Blog Católico, para os Católicos

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Vaticano: Menina com Síndrome de Down presa por queimar o Alcorão não pode ler





Roma, 28 Ago. 12 / 03:08 pm (ACI).-  Cardeal Jean Louis Tauran, presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso no Vaticano defendeu a menina cristã com Síndrome de Down depois de ser presa e acusada de queimar textos com passagens do Alcorão, no Paquistão, e disse que a pequena "não sabe ler nem escrever.

"Em uma entrevista transmitida em 25 de agosto pela Rádio Vaticano, o cardeal disse que "antes de um texto sagrado, disse que era o objeto de escárnio, os fatos devem ser verificados". Alguns relatórios de organizações humanitárias que trabalham na área, disseram que a menor Rimsha Masih havia queimado documentos coletados de uma pilha de lixo, com a intenção de fazer fogo para cozinhar. Naquele momento, alguém entrou na casa e a acusou com sua
família de queimar páginas contendo versículos do Alcorão.

Falando à CNN, um oficial da polícia local, Qasim Niazi disse que havia cerca de 150 pessoas reunidas na sexta-feira onde vive a população cristã e ameaçaram incendiar suas casas. "A multidão queria queimar a menina, a dar-lhe uma lição", disse ele.

Rimsha é "uma menina que não sabe ler ou escrever, que coleta lixo para sobreviver , e que reuniu os fragmentos deste livro na sujeira", disse o arcebispo sobre este caso, que mostra o grau de intolerância dos muçulmanos para os cristãos. "Como a situação se agrava e se torna tensa, mais diálogo é necessário", acrescentou.

"Parece impossível que a menina tenha mostrado desprezo pelo livro sagrado do Islã", disse então o cardeal Tauran. Esta não é a primeira vez que o Vaticano se pronuncia diante deste tipo de caso. Ele também pediu a libertação de Asia Bibi, uma mãe católica de cinco filhos que ainda está na cadeia acusada de blasfêmia contra o Alcorão e condenada à morte, por uma acusação a qual ela sempre se declara completamente inocente. Neste caso, as esperanças de sair da prisão foram muito reduzidos após o assassinato do governador de Punjab, Salman Taseer, em seguida, o ministro das Minorias, o católico Shabbaz Bhati, quem lhe havia oferecido ajuda.

A lei de blasfêmia no Paquistão e outros países muçulmanos agrupa várias normas contidas no Código Penal diretamente inspirada na Sharia, a lei religiosa islâmica para sancionar qualquer ofensa de palavra ou obra contra Alá, Maomé e ao Alcorão. A ofensa pode ser denunciada por um muçulmano sem testemunhas ou provas adicionais, e a punição envolve julgamento imediato e posterior condenação à prisão ou morte dos acusados. A lei é usada com frequência para perseguir a minoria cristã, que normalmente é explorada no trabalho e discriminada no acesso a educação e nos postos públicos.

 Em várias partes do Paquistão e na Europa já deram várias demonstrações para tentar salvar a menina, cujo caso será levado ao tribunal na terça-feira 28 de agosto. Paquistaneses na Itália prepararam um abaixo assinado (ou uma revindicação) afim de ser enviada ao presidente Ali Zardari, para que liberte Rimsha Masih. Para participar pode escrever para :
salviamorimshamasih@gmail.com



quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Bento XVI: A falsidade é a marca do Diabo.


Papa Bento XVI

VATICANO, 26 Ago. 12 / 09:35 pm (ACI/EWTN Noticias).- Em suas palavras prévias à oração do Ângelus, junto aos fiéis reunidos em sua residência de Castel Gandolfo, o Papa Bento XVI recordou a traição de Judas, que permaneceu não por amor, mas por vingança, e cuja culpa mais grave "foi a falsidade, que é a marca do diabo".

O Santo Padre assinalou "Ele poderia ter ido embora, como fizeram os outros discípulos, ou melhor, deveria ter ido embora, se tivesse sido honesto. Porém, ficou com Jesus. Ficou não por causa da fé, nem por amor, mas com a intenção secreta de se vingar do Mestre. Por quê? Porque Judas se sentia traído por Jesus, e decidiu que, por sua vez, iria traí-lo".


"Judas era um Zelota, e queria um Messias vencedor, para guiar uma revolta contra os romanos. Mas Jesus tinha decepcionado essas expectativas. O problema é que Judas não foi embora, e sua culpa mais grave foi a falsidade, que é a marca do diabo".

O Papa indicou que por isso Jesus disse aos doze apóstolos que "um de vós é um diabo!".

Bento XVI assinalou que no Evangelho de hoje indica que muitos seguidores de Jesus se afastaram dele e deixaram de acompanhá-lo "porque não acreditaram nas palavras de Jesus que dizia: Eu sou o pão vivo descido do céu. O que comer deste pão viverá eternamente".

"Para eles esta revelação permanecia incompreensível, a entendiam em sentido material, enquanto que aquelas palavras preanunciavam o mistério pascal de Jesus, em que Ele daria a si mesmo pela salvação do mundo".

O Santo Padre recordou que depois Jesus se dirige aos apóstolos e lhes pergunta se eles também querem ir-se, "e como em outras situações, foi Pedro quem tomou a palavra e respondeu em nome dos doze: "Senhor, a quem iríamos nós? Tu tens as palavras de vida eterna. E nós cremos e sabemos que tu és o Santo de Deus".

Ao concluir, o Santo Padre pediu à Virgem Maria que "nos ajude a crer em Jesus, como São Pedro, e a ser sempre honestos com Ele e com todos".




 

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Homenagem à Todas as Mães




Invocações das Mães Cristãs

·         Ó Maria Santíssima! Virgem Imaculada, Mãe das Dores, falai de nossos amados filhos ao Coração adorável de Jesus – Intercedei por eles!

·         Santos Anjos da Guarda, rogai por eles!

·         São José, nosso poderoso Protetor, rogai por eles!

·         São João, Discípulo querido do Coração de Jesus, rogai por eles!

·         Santa Ana, mãe de Maria Santíssima, rogai por eles!

