Blog Católico, para os Católicos

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Ministério da Saúde publica manual de uso de medicamento abortivo




O Brasil assistiu consternado neste final de semana a uma das mais tristes tragédias do país nos últimos anos. Enquanto os Estados Unidos eram palco da maior Marcha pela Vida de sua história, 231 jovens estudantes tinham suas vidas ceifadas em um trágico incêndio numa boate em Santa Maria/RS, na madrugada de sábado para domingo, 26/01. A presidente Dilma Rousseff, em seu breve discurso a respeito das vítimas, não conseguiu conter as lágrimas. "Eu queria dizer para a população brasileira e para a população de Santa Maria, neste momento de tristeza, o quanto nós estamos juntos, e necessariamente, iremos superar e mantendo a tristeza", declarou a presidente, citando também o apoio do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Na tarde desta segunda-feira, 28/01, a página do Movimento Brasil Sem Aborto publicou uma séria denúncia contra o Ministério da Saúde, a respeito de uma cartilha produzida pelo setor, com orientações sobre como usar o remédio abortivo Cytotec. Na nota, o movimento alerta que apesar do material ser destinado, aparentemente, a um público "especializado", a tiragem do manual - 268.108 exemplares - e a linguagem objetiva e de fácil compreensão leva-nos a crer que o alvo principal deste material seja o público em geral.
Diz a nota do Brasil sem Aborto:
- A 1ª edição tem uma tiragem de 268.108 exemplares, sendo que dados recentes publicados no site da FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) indicam que há no Brasil 22.815 médicos em atividade nessa área. A publicação ultrapassa, portanto, em mais de dez vezes, o número de profissionais aos quais teoricamente se destinaria.
- Contrariamente ao que é habitual em protocolos para atuação médica, o uso de Misoprostol não é comparado a outros medicamentos ou técnicas que seriam possíveis na mesma situação. Por exemplo, indica-se a dose e modo de uso para "indução do parto com feto vivo", uma utilização não aceita pela FDA (Food and Drug Administration) americana, e para a qual existem alternativas. Os próprios fabricantes do Misoprostol alertaram para o risco de ruptura uterina quando ele é usado como indutor do parto.
- Ao contrário do que se diz na apresentação, a linguagem do folheto, especialmente em sua segunda parte, quando trata do uso, é sintética e direta, facilmente compreensível por público leigo. Praticamente se restringe às doses a serem utilizadas para o"esvaziamento uterino" no primeiro, segundo e terceiro trimestres da gestação.
Em junho de 2012, a mídia divulgou as intenções do Ministério da Saúde de preparar uma cartilha que ensinasse a mulher a abortar com segurança. Na época, o secretário de Atenção à Saúde, sr. Helvécio Magalhães, alegou que o projeto era parte de uma política de "redução de danos" e que, portanto, não podia ser considerado um crime, pois o crime seria o ato em si, e não o aconselhamento.

O site padrepauloricardo.org explicou por meio de dois episódios do programa Parresía (Legalização do aborto no Brasil, Governo Dilma prepara-se para implantar aborto no Brasil ) e de várias aulas ao vivo (A vida em risco), a falsidade por trás desse discurso e o risco que o Brasil correrá caso essa intenção do governo se concretize. Nesses programas, lembrávamos que a ação do governo seria, sem sombra de dúvida, criminosa, pois, segundo os artigos 29, 286 e 287 do Código Penal, comete crime não só quem pratica o ato, mas também quem o incita de alguma maneira.

Causa-nos perplexidade, por conseguinte, que as mesmas pessoas que choram na frente das câmeras tragédias familiares como as de Santa Maria/RS, ajam sorrateiramente, sem qualquer compromisso de transparência com a população, a favor de uma agenda abortista que é contrária à opinião da maioria dos cidadãos brasileiros. Trata-se de um golpe fatal à democracia e de um desrespeito vergonhoso aos compromissos assumidos publicamente durante as eleições. Ações como essas nos levam a questionar se é para o povo que o Governo trabalha ou para as Fundações Internacionais que desejam o controle da natalidade.

Quais as consequências dessa política de Redução de Danos?

Como estudamos naquele curso sobre o documento "A Nova estratégia Mundial do Aborto", a política de "redução de danos" nada mais é do que uma das fases para a implementação do aborto como um "direito reprodutivo". Planejada há cerca de 10 anos, a política de "redução de danos" foi um dos meios encontrados pelas fundações abortistas para introduzir o aborto naqueles países cuja a população ainda se mostra resistente à prática. Como dito no documento, a estratégia foi pensada "para produzir um resultado fulminante e simultâneo em todos os países". Foi através dessa política, implementada no Uruguai em 2004, que os abortistas conseguiram abrir caminho para a legalização do aborto naquele país, em outubro do ano passado.

Caso essa política seja adotada, e ao que parece tudo se encaminha para isso, o Brasil mergulhará numa situação muito pior que a da legalização do aborto. Isso porque em um país onde o aborto é legalizado, ou seja, onde os hospitais são os responsáveis pela operação, os médicos podem alegar objeção de consciência e desestimularem a prática. Foi o que aconteceu, por exemplo, no México. Já no caso dessa política da redução de danos, as próprias mulheres farão o aborto, através dos medicamentos que serão disponibilizados nas farmácias e das cartilhas de “aconselhamento” do Ministério da Saúde. A mortandade de centenas de milhares de crianças que se seguirá nesta política criminosa será inimaginável. Desse modo, se já é absurda e impensável a legalização do aborto, tanto mais é a prática da “redução de danos”, pois nesta situação serão as próprias mães as promotoras da morte de seus filhos.

Ao contrário do que se é hipocritamente alardeado, esse tipo de ação não visa a integridade da saúde feminina. Não. Trata-se puramente de um lobby cuja finalidade é alargar as possibilidades e os números de aborto para que, posteriormente, eles tenham uma situação calamitosa que justifique o seu argumento de que "o aborto é um caso de saúde pública, não de polícia". É dessa maneira que o Governo Federal doa 1,5 milhão de dólares a fundações feministas que defendem ao aborto, enquanto mães grávidas têm de dar à luz em corredores de hospitais em várias cidades do país, como noticiado pela imprensa em julho de 2012.

O que fazer?

Há 40 anos, uma mentira defendida diante de um tribunal nos Estados Unidos foi responsável pela morte de 55 milhões de crianças. Crianças que tiveram suas vidas interrompidas por conta de uma prática selvagem e egoísta, motivada por interesses financeiros e políticos. Neste último final de semana, a população americana, num exemplo de cidadania e coragem nunca antes vistos, marchou rumo à Casa Branca para dizer um grande basta ao morticínio silencioso desses milhões de bebês.

A exemplo de nossos irmãos americanos, hoje, mais do que nunca, somos chamados a travar esta batalha entre a vida e a cultura da morte. Portanto, no nosso tempo, não há mais espaço para tibieza, para letargia, para pusilanimidade. Definitivamente, não! Precisamos recobrar a audácia dos primeiros cristãos, a fortaleza dos mártires. Somos chamados a agir. E quais são as nossas armas? A oração, o estudo e a ação.

Rezemos por todos aqueles que são responsáveis pelo governo do Brasil, por nossas lideranças e, principalmente, pelas mães que se encontram no dramático dilema de escolher entre a vida e a morte de seus filhos. Rezemos para que elas escolham a vida.

