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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

82% dos brasileiros é contra a legalização do aborto, constata Pesquisa do Senado.


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Uma pesquisa realizada pela Agencia Senado confirma resultados de consultas anteriores: os brasileiros se opõem à realização do aborto quando a mulher não deseja levar adiante a gravidez. A sondagem de opinião pública foi realizada à luz da reforma do Código Penal, atualmente em debate em Brasilia, e que poderia ampliar as cláusulas em que o crime do aborto não é penalizado no país. A pesquisa realizada no último 23 de Outubro revelou que 82% dos consultados rejeita a legalização do aborto.

“Atualmente, a legislação brasileira permite a realização de aborto em casos de estupro ou quando a continuidade da gravidez trouxer risco de morte à mulher. O Supremo Tribunal Federal também autorizou a interrupção da gravidez quando for comprovada a ocorrência de anencefalia – doença caracterizada pela má formação total ou parcial do cérebro do feto. O Código Penal deve estabelecer os casos nos quais o aborto pode ser realizado com amparo legal”, indica a nota da Agência Senado.

“Segundo 82% dos entrevistados na pesquisa do DataSenado, a lei não deve permitir que uma mulher realize o aborto quando ela não quiser ter o filho”, destaca a nota de imprensa da agência.

Mídia e meias verdades

Para o perito em demografia da organização pró-vida “Human Life International”, o boliviano Mario Rojas, o resultado da resposta do público diante destas “circunstâncias concretas” não é de surpreender: “Não é raro que isto aconteça nas sociedades em que a mídia fala com meias verdades sobre o aborto, afirmando que a sua realização é uma via legítima e eficaz para diminuir a mortalidade materna”.

“Está amplamente documentado que a mortalidade materna não tem relação alguma com o fato do ser ou não legalizado, a relação direta está vinculada ao nível de educação da mulher e os serviços obstetrícios de antes, durante e depois da gravidez”, assinalou.

Um estudo citado pelo perito da Human Life International foi realizado no Chile com informações recolhidas durante cinqüenta anos. Ele confirma que um maior acesso ao aborto não produz uma diminuição na taxa de mortalidade materna.

A pesquisa “Nível de educação das mulheres, instalações da saúde materna, legislação sobre o aborto e mortalidade materna: um experimento natural no Chile desde 1957 até 2007″, foi publicada no dia 4 de maio no PLOS One, a maior revista científica do mundo e foi liderado pelo Dr. Elard Koch.

Uma das descobertas mais importantes dessa pesquisa foi que, ao contrario do que dizem as hipóteses sustentadas pelos abortistas, desde que o aborto foi declarado ilegal no Chile, no final da década de 1980, a taxa de mortalidade materna diminuiu de 41.3 até 12.7 por cada 100.000 crianças nascidas vivas. Isto significa uma redução de 69,2 por cento.

O Dr. Elard Koch, epidemiologista e principal autor do estudo, destacou que “definitivamente, a proibição legal do aborto não está relacionada com as taxas globais de mortalidade materna”.(JS)


 

Igreja Católica poderá aceitar pastores luteranos como sacerdotes. Divina Caridade da Igreja Católica.


Perto do adversário de 500 anos da Reforma Protestante, declarações do cardeal Kurt Koch,  presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos: Vaticano analisa a possibilidade de ocorrer com pastores luteranos o mesmo que ocorreu com os pastore anglicanos em 2009.
Desde então, cerca de 100 ex-pastores e 8 ex-bispos anglicanos foram recebidos e re-ordenados para servir as congregações católicas, cuidando de um rebanho de aproximadamente 4000 fieis.
Na época do aceite, o documento papal Anglicanorum coetibus estabeleceu as condições de os sacerdotes da Igreja Anglicana serem reconhecidos pelos católicos. “O santo padre buscou uma solução que, na minha opinião, foi bastante aberta, levando em conta que as tradições eclesiásticas e litúrgicas dos anglicanos foram levadas em consideração. Se desejos semelhantes são expressos pelos luteranos, então precisamos refletir sobre eles. No entanto, a iniciativa cabe aos luteranos”.
Caso seja levado adiante, as comunidades luteranas que desejarem poderá entrar em plena comunhão com a Santa Sé. O movimento de aproximação ocorre principalmente na Alemanha. O cardeal lembra que a “Declaração conjunta sobre da outrina da justificação”, assinada em Augusta, em 1999, por católicos e luteranos foi um grande passo à frente no diálogo.
“Resta-nos agora a tarefa de discutir o aspecto eclesiológico desta declaração conjunta. Sabemos que os evangélicos têm um entendimento diferente dos católicos sobre a Igreja. Não basta simplesmente reconhecermos uns aos outros como Igreja. Precisamos de um amplo diálogo teológico sério sobre o que constitui a essência da Igreja”, disse Koch.
Koch anunciou que, para 2017, aniversário de quinhentos anos da Reforma, o Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos está preparando um comunicado conjunto com a Federação Luterana Mundial.
O cardeal destacou ainda que há um bom diálogo com os membros das igrejas ortodoxas, que estão bastante envolvidos na preparação de um sínodo pan-ortodoxo. “Pessoalmente, estou convencido que, quando isso ocorrer, será um grande passo à frente no diálogo ecumênico. Por isso nós temos que apoiar os esforços dos ortodoxos e ter paciência. Nas comissões ecumênicas, continuamos o diálogo teológico sobre a relação entre a sinodalidade e o primado”, reafirmou.
Durante a entrevista, comentou o cinqüentenário do Concílio Vaticano II, que trouxe algumas mudanças na compreensão vigente de que a Igreja Católica é a única igreja. “Tento ver o Conselho igualmente como uma ruptura, mesmo que de uma maneira muito diferente. O santo padre tem questionado essa compreensão da hermenêutica conciliar e propôs uma hermenêutica da reforma, que une a continuidade e renovação”.
Traduzido e adaptado de Catholic Culture, Zenit e Anglicanink