·         Santo Agostinho, serafim de amor, rogai por eles!

·         São Luís de Gonzaga, anjo de pureza, rogai por eles!

·         Santa Mônica, o amor em lágrimas, rogai por eles!

Oremos: Fazei, Senhor, que as orações e preces das mães cristãs unidas ao Coração de Maria Santíssima, a Mãe das mães, subam ao Vosso Trono de Graça e obtenham para os nossos filhos a verdadeira virtude, os Dons de piedade e os Penhores da prosperidade espiritual e temporal; que todos os membros da nossa família conheçam Nosso Salvador, Jesus Cristo, O amem com fidelidade, O sirvam com perseverança e andem no caminho da salvação eterna, dignos dos Vossos olhares, cercados da Vossa proteção, cheios de bênçãos e coroados de obras meritórias, a fim de que os seus nomes se inscrevam com os nossos no Livro da Vida. Amém!

1 Pai Nosso, 1 Ave Maria, 1 Glória ao Pai.


Fonte: Rev. Pe. Theodoro Ratisbonna, “Novo Manual das Mães Cristãs”, 2ª Parte, pp. 390-391; Typographia das “Vozes de Petrópolis”, Petrópolis – Rio de Janeiro, 1930. 


terça-feira, 21 de agosto de 2012

Suicídio: uma das maiores causas de morte de jovens no mundo


O periódico inglês Lancet publicou uma série de estudos sobre o suicídio, concluindo que é a primeira causa de morte entre meninas de 15 a 19 anos. 
 
Entre os moços, o suicídio ocupa o terceiro lugar, depois de acidentes de trânsito e da violência. 

No Brasil, o suicídio também é a terceira causa de morte juvenil, atrás de acidentes e homicídios. 

“Antes as taxas eram maiores na terceira idade. Hoje a gente observa que, entre os jovens, elas sobem assustadoramente”, explicou Alexandrina Meleiro, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP. 

Entre os jovens, a taxa de suicídio multiplicou-se por dez de 1980 a 2000: de 0,4 para 4 a cada 100 mil pessoas.

O aumento do suicídio entre as meninas, segundo Meleiro, se deve a gestações precoces – com seu correlato aborto, acrescentamos nós – prostituição e abuso de drogas.

A revolução sexual prometeu a alegria aos jovens liberando-os dos “tabus” sexuais, da formação moral e religiosa sob a tutela da família. 

Mas, o demônio não dá o que promete. Antes bem, dá o contrário e de um modo horroroso!

Oremos por todos os jovens do mundo inteiro!

Amém!
 


domingo, 19 de agosto de 2012

Sobre a Necessidade do Batismo para a Salvação


"Minha filha, descansa junto ao Meu Coração"
(Diário, Caderno II, 902)


O dia de hoje é para mim muito excepcional; apesar de ter passado por tantos sofrimentos, minha alma está cheia de grande alegria. No quarto ao lado estava uma judia muito doente. Há três dias fui visitá-la. Senti uma dor em minha alma ao saber que morreria logo, e que a graça do Batismo não purificaria sua alma. Falei com a Irmã enfermeira para que lhe fosse dado o Batismo quando se aproximasse o último momento; mas havia a dificuldade de que sempre havia judeus perto dela. No entanto, senti em minha alma a inspiração para rezar diante dessa imagem que Nosso Senhor mandou-me pintar. Tenho um livrete, e na capa há uma cópia dessa imagem da misericórdia divina. E eu disse ao Senhor: “Jesus, Vós mesmo me dissestes que concedereis muitas graças por esta imagem, por isso, peço-Vos a graça do Santo Batismo para essa judia, não importa quem a batize, contanto que seja batizada”. Após essas palavras fiquei estranhamente tranquilizada. Tenho toda a certeza de que, apesar das dificuldades, a água do Santo Batismo se derramará sobre essa alma. E de noite, quando ela estava muito fraca, levantei três vezes para vê-la, procurando o momento apropriado de lhe conceder essa graça. De manhã sentiu-se um pouco melhor. À tarde começou a aproximar-se o último momento. A Irmã enfermeira disse que seria difícil conceder-lhe essa graça, visto que os judeus estão perto dela. E veio o momento em que a doente começou a perder a consciência, e então começaram a sair, um em busca do médico, outros a outros lugares, para salvar a doente, de modo que ficou sozinha e, então, a Irmã enfermeira deu-lhe o Santo Batismo. E, antes que todos voltassem, sua alma estava bela, adornada da graça divina, e logo sobreveio a agonia. A agonia durou pouco, como se simplesmente tivesse adormecido. De repente vi sua alma, que entrava no céu em maravilhosa beleza. Oh, como é bela a alma na graça santificante; a alegria reinou em minha alma por eu ter obtido diante dessa imagem uma tão grande graça para essa alma.

Oh, como é grande a misericórdia divina; que toda alma a glorifique. Ó meu Jesus, essa alma Vos cantará por toda a eternidade o hino da misericórdia. Não esquecerei a impressão que tive na alma esse dia. Já é a segunda grande graça que aqui consegui para as almas diante dessa imagem.

 

Fonte: “Diário” da Serva de Deus Ir. M. FAUSTINA KOWALSKA – Professa Perpétua da Congregação de N. S. Da Misericórdia, Caderno II, pp. 279-280; Tradução de Mariano Kawka, 1982.




quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Santa Sé divulga decisão de enviar a julgamento mordomo Paulo Gabriele e Claudio Sciarpelletti