Estudemos o histórico dessa cultura da morte, suas raízes e pretensões para que possamos nos munir dos melhores argumentos e das melhores estratégias de combate. Só podemos diagnosticar uma doença se, necessariamente, a conhecermos e descobrirmos seus pontos fracos. Só assim poderemos usar os remédios eficazes contra essa epidemia anti-vida. Recomendamos, desse modo, o estudo das aulas sobre o documento "A Nova estratégia Mundial do Aborto" disponíveis gratuitamente no site.

Por fim, lutemos contra os algozes da vida. Façamos valer nossa cidadania. Entremos em contato com o Ministério da Saúde e com os demais responsáveis e peçamos a suspensão imediata da distribuição dessas cartilhas. Eis alguns contatos:

- Ministério da Saúde: Alexandre Padilha, Ministro da Saúde
  • Telefones: (61) 3315-2392 / (61) 3315-2393 / (61) 3315-2788 / (61) 3315-9260
  • Fax: (61) 3224-8747 / (61) 3315-2680 / (61) 3315-2816
  • E-mail: ministro@saude.gov.br
- Secretário de Atenção à Saúde: Helvécio Miranda Magalhães
  • Telefones: (61) 3315-2626 / (61) 3315-2133
  • Fax: (61) 3225-0054
  • E-mail: helvecio.junior@saude.gov.br
- Casa Civil da Presidência: Gleisi Helena Hoffmann, Ministra-chefe da Casa Civil
  • Telefones: (61) 3411-1573 / (61) 3411-1935 / (61) 3411-5866 / (61) 3411-1034
  • Fax: (61) 3321-1461 / (61) 3322-3850
  • E-mail: casacivil@presidencia.gov.br
Como disse o presidente do Movimento Pró-vida americano, Chris Smith, durante seu discurso na Marcha pela Vida, "sejamos a geração que colocará fim à lei do aborto". Que Deus nos proteja!

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sábado, 26 de janeiro de 2013

Quanto é Feliz Aquela Alma que Vive na Graça de Deus, e Quanto é Desgraçada Aquela que Anda em Pecado Mortal.


Destinos diferentes para o pobre Lázaro 
e o Rico Pulão (S. Luc. 16, 19-31).




“Nescit homo pretium ejus”
(Job 28, 13a).
“O homem não conhece o seu valor”
(Jó 28, 13a).

O homem não conhece quanto vale
viver na Graça de Deus, e quanto é
mau viver em Pecado Mortal.

Venturosa aquela alma que vive em graça com Deus; infeliz aquela, porém, que vive em pecado mortal. São estes dois estados bem diferentes para a alma; são estas duas sortes bem contrárias, e que não podem existir na mesma alma e ao mesmo tempo. Se neste mundo pode dar-se verdadeira felicidade, não pode havê-la maior, nem tamanha como viver na graça de Deus; assim como se neste mundo pode haver males e desgraças, nenhuma maior, nem tamanha como andar em pecado mortal. Oh! Se todas as pessoas soubessem verdadeiramente avaliar ambas estas coisas! Se todas conhecessem claramente a diferença que há em ambas as sortes, com quanto cuidado andariam para viverem com Deus! Quantas diligências fariam todas para gozarem a graça do Senhor! Mas, o miserável pecador não conhece esta diferença; anda ordinariamente cego, desatinado pelas suas criminosas paixões, e não vê quanto é bom viver na graça de Deus, e quanto é mau viver em pecado mortal! - Nescit homo pretium ejus.

Se ele visse tudo quanto ganha, andando em graça, e tudo quanto perde, andando em pecado, fugiria do mesmo pecado ainda mais do que do Demônio; temeria tanto o pecado mortal como o Inferno; procuraria sempre todos os meios de viver com Deus, e nunca se afastaria da sua Santa Lei; resistiria com o maior valor a todas as tentações, e antes quereria morrer, perder tudo e até a própria vida, do que perder a graça de Deus. Porém, o mesmo pecador a nada disto olha, nada disto considera, e guiado unicamente pelos seus desordenados apetites, cai e recai em pecados mortais; perdendo tantos bens, e adquirindo tantos males, troca a maior felicidade pela maior desgraça, a maior riqueza pela maior pobreza, Deus pelo Demônio, o Céu pelo Inferno; que cegueira esta, que desgraçada sorte! Por isso, eu vou hoje mostrar quanto é feliz quem vive em graça de Deus, e quanto é infeliz quem vive em pecado mortal. - Eu principio.

Quem sabe distinguir as coisas preciosas das vis, o bem do mal, é quase semelhante a Deus, diz Santo Afonso! Quem sabe verdadeiramente amar a Deus, ganhar a sua graça, conservá-la e fugir do pecado, sabe tudo quanto é melhor, tem a verdadeira sabedoria. Todas as pessoas que isto sabem, ainda que sejam as mais pobres, ignorantes e desprezadas do mundo, são mais sábias do que um Cícero, mais ricas e mais sábias do que um rei Salomão; porque como diz o Espírito Santo: “O princípio da verdadeira sabedoria é o temor de Deus – Initia sapientiae timor Domini”. Todas as pessoas que tem esta sabedoria, tem um tesouro infinito, pelo qual ficam sendo participantes da verdadeira amizade com Deus – Participes facti sunt amicitiae Dei. Tais são as almas venturosas que vivem na graça do Senhor. Os pagãos, guiados só pela sua razão, julgavam impossível que uma criatura pudesse gozar verdadeira amizade com o seu Divino Criador; e falando segundo a luz natural, diziam a verdade; porque, como ensina São Jerônimo, a verdadeira amizade faz os amigos iguais, forma dois corações unidos, duas almas num só corpo.

Mas o que parecia impossível aos gentios, é uma verdade da nossa Fé, verdade que o nosso Divino Mestre ensina no seu Evangelho. Vós sereis meus amigos, diz Ele, se fizerdes o que Eu vos mando, se cumprirdes os Meus Mandamentos – Vos amici mei eritis, si feceritis quae ego praescipio vobis (S. Jo. 15, 14). Não Vos chamarei servos, mas sim amigos, vai Ele dizendo ainda – Jam non dicam vos servos; vos autem dixi amicos. Oh! Que verdadeira felicidade esta, gozar uma baixa criatura da terra amizade com o seu Criador pela sua graça! Uma das maiores venturas deste mundo é qualquer pessoa chegar a ter verdadeira amizade com o seu rei; sendo assim, entra no seu palácio, fala-lhe quando quer, e pede-lhe tudo o que quer. Mas, que maior ventura é uma alma tratar amizade com o Rei dos reis, com o Senhor dos Céus e da terra, vivendo na sua graça!

Porém, ainda não é só isto. Toda a alma que vive em graça de Deus, não só goza da Sua amizade, mas também é Sua filha, é a Sua amada, é a Sua esposa, é o Seu templo ou morada; vive unida com Deus, e Deus com ela: tudo isto ensina o mesmo Deus. Ela é toda bela e engraçada; um só grau de graça vale mais numa alma, do que toda a riqueza e formosura do mundo, diz São Tomás, e tem para com Deus toda a estimação. O Senhor não sabe tirar os olhos daquelas almas que vivem na Sua graça, e está sempre pronto para escutar o que lhe pedem, se isso lhes convém para a sua salvação; como Ele mesmo ensina – Oculi Domini super justos, et aures ejus ad preces eorum (Salm. 33, 16). Faz-lhes tudo quanto lhes pedem para o bem espiritual, e algumas vezes para o temporal; e recebe com agrado tudo quanto elas realizam por Seu amor. Oh! Quantos merecimentos adquire qualquer alma que vive em graça de Deus! Todos os dias, todas as horas e todos os momentos pode arranjar graus de glória no Céu. Ela ganha em todas as suas boas obras; ganha em seus trabalhos, se forem guiados e sofridos como Deus manda; ganha comendo e bebendo, se isto faz unicamente para viver e servir a Deus, e só o que para isto for necessário; ganha até dormindo.

