Blog Católico, para os Católicos

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

domingo, 26 de março de 2017

Ver Sem Pupilas



O Dedo de Deus Está Aqui
(Êx. 8, 19; 31, 18; Salm. 8, 3; Luc. 11, 20)


Três dos melhores livros que tratam da vida do Padre Pio (Maria Winowska, Mortimer Carty e René Harmel) mencionam a história da pequena Gemma de Giorgi.

A 18 de Junho de 1947 – há, pois, muito tempo – deu-se uma cura extraordinária, a de Gemma de Giorgi, de Ribera (Agrigento), na Sicília. Nascera sem pupilas. Os médicos declararam que naquele caso nada podiam fazer. Os pais conformaram-se, mas a avó não podia resignar-se. Cheia de confiança, rezou a Deus e decidiu ir ter com o Padre Pio com a pequenita, quando esta tinha sete anos. Juntas e cheias de fé, empreenderam a longa e penosa viagem a San Giovanni. Logo que entraram na igreja do Convento, onde ele distribuía a comunhão, de repente, toda a gente pode ouvir a sua voz: “Gemma, anda cá!” As duas mulheres abriram caminho por entre a multidão e ajoelharam-se junto do altar. O Padre sorriu à pequenita e disse-lhe que ela podia fazer ali a sua Primeira Comunhão. Ouviu-a em confissão e colocou-lhe a mão sobre os olhos. Recebeu a Santa Hóstia. A avó perguntou-lhe mais tarde, se naquele momento lhe tinha pedido qualquer graça, ao que a pequena respondeu que não. Instantes depois, encontrou de novo o Padre, que ao abençoá-la disse: “Que Nossa Senhora te abençoe, Gemma, e procura ser sempre boa”. Nesse mesmo instante a pequena deu um grito… Via! Este milagre teve lugar perante uma igreja cheia de gente”.

Cura completa e bem definitiva, embora os olhos da criança continuassem sem pupilas depois do milagre. Autêntica provocação para a ciência. Quatro meses depois, Gemma foi examinada por um oculista de renome, o professor Caramozza, de Perugia. Declarou ele, que a criança não podia ver nem veria jamais. Continuando a ser cega segundo a ciência, a pequena via. Milagre espantoso do poder divino.

Gemma entrou para as “Filhas da Divina Providência”, Congregação laical, fundada a conselho do Padre Pio, por Don Labellarte. Atualmente, ensina em Messina, na Sicília.


Fonte: Frei Arni Decorte, F.C., “Frei Pio – Testemunha Privilegiada de Cristo”, Cap. “Taumaturgo”, p. 53; da “Apresentação” da Edição fac-similar, por Frei Aristides Arioli, O.F.M., Montes Altos: Estação Missionária, 1993.


Milagre de Padre Pio: mulher enxerga sem pupilas!


A íris é responsável pela regulagem da entrada de luz no olho humano por meio da PUPILA, ou seja, sem pupila é IMPOSSÍVEL enxergar, visto que, a luz projetada no olho é que posteriormente dará forma as coisas que vemos ao nosso redor.

No entanto, temos um caso assombroso: A italiana Gemma Di Giorgi.

Gemma Di Giorgi era CEGA DE NASCENÇA e com patologia IRREVERSÍVEL, já que nascera SEM PUPILA. Aos 7 anos de idade, visitou o Pe. Pio de Pietrelcina, e INSTANTANEAMENTE teve seu quadro clínico revertido. Mas há um detalhe: CONTINUAVA SEM PUPILA! Isso mesmo, SEM PUPILA! Veremos algumas fotos:

Reparem que não há pupila:









 
Vídeos onde a própria Gemma Di Giorgio dá entrevista:

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Gemma Di Giorgi enxerga muito bem, mas SEM PUPILA, para terror de muitos céticos exacerbados.

Gemma Di Giorgio CEGA DE NASCENÇA

SEM PUPILAS desde a visita com Padre Pio hoje enxerga perfeitamente bem e, SEM PUPILAS. Aos incrédulos, PESQUISEM! Abraços.

