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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Suspiros de uma Alma Devota



(Preparação para a Santa Comunhão)


Deixai-me já, criaturas todas, que a nenhuma de vós busco nesta hora. Outra é a origem dos meus cuidados, e mais alto o motivo dos meus desvelos. Ao meu Deus busco; e, até O não lograr, não terá sossego o meu coração.

Oh! Onde estais, meu amoroso Deus? Onde Vos escondeis, desejado centro da minha alma?

Assim como o cervo deseja com ardor a fonte, assim a minha alma Vos deseja.

Quando será, ó meu Deus, que vireis ao meu coração, e me tirareis fora de mim num santo transporte que me faça esquecer todos os meus males, para não me lembrar senão de Vós, e para me unir só a Vós, como o meu único Bem!

Que tenho eu, Senhor, fora de Vós, ou seja, no Céu ou na terra? Ou, que posso desejar mais que a Vós, que Sois a minha ditosa herança?

Ó Deus meu, quanto me enternecem as Vossas memórias, quando Vos considero Sacramentado, por amor dos homens!

Ó Sabedoria infinita, que todas as coisas dispondes com suavidade, vinde a ensinar-me o caminho da vida eterna.

Ó Divino Esposo, se Sois todo para ser desejado, que assim Vos chamou a Vossa Esposa, como não Vos desejará muito a minha alma?

Ó Alegria dos que verdadeiramente Vos amam, para que me deixais estar tão triste e solitário sem a Vossa presença? Para que me prolongais tanto esta vinda? Se a esperança que se difere aflige a alma, para que me causais tanta aflição com tão dilatada demora?

Ó Fogo incriado, quando me abrasareis nos incêndios do Vosso amor? Quando consumireis em mim o que tenho de mim mesmo? Quando me unireis e transformareis em Vós perfeitamente?

Ó Jesus dulcíssimo, Jesus amabilíssimo, bem vedes a minha pobreza e desnudez de todas as virtudes: revesti-me de Vós mesmo, que Sois a virtude do Altíssimo.

Ó Luz de meu coração, ó Doce refrigério, não Vos demoreis mais; vinde a toda pressa, e enchei piedoso com a Vossa presença os seios da minha alma, que ansiosa suspira, e sem cessar Vos chama para Vos gozar.

Eia, Senhor, não Vos detenhais; vinde ao meu coração, que qualquer instante de demora são séculos para o meu desejo.

Oh! Quando Vos lograrei, Deus meu; e quando chegará aquele feliz ponto, em que, vendo-Vos meus olhos, Vos toque a minha língua, e Vos entesoure no meu peito!

Mas basta, alma minha, basta; respira nessas vivas ânsias; suspende estas sentidas saudades; que, se desejas o Esposo dado para ti, brevemente O terás dentro da tua morada.

Vinde já, Amor da minha vida, que a minha alma Vos espera, e com inexplicável prazer Vos deseja receber. Fazei nela morada, para que, purificada de culpas, abrasada em chamas do Vosso amor, Vos sirva na vida, e Vos louve na Glória. Assim seja.


Fonte: “Pequeno Livro da Missa e da Confissão e outras Devoções”, Edição feita sobre a do Prior d’Abrantes, pp. 112-116; LaPlace, Sanchez e Cª Editores, Paris, 1885.


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