Blog Católico, para os Católicos

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

“Não Vos Conformeis Com Esse Século” (Rm 12,2).





O CARNAVAL

                                                          Dom Fernando Arêas Rifan*


Estamos próximos do Carnaval, atualmente uma festa totalmente profana e nada edificante. Ao lado de desfiles deslumbrantes das escolas de samba, com todo o seu requinte, riqueza de detalhes, fantasias fascinantes, desperdício de dinheiro, exposição de luxo, vaidade e também despudor, presencia-se paralelamente uma verdadeira bacanal de orgias e festas mundanas, cheias de licenciosidade, onde se pensa que tudo é permitido. Nesses dias, a moral vem abaixo: até as pessoas mais sérias se mostram debochadas, a imoralidade e a libertinagem campeiam, a pureza perece e a tranquilidade desaparece. Infelizmente, há muito tempo que o Carnaval deixou de ser apenas um folguedo popular, uma festa quase inocente, uma brincadeira de rua, uma diversão até certo ponto sadia.

            Segundo uma teoria, a origem da palavra “carnaval” vem do latim “carne vale”, “adeus à carne”, pois no dia seguinte começava o período da Quaresma, tempo em que os cristãos se abstêm de comer carne, por penitência. Daí que, ao se despedirem da carne na terça-feira que antecede a Quarta-Feira de Cinzas, se fazia uma boa refeição, comendo carne evidentemente, e a ela davam adeus. Tudo isso, só explicável no ambiente cristão, deu origem a uma festa nada cristã. Vê-se como o sagrado e o profano estão bem próximos, e este pode contaminar aquele. Como hoje acontece com as festas religiosas, quando o profano que nasce em torno do sagrado, o acaba abafando e profanando. Isso ocorre até no Natal e nas festas dos padroeiros das cidades e vilas. O acessório ocupa o lugar do principal, que fica prejudicado, esquecido e profanado.

            A grande festa cristã é a festa da Páscoa, antecedida imediatamente pela Semana Santa, para a qual se prepara com a Quaresma, que tem início na Quarta-feira de Cinzas, sinal de penitência. Por isso, é a data da Páscoa que regula a data do Carnaval, que precede a Quarta-Feira de Cinzas, caindo sempre este 47 dias antes da Páscoa.

            Devido à devassidão que acontecem nesses dias de folia, os cristãos mais conscientes preferem se retirar do tumulto e se entregar ao recolhimento e à oração. É o que se chama “retiro de Carnaval”, altamente aconselhável para quem quer se afastar do barulho e se dedicar um pouco a refletir no único necessário, a salvação eterna. É tempo de se pensar em Deus, na própria alma, na missão de cada um, na necessidade de estar bem com Deus e com a própria consciência. “O barulho não faz bem e o bem não faz barulho”, dizia São Francisco de Sales.

            Já nos advertia São Paulo: “Não vos conformeis com esse século” (Rm 12,2); “Já vos disse muitas vezes, e agora o repito, chorando: há muitos por aí que se comportam como inimigos da cruz de Cristo. O fim deles é a perdição, o deus deles é o ventre, a glória deles está no que é vergonhoso, apreciam só as coisas terrenas” (Fl 3, 18-19); “Os que se servem deste mundo, não se detenham nele, pois a figura deste mundo passa” (cf. 1 Cor 7, 31).

            Passemos, pois, este tempo na tranquilidade do lar, em algum lugar mais calmo ou, melhor ainda, participando de algum retiro espiritual. Bom descanso e recolhimento para todos!




 *Bispo da Administração Apostólica Pessoal
São João Maria Vianney 
                                                                        

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Da Eternidade Bem-aventurada e das Misérias desta Vida.


Tomás de Kempis




Imitação de Cristo
Livro III, Capítulo XLVIII


1 – A Alma – Ó bem-aventurada mansão da Cidade celestial! Ó dia claríssimo da eternidade, que nenhuma noite obscurece, mas que sempre brilha com os raios da soberana Verdade! Dia sempre alegre, sempre seguro, cuja felicidade não terá mudança.

Ó, quem me dera ver amanhecer este dia, e passarem já as sombras das coisas perecedouras! Este ditoso dia já luz para os Santos com seu eterno resplendor: porém, para nós, peregrinos no deserto deste mundo, só de longe vislumbra, e como entre sombras nos aparece.