 
Após meses de investigação, a Santa Sé tornou conhecido ontem, 13 de agosto o Requerimento do Promotor de Justiça Prof. Nicola Picardi e a decisão de envio a Julgamento pronunciada pelo Juiz Instrutor Prof. Piero Antonio Bonnet.
O julgamento diz respeito ao processo penal contra Paolo Gabriele(Foto), mordomo do Papa Bento XVI que é acusado de furto qualificado de documentos confidenciais, publicados e utilizados por outras pessoas, a fim de criar escândalo e desacreditar a Santa Sé e o Papa.
As investigações começaram no dia 6 de fevereiro de 2012, a pedido do Diretor dos Serviços de Segurança e Defesa Civil do Vaticano, que fez “a denúncia contra desconhecidos pela comissão de delitos contra o Estado e os poderes do mesmo, calúnia e difamação”, depois de ter visto uma reportagem na televisão e vários artigos publicados na imprensa italiana sobre a publicação de cartas confidenciais relacionadas ao Pontífice.
A este respeito o Papa Bento XVI nomeou uma Comissão de Cardeais com a tarefa de desenvolver, administrativamente, “uma investigação autorizada sobre o vazamento de informações e a divulgação de documentos cobertos pelo sigilo profissional”.
No dia 19 de maio de 2012 foi publicado e distribuído na Itália um livro contendo fotocópias de correspondência privada do Papa. E já no dia 23 de maio o Diretor dos Serviços de Segurança e Defesa Civil enviou um relatório ao promotor de justiça Vaticano em que levantava suspeitas contra o Sr. Paolo Gabriele, Mordomo de Sua Santidade, que é responsável por furto qualificado de documentos confidenciais que tinham sido fornecidos ao autor do livro em questão.
Foi autorizada a busca no apartamento de Gabrilele, e foi encontrada “uma quantidade enorme de documentos, alguns dos quais, de propriedade e estreito interesse da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano”. Grande parte destes documentos foram publicados no livro objeto da investigação.
Na primeira parte da investigação foi envolvido Claudio Sciarpelletti, um cidadão formado em informática, empregado da Secretaria de Estado.
Depois de uma busca no dia 25 de maio nas instalações da Secretaria de Estado, foram apreendidos outros documentos relevantes e Sciarpelletti foi acusado de “falso testemunho, colaboração real no crime, de roubo qualificado de documentos, cumplicidade, e também o crime de violação dos segredos”.
Por estas acusações Sciarpelletti foi preso e depois do interrogatório foi liberado, após fiança, e com a obrigação de observar certos requisitos.
Durante o interrogatório Sciarpelletti teria falado com duas pessoas identificadas com “W” e “X” que teriam lhe passado documentos para serem entregues a Gabriele.
A questão não parece nenhum pouco relevante. Padre Federico Lombardi, diretor da Sala de imprensa do Vaticano disse que o papel desenvolvido por Sciarpelletti, é “marginal”.
Neste ponto do inquérito a policia judiciária do Vaticano denunciou uma série de crimes, ou seja, delitos contra o Estado; delitos contra os poderes do Estado; desacato às instituições do Estado; calúnia; difamação; furto qualificado; participação de mais pessoas no crime; cumplicidade; inviolabilidade dos segredos.
Para reduzir o tempo de investigação e de execução deu-se preferência ao furto qualificado.
Na sequência da publicação do livro com as fotocópias da correspondência do Pontífice, no dia 21 de maio foi realizada uma reunião na qual participaram Mons. Georg Gänswein, Secretário pessoal de Sua Santidade, Mons. Alfred Xuereb, Prelado de Honra de Sua Santidade, Irmã Birgit Wansing, os quatro lembrados e Paolo Gabriele.
Já na ocasião Mons. Georg Gänswein, mostrou a Paolo Gabriele que certas cartas publicadas tinham passado pelas suas mãos, mas o mordomo do Pontífice negou energicamente de ter sido ele que tinha passado as cartas.
Interrogado pelo juiz no dia 24 de maio, Gabriele, apesar de ter oferecido colaboração usou o seu direito de permanecer calado.
O promotor de Justiça disse que interrogado pela segunda vez nos dias 5 e 6 de junho, Gabriele declarou ter “duplicado os documentos fotocopiando no escritório e, em seguida, levando-os para casa. (…) não conservei nenhum documento original porque teriam notado a falta”. Sobre o motivo deste comportamento o acusado disse que: “ainda que a posse destes documentos fosse algo ilegal eu pensei que o deveria fazer por diversas razões (…) pensava que também o Papa não estivesse devidamente informado.”
“Vendo mal e corrupção em toda parte na Igreja… – disse o acusado – tinha certeza de que um choque até mesmo mediático, poderia ser saudável para trazer de volta a Igreja ao seu caminho certo… De alguma forma eu pensava que na Igreja este papel fosse justamente do Espírito Santo, do qual me sentia de certa forma infiltrado”.
Como e por que entrou em contato com o autor do livro que, mais tarde, publicou os documentos copiados, Gabriele disse que ele mesmo procurou e contactou o autor do livro, encontrando-se com ele entre “novembro de 2011 e janeiro de 2012” com freqüência semanal ou quinzenal, e de nunca ter recebido dinheiro ou outros benefícios”.
Gabriele também afirma de ter entregue cópia dos documentos ao padre espiritual que no Requerimento do Promotor de Justiça é “B”.
A pessoa não acusada, que corresponde a “B”, convocado como testemunha declarou que os conservou por alguns dias para depois queimá-los pois, “sabia que… eram resultado de uma atividade ilegal e não ‘honesta’ e tinha medo de que pudessem usá-lo  de forma ilegítima e desonesta”.
É interessante descobrir que o Juiz de instrução contestou a Gabriele por encontrar na sua casa, durante a busca, três objetos que não lhe pertenciam, ou seja: um cheque bancário de 100 000 Euros a nome de Sua Santidade Papa Bento XVI, com data do 26 de março de 2012, proveniente da Universidade Católica Santo Antônio de Guadalupe. Uma pepita supostamente de ouro, presenteada à Sua Santidade pelo Sr. Guido del Castillo, diretor de do ARU de Lima (Peru); Uma gravura quinhentista da Eneida, tradução de Annibal Caro impressa em Veneza em 1581, presente à Sua Santidade das “Famílias de Pomezia”.
É claro, e Gabriele o confirmou, que ele era “o encarregado de levar alguns presentes para o depósito e outros para o Escritório”. O acusado procurou explicar dizendo que “Alguns desses dons eram para as obras de caridade do Corpo da Gendarmeria, da Guarda Suíça Pontifícia e para outras beneficências”.
O Requerimento do Promotor de Justiça Prof Nicola Picardi, dá continuidade a uma longa e detalhada parte em que se detém diante da questão da imputabilidade de Gabriele, e sobre as perícias psicológicas e psiquiátricas realizadas no acusado pelo Prof Roberto Tatarelli da Universidade La Sapienza de Roma e pelo Prof. Tonino Cantelmi, da Pontifícia Universidade Gregoriana, que utilizou como colaboradora, a Dra Martina Aiello, psicóloga e fisioterapeuta.
O objetivo é determinar se: “Gabriele no período  de 2011-2012, e atualmente, era e é em tal estado de mente que poderia ter-lhe tirado consciência e liberdade dos próprios atos; se Gabriele seja uma pessoa socialmente perigosa; se Gabriele seja sugestionável e capaz de ideações criminosas auto e/ou heterodiretas”.
Diante do Requerimento do Promotor de Justiça, o Juiz Prof. Piero Antonio Bonnet ordenou que de acordo com as solicitações feitas pelo Promotor de Justiça no seu requerimento, “declara o encerramento parcial da investigação”.
“O Sr. Paolo Gabriele será julgado diante do Tribunal por crime de furto qualificado”.
“Declara não ter que proceder contra o acusado Claudio Sciarpelletti pelo crime de violação do segredo, por carência de provas e pela participação no crime de furto qualificado, por insuficiência de provas”.
E “o Sr. Claudio Sciarpelletti será julgado diante do Tribunal por crime de cumplicidade”
 

