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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

sábado, 22 de junho de 2013

O padrão moral do ocidente foi moldado pela Igreja Católica.



Josenildo Melo

O intuito de escrever sobre a Igreja Católica e sua História não é de menosprezar as outras religiões e muito menos tornar a Igreja em palavras e na História superior a outras religiões, ideologias e pensamentos; o que nos faz escrever é a necessidade de que todos nós, cristãos católicos e não católicos devemos conhecer verdadeiramente a nossa História! 

O Padrão moral do ocidente foi moldado pela Igreja, baseado na sacralidade e na dignidade da vida humana, por considerá-la “imagem e semelhança de Deus” (Gn 1, 26). A Igreja sempre insistiu no valor único e irrepetível de cada pessoa, em virtude de sua alma imortal. O pobre, o fraco ou doente eram tratados com desprezo pelos não cristãos e muitas vezes abandonados. Isto é que fez a caridade católica tão importante e algo novo no mundo.

A Igreja Católica pregou contra e aboliu a prática do infanticídio que era considerada moralmente aceita pelos antigos gregos e romanos. Platão disse, por exemplo, que um velho pobre e doente que não pudesse trabalhar, poderia ser abandonado a morrer.
Le Goff afirma que Sêneca escreveu “Nós afogamos as crianças que nascem doentes e anormais”. Segundo Vicente Currol (2002), meninos deformados, e mesmo meninas saudáveis, mais inconscientes nas sociedades patriarcais, eram abandonados; em consequência disso a população masculina ultrapassava em até 30% a população no antigo mundo romano.

Jerome Carcopio, em sua obra “Daily Life in Ancient Rome” (A Vida Diária na Roma Antiga), disse que: “os açougueiros da arena foram parados ao comando dos imperadores cristãos”.
Os historiadores consideram que esta grande reforma na moral da humanidade, foi devido quase que exclusivamente à Igreja Católica. Outro ponto importante onde a moral católica moldou o Ocidente foi na questão da guerra justa. Nem em Platão ou Aristóteles encontramos algo que possa se comparar com a famosa questão “Sobre a Guerra” na suma Teológica de S. Tomás de Aquino.

Os filósofos antigos trataram da questão da guerra, mas não criaram uma teoria da “guerra justa” ( ou da auto defesa) como fez a Igreja. O primeiro a tratar da questão da guerra justa foi Santo Agostinho no século IV; para ele a guerra seria justa somente para enfrentar uma agressão. São Tomás de Aquino colocava três condições para uma guerra justa: primeiro, a autoridade que autoriza uma guerra; não pode ser declarada por uma pessoa qualquer; segundo, uma causa justa é necessária; quando houver uma agressão injusta; e terceiro, é necessário que haja uma reta intenção, o desejo do avanço do bem e do afastamento do mal. (IIa, IIIae, q.40, art. 1).

Foi a Igreja também quem ajudou a abolir as lutas dos gladiadores até a morte, como entretenimento das pessoas; o que era contra a dignidade humana e o valor de cada pessoa. O Cristianismo santificou o corpo, o fez bendito, morada da alma e do Espírito Santo. Cristo colocou o ser humano acima de qualquer condição ou qualidade para integrar a irmandade universal.

O ser humano é o maior dom de Deus e a Família algo sagrado. A Igreja respeita a individualidade humana, mas preserva, sobretudo a Família. No mundo contemporâneo muitos exacerbam-se em pregar anti-valores; devemos respeitar o direito de escolha de cada pessoa humana mas A FAMÍLIA tem a proteção de Deus, do Estado e da Igreja. A tolerância é sinônimo de civilidade e verdadeira compreensão do respeito às ideologias, mas não existe nada mais sagrado do que A FAMÍLIA.


BIBLIOGRAFIA: AQUINO, Felipe Rinaldo Queiroz de. Uma História que não é Contada. Editora Cléofas, 2010. Professor Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP.
 
 
 

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