2 – Os cidadãos do Céu sabem quão alegre seja aquele dia; mas os degredados filhos de Eva gemem de ver quão amarga e fastidiosa seja a vida presente.

“Os dias deste mundo são poucos e maus”, cheios de dores e misérias (Gên. 47, 9).

Neles se vê o homem manchado com muitas paixões, angustiado de muitos temores, ocupado com muitos cuidados, distraído com muitas curiosidades, implicado em muitas vaidades, cercado de erros, quebrantado de trabalhos, perseguido de tentações, afeminado pelos prazeres, atormentado pela pobreza.

3 – Ó, quando virá o fim de todos estes males? Quando me verei livre da miserável escravidão dos vícios? Quando me lembrarei, Senhor, de Vós somente? Quando me alegrarei plenamente em Vós?

Quando gozarei da verdadeira liberdade, sem impedimento nem embaraço de corpo e espírito?

Quando possuirei essa paz sólida, essa paz imperturbável e segura; essa paz interior e exterior, paz de todo permanente e invariável?

Ó, bom Jesus! Quando me será dado ver-Vos? Quando contemplarei a glória de Vosso Reino? Quando me sereis tudo em todas as coisas?

Quando estarei convosco no “reino que preparastes desde toda a eternidade para os que Vos amam?” (S. Mat. 25, 34).

Ai! Pobre e desterrado me vejo em terra inimiga, onde há guerra contínua e grandes infortúnios.

4 – Consolai o meu desterro, mitigai a dor de meu coração, que por Vós suspira com todo o ardor de seus desejos. Todo o prazer do mundo é para mim penoso tormento.

Desejo gozar-Vos intimamente; mas não posso consegui-lo. Desejo estar unido com as coisas celestiais; porém, minhas paixões imortificadas me arrastam para a terra.

Minha alma aspira a elevar-se acima de todas as coisas; porém, a carne me violenta a estar sujeito a ela.

Deste modo eu, homem infeliz; comigo pelejo, “e sou pesado a mim mesmo”, vendo que o espírito busca elevar-se, e a carne abater-se (Jó 7, 20).

5 – Ó, quanto não padeço eu, quando revolvo em meu pensamento as coisas celestiais, e logo minha oração é interrompida por um tropel de ideias mundanas! Deus meu, “não Vos aparteis de mim, e não abandoneis com ira Vosso servo” (Salm. 70, 13; 36, 14).

Lançai um raio de Vossa luz, e dissipai todas estas ilusões; lançai Vossas setas, e afugentai estes fantasmas do inimigo.

Chamai a Vós todos os meus sentidos; fazei-me esquecer todas as coisas mundanas, dai-me resolução para lançar longe de mim até as sombras dos vícios.

Socorrei-me, Verdade eterna, para que não me seduza vaidade alguma.

Vinde a mim, suavidade celestial, e fuja de Vossa presença toda torpeza.

Perdoai-me também, e olhai-me com misericórdia, todas as vezes que, na oração, penso em outra coisa do que em Vós. Pois, confesso ingenuamente que nela estou de ordinário bem distraído.

Em pé ou sentado, muitas vezes não estou onde está meu corpo, mas antes, onde me leva o meu pensamento. E meu pensamento está de ordinário onde está o que amo.

O que mais facilmente me ocorre, é o que naturalmente me deleita ou agrada por costume.

6 – Por isso Vós, ó Verdade eterna, nos dissestes expressamente: “Onde está vosso tesouro, aí está também vosso coração” (S. Mat. 6, 21).

Se amo o Céu, com gosto penso nas coisas celestiais. Se amo o mundo, alegro-me com as prosperidades mundanas, e entristeço-me com suas adversidades.

Se amo a carne, muitas vezes penso nas coisas carnais. Se amo o espírito, em coisas espirituais me deleito.

Porque de todas as coisas que amo, falo e ouço falar com gosto, e levo comigo a lembrança delas ao meu aposento.

Porém, bem-aventurado é aquele homem, ó meu Deus, que, por amor de Vós, desterra da sua lembrança todas as criaturas, que faz violência a sua natureza, e crucifica os apetites carnais com o fervor do espírito, para que serenada sua consciência, Vos ofereça uma oração pura, e desembaraçado interior e exteriormente de tudo que é terreno, se faça digno de adorar a Deus em espírito na companhia de seus Anjos.