Até dormindo? Direis vós. Sim, irmãos meus, porque o nosso corpo não pode continuar nos trabalhos sem algum descanso; este é indispensável; dormir mais de quatro, cinco, ou ao muito seis horas, sem causa de moléstia, não deixará de ser excesso, ou algum pecado; mas este tempo é preciso; e tomando este descanso com o fim de trabalhar depois, e servir a Deus, nisto mesmo lhe agrada e merece graus de glória. Enfim, toda a pessoa que anda em graça de Deus, anda sempre aumentando a sua coroa, os seus merecimentos; e de mais a mais goza uma santa paz na sua consciência. Davi nos ensina, que todos aqueles que amam e observam a Lei de Deus, tem muito sossego e vivem descansados – Pax multa diligentibus legem tuam (Salm. 118,  165a). E esta paz, este sossego é tamanho, que excede todo o prazer que pode causar as melhores coisas deste mundo, como diz o Apóstolo (Filip. 4, 7). Se Deus às vezes lhes permite alguma tribulação, não tarda em socorrê-los; se algumas vezes derramaram lágrimas no meio dos seus escrúpulos, estas lágrimas são misturadas com muitas consolações; não são lágrimas de desesperação. Finalmente, todos os que servem e amam a Deus, que andam na Sua graça, vivem e morrem descansados no Senhor. Ah! Quanto é bom à vista disto gozar a graça de Deus! Quanto é feliz quem assim vive!

Pelo contrário, quanto é mau viver em pecado mortal! Quanto é infeliz e desgraçada toda e qualquer alma que anda neste deplorável estado! Ela anda separada do seu Soberano Bem, que é Deus, e unida com seu maior inimigo, que é o Demônio. Os seus pecados formam um muro de separação entre ela e o seu Criador. Este, aborrece sumamente toda e qualquer pessoa que O ofende gravemente, porque é ingrata a tão bom Senhor. Deus não aborrece alguma das outras criaturas; nem ainda mesmo as mais brutas e ferozes, como as serpentes, os sapos, estes e outros animais, porque a todos criou para certo fim, e todos tem um bom destino que o Criador lhes deu, ainda que nós não o saibamos; e nenhum deles se afasta desse fim ou destino que lhes deu o seu Criador, como ensina o sábio (Sab. 11, 25-26).

Porém, Deus não pode deixar de aborrecer muito os pecadores que o ofendem mortalmente, como ensina o seu Profeta Davi – Odisti omnes, qui operantur iniquitatem (Salm. 5, 7a). Ele não pode amar o pecado, por ser um grande inimigo seu. Mas se aborrece o pecado, necessariamente deve também aborrecer e detestar quem o comete. E com razão, porque os pecadores se afastam  do fim para que Deus os criou, qual foi para o servir e amar, e para os fazer eternamente felizes. Oh! E que desgraça pode haver maior do que esta? Amar Deus, as cobras, as formigas, as bestas, e todos os brutos da terra mais do que os pecadores que andam em pecado mortal! Estimar Deus tantos animais e animalejos tão feios e medonhos, mais do que as criaturas que Ele criou e remiu, porque vivem em pecado mortal! Sofrer aqueles, e ameaçar e castigar estas com rigor! Que desgraça para tais pecadores!

Se alguém tem por inimigo o rei da terra, ou se cometeu algum grande crime, não vive sossegado, porque teme ser preso e justiçado; mas o pecador depois de ofender gravemente ao seu Deus, caindo assim no seu ódio e indignação, com que o pode castigar, como poderá descansar! O criminoso pode esconder-se, pode até refugiar-se num reino estranho para escapar-se ao castigo das leis; mas, o pecador, onde se esconderá a Deus, ou para onde fugirá à Sua justiça! Se acaso se esconder nas covas, aí está Deus; se procurar os esconderijos da terra, aí o vê Deus; se fugir para o longínquo mar, aí o observa Deus; se for para o Brasil ou para o fim do mundo, aí encontra Deus. Este por Sua imensidade em toda a parte está, em toda a parte governa, em todo lugar o pode castigar, matar e sepultar no Inferno. Enquanto anda em pecado, anda no seu ódio: está sempre exposto aos Seus tremendos castigos. Como pode, pois, viver alegre e tranquilo? Que vida tão desgraçada! Quantos males causa o pecado!

Mas ainda isto não é tudo. O pecado mortal leva consigo a perda de todos os merecimentos ou boas obras que o pecador antes tinha feito, e o deixa pobre e privado de todos os bens espirituais que tinha arranjado. Ainda que o pecador antes do seu pecado tivesse tantos merecimentos como um São Paulo e outros muitos Santos, ou quais tanto trabalharam e sofreram por Deus, o mesmo pecador tudo perdeu pelo seu pecado; ele fica perdido e inteiramente desgraçado. Até de filho de Deus fica sendo escravo do Demônio; de amigo de Deus fica sendo Seu inimigo; e de herdeiro do Céu fica sendo herdeiro do Inferno. Que sorte, e que vida esta do pecador, tão contrária à sorte e à  vida do justo!

O justo, ou todo aquele que ama a Deus, que observa os Seus Mandamentos, que vive na Sua graça, vive descansado; nem os perigos, nem os trovões, nem os raios, nem os tremendos castigos, nem a morte o aterra ou assusta muito, porque com Deus vive, com Deus espera morrer; achando e possuindo a graça de Deus, achou e possui todos os bens e riquezas, todas as consolações, ainda mesmo no meio dos maiores trabalhos e padecimentos. Santo Agostinho depois de convertido dizia: “Senhor, todas as coisas deste mundo são duras, só Vós sois o verdadeiro descanso – Dura sunt omnia, et tu solus requies”. São Francisco de Borja dormindo sobre ásperas palhas, sentia tanta consolação, que não podia descansar. São Francisco Xavier cheio de trabalhos apostólicos na India, sentia tanto gosto, que dizia muitas vezes: “Basta, Senhor, não me deis mais consolações, porque o meu coração não pode suportá-las”. O amor Divino, ou a graça de Deus é semelhante ao mel, que faz doces as coisas mais amargas, diz São Boaventura.

Oh! Se os pecadores gozassem a paz e sossego espiritual que gozam os justos, aqueles que vivem em graça de Deus! Mas não, os pecadores não vivem assim: eles passam uma vida inteiramente contrária. Os que observam a Lei de Deus tem muita paz ou sossego na sua consciência, diz o Santo Rei Davi – Pax multa diligentibus legem tuam (Salm. 118, 165). Mas os miseráveis pecadores não tem paz interior, não acham descanso, diz o Senhor por Isaías – Non est pax impiis, dicit Dominus (Is. 48, 22). Se alguns há que vivem alegres, que andam descansados nos vícios; se alguns há que comem e bebem, dormem e descansam na desgraçada vida do pecado, não sentindo os seus remorsos, estes são os mais infelizes que no mundo pode haver; pelos seus maus hábitos ou péssimos costumes, pela grande multidão de seus pecados mortais, e pela muita ingratidão às graças e benefícios que Deus lhes tem mandado, caíram no maior ódio e desamparo de Deus; andam cegos inteiramente, obstinados no mal, e abandonados de todo do mesmo Deus; já dão provas quase infalíveis da sua eterna condenação.