terça-feira, 14 de agosto de 2012

A Verdadeira Face do Greenpeace: "Viva o Aborto, Somos Pró-Morte!"


Foto: Crossroads

MADRI, 13 Ago. 12 / 12:57 pm (ACI/EWTN Noticias).

- Depois de sofrer ameaças e insultos de voluntários da multinacional ecologista Greenpeace, os jovens do Crossroads, que peregrinam pela Espanha defendendo o direito à vida humana e manifestando-se contra o aborto, denunciaram que essas e outras agressões que sofreram acontecem porque são "católicos, pró-vida e jovens com princípios".

Os jovens do Crossroads denunciaram que no dia 9 de agosto, depois de chegar à localidade de León, encontraram-se com um grupo de ecologistas que os insultaram fortemente, ameaçaram-nos gestualmente e gritaram "viva o aborto! Somos pró morte!".

Os voluntários do Greenpeace insultaram gravemente aos jovens com palavras de baixo nível que não as reproduzimos aqui.

Em declarações ao grupo ACI, Jaime Hernández, porta-voz do Crossroads, lamentou que o Greenpeace tenha negado a agressão quando se comunicou com a imprensa local e culpou aos jovens pró-vida, dizendo que eles os agrediram enquanto tentavam conseguir sócios.

"No seu comunicado eles falam que 5 dos seus membros que foram denunciados desmentem tudo e que fomos nós os que lhes provocamos, insultamos, etc. Quer dizer, que tentam virar o jogo e se fazem de vítimas".

Hernández desmentiu ao Grenpeace e assinalou que o que aconteceu "está provado graças às testemunhas".

O porta-voz do Crossroads disse que eles ainda não fizeram nenhuma denúncia contra o Greenpeace, mas se a multinacional ecologista não se desvincula dos jovens agressores, a denúncia será feita.

"O certo é que os que estão sendo denunciados são os dois membros do Greenpeace, e os que tivemos que chamar à polícia por segurança própria fomos nós", assinalou.

Hernández também disse que a polícia local revelou "que não era a primeira vez que tinha problemas com voluntários do Greenpeace".

"Nós não causamos nenhum problema nas cidades onde passamos. Fomos sempre atacados por ser católicos, pró-vida e jovens com princípios", disse.

Por sua parte, Ignacio Arsuaga, presidente do grupo espanhol pró-vida HazteOír, lamentou que "os pró-abortistas às vezes mostram seu verdadeiro rosto intolerante e agressivo".

"Os voluntários do Greenpeace não puderam tolerar que um grupo de jovens repartisse informação objetiva sobre o aborto. Por isso recorreram ao insulto e à agressão física", assinalou.

Arsuaga também expressou sua surpresa porque "Greenpeace negou os fatos e, portanto não pediram perdão".

"Como podem estar a favor do meio ambiente e não condenar a agressão contra pessoas concretas, contra os jovens do Crossroads e contra os seres humanos que ainda não nasceram?", questionou.


sábado, 11 de agosto de 2012

Você é um católico de verdade ou apenas de “fachada”?




Ser católico por inteiro *

Gostaria de discutir o problema da adesão à fé católica, não na perspectiva prática, porque nesta seara, infelizmente, por causa do pecado, os católicos vivemos os ditames do evangelho mais ou menos.

Quero tratar do tema no viés doutrinal.
 
Neste diapasão, ou se é 100% católico ou não se é católico em hipótese nenhuma.

Não posso ser católico e, ao mesmo tempo, advogar a tese de que Jesus não fundou nenhuma Igreja específica; apenas instaurou uma novel religião. 

Não posso ser católico e perfilhar a teoria de que nossa Senhora teve relações sexuais com seu casto esposo. 

Não posso ser católico e, concomitantemente, asseverar que não há demônios nem Satanás. 

Não posso ser católico e, outrossim, prestar atenção ao espiritismo. 

Não posso ser católico e fazer ouvidos moucos ao que o papa ensina.

Não posso ser católico e me colocar em prol do aborto, ou, então, ficar em cima do muro.  Eis somente alguns exemplos.

Qual é a questão de fundo? Em minha opinião, é o relativismo, já bastas vezes  exprobrado por Bento XVI, combinado com uma equivocada interpretação do ecumenismo.

Exemplificando, a pretexto de não vulnerar a suscetibilidade dos nossos irmãos separados, a doutrina protestante não é mais herética: cuida-se apenas de visões diferentes, verberam alguns. Deixemos o mínimo que nos separa, postulam outros, e nos unamos no máximo que nos é comum! Que máximo é esse, se frei Lutero solapou todos os sacramentos, preservando unicamente o batismo?