1ª Reflexão:
Monsenhor Marinho

Imagina um filho que, desterrado em país afastado, passa os seus dias em duros trabalhos, aguardando ansioso a hora, em que lhe seja dado reunir os seus salários e tomar o caminho da pátria, onde o espera um pai amoroso. Quantas vezes se verá ele acometido e quase vencido do desalento no meio das mil contrariedades desse exílio prolongado? Que aflitiva é a sua sorte! Procurava amigos e encontra traidores; busca a paz, e talvez que por toda a parte se lhe depare a guerra.

Sabe que possui um pai extremoso e uma mãe carinhosa, mas não os vê face a face: para onde alargará ele as suas vistas nas horas de pesado infortúnio? Para onde lhe fugirão as aspirações veementes da alma e os afetos espontâneos do coração, ao ver-se torturado por sucessivos desenganos? Sem dúvida, para a sua querida pátria, onde a felicidade lhe sorri com indefiníveis atrativos. Se és um cristão, animado de viva Fé, eis aí em ligeiro quadro a imagem da tua vida. Quem vive aferrado ao gozo dos bens temporais está longe de poder altear-se à dignidade de um verdadeiro cristão.

E apesar disso, se lançamos os olhos para o mundo, veremos que a grande maioria dos homens parece ter de todo renunciado à glória eterna. Não se lhe nota aquela fome e sede de justiça que distingue os eleitos: “Felizes os que tem fome e sede de justiça, porque esses serão saciados” (S. Mat. 5, 6); quer dizer, felizes os que se esforçam por conhecer e possuir a Deus, porque esses trilham o caminho que conduz à verdadeira felicidade. Muitos são os sequiosos, que no mundo vivem abrasados pelo ardor das paixões; muitos os famintos, que procuram saciar os seus apetites brutais. Em vão, porém, se cansam; a taça dos prazeres, com que tentam inebriar-se, aumenta-lhes a sede e a fome. Onde procuravam gozos, encontraram amarguras; porque o castigo do criminoso começa no momento do crime.

“Pois não sabeis que os vossos membros são templo do Espírito Santo, que em vós existe, recebido de Deus, e que não sois vossos? Com efeito, fostes resgatados por grande preço”  (1 Cor. 6, 19-20). Para que esse preço nos aproveite, é necessário que saibamos suportar até ao fim as provações do nosso desterro.

2ª Reflexão:
Presbítero J. I. Roquette

Os trabalhos, as doenças, os sofrimentos, as tentações, o invencível desejo de uma felicidade, que neste mundo não se encontra, tudo nos chama continuamente a essa grande eternidade onde a Fé nos promete, com a posse de Deus, o descanso, a paz, o Bem perfeito, infinito, ao qual aspiramos com todas as potências de nossa alma. Eis aqui porque os Santos gemem tão amargamente debaixo do peso dos laços que nos prendem ainda à terra; eis porque exclamava o Apóstolo: “Desejo que meu corpo se dissolva, a fim de estar com Jesus Cristo” (Filip. 1, 23).

Então não haverá mais nem temor, nem lágrimas, nem combate, mas um eterno triunfo e uma alegria sem fim.

Se um fraco vislumbre de verdade soberana transporta já nossa inteligência, que será quando A contemplarmos em seu inteiro resplendor? E se, desde agora, nos é tão caro O amar, que será quando nos saciarmos na Fonte do puro amor? Oh! Sim, Senhor, desejo a dissolução de meu corpo, para estar convosco! Esta esperança só me consola; ela é toda minha vida. Que é para mim o mundo, e que pode ele dar-me? “Tenho vivido entre os habitantes de Cedar, e minha alma foi estrangeira no meio deles”. Vosso reino, meu Deus, Vosso reino, não tenho outra Pátria. Dignai-Vos chamar a ele este pobre desterrado, e “ele celebrará eternamente Vossas misericórdias” (Salm. 119, 5; 88, 2).