Mas os pecadores, que ainda não chegaram a este ponto de desamparo do Senhor, sentem remorsos e mais remorsos; procuram muitas vezes a paz para a sua consciência, porém não a acham; buscam sossego para o seu coração nas coisas do mundo, mas não o encontram. Os animais, que são criados por Deus para as coisas da terra, acham paz e gosto nas coisas da terra: uma besta, um boi, contenta-se com uma pouca de erva; um cão satisfaz-se com um bocado de pão; com isto os brutos se contentam e vivem satisfeitos. Porém, o homem e a mulher, sendo criados para amar a Deus e viverem com Deus, se o não tem na sua alma, se não gozam a sua graça, não acharão jamais paz na sua consciência, nem sossego verdadeiro no seu coração, nem alegria completa nos prazeres ou divertimentos sensuais.

Estes pecadores vão às festas, aos bailes, aos teatros, a estes e a outros divertimentos para se distraírem, a ver se acham paz e sossego, mas aí mesmo são muitas vezes atormentados de remorsos dos seus pecados. Vestem-se à moda e com luxo; enfeitam-se, enchem os dedos de anéis, comem e bebem a seu gosto, dormem e descansam com o corpo, mas o seu coração sempre cheio de espinhos e de fel; sempre inquietos ou desassossegados. Com qualquer coisa se afligem e agoniam; parecem um animal raivoso, porque lhes falta a graça de Deus. Todo aquele que ama a Deus, ou tem a sua graça, se conforma com com a vontade do mesmo Deus, e no meio dos trabalhos e desgraças acha paz e sossego; mas aquele que anda em pecado mortal, como inimigo de Deus não pode achar este sossego. O desgraçado pecador serve ao Demônio, a um tirano que o enche de tristeza e amarguras, e por isso assim viverá enquanto andar em pecado. Ah! Que miserável vida! Que desgraçada sorte!

Que é pois, irmãos meus, que é uma alma que vive fora da graça de Deus? O Espírito Santo diz, que é um mar tempestuoso que não tem sossego – Impius autem quasi mare fervens, quod quiescere non potest. O pecador sofre uma tempestade de remorsos, de agonias, de desesperações, de aflições; e às vezes ainda neste mundo uma tempestade de castigos. O mesmo Deus assim o ensina, dizendo: “Pecador, como não queres servir ao teu Senhor com alegria, servirás ao Demônio teu inimigo com fome, com sede, com pobreza e necessidade, isto é,  sofrerás por amor dele castigos e mais castigos – Eo quod non servieris Domino Deo tuo in gaudio, servies inimico tuo in fame, in siti, et nuditate, et omni penuria (Deut. 28, 47-48).

Ó pecadores, que miséria e que desgraça a vossa! Por via do pecado e do Demônio passardes uma vida tão triste e amargurada, podendo passar uma vida sossegada e cheia de consolações, se vivêsseis na graça de Deus! Atrevei-vos a sofrer tantos remorsos e aflições pelo Demônio, e não sois capazes de sofrer coisa alguma por Deus! Antes quereis servir a esse tirano do Inferno, que vos promete e dá tantas penas neste mundo e no outro, do que servir ao Senhor do Céu, que vos promete e dá tantas consolações nesta e na outra vida, se viverdes na Sua graça! Antes quereis ser amigos do Diabo, do que amigos e filhos de Deus! Oh! Que vida infeliz, e que sorte desgraçada! São Francisco de Sales diz, que se os Anjos pudessem gemer e chorar, vendo a desgraça de uma alma que anda em pecado mortal, chorariam todos de piedade ou compaixão. Mas a maior desgraça é, diz Santo Afonso, que os pecadores não gemem sobre o que faria gemer os Anjos se pudessem; a maior desgraça é que os pecadores não choram sobre a sua vida desgraçada por causa dos seus pecados.

Se os Anjos não choram, porque não podem, vós, pecadores, podendo, devendo chorar, por que não chorais? Por que andais alegres e descansados no pecado? Bem sei, é porque já não conheceis a vossa desgraça em que viveis; já andais cegos e obstinados. Pecadores, abri os olhos, e vede o estado em que andais; ponde em paz a vossa consciência por meio de uma boa confissão e emenda dos vossos pecados. É tempo de deixardes essa vida do pecado, vida desgraçada, e terdes uma vida sossegada na graça de Deus. Voltai-vos, portanto, de todo o coração para o Senhor, e dizei: Ó meu Deus, eu tenho servido mais ao Demônio do que a Vós; por isso, tenho andado desassossegado; mas de hoje em diante não quero viver senão convosco e na Vossa graça; saí de mim, Demônios, para fora da minha alma. Muito me pesa, Deus meu, de Vos ter ofendido tanto, e desgraçado a minha alma; mas proponho nunca mais o fazer. Dai-me a Vossa graça, movei o meu coração para Vós; ajudai-me, e tudo farei. E Vós, ó Maria, Mãe de Deus, tende também piedade de mim, ajudai-me com a Vossa proteção a cumprir os meus desejos de servir e amar a Deus. Amém.

Fonte: Pe. Fr. Manoel da Madre de Deus, OCD, “Práticas Mandamentais ou Reflexões Morais Sobre os Mandamentos da Lei de Deus e os Abusos que lhes são Opostos”, Prática 29ª, pp. 730-738; 3ª Edição; Casa de Cruz Coutinho – Editor, Porto, 1871.        


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

"Quem Não é Comigo, é Contra Mim" (S. Mat. 12, 30).



A fala de um bestalhão covarde e arrogante : “Zombaremos de Jesus, mas não de Maomé”, diz chefão da BBC

 

Mark Thompson: Eis um homem corajoso contra quem não pode lhe fazer mal!

Vejam este senhor. É Mark Thompson. É o chefão da BBC. Traduzo, abaixo, texto publicado no ultimo dia 29 pelo The Christian Institute sobre uma entrevista por ele concedida. Leiam. Volto em seguida.


Mark Thompson: Eis um homem corajoso contra quem não pode lhe fazer mal!

O chefe da BBC, Mark Thompson, admitiu que a rede BBC jamais zombaria de Maomé como zomba de Jesus.  Ele justificou a espantosa confissão de preconceito religioso dando a entender que zombar de Maomé teria o mesmo peso emocional da pornografia infantil. Mas tudo bem zombar de Jesus porque o cristianismo suporta tudo e tem pouca relação com questões étnicas.

Thompson diz que a BBC jamais teria levado ao ar “Jerry Springer -The Opera” — um polêmico musical que zomba de Jesus — se o alvo fosse Maomé. Ele fez essas declarações numa entrevista para um projeto de pesquisa da Universidade Oxford.

Thompson afirmou: “A questão é que, para um muçulmano, uma representação teatral, especialmente se for cômica ou humilhante, do profeta Maomé tem o preso emocional de uma grotesca peça de pornografia infantil”. O porta-voz da BBC não quis comentar as declarações.