Quando o mal da não adesão plena e obsequiosa é perpetrado por certos padres, estamos em face de uma vicissitude gravíssima. Aqui, em vários casos, vigem a arrogância e a soberba, uma espécie de desdobramento do pecado original: quer-se saber mais do que a Igreja de Cristo!

Temos de ser ecumênicos sim, sempre amorosos com nossos irmãos separados e com os membros de qualquer religião, cônscios de que não somos melhores do que eles e que Deus ama todos os homens. No entanto, devemos resgatar nossa belíssima identidade católica, assumindo-a plenamente, sem respeitos humanos, acatando cabalmente o magistério. Esta obrigação é ainda mais urgente por parte dos padres, que têm o múnus de industriar a puríssima doutrina de nosso Senhor Jesus Cristo, custodiada pela Igreja católica.

Edson Luiz Sampel

Doutor em direito canônico

Professor do Instituto Pio XI (Unisal) e da Escola Dominicana de Teologia (EDT)
Membro da Sociedade Brasileira de Canonistas (SBC)
*Artigo para o jornal O São Paulo

http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/31026-voce-e-um-catolico-de-verdade-ou-apenas-de-fachada

Conheça as SERÍSSIMAS implicações para o Brasil se o anteprojeto do novo Código Penal Brasileiro FOR APROVADO COMO ESTÁ.