3ª Reflexão:
São Francisco de Sales

Ainda há mais proporção da luz de uma lâmpada com a luz e claridade deste grande luzeiro que nos alumia, e mais relação há entre a beleza assim da folha como do fruto de uma árvore, e a mesma árvore carregada de folhas e de frutos todos juntos,... mais relação do que entre a luz do sol e a claridade de que gozão os Bem-aventurados na glória; ou entre a beleza de uma vargem matizada de flores na primavera, e as belezas daqueles campos celestes, e entre a amenidade de nossas colinas carregadas de frutos, e a amenidade da Bem-aventurança eterna. (Sermão para o 2º Domingo da Quaresma)

Passam estes anos temporais...; seus meses se reduzem a semanas, as semanas a dias, os dias a horas, e as horas a momentos que são os únicos que possuímos; mas apenas possuimo-los, perecem e tornam perecedoura nossa vida, a qual todavia nos deve ser mais amável, pois, sendo cheia de miséria, não poderíamos ter nenhuma consolação mais sólida que a de estarmos certos de que ela vai se dissipando, para dar lugar àquela santa eternidade que nos é preparada na abundância da misericórdia de Deus, e a qual nossa alma aspira continuamente, pelos incessantes pensamentos que sua própria natureza lhe sugere, bem que a não possa esperar, senão por outros pensamentos mais elevados que lhe infunde o Autor da natureza. (121ª Carta espirit. xii.)

Fonte: Monsenhor Manuel Marinho, “Imitação de Cristo”, pp. 262-264; Novíssima Edição, Editora e Tipografia Fonseca, Porto, 1925.

Fonte: Presbítero J. I. Roquette, “Imitação de Cristo”, pp. 334-339; Tradução Nova, Editora Aillaud & Cia, Paris/Lisboa.

Fonte: Imitação de Cristo Senhor Nosso, Versão Portuguesa por um Padre da Missão, pp. 278-279; Reflexões e Orações colhidas nas obras de São Francisco de Sales; Imprenta Desclée,
Lefebvre y Cia., Tournai (Bélgica), 1904.



“Non omni homini reveles cor tuum”
“Não abras o teu coração a qualquer homem”
(Imitação de Cristo, Livro I, Cap. 8; Ecle. 8, 22).


domingo, 9 de fevereiro de 2014

Profecias de Nossa Senhora do Bom Sucesso, de Quito, Equador: 4ª Parte





"Porque te faço saber que, do término do século XIX até um pouco mais da metade do século XX..., extravasarão as paixões e haverá uma total corrupção de costumes por reinar quase Satanás nas Seitas maçônicas, a qual visará principalmente à infância, a fim de manter com isto a corrupção geral. Ai dos meninos deste tempo! Dificilmente receberão o Sacramento do Batismo, nem o da Confirmação. O Sacramento da Confissão, só en­quanto permanecerem nas escolas católicas, que o Diabo porá todo empenho em destruir, valendo-se de pessoas au­torizadas.

... a Seita, havendo-se apoderado de todas as classes sociais, possuirá tanta sutile­za para introduzir-se nos ambientes domésticos que perderá as crianças e o Demônio se gloriará de alimentar-se com o requintado manjar dos corações dos meninos.

Nesses tempos infaustos mal se encontrará a inocência infantil. Desta forma per­der-se-hão as vocações para o Sacerdócio, e será uma verdadeira calamidade.

O mesmo sucederá com a Sagrada Comunhão. Mas, ai! Quanto sinto ao te manifes­tar que haverá muitos e enormes sacrilégios, públicos e também ocultos, de profanações à Sagra­da Eucaristia! Muitas vezes, nessa época, os inimigos de Jesus Cristo, instigados pelo Demô­nio, roubarão nas cidades as Hóstias consagradas, com o único fim de profanar as Eucarísti­cas Espécies! Meu Filho Santíssimo Se verá jogado ao chão e pisoteado por pés imundos.

... E o mais pungente nesse combate dar-se-á em razão de algumas religiosas incau­tas, que sob a aparência de virtude e zelo mal-intencionado, corroerão a existência de sua Mãe, a Religião, que as aconchegou em seu seio. Assumirão elas sobre si grandíssi­mas responsabi­lidades, as quais, só por compaixão Divina, o fogo do Purgatório poderá purificar.