No ano passado, o ex-âncora da BBC Peter Sissons disse que é permitido insultar os cristãos na rede, mas que os muçulmanos não podem ser ofendidos. Sissons, cujas memórias foram publicadas numa série no Daily Mail, afirmou: “O Islã não pode ser atacado sob nenhuma hipótese, mas os cristãos, sim, porque eles não reagem quando são atacados”. O ex-apresentador disse também que os profissionais têm suas respectivas carreiras prejudicadas se não seguem essa orientação da BBC.

Voltei

Acho que está tudo aí e que não poderia haver evidência mais miserável destes dias. Bem, meus caros, qual é ponto deste “blogueiro reacionário”, como dizem alguns autoritários idiotas, que não se conformam com o fato de esta página ter sido acessada, só ontem, 107.420 vezes?

Por mim, todos os temas da cultura — inclusive as religiões — podem ser objetos de representação teatral. O corajoso Thompson, no entanto, acredita que os muçulmanos devem ser preservados de qualquer abordagem, irônica ou não, porque, ora vejam, eles não gostam. Para o chefão da BBC, uma ironia com os islâmicos pode ser tão grave quanto a “pornografia infantil”. Com o cristãos? Ora, com esses, vale tudo. Nota: o cristianismo é hoje a religião mais perseguida do mundo; é a religião que tem o maior números de fiéis assassinados em razão de sua escolha. E os perseguidores são… grupos muçulmanos! Isso não torna culpados todos os muçulmanos? Não! Apenas os perseguidores.

Convenham: o senhor Thompson é, antes de tudo, um farsante. E é a prova viva de uma frase deste escriba no livro Máximas de Um País Mínimo: “Os covardes pregam a morte de Deus no Ocidente; os verdadeiramente corajosos pregam a morte de Alá em Teerã”.

O sr. Thompson, como se vê, não tem nem mesmo a coragem de fazer uma piada com Alá em Londres. Ele só é ousado quando sabe que o outro lado não vai reagir.

Em suma, é um bestalhão covarde e arrogante.

Por Reinaldo Azevedo
08/03/2012
às 18:38

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/a-fala-de-um-bestalhao-covarde-e-arrogante-%E2%80%9Czombaremos-de-jesus-mas-nao-de-maome%E2%80%9D-diz-chefao-da-bbc/


domingo, 20 de janeiro de 2013

ADOÇÃO: A FAVOR E CONTRA










                                                          Dom Fernando Arêas Rifan*

                Meio milhão de franceses marchou no último dia 13, nas ruas de Paris, para protestar contra um projeto de lei do governo que autoriza o casamento gay e permite que casais de pessoas do mesmo sexo possam adotar crianças. Além da Igreja Católica, outras religiões - muçulmanos, protestantes, judeus e cristãos ortodoxos – são contra a nova legislação (Reuters).

            Nesse mesmo domingo, na Praça de São Pedro, no Vaticano, quatro (4!) integrantes do Femen, durante a oração do Angelus do Papa Bento XVI, proclamaram  “nos gays confiamos”, em alusão ao lema “em Deus confiamos”, contra a publicação do L’Osservatore Romano que opina pela não adoção por homossexuais. A respeito da discussão se os casais homossexuais teriam os mesmos direitos reconhecidos à família, o jornal de opinião do Vaticano havia salientado neste domingo que as crianças devem ser criadas por um pai e por uma mãe: “O ser humano é o masculino e o feminino... a família monogâmica é o local ideal para aprender o significado das relações humanas e o ambiente para a melhor forma de crescimento... Um direito aos filhos e  à adoção na realidade não existe para ninguém, nem para os casais heterossexuais. Os filhos não são coisas ou instrumentos de realização, são pessoas”.

            A respeito da homossexualidade, distinguindo entre atos e pessoas, a posição da Igreja é muito clara: “Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves, a tradição sempre declarou que ‘os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados’. São contrários à lei natural. Fecham o ato sexual ao dom da vida. Não procedem de uma complementaridade afetiva e sexual verdadeira. Em caso algum podem ser aprovados”. Os homossexuais, como pessoas, “devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação. Essas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus em sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa de sua condição” (C.I.C. 2357-2358). A Igreja rejeita, pois, qualquer tipo de homofobia.

            Há sérias razões contra um suposto direito de adoção por casais homossexuais: a criança, essa sim, tem o direito de adquirir, de maneira adequada, algo muito importante e irrenunciável: a sua identidade sexual, direito esse que é impedido ou gravemente ameaçado quando recebe apenas modelos de conduta como o dos homossexuais. Ademais, o menino e a menina têm necessidade do pai e da mãe para identificar-se com a pessoa de seu mesmo gênero e para compreender o respeito, o afeto e a complementaridade que a pessoa do outro gênero deve exprimir. Ademais, ela tem direito de amadurecer a própria afetividade, observando o vínculo – afetivo, cognitivo e pessoal – que se estabelece nas relações entre pai e mãe. Sendo assim, a criança adotada por homossexuais teria uma identidade atormentada, incompleta, fracionada e parcialmente carente, mutilada, incorreta e, portanto, insatisfatória (cf. Lexicon – Pontifício Conselho para a Família, verbete “Matrimônio de homossexuais”).

 
*Bispo da Administração Apostólica Pessoal  
São João Maria Vianney



       

Mais de mil sacerdotes ingleses assinam uma carta contra o "matrimônio" gay



LONDRES, 18 Jan. 13 / 10:28 am (ACI/EWTN Noticias).- Mais de mil sacerdotes ingleses assinaram uma carta dirigida ao jornal britânico The Daily Telegraph, exortando aos legisladores locais a "que não tenham medo de rejeitar" uma proposta que permitiria no país o mal chamado "matrimônio" gay.

Em dezembro de 2012, o governo conservador comunicou a proposta para introduzir uma norma que permitiria que as pessoas do mesmo sexo contraíssem "matrimônio" antes de 2015. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse que os grupos religiosos não estão obrigados a celebrar "matrimônios" gay.

Os 1 067 assinantes representam uma quarta parte dos sacerdotes da Inglaterra e Gales. Incluem-se oito bispos, assim como a ordinária do grupo de conversos anglicanos e quatro monges beneditinos.

Na carta publicada em 12 de janeiro, os sacerdotes explicam que a medida "restringiria severamente" aos católicos a "ensinar a verdade sobre o matrimônio em suas escolas, instituições de beneficência ou nos lugares de culto".

Os presbíteros dizem na carta que "não tem sentido argumentar que os católicos e pessoas de outras crenças possam ensinar sobre o matrimônio nas escolas e em outros lugares, se em outras instâncias se defende a postura contrária do mesmo". O matrimônio é o "fundamento e o pilar de nossa sociedade", porque daí surge o "lar, as crianças e a vida familiar".

"Se a lei para o ‘matrimônio’ homossexual for aprovada, haverão muitas consequências legais" advertiram os sacerdotes, da mesma maneira os advogados advertiram que se a norma for aprovada, as escolas católicas poderiam perder os recursos, os professores correm o risco de ser disciplinados ou despedidos por negar-se a promover o "matrimônio" do mesmo sexo, além disso os capelães dos hospitais, das prisões e das bases militares poderiam enfrentar-se a represálias legais.

Os sacerdotes assinalam que a "complementariedade natural" dos sexos masculino e feminino conduz o matrimônio a uma "associação permanente" entre um homem e uma mulher.

