Blog Católico, para os Católicos

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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

sexta-feira, 14 de junho de 2019

O Sagrado Coração de Jesus e as Criancinhas.


Jesus está assentado e, em redor dEle, estão os Discípulos; lá adiante, por entre a multidão, Seu olhar paternal descobre umas criancinhas que tímidas se aconchegam às mães; Jesus estende-lhes os braços como a chamá-las.

Os pequenos compreendem esse convite afetuoso e logo correm a Jesus que os abraça, abençoa, detém junto de Si e lhes fala do Céu. Os Apóstolos, temendo que eles incomodassem o divino Mestre, queriam afastá-los… “Não, diz Jesus, deixai que as criancinhas se cheguem a Mim”.

Que cena tocante! Ó Jesus, também eu sou criança e também, como elas, corro a Vós: acariciai-Me, abençoai-Me, falai-Me do Céu.

Se me conservar simples, inocente, afável, me haveis de querer: não é assim, meu Jesus? Afastai-vos, pois, pensamentos, desejos, afeições, que arrancaríeis do coração o que agrada a Jesus.


Nellie:
a Pequena Violeta
do Santíssimo Sacramento.

Deixai os pequeninos virem a Mim, porque deles é o Reino dos Céus (Mat. 19, 14). Foram certamente essas palavras partidas do Coração de Jesus que ditaram a Seu Vigário na terra o Decreto sobre a Comunhão dos meninos, mandando que se lhe a dê logo que neles se acende o lume da razão e saibam distinguir entre o pão da alma e o do corpo. E os fatos providencialmente se têm encarregado de provar que, ao invés de retardar a Primeira Comunhão para além do primeiro decênio da vida, é justo muitas vezes permitir a até do primeiro lustro… Um desses casos é o de Nellie, chamada a pequena violeta do Santíssimo Sacramento, morta aos 4 anos e meio de idade, a 2 de fevereiro de 1908, no Convento do Bom Pastor, em Cork na Irlanda, e cuja vida corre impressa num volume de 225 páginas sob os auspícios e bênção de Pio X. Nellie, a primeira vez que viu a Sagrada Hóstia exposta, exclamou radiante: Ali está o Deus Santo! E dizia depois muitas vezes: “É preciso que vá hoje à Casa de Deus Santo: eu quero conversar com Ele”, abraçando com efusão as pessoas que haviam comungado, sem que lhe O houvessem dito, lhes declarava: “Eu sei que hoje recebeste o Deus Santo”. Quanto, ferida de uma enfermidade mortal, lhe anunciaram que faria a sua Primeira Comunhão, deu um grito de alegria, exclamando: Terei, então, em breve o Deus Santo em meu coração!” E, no curso de sua dolorosa enfermidade, recebeu muitas vezes a Hóstia Sacrossanta, recolhendo-se com fervorosas ações de graças, que duravam duas e três horas e suportando seus padecimentos até o fim com uma resignação admirável e edificante, nunca vista em criança de sua idade.

A Revista do Coração Eucarístico de julho de 1911, menciona também o caso de certa aluna de uma Casa Religiosa de Roma, onde se asilaram cerca de 100 meninas salvas do terremoto de Messina. Admitidas a audiência pelo Papa, quando este falava, sentiu-se mais de uma vez puxado pelas vestes, e perguntou: “Quem é que me sacode assim?” Uma voz argentina responde logo: “Sou eu”. Era uma pequena de 5 anos; as superioras quiseram repreendê-la, mas Pio X acudiu: “Povera fanciulla, que queres de mim?”“Eu tenho cinco anos; queria fazer minha Primeira Comunhão, e as Religiosas não querem!”“Não sabes talvez bastante o Catecismo”, observou o Papa sorrindo. – “Examinai, replicou ela, eu responderei”. O Pontífice fez-lhe diversas perguntas, e as respostas foram satisfatórias; admirado voltou-se para as Irmãs, e disse: “Dai-lhe a Santa Comunhão amanhã”.


Fonte: Mês do Sagrado Coração de Jesus, Traduzido das “Palhetas de Ouro”, por Mons. Dr. José Basílio Pereira, Meditação I, pp. 10-12. Tipografia de São Francisco, Bahia, 1931.

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