... Por este tempo o Sacramento da Extrema Unção, posto que faltará nesta pobre Pá­tria o espírito cristão, será pouco considerado. Muitas pessoas morrerão sem recebê-lo − seja por descuido das famílias, seja por um mal-entendido afeto para com seus enfer­mos, outros também por irem contra o espírito da Igreja Católica, impelidos pelo maldito Demônio −, pri­vando as almas de inumeráveis Graças, consolos e força, para darem o grande salto do tempo à eternidade. Contudo, algumas pessoas morrerão sem recebê-lo por justos e secretos casti­gos de Deus.

Quanto ao Sacramento do Matrimônio, que simboliza a união de Cristo com a Igre­ja, será atacado e profanado em toda a extensão da palavra. O maçonismo, que então rei­nará im­porá leis iníquas com o objetivo de extinguir esse Sacramento, facilitando a todos o viverem mal, propagando-se a geração de filhos mal-nascidos, sem a bênção da Igreja. Irá decaindo ra­pidamente o espírito cristão, apagar-se-á a luz preciosa da Fé até chegar a uma quase total e geral corrupção de costumes. Acrescidos ainda os efeitos da educação laica, isto será motivo para escassearem as vocações sacerdotais e religiosas.

O Sagrado Sacramento da Ordem Sacerdotal será ridicularizado, oprimido e despreza­do, porque neste Sacramento se oprime e conspurca a Igreja de Deus, e a Deus mes­mo, repre­sentado em seus Sacerdotes. O Demônio procurará perseguir os Ministros do Senhor de todos os modos, e trabalhará com cruel e sutil astúcia para desviá-los do espíri­to de sua vocação, corrompendo a muitos deles. Estes que assim escandalizarem o povo cristão farão recair so­bre todos os Sacerdotes o ódio dos maus cristãos e dos inimigos da Igreja Católica Apostólica Romana. Com este aparente triunfo de Satanás, atrairão sofri­mentos enormes aos bons Pasto­res da Igreja, e à excelente maioria de bons Sacerdotes e ao Pastor Supremo e Vigário de Cris­to na terra, que, prisioneiro no Vaticano, derramará se­cretas e amargas lágrimas na presença de seu Deus e Senhor, pedindo luz, santidade e perfeição para todo o Clero do Universo, do qual é Rei e Pai.

No Clero Secular haverá, nessa época, muito que desejar, porque os Sacerdotes se descuidarão do seu sagrado dever. Perdendo a bússola Divina, desviar-se-ão do caminho tra­çado por Deus para o Ministério Sacerdotal e apegar-se-ão ao dinheiro, em cuja obten­ção po­rão demasiado empenho...

Ademais, nesses infelizes tempos haverá um luxo desenfreado que, por ser laço de pecado para os demais, conquistará inúmeras almas frívolas e as perderá. Quase não se en­contrará inocência nas crianças, nem pudor nas mulheres, e, nessa suprema necessida­de da Igreja, calar-se-á aquele a quem competia a tempo falar... nesses tempos estará a at­mosfera saturada do espírito de impureza, que à maneira de um mar imundo correrá pelas ruas, praças e logradouros públicos com uma liberdade assombrosa.

Quase não haverá almas virgens no mundo. A delicada flor da virgindade, tímida e ameaçada de completa destruição, luzirá longe. Refugiando-se nos claustros, encontrará terre­no adequado para crescer, desenvolver-se e viver sendo seu aroma o encanto de Meu Filho Santíssimo e o para-raio da ira Divina. Sem a virgindade seria preciso, para purificar estas ter­ras, que chovesse fogo do Céu.

... no fim do século XIX, avançando por grande parte do século XX, várias heresias se propagarão... E com o domínio delas, apagar-se-á nas almas a luz preciosa da Fé, pela quase total corrupção dos costumes. Nesse período haverá grandes calamidades físicas e morais, públicas e privadas.

O pequeno número de almas que conservará oculto o tesouro da Fé e das virtudes so­frerá um cruel, indizível e prolongado martírio. Mui­tas delas descerão ao túmulo pela vio­lência do sofrimento e serão con­tadas como mártires que se sacrificaram pela Igreja e pela Pátria.