O Bispo da diocese de Portsmouth, Monsenhor Philip A. Egan assinou a carta e disse ao The Telegraph que a carta utiliza "linguagem clara" e precisou que de aprovar-se esta norma "o ensino em nossas escolas católicas ou o testemunho da fé cristã sobre o que significa o matrimônio, não vamos poder fazer porque poderíamos ser presos por intolerantes ou homofóbicos".

O Padre Timothy Finigan, um dos assinantes da carta, disse que "o argumento do ensino de algo como verdadeiro está no centro do debate da liberdade da Igreja para educar".

O sacerdote também felicitou aos "presbíteros jovens e dinâmicos que organizaram este ato altamente significativo e de testemunho. Este tema, e a assinatura de nossos queridos Bispos, uniu à Igreja Católica em nosso país".

Segundo o jornal britânico as mais de 1.000 assinaturas foram recolhidas em poucas semanas, e não foi uma iniciativa dos Bispos, mas sim um esforço feito desde "baixo".

A carta começa lembrando que os católicos foram perseguidos durante séculos na Grã-Bretanha, e recém nos últimos tempos foram capazes de "participar plenamente na vida" do país.

Da época de Isabel I até 1850 a Igreja da Inglaterra ficou sem bispos e até 1829 os católicos foram proibidos de exercer algumas profissões.



“Corrigir os pecadores. Os sacerdotes que vêem as ofensas a Deus e se calam merecem ser chamados, como os chama o Profeta Isaías, 
cães mudos incapazes de ladrar. A estes cães mudos 
serão imputados todos os pecados 
que puderam impedir e não impediram”

(S. Afonso Maria de Ligório, “Obras Ascéticas”, Vol. II, BAC, Madrid, 1954).


quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

A Triste Sina de um Simulacro de Político nos Arrabais Brasilienses.



Na volta do BBB, Jean Wyllys decide disputar audiência com sua proposta reacionária sobre a regulamentação da prostituição. E, como sempre, mete os pés pelas mãos

O BBB está na 13ª edição. E isso deve mexer com a natureza do deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), mais ou menos como o rio sempre procura voltar a seu leito. Ele decidiu, mais uma vez, “causar”, como diz a meninada. “Causar”, leitor, empregado como verbo intransitivo, esclarecem-me as minhas filhas, quer dizer “chamar a atenção”, “exibir-se”, “criar comoção”. A garota ou garoto que fazem questão de usar uma roupa exótica na escola ou numa festa, que sabem em desacordo com a metafísica influente, “estão causando”. Todos os adolescentes são “causadores” naturais, porém transitórios. Quando os hormônios se estabilizam, seu viés jacobino caminha para o estágio terminodoriano. Os socialistas de pais ricos, por exemplo, com a maturidade, costumam assumir os negócios da família. Sabem como é… Quando não se é esquerdista antes dos 20 e poucos, pode haver a suspeita de que falta um coração ao vivente. Mas, quando se continua esquerdista depois dos 20 e poucos, é quase certo que a suspeita de um grande coração escondia a falta de cérebro. Mas me desviei. Voltando. Há os “causadores” transitórios e aqueles que fazem da “causação” um meio de vida, uma profissão. É o caso de Jean Wyllys.

O ex-BBB e ativista gay é autor de um projeto de lei que regulamenta a “prostituição”, que passaria, então, na sua versão, a ser uma “profissão”. Em 2003, Fernando Gabeira tentou algo parecido, mas não conseguiu. Ele próprio se mancou e percebeu que havia causas mais urgentes a tratar, que diziam respeito a um universo maior de pessoas. Vamos lá.

No Brasil, é crime explorar a prostituição. Tal crime está previsto em dois artigos do Código Penal, o 227, que tem redação de apelo quase poético (“induzir alguém a satisfazer a lascívia de outrem”), e o 230, que pune quem tira “proveito da prostituição alheia”. Ser prostituta ou prostituto, no entanto, não é crime. E me parece que faz sentido ser assim. Já escrevi aqui algumas vezes que o “habeas corpus” é o pilar fundamental da democracia. Não por acaso, é o primeiro fundamento a ser ignorado ou extinto pelas ditaduras. Se a pessoa é dona do seu corpo e só aceita fazer sexo desde que receba uma compensação, quem poderá impedir essa relação de oferta e procura? Já o lenocínio, este, sim, tem de ser combatido porque, como é sabido, aproveita-se de fragilidades alheias para ser exercido e, não raro, esconde situações de violência.

Há mais. A prostituição já constava do Catálogo Brasileiro de Ocupações, do Ministério do Trabalho: era a ocupação nº 5198. Escrevi um post a respeito no dia 12 de março de 2007. A página oficial foi retirada do ar em seguida. A forma como a burocracia companheira descrevia a prostituição merecia um tratado semiótico, dada a sua paixão pelas minudências. Na caracterização sumária da profissão, prostitutas e prostitutos eram descritos como o cruzamento bem-sucedido do “messalinato” com a didática moral. Leiam (em vermelho):

“Batalham programas sexuais em locais privados, vias públicas e garimpos; atendem e acompanham clientes homens e mulheres, de orientações sexuais diversas; administram orçamentos individuais e familiares; promovem a organização da categoria. Realizam ações educativas no campo da sexualidade; propagandeiam os serviços prestados. As atividades são exercidas seguindo normas e procedimentos que minimizam as vulnerabilidades da profissão.”

Como vocês podem notar, os profissionais da área eram tomados como verdadeiros companheiros, não é?  O Ministério do Trabalho ensinava também o que é “batalhar um programa”. Acompanhem (em vermelho):

Agendar a batalha
Produzir-se visualmente
Aguardar no ponto (esperar por quem não ficou
de vir)
Seduzir com o olhar
Abordar o cliente
Encantar com a voz
Seduzir com apelidos carinhosos
Conquistar com o tato
Envolver com o perfume
Oferecer especialidades ao cliente
Reconhecer o potencial do cliente
Dançar para o cliente
Dançar com o cliente
Satisfazer o ego do cliente
Elogiar o cliente

Como vocês notam, pelo menos seis dessas iniciativas fazem parte, creio, de qualquer aproximação amorosa. Excluída a palavra “cliente”, quase todo o rol das supostas atividades dos “profissionais” da área constitui a linguagem da sedução. Para o Ministério do Trabalho, pois, estamos sempre a um passo da prostituição. Não estranho. No país que tem uma literatura relativamente vasta sobre a puta redentora, é razoável que toda redentora possa ser considerada uma puta. Vamos seguir com Jean Wyllys.

O “causador”

Em 2003, Gabeira tentou convencer seus pares sobre a necessidade da regulamentação. Não conseguiu. Fez um debate político. Posso discordar dele em muitos aspectos, e discordo, mas o agora apenas jornalista soube, de fato, compreender o processo democrático. Jean Wyllys é personagem de outra era. Eleito com uma mixaria de votos, na cola de Chico Alencar (PSOL-RJ) — algo em torno de 17 mil, por aí —, virou um “causador” profissional para ampliar a sua audiência. Tem experiência na área. Venceu um BBB assim.
Estivesse realmente interessado em ver triunfar a sua má causa — e já digo por que é má —, tentaria a linguagem do convencimento. O natural, quando se apresenta uma proposição no Congresso, é que se evidenciem as conquistas sociais para os potenciais beneficiários de um projeto. Não com Jean Wyllys. Ele prefere uma abordagem mais próxima da chantagem, que rendeu título aos textos publicados na imprensa e, por óbvio, o coloca mais uma vez na condição de celebridade. Indagado sobre a resistência à sua proposta, ele não teve dúvida:

“Eu diria que 60% da população masculina do Congresso Nacional faz uso dos serviços das prostitutas, então acho que esses caras vão querer fazer uso desse serviço em ambientes mais seguros”.

