Imaculado restituí os homens a Vossa
graça.”
Consideremos
ainda, como à oferta de Maria se uniu também a de Jesus: eis-Me
aqui,
disse
o adorável Infante,
eis-Me aqui, ó meu Eterno Pai, Eu Vos consagro
a Minha vida: enviastes-Me ao mundo, para o resgatar com o Meu
Sangue: tomai-O, e tomai todo o Meu Ser, que Eu Vo-los ofereço pela
sua salvação.”
Não houve nunca sacrifício nenhum tão agradável a Deus, como o
oferecimento, nesta hora feito por Seu amado Filho, constituído
desde a Sua infância Sacerdote e Vítima pela nossa salvação. Se
todos os homens e todos os Anjos houvessem oferecido juntos a sua
vida, este sacrifício, sendo finito, não teria sido de tanto valor
aos olhos de Deus, como o de Jesus Cristo, pois que, com esta única
oferta de Jesus, recebeu o Eterno Pai uma satisfação e honra
infinitas.
Pois
bem, se Jesus ofereceu por nosso amor a Sua vida ao Eterno Pai, justo
é que nós em prova, ainda que débil e mesquinha da nossa gratidão,
ofereçamos também a nossa a este Cordeiro Imaculado. Ofereçamos-Lha,
lavando a nossa alma das culpas, que a desfeiam, purificando-a nas
águas salutares da penitência, e formando um firme propósito de
nunca mais ofender a um Deus, que por nosso amor se deu todo a nós,
para que nós, em agradecimento, nos dessemos todos a Ele. É este o
Seu desejo, como Ele se dignou manifestar à Beata Ângela de
Foligno, dizendo-lhe: “Eu
Me ofereci por teu amor, para que tu te ofereças pelo Meu.”
Meditação…,
Petição…, e Gozos…
(como
no primeiro dia)
Oração
Jaculatória:
Meu Jesus e meu Deus, amo-Vos sobre todas as coisas. (Indulgenciada).
Obséquio:
Por amor de Jesus, Maria e José visitarei uma igreja e recitarei a
Ato de Consagração à Sagrada Família.
ORAÇÃO
Ó
dulcíssimo Jesus, Infante e Cordeiro divino, que Vos entregastes à
morte pela vida da minha alma, eu Vos amo, e só a Vós quero amar,
pois fora de Vós não encontro quem pela minha salvação tenha dado
a sua vida. Sim, ó meu Jesus, eu me arrependo de todo o meu coração
de Vos haver ofendido, quando Vós Vos haveis sacrificado por meu
amor. Fazei que de hoje em diante eu só a Vós ame, e nada mais Vos
peço. Ó Virgem puríssima; Vós, ainda que mais pura do que os
Céus, mais alva do que a neve, e mais brilhante do que o sol,
quisestes apresentar-Vos no Templo como impura e carecida de
purificação: peço-Vos por esta humildade inefável que me ajudeis
a purificar das minhas culpas, empregando os meios que me haveis
ensinado.
Que
penetrante dor transpassou a Vossa alma, ó glorioso Patriarca São
José, à vista do Sangue precioso do divino Salvador, vertido na Sua
dolorosa Circuncisão! Mas também, que puro gozo inundou o Vosso
Coração ao ouvir impor-Lhe o doce nome de Jesus! Por esta dor e por
este gozo alcançai-me que depois de haver purificado a minha alma
das muitas faltas, com que ofendi ao meu Senhor, possa morrer
invocando com os lábios e com o coração o nome divino de Jesus.
Amém.
EXEMPLO
O
Beato Gaspar Bono, religioso mínimo, era muito devoto da Sagrada
Família de Nazaré, e trazia constantemente no coração e nos
lábios os nomes sagrados de Jesus, Maria e José. Era edificante
ouvir este bom religioso, quer fosse perguntando, quer fosse
respondendo, principiar sempre e acabar pelos doces nomes de Jesus,
Maria e José. Em sua última enfermidade, quis que os religiosos
assistentes lhe repetissem continuamente estes nomes sagrados, para
lhe suavizarem com eles as dores da agonia e as angústias da morte.
E com efeito, no mesmo instante, em que pela última vez a sua língua
acabou de pronunciar – Jesus, Maria e José, expirou placidamente,
deixando grandemente edificados a quantos o haviam conhecido.
JACULATÓRIAS
Amado
Jesus, Maria e José, o meu coração Vos dou e a minha alma.
Amado
Jesus, Maria e José, assisti-me na última agonia.
Amado
Jesus, Maria e José, expire em paz entre Vós a minha alma.