Fonte médica sobre o funcionamento do olho humano:


Observações: Fui repetitivo para dar conta do detalhe maior que é o fato da mulher não ter pupilas. Gemma usa óculos, pois andar pelas ruas enxergando normalmente, mas sem este detalhe anatômico causa espanto em muitos.



domingo, 19 de março de 2017

Do Fruto Que Se Tira Da Oração e Meditação



Porque este breve tratado fala da oração e meditação, bem será dizer em poucas palavras o fruto que deste santo exercício se pode tirar, para que com mais alegre coração se ofereçam os homens a ele.

Notória coisa é que um dos maiores impedimentos que o homem tem para alcançar a sua última felicidade e bem-aventurança é a má inclinação do seu coração, e a dificuldade e pesadume que tem para bem obrar, porque a não estar esta de permeio, facílima coisa lhe seria correr pelo caminho das virtudes e alcançar o fim para que foi criado. Pelo que, disse o Apóstolo: Alegro-me com a lei de Deus, segundo o homem interior; mas sinto em meus membros outra lei e inclinação, que contradiz a lei do meu espírito. E me leva atrás de si cativo da lei do pecado.1 Esta é, pois, a causa mais universal que há de todo o nosso mal. Pois, para tirar este peso e dificuldade e facilitar este negócio, uma das coisas que mais aproveitam é a devoção. Porque, (como diz S. Tomás), devoção não é outra coisa senão uma presteza e ligeireza para bem obrar,2 a qual despede de nossa alma toda essa dificuldade e pesadume e nos torna prestes e ligeiros para todo bem. Porque é uma refeição espiritual, um refresco e rócio do Céu, um sopro e alento do Espírito Santo e um afeto sobrenatural; o qual de tal maneira regula, esforça e transforma o coração do homem, que lhe põe novo gosto e alento para as coisas espirituais, e novo desgosto e aborrecimento das sensuais. O que no-lo mostra a experiência de cada dia, porque, ao tempo em que uma pessoa espiritual sai de alguma profunda e devota oração, ali se lhe renovam todos os bons propósitos; ali estão os fervores e determinações de bem obrar; ali o desejo de agradar e amar um Senhor tão bom e tão doce como ali se lhe tem mostrado, e mesmo derramar sangue por Ele; e, finalmente, reverdece e se renova toda a frescura de nossa alma.

E, se me perguntares por que meios se alcança esse tão poderoso e tão nobre afeto de devoção, a isto responde o mesmo Santo Doutor dizendo: que pela meditação e contemplação das coisas divinas, porque da profunda meditação e consideração delas resulta este afeto e sentimento na vontade (que chamamos devoção), o qual nos incita e move a todo bem. E, por isso, é tão louvado e recomendado por todos os Santos este santo e religioso exercício; porque é meio para alcançar a devoção, a qual, embora não seja mais do que uma só virtude, e é como que um estímulo geral para todas elas. E, se queres ver como isto é verdade, olha quão abertamente o diz S. Boaventura por estas palavras:

Se queres sofrer com paciência as adversidades e misérias desta vida, sejas homem de oração. Se queres alcançar virtude e fortaleza para venceres as tentações do Inimigo, sejas homem de oração. Se queres mortificar a tua própria vontade com todas as suas afeições e apetites, sejas homem de oração. Se queres conhecer as astúcias de Satanás e defender-te dos seus enganos, sejas homem de oração. Se queres viver alegremente, e caminhar com suavidade pelo caminho da penitência e do trabalho, sejas homem de oração. Se queres enxotar de tua alma as moscas importunas dos vãos pensamentos e cuidados, sejas homem de oração. Se a queres sustentar com a gordura da devoção, e trazê-la sempre cheia de bons pensamentos e desejos, sejas homem de oração. Se queres fortalecer e confirmar teu coração no caminho de Deus, sejas homem de oração. Finalmente, se queres desarraigar de tua alma todos os vícios e plantar em lugar deles as virtudes, sejas homem de oração; porque nela se recebe a unção e graça do Espírito Santo, a qual ensina todas as coisas. E, além do mais, se queres subir à altura da contemplação e gozar dos doces abraços do Esposo, exercita-te na oração, porque este é o caminho por onde a alma sobe à contemplação e gosto das coisas celestiais. Vês, pois, de quanta virtude e poder seja a oração? E, para prova de todo o dito (deixado de parte o testemunho das Escrituras Divinas), isto basta agora por suficiente prova de que temos ouvido e visto, e vemos cada dia, muitas pessoas simples, as quais alcançaram todas estas coisas sobreditas e outras maiores, mediante o exercício da oração.3 Até aqui são palavras de S. Boaventura. Pois, que tesouro, que empório se pode achar mais rico, nem mais cheio do que este? Ouve também, o que a este propósito diz outro mui religioso e Santo Doutor, falando desta mesma virtude: Na oração (diz ele), limpa-se a alma dos pecados, apascenta-se a caridade, certifica-se a fé, fortalece-se a esperança, alegra-se o espírito, derretem-se as entranhas, purifica-se o coração, descobre-se a verdade, vence-se a tentação, afugenta-se a tristeza, renovam-se os sentidos, repara-se a virtude enfraquecida, despede-se a tibieza, consome-se a ferrugem dos vícios, e nela não faltam centelhas vivas de desejos do Céu, entre as quais arde a chama do Divino Amor. Grandes lhe são os privilégios! A ela estão abertos os Céus. A ela se revelam os segredos, e a ela estão sempre atentos os ouvidos de Deus.4 Isto basta por hora, para que de alguma maneira se veja o fruto deste santo exercício.


Fonte: São Pedro de Alcântara, Tratado da Oração e Meditação, Parte I, Cap. I, pp. 41-45; Editora Vozes Ltda., Petrópolis-RJ, 1951.


___________
1Rom. 7, 23.
22a. quest. 82, art. 10; 2 v., quest. 83, 3, 1º.
3S. Bonav., De vita Christi.
4S. Lourenço Justiniano, In Ligno vitae: De oratione, cap. 2.


segunda-feira, 6 de março de 2017

Spes Omnium Carmelitarum, ora pro nobis.



A Oração Mariana Mais Antiga


A oração intitulada em latim Sub tuum praesidium ("Sob tua proteção"), de origem grega muito antiga, foi-se propagando em línguas e culturas diferentes ao longo da história, o que fez com que hoje hajam muitas variantes. Com preocupação de fidelidade a uma das fontes, poderia ser traduzida assim:

Sob o amparo de tua misericórdia, nós nos refugiamos, ó Mãe de Deus; não deixeis cair em tentação os que te suplicam, mas livra-nos do perigo, somente tu casta e bendita”.

Embora nós costumamos recitá-la assim: “À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita”.

Esta oração, à primeira vista tão simples, desperta hoje um interesse especial: é, comprovadamente, a oração mais antiga dirigida diretamente a Maria que se tem conhecimento. Em 1917, uma folha de papiro medindo 18x9,4 cm, foi adquirida no Egito pela John Rylands Library de Manchester (que catalogou o papiro como Pap. Ryl. 470), mas que o publicou somente em 1938. Embora com o texto um pouco corrompido, seu conteúdo era o Sub tuum praesidium. O Egito havia sido a pátria de origem dessa oração. A demora entre a descoberta desse papiro e sua publicação é significativa. Segundo alguns, C. H. Roberts, protestante, famoso papirólogo encarregado da publicação, se viu num “embaraço confessional”, já que o papiro traz confirmações importantes para o culto a Maria. Os protestantes afirmam que o culto à Virgem é um fenômeno tardio e deturpante na Igreja. Esse papiro vem desmentir essa afirmação. Ao publicá-lo, Roberts o datou como sendo do século IV. Mas seus próprios colegas desmentiram essa datação: o papiro não pode ser posterior ao século III. Na verdade, Roberts queria datar o papiro como sendo posterior ao Concílio de Éfeso, realizado em 431, o que possibilitaria afirmar que o Concílio provocou o culto a Maria, enquanto a verdade histórica parece ser outra: o Concílio recolheu a fé da Igreja, testemunhada pela sua liturgia, como nessa oração, ou seja, com este papiro não se pode mais negar a existência de formas de piedade mariana anteriores ao Concílio. Foi mérito de Feuillen Mercenier, do mosteiro de Chevetogne, ter reconhecido nos fragmentos do papiro o Sub tuum praesidium, propondo uma reconstrução do texto.