É evidente que o deputado não dispõe de dados para fazer tal afirmação, como também é evidente que deve haver deputados e senadores que recorrem a prostitutas, o que, nem de longe, muda a natureza do seu projeto ou o torna de aprovação obrigatória. De resto, ditas as coisas desse modo, parece que os congressistas deveriam endossar a sua causa por motivos egoísticos… A propósito: o próprio Wyllys entra nessa categoria — no seu caso, recorrendo à prostituição masculina? Ou legítimo é apenas lançar suspeição sobre o comportamento dos outros?

Aposentadoria especial

Jean Wyllys quer mais. Segundo seu texto, passa a ser “profissional do sexo” toda pessoa “maior de 18 anos e absolutamente capaz que voluntariamente presta serviços sexuais mediante remuneração”. A atividade poderia ser desenvolvida individualmente ou em cooperativa. Entendo. Ah, sim: esses “profissionais” teriam direito a aposentadoria especial: com 25 anos de serviço. Tá. Um metalúrgico, para ter direito à aposentadoria integral, precisa de 35 anos de contribuição (se mulher, 30). Para ter direito à proporcional, o homem precisa ter 53 anos e 30 de contribuição, e a mulher, 48 e 25 de contribuição. Aprovada a lei de Wyllys, melhor negócio teria sido, respectivamente, ser michê e puta. É uma sandice. Mas sabem como é… Ele saiu acusando os membros de um Congresso razoavelmente desmoralizado (e a caminho de mais desmoralização) de recorrer a prostitutas. E isso faz dele um herói em certas áreas do jornalismo. O que ele não consegue com o argumento, consegue com a estridência.

A proposta de Wyllys regulamenta a profissão exercida também “em cooperativa”, o que abre as portas, é evidente, justamente para a exploração do lenocínio, dando um truque, então, no Código Penal. O que vem a ser exatamente uma “cooperativa” nessa área? É claro que aqueles que já vivem hoje da exploração da prostituição — é há criminosos impunes nessa área, como em todas as outras — fariam o óbvio: procurariam conferir fachada legal à sua atividade, como já o fazem, com supostas boates e casas de shows. O fato de a sociedade não conseguir eliminar práticas criminosas não deve servir de pretexto para legalizá-las.

O Brasil é mundialmente conhecido por suas meninas e meninos prostitutos. É um fator de atração de turistas… O raciocínio tolo e simplista diria que a legalização da profissão permitiria uma vigilância maior. Bobagem. Ao contrário: criar-se-iam mais alternativas para conferir aparência de legalidade à exploração sexual. Se algo tem de ser feito na área, e tem, é apertar o cerco, não o contrário.

A regulamentação da profissão, de resto, colocaria o, vamos dizer, “setor” diante de situações engraçadas. Haverá uma “carteirinha” para a prostituta e o prostituto “legais”? Alguém poderia ser acusado, por exemplo, de “exercício ilegal da profissão”? Assim como os cafetões dividem hoje áreas das cidades, elas certamente passariam a ser redutos das “cooperativas”. Garantida a aposentadoria aos 25 anos de batalha, os beneficiários da prebenda estatal podem ou não continuar em atividade? Ou, nesse caso, teriam de fazer de graça, só por gosto?

Conhecendo a vocação brasileira para a burocracia e a regulamentação, não tardaria para alguém sugerir, sei lá, uma espécie de obrigatoriedade de diploma para o exercício da profissão: “Só poderão ser putas e putos no Brasil os profissionais que fizerem tal curso…”.

Vamos ver. As esquerdas tendem a apoiar a proposta. Não podem ver uma prostituta e um prostituto sem que sintam a incontrolável necessidade de chamá-los de “companheiros”. À diferença do que parece, o viés do projeto de Jean Wyllys é autoritário. No limite, trata-se da estatização do corpo e da mais primitiva das relações. Se há quem só gosta de fazer sexo cobrando e pagando, o que o Estado tem com isso, DESDE QUE REPRIMA, PRA VALER, A CAFETINAGEM?

Acontece que a regulamentação da prostituição, assim como a descriminação das drogas, integra o roteiro das práticas consideradas politicamente corretas, ainda que, na prática, se revelem propostas autoritárias e, obviamente, reacionárias, porque fariam a sociedade andar para trás.

PS – Jean Wyllys não gosta de argumentos. Prefere o terreno das ofensas. Parece estar sempre disputando um paredão: “Você vota nesse ou naquele?”. Já me agrediu algumas vezes em seu perfil no Twitter em razão de coisas que não escrevi nem penso. Gosta de mobilizar correntes de opinião e coisa e tal. Muito típico desses tempos, em que muitos opinam sem ler o que está escrito. Dada a forma como não argumenta — basta ver a acusação genérica que fez aos parlamentares —, qualquer pessoa sensata conclui que ele mais atrapalha do que ajuda a causa dos gays. No Congresso, não há “paredões”, “ou esse ou aquele”… Há negociação. Ele ainda não descobriu que a democracia é o regime em que pode — e até deve — haver deputados gays, deputados héteros, deputados empresários, deputados trabalhadores… Já gays deputados, héteros deputados, empresários deputados são coisas típicas de um regime de corporações de ofício, de gosto, de categorias: cada um defende o seu, perdendo-se de vista o conjunto.

A democracia é um regime em que os diferentes buscam o exercício da igualdade, não um regime em que representantes de seus iguais lutam para garantir privilégios às diferenças. Essa é só a cara de um novo e disfarçado, mas muito influente, fascismo de esquerda.

Por Reinaldo Azevedo
17/01/2013
às 16:41



 

sábado, 12 de janeiro de 2013

Orações em Honra da Sagrada Família.




Oração
que se deve rezar todos os dias
diante da imagem da Sagrada Família


Ó amantíssimo Jesus, que com vossas inefáveis virtudes e exemplos de vida doméstica, consagrastes a Família por Vós escolhida na terra, volvei olhos de clemência sobre esta família, que aqui prostrada a vossos pés, Vos pede e suplica que lhe sejais propício. Lembrai-Vos de que é vossa, pois que a Vós e ao vosso culto especial se consagrou devotamente. Olhai-a benigno e livrai-a dos perigos; socorrei-a em suas necessidades, e concedei-lhe o dom de perseverar constantemente na imitação da vossa Sagrada Família, a fim de que, empregando-se fielmente no vosso serviço e amor, possa finalmente cantar no Céu os vossos louvores por toda a eternidade.

Ó Maria, Mãe dulcíssima, imploramos também a vossa proteção, certos de que o vosso Divino e Unigênito Filho se dignará de atender os vossos rogos a nosso favor.

E Vós, ó gloriosíssimo Patriarca São José, socorrei-nos também com o vosso poderoso patrocínio, e colocai nas mãos de Maria as nossas súplicas, a fim de que Ela as apresente a Jesus Cristo, Senhor Nosso. Amém.