Entrevista com especialista em bioética, 

Pe. Helio Lucian


Por Thácio Siqueira
Para ajudar os católicos e pessoas de boa vontade do Brasil na reflexão sobre as implicações desse anteprojeto, ZENIT entrevistou o especialista em bioética, Pe. Hélio (para ler anterior entrevista com Pe. Hélio, sobre o aborto no Brasil clique aqui), membro da comissão de bioética da CNBB.
***
Qual é a sua opinião sobre o Anteprojeto do Código Penal entregue ao Senado Federal recentemente? Houve participação de católicos preparados em todo o período de estudo e de debate sobre o anteprojeto? O governo se interessou realmente em fazer que a sociedade debatesse todos os pontos? Houve uma aceitação das propostas enviadas pela liderança da Igreja católica, dos cristãos no geral, e de todos os que são contrários ao aborto, como os espíritas e outros grupos?
PE.HELIO – Há que se falar, antes de qualquer coisa, da necessidade premente de um novo Código Penal no Brasil. O atual está defasado, tanto pela sua “idade” – já passa dos setenta anos – como pelo fato de que, desde a sua promulgação durante o “Estado Novo”, foram promulgadas ou outorgadas pelo menos outras três Constituições no Brasil (alguns consideram que foram quatro). Neste período, o Código atual foi sofrendo diversas emendas, perdendo sua unidade e, em alguns pontos, mantendo regulamentações que já não condizem às práticas atuais.
Também é necessário dizer que o texto do Anteprojeto para o novo Código Penal, apresentado pela comissão de juristas, é um texto claro, unitário e, em grande parte, em conformidade com a Constituição Cidadã de 1988.
Ainda que no seu conjunto seja um texto positivo, existem alguns pontos que contradizem tanto a nossa Carta Magna como a opinião da imensa maioria dos brasileiros. Sendo assim, minha preocupação em relação a este Anteprojeto é, em primeiro lugar, uma preocupação em sentido jurídico – um Código Penal não pode legislar afrontando a Constituição, criando ou eximindo de crime aquilo que a Carta Magna defende.
Em segundo lugar, preocupa-me que alguns valores próprios de uma sociedade tentem ser desrespeitados de modo quase despótico, ou seja, sem ampla consulta à sociedade. É verdade que havia um canal de sugestões no Senado no qual foram apresentadas aproximadamente 3.000 propostas, mas pergunto-me: quantas pessoas sabiam que o código penal estava sendo reelaborado e que são 3.000 sugestões para uma população de quase 200.000.000 de habitantes?
O que reivindico – até este ponto – não tem nenhuma conotação religiosa – peço apenas o respeito à Constituição e aos valores próprios de um povo.
Em terceiro lugar – mas não menos importante – preocupa-me que em um País de imensa maioria cristã, alguns valores defendidos pelo cristianismo possam ser simplesmente contrariados. Não se trata aqui de reivindicar a presença de católicos ou de outros cristãos na comissão de juristas, mas sim de defender que os valores cristãos – próprios da nossa sociedade – fossem respeitados. Certamente a laicidade do Estado não pode ser confundida com um laicismo. A laicidade separa o Estado da religião enquanto o laicismo nega todos os valores de uma sociedade.
Finalmente, é bom lembrar que as falhas do Anteprojeto não se referem apenas às questões ligadas à vida – como o aborto e a eutanásia – mas também a outras questões importantes como, por exemplo, o uso de drogas e a aceitação de um terrorismo bom.
Ainda há algo a ser feito ou podemos dizer que a proposta atual é a proposta que vai permanecer?
PE.HELIO – Certamente há ainda muito a ser feito. O Anteprojeto do Código Penal, como diz o próprio nome, não é ainda nem mesmo o projeto que será submetido a votação. Agora é o momento de juristas competentes enviarem emendas ao texto. Este é o momento também da sociedade exercer sua função dentro da democracia – explicando aos amigos o que está em jogo, usando a mídia, as redes sociais, os e-mails, entre outros meios, para que não aceitemos, passivamente, que mudem a nossa sociedade naquilo que não estamos de acordo.
Um modo de nos fazer ouvir também seria enviar e-mails aos Senadores e Deputados, manifestando a nossa opinião através de argumentos racionais – se um ou dois enviam, não surtirá efeito, mas se uma grande porcentagem da população começa a escrever, com certeza nos ouvirão.
O direito não é filho do céu. É um produto cultural e histórico da evolução humana”, frase de Tobias Barreto, que se encontra no cabeçalho da apresentação do Anteprojeto assinado pelo Relator Geral. Essa frase, não mostra a raiz do problema do direito na nossa época contemporânea, que elimina a existência de um direito natural? E que autoriza, de certa forma, as sociedades a inventarem as suas normas de conduta, de acordo com os interesses do momento?
PE.HELIO – De fato, infelizmente, uma parte dos juristas brasileiros interpreta a justiça de um modo puramente positivo. Segundo estes, o que define o certo e o errado é apenas aquilo que está escrito na lei, mas esta não corresponderia a nenhuma natureza humana, ou seja, não expressaria, em forma de lei, o modo como o homem é de fato. É lógico que a expressão da natureza humana pode dar-se de distintos modos ao longo da história – e isso também deve ser contemplado pelo ordenamento jurídico – mas não será a cultura quem configurará o modo de ser do homem. Consequentemente, as leis devem expressar este modo de ser – o matrimônio, a defesa da vida, a busca do bem comum, são elementos que transcendem a cultura, pois pertencem ao homem em si mesmo.
Mas antes de falar desta crise do direito natural é necessário falar da crise da “verdade”. Parece que, em alguns ambientes, a “verdade” deixou de existir – expressões típicas como “você tem a sua verdade e eu tenho a minha”, demonstram tal crise. É certo que podemos ver a realidade desde distintas perspectivas, mas um dos princípios mais básicos da racionalidade humana é o princípio da não contradição – uma coisa não pode “ser” e “não ser” ao mesmo tempo. Um exemplo mais simples: se chegarmos a um consenso absoluto – 100% dos votos – de que uma vaca é um cavalo, não converteremos a vaca em cavalo. As coisas existem na realidade e podemos alcançar o conhecimento delas ou não, mas jamais podemos alcançar duas verdades contraditórias sobre a mesma realidade: a vaca não pode ser vaca e cavalo ao mesmo tempo. Isso nos leva àquilo que o Papa chamou de “ditadura do relativismo” – não se pode impor nada a não ser a absoluta necessidade de ser relativista. Todos os que disserem conhecer uma “verdade” são considerados totalitaristas ou fundamentalistas.
Parte da nossa cultura jurídica sofre também deste mal: segundo esta cultura, seria necessário fazer um ordenamento jurídico que não possua “verdades”, mas apenas normas. Seria a norma que converteria a realidade em “verdade”. A “marcha da maconha”, ainda induzindo às drogas e incentivando o tráfico, é “liberdade de expressão” – segundo o Anteprojeto do Código Penal até mesmo o consumo pessoal de qualquer droga é lícito – enquanto defender a vida de um feto é um desrespeito à liberdade individual.
Desta crise da “verdade” nasce a crise do direito natural. Se não existe “verdade” não pode existir um verdadeiro modo de ser do homem. Sendo assim, todas as liberdades devem ser respeitadas, ainda que destruam a sociedade. A “liberdade” tomou o lugar da “verdade” – e não uma liberdade que busca o bem, mas uma simples liberdade de escolha. Esquecemos que o que deve guiar a sociedade é a busca do bem comum e não a busca dos bens individuais – e assim deixamos de ser uma sociedade fraterna e nos convertemos, como diria Hobbes, em lobos para os outros lobos.
No Anteprojeto, no art. 128, inciso IV fala-se da descriminalização do aborto quando a mulher, até a décima semana, quiser abortar, seguindo o parecer de um psicólogo. É lícito, moralmente falando, que uma mulher decida pela vida do seu filho? A lei tem o poder de definir isso? Não será injusto deixar para a mãe a decisão, principalmente na hora da fraqueza?
PE.HELIO – É necessário, primeiro, distinguir o texto escrito da intenção dada ao artigo – deixemos de lado se a confusão textual foi colocada de modo proposital ou não. O texto mencionado diz que o aborto, até a décima segunda semana de gestação (aproximadamente três meses), não poderia ser punido “quando o médico ou psicólogo constatar que a mulher não apresenta condições psicológicas de arcar com a maternidade”. Segundo o texto, o aborto não seria mais punido, pois se alguém decide abortar, é lógico que se sente – psicologicamente – incapaz de arcar com a maternidade. A Espanha, em 1983, aprovou o aborto com um texto bastante similar a este. As clínicas de aborto tinham psicólogos contratados somente para assinar os prontuários, sem nem mesmo conversar com as mães.
Por outro lado, o Anteprojeto apresenta na justificação do mesmo artigo e inciso – tal justificação não faz parte do texto oficial – que esta despenalização abordada no texto refere-se apenas a “estados psicológicos mórbidos, como a adicção por entorpecentes”. Parece-me que a comissão de juristas é suficientemente competente para redatar – se assim o quisesse – o texto do inciso de forma clara, contemplando somente esta intenção explicitada na justificação. Além disso, mesmo que o texto fosse claro para contemplar somente estes casos citados, não se poderia, nem deveria tomar tal decisão sem uma ampla consulta à sociedade, sendo esse um tema tão sensível aos brasileiros.
Além do aborto, o senhor referia outros problemas também incluídos no Anteprojeto. Quais seriam estes problema?
PE.HELIO – De fato, além da liberação, na prática, do aborto, o Anteprojeto apresenta outros problemas. Não pretendo ser exaustivo, mas para citar alguns, podemos falar dos problemas relativos à eutanásia, à liberação do consumo de drogas e à despenalização de algumas atividades terroristas.
O art. 122 do Anteprojeto apresenta a prática da eutanásia – definida pelo Anteprojeto como “matar, por piedade ou compaixão, paciente em estado terminal, imputável e maior, a seu pedido, para abreviar-lhe sofrimento físico insuportável em razão de doença grave” – como um crime diferente ao do homicídio, reduzindo a pena do mesmo. É verdade que as circunstâncias dramáticas de algumas situações deveriam reduzir a pena de alguém que comete este tipo de homicídio, porém, matar a outra pessoa, ainda que por compaixão, não deixa de ser homicídio. Para deixar claro o valor da vida e a gravidade do crime, o Anteprojeto poderia ter inserido a eutanásia dentro dos crimes de homicídio, incluindo-a apenas nos atenuantes da pena. Porém, o mais grave não é isso, mas sim que o Parágrafo Primeiro do mesmo artigo deixa ao juiz a possibilidade de não aplicar nenhuma pena para os casos de eutanásia, reduzindo dessa forma, o valor da vida, um dos bens primários previstos na Constituição.
Outro problema do Anteprojeto encontra-se no art. 212, Parágrafo Segundo, que exclui de crime a aquisição, armazenamento, transporte e cultivo de drogas para consumo próprio. Segundo o Anteprojeto, “presume-se a destinação da droga para uso pessoal quando a quantidade apreendida for suficiente para o consumo médio individual por cinco dias”. Não há dúvidas que o tráfico de drogas será favorecido com tal medida. Com o intuito de permitir, de um modo velado, o consumo de maconha – um dos verbos contemplados é o de “semear” e “colher”, claramente referidos a esta droga – o Anteprojeto parece esquecer que o tráfico obedece às regras de mercado: aumentando o consumo, aumentará também a oferta. Certamente os distribuidores de drogas jamais levarão consigo uma quantidade maior do que a “suficiente para o consumo médio individual por cinco dias”, e, deste modo, não incorrerão em crime.
Por fim, o Anteprojeto, tratando dos crimes de terrorismo, exclui de crime tais atividades quando movidas por “propósitos sociais ou com fins reivindicatórios” (art. 239, Parágrafo Sétimo). Certamente o limite dos meios utilizados para ser configurado ou não em crime será definido pelo juiz, mas, com esta lei, por exemplo, os jovens que tomaram a reitoria da USP no fim do ano passado, não teriam incorrido em crime algum. Como dissemos anteriormente, a exaltação da liberdade individual por cima do bem comum da população degrada a sociedade e mina a força da autoridade constituída.
Repito o que afirmei no começo desta entrevista – são muitos os pontos positivos do Anteprojeto, mas agora se faz necessário ressaltar as suas deficiências para que, enquanto ainda houver tempo, possamos solucioná-las de modo democrático.
Será que a proposta contida no Anteprojeto contempla a vontade de toda a população brasileira?
A resposta a esta pergunta corresponde, em parte, ao final do que foi dito na pergunta anterior: A maior parte do Anteprojeto contempla a vontade de toda a população brasileira, mas existem pontos complicados, que devem ser revistos e adaptados aos valores próprios da nossa sociedade.
Não podemos permitir que novamente – como vem ocorrendo nos últimos anos no Brasil – a opinião de pessoas que se creem “iluminadas” e com a “missão de iluminar” o ordenamento jurídico brasileiro, corrompam nossos valores e as opiniões da imensa maioria do povo brasileiro.