Bispo expulso de Cuba por Fidel Castro na revolução comunista está a caminho dos altares.

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Expulso de Cuba pela revolução comunista em 1961, Dom Eduardo Boza Masvidal, na época Bispo Auxiliar de La Habana, está a caminho dos altares.

O prelado fez parte do grupo de 131 sacerdotes e religiosos que em 17 de setembro de 1961 foram expulsos de Cuba em uma embarcação que os levou até a Espanha. O plano fazia parte da política comunista que visava acabar com a Igreja Católica na ilha.

Posteriormente viajou para a Venezuela, onde trabalhou por mais de quatro décadas, especialmente como Vigário Geral de Los Teques. Fundou movimentos para ajudar e manter unidos aos cubanos da diáspora, aos que visitou em diversos países da América e Europa. Faleceu na diocese de Los Teques (Venezuela) em 16 de março de 2003 aos 87 anos.

“A fama de santidade deste servo de Deus está viva entre os fiéis da Diocese de Los Teques (Venezuela) e em outras partes do mundo, especialmente entre seus conterrâneos, os cubanos da diáspora, para os quais foi um verdadeiro padre e pastor, consolo e alento na amargura do exílio”, expressa a proclamação da causa aberta este ano na Diocese de Los Teques .

Um dos que acompanhou a Dom Boza em sua viagem à Espanha foi o então Padre Agustín Román, posteriormente nomeado Bispo Auxiliar de Miami (Estados Unidos).

Em 15 de maio de 2010, Dom Agustín Román recordou o caso em um artigo publicado pelo “Diario Las Américas” por ocasião dos cinquenta anos da ordenação episcopal de Dom Boza Masvidal.

“Nessa época a perseguição contra a Igreja foi dura da parte do governo. Tínhamos 700 sacerdotes para atender a seis milhões de fiéis. Desde os anos 60 as expulsões de sacerdotes começaram com a desculpa de que eram estrangeiros. O plano era limitar o clero à 200 sacerdotes com os quais, segundo eles pensavam, se debilitaria a Igreja até extinguir-se”.

Segundo o prelado, os sacerdotes eram pegos durante as noites sem passaporte e nem nenhum objeto, apenas com a roupa do corpo.

Quando a embarcação espanhola zarpou, “retiramos a cobertura que nos impedia de ver ao panorama e dali conseguimos olhar Cuba no horizonte que aos poucos ia desaparecendo, assim como a nossa esperança de um regresso rápido”.

Em meio dos incômodos, “o Bispo a cada dia rezava a Missa, e ao comentar as leituras descobríamos a visão de Fé do ‘homem de Deus’ que com sua palavra nos fortalecia (…). Ali conheci melhor ao Bispo cubano” que nos convidava a “servir em qualquer lugar em que nos recebessem, sem esquecermos de Cuba”.

Em 27 de setembro, a Covadonga chegou a Espanha. “Ao sair do barco a imprensa esperava Dom Boza. Um jornalista, assombrado ao ver entre tantos passageiros os 131 sacerdotes expulsos, disse ao Bispo: ‘Parece que Deus se esqueceu da Igreja em Cuba’ e o Bispo respondeu: ‘Não, parece que Deus quer que a Igreja em Cuba seja missionária’”.

“Depois de tantos anos, ao recordar desta frase, creio que no coração do Bispo havia uma resposta ao mandato do Senhor: ‘Ide e fazei que todos os povos sejam meus discípulos’”, concluiu Dom Román. (EPC)

Com informações da ACI.


 

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