Como todas as orações litúrgicas antigas, também o Sub tuum praesidium se inspira em textos bíblicos, utilizando termos característicos da tradução grega conhecida como Septuaginta, ou seja, Setenta, principalmente dos salmos que pedem o socorro imediato do Senhor, refúgio e proteção. Aqui, são aplicados à Virgem, em quem se crê e de quem se espera proteção. O contexto histórico deve ser a perseguição pela qual passava a Igreja, com muitos mártires: sob Valeriano, por exemplo, foi martirizado na África são Cipriano e em Roma, o papa Sisto II e o diácono são Lourenço.
Para nós, teologicamente, é de suma importância, algumas palavras que aparecem no papiro: casta (virgem), bendita (ou gloriosa) e Theotókos. A principal é, sem dúvida, Theotókos, literalmente, “genitora de Deus”, ou seja, “Mãe de Deus”. No Concílio de Éfeso (em 431) este título foi definido solenemente como uma verdade de nossa fé. Este Concílio não estava preocupado com a questão mariana em si, mas com as interpretações que se vinham fazendo em torno da pessoa de Jesus. O Concílio de Nicéia definiu que Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, mas não havia entrado no mérito de como compreender isso. Buscando esclarecer a unidade da pessoa de Jesus na duplicidade de suas naturezas, a humana e a divina, entraram em choque dois grupos: o patriarca de Constantinopla, Nestório e seu grupo, que afirmava que em Jesus a humanidade e a divindade estavam bem delimitadas, não se fundiam. Um autor moderno, para explicar isso com uma comparação atual, disse que é como uma casa de dois andares, em que se tocam apenas pela laje. Em consequência, Maria só poderia ser chamada de “mãe de Jesus” e não “mãe de Deus”. Uma das preocupações de Nestório era salvar a preexistência do Verbo, conforme o prólogo do Evangelho de João. O problema é que assim fazendo, Nestório rompia a unidade da pessoa de Jesus. São Cirilo, então bispo de Alexandria, se opôs a Nestório escrevendo algumas cartas a ele, condenando sua teologia.

O Concílio de Éfeso, reunido em 431, assumiu a postura de Cirilo como aquela que expressava a verdade cristã e condenou a de Nestório. Vale a pena lermos um trecho da carta de Cirilo assumido pelo Concílio de Éfeso: “As naturezas (humana e divina) se juntam em verdadeira unidade, e de ambas resulta um só Cristo e Filho, [...] Pois não nasceu primeiro um homem comum da Santa Virgem, e depois desceu sobre ele o Verbo de Deus. Mas sim, unido desde o seio materno, se diz que se submeteu a nascimento carnal, como quem faz o seu nascimento da própria carne, [...] Dessa maneira, (os santos padres) não tiveram receio de chamar ‘Mãe de Deus’ à Santa Virgem Maria” (DH 251). Concluindo o Concílio: “Deus é, segundo a verdade, o Emanuel, e por isso a Santa Virgem é mãe de Deus, pois deu à luz carnalmente ao Verbo de Deus feito carne” (DH 252).

Concluo com as palavras de I. Calabuig: “O texto do Sub tuum praesidium exprime com rara eficácia a confiança na intercessão da Virgem: ela, a ‘mãe de Deus’, a ‘única pura’ e a ‘única bendita’, é para a comunidade cristã um ‘refúgio de misericórdia’. Nele a comunidade se sente segura e, portanto, expressa a sua firme convicção de que a Virgem não rejeitará as súplicas de todos os que a invocam na hora da necessidade e do perigo”.

Março de 2017

Pe. Luiz Antônio Belini - labelini2016@gmail.com



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