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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

domingo, 6 de janeiro de 2019

Novena em Honra da Sagrada Família (4º Dia)


Quarto Dia

Ato de Contrição e Oração Preparatória, como no primeiro dia.

MEDITAÇÃO
O Menino Jesus Perdido, e Achado no Templo

Chegara o tempo de deixar o Egito: o Anjo apareceu de novo a São José, e comunicou-lhe a ordem de voltar à Judeia com o Menino e Sua Mãe. Observa São Boaventura, que esta viagem foi ainda muito mais angustiosa do que a primeira: Jesus, na idade de doze anos, era já muito crescido para ser transportado ao colo, mas ainda era demasiado pequeno para fazer tão longa jornada por suas próprias pernas: de forma que muitas vezes tinha o amável Menino de parar, sentar-se em terra, e descansar.

Consideremos qual não devia ser a aflição experimentada por José e por Maria, quando Jesus se perdeu deles por ocasião da visita que todos fizeram ao Templo. Quão grande não havia de ser a dor de São José, que estava habituado a gozar da visão e da companhia do Seu divino Salvador, ao ver-se separado dEle durante três dias, sem saber se O tornaria a encontrar, e sem poder descobrir a causa do seu desaparecimento. Era esta última circunstância, a que mais vivamente o afligia, por que o Santo Patriarca, em sua profunda humildade, temia que Jesus, talvez em consequência de alguma falta da sua parte, houvesse tomado a resolução de não continuar a viver com ele, não o julgando digno da Sua companhia, nem da honra de ter sob a sua custódia semelhante Tesouro. Em verdade o temor de haver desagradado a Deus, deve ser a maior angústia de uma alma que dEle tem feito o único objeto do seu amor. Foi por isso, que durante estes três dias, nem José, nem Maria puderam conciliar o sono; e não fizeram senão chorar, procurando sem descanso o seu Amado, como Lhe disse a Santíssima Virgem ao encontrá-lO: Filho, por que é que nos fizeste isto? Teu Pai e eu temos-Te procurado, cheios de angústia e de aflição.” Assim como, porém, foi grande a aflição e a dor de suas almas na perda de Jesus, assim foi também inefável o gozo e a alegria de São José e da Senhora ao encontrá-lO, e ao saber que a causa desta separação não fora nenhuma falta sua, senão o zelo do Filho de Deus em promover a glória de Seu Eterno Pai.

Meditação… Petição… e Gozos…
(como no primeiro dia)

Oração Preparatória: Doce Coração de Jesus, que tanto nos amais, fazei que Vos ame cada vez mais (indulgenciada).

Obséquio: Por amor de Jesus, Maria e José conferssar-me-ei durante esta Novena, como se fosse a última vez da minha vida.

ORAÇÃO

Se ainda não me haveis perdoado, ó meu Jesus, concede-me hoje mesmo o perdão de minhas culpas: eu as detesto, e aborreço de todo o meu coração os pecados com que Vos tenho ofendido, e desejaria morrer de dor por tê-los cometido. Eu Vos amo, ó adorável Menino, e porque Vos amo, prefiro o Vosso amor e a Vossa graça a todos os reinos do mundo; auxiliai-me, ó meu Jesus e fazei que sempre Vos ame, e nunca mais Vos torne a ofender. E Vós, ó Maria, minha Mãe, e refúgio dos pecadores, tende compaixão de mim e não me abandoneis. Se é verdade que até agora tenho ofendido ao Vosso divino Filho, eu me arrependo de todo o meu coração, e daqui para o futuro, antes quero perder mil vidas, do que tornar a perder uma só vez a sua graça e amizade: alcançai-me dEle o perdão, e a graça da perseverança final. Vós chorais, ó glorioso Patriarca, a perda, de Jesus, mas sempre O haveis amado, e Ele sempre Vos amou a vós, e amou-Vos a ponto de Vos escolher para seu Pai putativo e guarda de Sua vida. Era eu quem devia chorar, eu que por amor das criaturas, por um simples capricho meu, tantas vezes abandonei e perdi o meu Deus, menosprezando a Sua graça. Ó grande e glorioso Santo, pela aflição e angústia que vos causou a perda de Jesus, alcançai-me lágrimas, com que chore constantemente as injúrias que fiz ao meu divino Senhor: e pelo gozo e alegria que tiveste ao encontrá-lO no Templo, obtende-me, eu vo-lo peço, a felicidade de O encontrar também, fazendo entrar em minha alma a Sua graça, para nunca mais a perder.

EXEMPLO

Adoecera uma senhora tão gravemente, que, esgotados todos os recursos da ciência, os médicos declararam inúteis todos os remédios para a curar. Não perdeu, contudo, a enferma a sua esperança, e principiou uma Novena em honra da Sagrada Família: e apenas lhe tinha dado princípio, logo começou a sentir melhoras. Poucos dias depois, aquela, que não podia nem sequer mover-se no leito, já se achava bastante forte, para andar sem auxílio de ninguém, sendo tão repentina e radical a mudança, operada em sua saúde, que o mesmo médico não pôde deixar de exclamar: “Eu, por mim, não tenho parte nenhuma nesta cura, foi a Sagrada Família quem somente a operou.” Recorram pois a Jesus, Maria e José os que perderem a saúde do corpo; mas recorram a Eles, sobretudo, os que houverem perdido a saúde e a vida da alma, perdendo a graça e a amizade de Deus.

JACULATÓRIAS

Amado Jesus, Maria e José, o meu coração Vos dou e a minha alma.

Amado Jesus, Maria e José, assisti-me na última agonia.

Amado Jesus, Maria e José, expire em paz entre Vós a minha alma.

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