Para a libertação da escravidão destas heresias, aqueles a quem o amor misericordio­so de Meu Filho Santíssimo destinará para esta restauração, necessitarão de grande força de vontade, constância, valor e muita confiança em Deus. Para pôr à prova esta Fé e confiança dos justos, haverá ocasiões em que tudo parecerá perdido e paralisado. Será, então, o feliz princípio da restauração completa..."(Revelações Proféticas de Nossa Senhora do Bom Sucesso à Madre Mariana de Jesus Torres, Concepcionista; cfr. "Vida Admirable de la Rvda. Madre Mariana de Jesus Torres, española y una de las fundadoras del Monasterio real de la Límpia Concepción en la Ciudad de Quito", escrita por el Rvdo. Padre Manuel Sousa Pereira de la Orden Seráfica de los Meno­res del Convento Máximo de S. Francisco de Quito en el Ecua­dor, Tomos I e II, 1934).

Fonte: "Reminiscências sobre a Modéstia no Vestir 2", pp. 189-190, procurar no link a direita "Meus Documentos - Lista de Livros", Arquivos em PDF.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Globo: Grande Louvor Obsessivo à Obscenidade.


A ponta do iceberg


Todos fariam um grande favor a si mesmos, às suas famílias e ao Brasil se, na hora da novela, desligassem seus televisores, acendessem uma vela e rezassem o Terço

Recentemente, duas pesquisas científicas comprovaram a ligação direta que existe entre a audiência das novelas da Rede Globo, as crescentes taxas de divórcio e a queda da natalidade nas famílias brasileiras[1]. Aquilo de que já se suspeitava há muito tempo foi confirmado: as telenovelas globais exercem uma grande influência no comportamento das pessoas.
Na semana passada, mais uma telenovela serviu de palco para "forçar limites morais", como escreveu um jornalista, na Folha de São Paulo[2]. Pelos comentários de vários telespectadores nas redes sociais, parece que, infelizmente, a armadilha funcionou, mais uma vez. Após o entusiasmo com a trama de uma dupla de homossexuais que, entre outras coisas, recorreu à inseminação artificial para "produzir" um filho, o pedido para ver um "beijo gay" no final da última novela das oito foi reiterado por inúmeras pessoas. E, mesmo depois de alcançado o seu intento, muitos não se contentaram com o que viram, alegando que o beijo teria sido "morno demais".
Sem dúvida, a melhor forma de filtrar essas coisas está na mão de cada família: chama-se controle remoto. As pessoas são livres para escolher ao que querem ou não assistir na televisão. No entanto, comprovada a relação entre as telenovelas e as mudanças sociais no Brasil, ninguém pode ignorar que aquilo que é exibido nas telas da TV não ficará, simplesmente, na televisão. Aquilo que a Globo exibe para muitas pessoas ou famílias desatentas irá refletir, de algum modo, nas opiniões que elas possuem, nas conversas que elas mantêm e nos ambientes que elas frequentam. E isso afetará toda a sociedade, na qual estão incluídas até mesmo as pessoas que louvavelmente se recusam a dar audiência às novelas globais.
É mesmo preciso dizer o que estava por trás do "beijo gay"? Diante da oposição de boa parte da população brasileira não só ao chamado "casamento homoafetivo" como ao próprio ato homossexual, a novela "Amor à Vida" foi uma tentativa clara de minar essa resistência. Apelando a recursos sentimentais, os produtores da trama – não temendo a condenação do profeta que lamenta "aqueles que ao mal chamam bem" e "tornam doce o que é amargo" (Is 5, 20) – recorreram à mesma estratégia que facilitou a legalização do divórcio no Brasil, há 40 anos: trocar o verdadeiro amor à pessoa humana pela aceitação de uma conduta imoral; transformar a preocupação com o pecador em um perigoso conformismo com o pecado.
A confusão que resulta dessa mentalidade é evidente: quando uma pessoa prefere "rótulos" referentes à sua conduta sexual àquilo que ela realmente é – ser humano, filha de Deus –, a sua verdadeira dignidade é escondida e dá lugar a uma desfiguração:
"A pessoa humana, criada à imagem e semelhança de Deus, não pode definir-se cabalmente por uma simples e redutiva referência à sua orientação sexual. Toda e qualquer pessoa que vive sobre a face da terra conhece problemas e dificuldades pessoais, mas possui também oportunidades de crescimento, recursos, talentos e dons próprios. A Igreja oferece ao atendimento da pessoa humana aquele contexto de que hoje se sente a exigência extrema, e o faz exatamente quando se recusa a considerar a pessoa meramente como um 'heterossexual' ou um 'homossexual', sublinhando que todos têm uma mesma identidade fundamental: ser criatura e, pela graça, filho de Deus, herdeiro da vida eterna."[3]
É lamentável que muitos católicos, enganados por esse pensamento reducionista, se tenham prestado ao papel patético não só de dar ibope à novela, como de pedir ou aprovar o "beijo gay", ignorando – ou fingindo ignorar – que essa é apenas a ponta de um iceberg. Desse modo, fazem lembrar a condenação do Apóstolo que, reprovando as práticas homossexuais, lamentou a atitude daqueles que "não somente as praticam, como também aplaudem os que as cometem" (Rm 1, 32).
Mas, ainda que "Amor à Vida" não tivesse mostrado nenhum "beijo gay", ainda que não tivesse reforçado a difusão do lobby homossexual: ainda assim, teria sido um tremendo desamor à vida e à família assistir-lhe. As telenovelas estão, a todo momento, "forçando limites morais", especialmente quando exibem, de modo constante, cenas de sexo mais ou menos explícitas. Com isso, elas tiram o sexo da intimidade conjugal dos esposos e dizem às pessoas que é normal ter sexo com qualquer um, a qualquer hora e em qualquer lugar, estimulando, assim, uma lenta, porém eficaz, "pornografização" da sociedade[4].
Voltemos ao controle remoto: todos fariam um grande favor a si mesmos, às suas famílias e ao Brasil se, na hora da novela, apagassem seus televisores, acendessem uma vela e rezassem o Terço em família, rogando a Nossa Senhora Aparecida que tenha misericórdia desta Terra de Santa Cruz.
Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências

  1. Cf.Parresía n. 58: As Novelas e a Engenharia Social
  2. Análise: Emissora retoma tradição de forçar limites morais com telenovelas | Folha de S. Paulo
  3. Congregação para a Doutrina da Fé, Carta aos Bispos sobre o atendimento pastoral das pessoas homossexuais, 1º de outubro de 1986, n. 16
  4. Cf. A cultura pornográfica e a banalização da sexualidade
http://padrepauloricardo.org/blog/a-ponta-do-iceberg?utm_source=Lista+de+E-mails+%5BPadre+Paulo+Ricardo%5D&utm_campaign=8cccae0fcd-03fev2014newsletter&utm_medium=email&utm_term=0_a39ff6e1ce-8cccae0fcd-380369025

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Ignorância Culpável do Paganismo Moderno.


São Paulo, Apóstolo.
"... Porque, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, mas desvaneceram-se nos seus pensamentos, e obscureceu-se o seu coração insensato; porque, dizendo ser sábios, tornaram-se estultos e mudaram a glória de Deus incorruptível para a figura dum simulacro de homem corruptível, de aves, de quadrúpedes, e de serpentes.

Pelo que Deus os abandonou aos desejos do seu coração, à imundície; de modo que desonraram os seus corpos em si mesmos, eles, que trocaram a verdade de Deus pela mentira, e que adoraram e serviram a criatura de preferência ao Criador, que é bendito por todos os séculos. Amém. Por isso, Deus os entregou a paixões de ignomínia." (Romanos 1, 18-26) 



Australiano se ‘casa’ 

com cadela de estimação.

Um jovem de Toowoomba, na Austrália, se casou na terça-feira com sua cadela de estimação em um parque da cidade. A cerimônia uniu Joseph Guiso e sua cadela da raça labrador chamada “Honey”, de cinco anos, segundo reportagem do jornal australiano “The Chronicle”
Trinta amigos íntimos do “casal” participaram da cerimônia. Guiso destacou que a relação não envolve sexo. “É apenas amor”, disse ele, destacando que o animal é seu melhor amigo. Eles pretendem passar a lua-de-mel em um dos parques de Toowoomba.
untitled-6Fonte: G1

4 thoughts on “* Australiano se ‘casa’ com cadela de estimação.

http://blog.comshalom.org/carmadelio/39163-australio-sane-casa-com-cadela-de-estimacao-em-cerimonia-em-parque

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