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Como perceber a beleza da vida se nos falta a fé em Deus?


Recém-falecido autor das Crônicas Marcianas, 
Ray Bradbury convida a redescobrir a fé
Por Andrea Bartelloni

“Em 1859, Darwin abriu as portas para um novo tipo de organização ideológica do pensamento e da fé: uma organização baseada na evolução (…) No pensamento evolucionista, não há necessidade nem espaço para o sobrenatural. A terra não foi criada, evoluiu. Assim também os animais, as plantas e mesmo nós, os homens, mente e alma, cérebro e corpo. E assim, a religião”. Com estas palavras, Julian Huxley descreveu com grande honestidade intelectual o trabalho do célebre cientista britânico.

Esta citação vem à mente quando se leem as histórias de Ray Bradbury em Crônicas Marcianas. O autor norte-americano, recentemente falecido, coloca na boca de um dos vários protagonistas uma frase que diz muito sobre o seu passado cultural. É uma reflexão sobre a causa do declínio da raça humana: a perda da fé.

Perda de fé ligada ao aparecimento de Darwin e das suas teorias, juntamente com Huxley e Sigmund Freud, o pai da psicanálise (nos anos em que Bradbury escreve, a psicanálise freudiana causava furor nos EUA).

São teorias abraçadas com alegria, mas que percebemos que elas entravam em confronto com a religião. “Não querendo removê-las, removemos as religiões”, conclui o protagonista da história.

A interessante reflexão de Bradbury, feita nos final dos anos 40 do século passado, continua: “E fizemos um grande negócio: perdemos a fé e ficamos dando voltas, nos perguntando qual é a finalidade, qual é o sentido da vida. Se a arte não era nada além de um tremor de desejo frustrado, se a religião não era mais do que uma auto-ilusão, o que é que havia de belo na vida? A fé nos tinha sempre dado as respostas, mas, com Freud e com Darwin, tudo foi parar no lixo. Fomos e somos uma raça perdida”, dizem as Crônicas Marcianas.

E a causa reside na perda das relações entre a ciência e a religião, que, em vez de enriquecerem uma a outra, entraram em conflito.

O cardeal Ratzinger, em seu famoso discurso na Sorbonne, em Paris, no dia 27 de novembro de 1999, enfatizou que “a teoria da evolução veio se delineando cada vez mais como o caminho para fazer sumir a metafísica e para fazer parecer supérflua a ‘hipótese de Deus’ (Laplace), além de formular uma explicação estritamente ‘científica’ do mundo”.

É este, justamente, o problema: ciência e fé, ciência e religião, parecem ser alternativas. O que está em jogo é muito, e Bradbury percebeu os riscos, assim como os pontificados recentes. Foi esquecido o que dizia Leo Moulin, em Tecnologia e Cristianismo: “O cristianismo, ao apresentar ao homem uma imagem do mundo que não se identifica com Deus, cujo mistério é a ele acessível, e ao dar ao homem, feito à imagem e semelhança de Deus, o dever de dominar a terra (…), abriu as estradas para o conhecimento científico do mundo e para as aplicações da técnica”.

Não há contraposição. Na verdade, foi o cristianismo que permitiu o nascimento e o desenvolvimento da ciência como a conhecemos hoje.




Rezar reduz risco da doença de Alzheimer, afirmam cientistas




WASHINGTON DC, 08 Ago. 12 / 10:22 am (ACI/EWTN Noticias).

- Um grupo de cientistas dos Estados Unidos e de Israel concluíram que rezar regularmente pode reduzir, no caso das mulheres, até em 50 por cento o risco de sofrer a doença de Alzheimer.