Fórmula
de Consagração das Famílias,
que se poderá usar em qualquer língua


Ó Jesus, amabilíssimo Redentor Nosso, que descendo do Céu para ilustrar o mundo com as vossas doutrinas e exemplos, quisestes passar a maior parte da vossa vida mortal na humilde casa de Nazaré, sujeito a Maria e a José, e consagrastes aquela Família para servir de Modelo a todas as famílias cristãs, recebei benigno esta família que agora se entrega completamente a Vós. Protegei-a e guardai-a e confirmai nela os sentimentos do vosso Santo Temor, juntamente com a Paz e Concórdia da Caridade cristã, para que se torne semelhante ao Divino Modelo da vossa Família, e todos quantos a constituímos, possamos conseguir a bem-aventurança eterna.

Ó Maria, amabilíssima, Mãe de Jesus e Mãe Nossa, pela vossa piedade e clemência fazei que Jesus aceite a nossa Consagração e nos conceda as suas bênçãos e as suas graças.

Ó bem-aventurado José, guarda santíssimo de Jesus e de Maria, socorrei-nos com a vossa intercessão em todas as necessidades da nossa alma e do nosso corpo, a fim de convosco e com a Santíssima Virgem Maria, podermos louvar e dar graças por toda a eternidade a Jesus Cristo nosso Divino Redentor. Amém.


Fonte: Manual da Sagrada Família, por um Padre Redentorista, pp. 21-28; Versão do Espanhol pelo Côn. Manuel Moreira Aranha Furtado de Mendonça; Estabelecimentos Benzinger & Co. S.A. - Tipógrafos da Santa Sé Apostólica, Einsiedeln – Suíça, 1898. 


sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Conheça o nome dos países que mais perseguem o Cristianismo em todo o mundo.



A missão Portas Abertas, uma organização cristã que publica anualmente uma lista de classificação de países por perseguição, mostrou mudanças no cenário mundial em 2012. A perseguição dos cristãos aumentou no continente africano desde que grupos radicais islâmicos assumiram o poder em alguns países.
As ameaças crescentes contra os cristãos africanos podem ser vistas em ataques como os atentados e assassinatos nas igrejas nigerianas realizadas pelo grupo radical islâmico Boko Haram.
Ao mesmo tempo, o Mali teve um grande salto na lista. O país nem fazia parte da classificação em 2011 e surge em 7º lugar na nova lista. O motivo é um golpe de estado no norte do país, que deixou muçulmanos fundamentalistas no poder. Segundo o porta-voz do Portas Aberta Jerry Dykstra, os cristãos locais e missionários estrangeiros estão em grave perigo.
A Coreia do Norte encabeça a lista de Portas Abertas pelo 11 º ano consecutivo. A missão estima que mais de 70 mil cristãos estão presos simplesmente por se negarem a aceitar o presidente como divindade. O simples ato de carregar uma Bíblia pode resultar em execução.
Uma das surpresas foi a China, um país que estava entre os 10 maiores perseguidores há cinco anos e caiu para n º 21 em 2011 e agora para 37º. Mesmo assim, sabe-se que centenas de cristãos chineses continuam na prisão e o governo ainda mantém um controle rígido sobre os líderes das igrejas. Embora “o confisco de Bíblias e de livros cristãos já não ocorrem mais em grande escala”, de acordo com o ministério missionário.
A Síria, que vive uma sangrenta guerra civil, saltou do nº 36 para 11º este ano, tornando-se um país de preocupação especial. No governo do presidente Bashar al-Assad, os cristãos possuem liberdade de culto, mas não podem evangelizar, de acordo com o relatório da Portas Abertas.
Ron Boyd-McMillan, diretor de estratégia de PA ressalta: “a boa notícia na Síria é que os cristãos estão mostrando uma grande unidade entre as denominações diferentes e o sofrimento os tem unido”.
O ranking anual dos 50 países leva em conta os graus de perseguição (concentrada, moderada, severa, extrema e ilimitada) e divide o contexto da perseguição em diferentes áreas: vida privada, familiar, em comunidade, nacional e com a igreja. Além de casos de violência física e outras informações que contribuem para classificar os países e determinar onde é mais difícil ser cristão.
Esse ano foi usada uma nova forma de classificar os países. O novo relatório está mais aprofundado; leva em conta o contexto e as diferenças de perseguição de acordo com as comunidades hostilizadas. A missão chama atenção para os países novos que entraram na lista depois da mudança: Mali (7ª), Tanzânia (25ª), Quênia (40ª), Uganda(47ª) e o Níger (50ª). Com informações de Religion News e Portas Abertas.
Veja abaixo a lista completa:
Fonte: Gospel Prime

Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa Sociedade.



Por Luis Fernando Veríssimo


Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. A nova edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.

Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo.

Impossível assistir ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros… todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterossexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE.

Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido”. Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.

Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis? Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores) , carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados.

Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo dia.

Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna. Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, Ongs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns).

Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o “escolhido” receba um milhão e meio de reais. 

E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a “entender o comportamento humano”. Ah, tenha dó!!!

Veja o que está por de tra$$$$$$$$$ $$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.

Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores).

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores. Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa…, ir ao cinema…. , estudar… , ouvir boa música…, cuidar das flores e jardins… , telefonar para um amigo… ,·visitar os avós… , pescar…, brincar com as crianças… , namorar… ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade.

http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/

Meio Milhão de Franceses Sairão às Ruas em Defesa do Matrimônio.



PARIS, 10 Jan. 13 / 11:19 am (ACI/EWTN Noticias).- No próximo dia 13 de janeiro as ruas da França estarão lotadas por 500 mil pessoas em defesa do autêntico matrimônio e que expressarão sua desconformidade com o projeto de lei para legalizar as uniões homossexuais e a adoção por parte destes casais, uma iniciativa promovida pelo presidente Francois Hollande.

Em declarações ao grupo ACI, um dos organizadores da chamada "Marcha para todos", Lionel Lumbroso, assinalou que a marcha representa a grande diversidade da população francesa, porque participarão pessoas de diferentes religiões e crenças políticas "podemos ver que estamos unidos com os valores republicanos".

Pediu-se aos participantes que estejam vestidos com as cores azul, branca ou rosa, como fizeram na marcha de novembro que reuniu em diferentes cidades da França a 250 mil pessoas.

A marcha de 13 de janeiro percorrerá três rotas distintas que se unirão em Champs de Mars terminando debaixo da Torre Eiffel. "Quanto mais sejamos, é mais difícil sermos ignorados pelo governo", disse Lumbroso.

Neste contexto, um total de 50 líderes muçulmanos franceses assinaram uma carta onde fazem um chamado urgente a 5 milhões de habitantes dessa religião do país a unir-se à marcha em Paris. "Protestaremos em 13 de janeiro, unindo-nos a esta campanha pluralista para preservar o matrimônio tradicional", assinalam.

O projeto de lei para legalizar as uniões homossexuais na França se debaterá no parlamento em 29 de janeiro, proposta que também pretende permitir a casais do mesmo sexo a que adotem crianças, trocando as palavras "mãe" ou "pai" por "pai 1" e "pai 2".

Em 17 de novembro de 2012, nas principais cidades da França como Paris, Toulouse, Lyon, Marsella, Nantes, Rennes, Metz, Dijon e Burdeos 250 mil pessoas marcharam em defesa do autêntico matrimônio.

Derrubando o mito laicista de que a defesa do matrimônio é uma questão confessional, em Lyon marcharam juntos o Arcebispo, Cardeal Philippe Barbarin, e o reitor da mesquita muçulmana da cidade, Kamel Kabtane, quem assinalou que "compartilhamos os mesmos valores fundamentais e esses devemos defendê-los juntos".



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