Os resultados, expostos em junho na Universidade de Tel Aviv (Israel), apontaram a que a oração influi de forma notavelmente positiva no cérebro.

Segundo o professor Rivka Inzelberg, que encabeçou o estudo, "a oração é um costume no qual se utiliza o pensamento, e a atividade intelectual ocasionada poderia constituir uma medida de prevenção contra a doença".

"Qualquer trabalho intelectual influi positivamente ao trabalho do cérebro", assinalou o cientista.

A investigação experimentou dificuldades ao determinar a relação entre a oração e o Alzheimer entre homens, já que 90 por cento dos homens asseguraram rezar diariamente, o que impossibilitou ter uma amostra adequada.

Entretanto, "entre as mulheres, só 60 por cento rezava cinco vezes ao dia, e 40 por cento não rezava regularmente, assim pudemos comparar a informação", indicou Inzelberg.



Tomar pílula anticoncepcional na adolescência causa hipertensão na idade adulta



SIDNEY, 17 Jul. 12 / 10:20 am (ACI/EWTN Noticias).

- Um grupo de cientistas da Universidade de Western a Austrália descobriu que as adolescentes que consomem pílulas anticoncepcionais correm risco de sofrer hipertensão, conhecida como o "assassino silencioso", quando chegarem à fase adulta.

Em um estudo publicado no dia 11 de julho no European Journal of Preventative Cardiology, os pesquisadores encabeçados pelo Dr. Chi Le-ha descobriram que as jovens que tomaram as pílulas anticoncepcionais por poucos meses, têm níveis de pressão arterial mais alto que outras jovens, e "é provável que afete de maneira significativa o risco de enfermidade isquêmica do coração e de derrame cerebral na idade adulta".

A hipertensão arterial é conhecida como o "assassino silencioso", porque é uma enfermidade que raramente apresenta sintomas, mas pouco a pouco gera maior pressão nos vasos sanguíneos e no coração.

Os médicos encontraram também que entre os adolescentes homens, a pressão arterial alta se encontrou significativamente associada com o Índice de Massa Corporal, o consumo de sal e de álcool.

O Dr. Chi Le-ha assinalou que "os adolescentes precisam ser conscientes de que um estilo de vida que predispõe à obesidade, consumo elevado de sal e o consumo de álcool pode conduzir a consequências adversas para a saúde na vida adulta".

Os pesquisadores indicam no seu estudo que "os hábitos de vida estabelecidos durante a adolescência podem afetar negativamente à pressão arterial e contribuir às diferenças de gênero no risco cardiovascular na idade adulta".

Para os cientistas, a modificação de condutas específicas para homens e mulheres pode prevenir a hipertensão adulta.


 

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Eis as Consequências dos Piores Pais do Mundo!



Educando as Crianças

O Beato Marcelino Champagnat, insigne educador, lembra que, “a terra para produzir frutos abundantes, necessita de três coisas: bom lavrador, boa semente e boa preparação da superfície a ser cultivada. A terra, explica ele, são as crianças; o lavrador, os pais e professores; a semente, os bons princípios que devem ser ensinados; e a preparação da terra, a forma pela qual lhes é transmitida a educação”.[1]

Firmeza

“A firmeza e a autoridade são absolutamente necessárias na educação, continua o Beato Champagnat. Na firmeza autêntica deve prevalecer a razão, a sã consciência, a reflexão, o bom conselho, a paciência. É preciso evitar a falsa firmeza, onde prevalecem o mau-humor, a cólera, a paixão, a inflexibilidade e a imposição exagerada”.[2]

Educando os Filhos

“É preciso ir corrigindo, com muito jeito, os defeitos dos meninos, tais como o orgulho, o egoísmo, a preguiça, a ingratidão, etc. A alma dos meninos é como um campo que deve ser cultivado convenientemente. O objetivo da educação é, pois, semear esse campo, podar a vinha, arrancar os espinhos, tirar a cizânia, etc., lembra o Beato Marcelino Champagnat, grande educador.[3]

 
Exemplo para Grandes e Pequenos

D. Bosco conta que seu discípulo São Domingos Sávio, “aprendeu com extraordinária facilidade as orações da manhã e da noite, quando apenas tinha quatro anos de idade”.[4] É um exemplo para todos, grandes e pequenos. As mães devem ensinar seus filhos a rezarem desde cedo. E os que ainda não sabem rezar, sejam jovens ou velhos, chegou a hora de aprender!


“Muitos jovens seguem o mau caminho pois seus pais não souberam cultivar neles, com o exemplo e a palavra, o senso religioso da vida”.[5]

Fortaleza

Em meio às dificuldades e aborrecimentos do dia a dia, a virtude da fortaleza é cada vez mais necessária. Ela está ao alcance de cada um de nós, mas isso se a pedirmos a Nossa Senhora. A virtude da fortaleza dá à vontade um impulso e uma energia para fazer grandes coisas, suportar sofrimentos, e superar os obstáculos do caminho.[6]

Por   /   4 de maio de 2012  /
As fotos foram achadas livremente na web e postadas em um blog – o My Parent Is An Idiot (Meu Pai/Mãe é um idiota) – que mostra os “piores pais do mundo”Veja e tire suas conclusões:

SEM COMENTÁRIOS, AS IMAGENS POR SI JÁ DIZEM TUDO…

DEUS NOS GUARDE!




[1]   Cfr. Beato Marcelino Champagnat, Ensinamentos Espirituais, Ed. Luís Vives, Espanha, 1955, pp. 373-374.
[2]   Op. cit., idem.
[3]   Cfr. Beato Marcelino Champagnat, Ensinamentos Espirituais, Ed. Luís Vives, Espanha, 1955, p. 308.
[4]   Cfr. Pe. Francisco Fernández, S.D.B. Editorial D. Bosco, Montevidéu, 1954, p. 20.
[5]   Op. cit., idem, p. 20.
[6]   Cfr. Pe. Gabriel A. Roschini, Instruções Marianas, Ed. Paulinas, São Paulo, 1960, pp. 177-190.


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