Blog Católico, para os Católicos

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Desejo uma Santa e Feliz Páscoa para Todos.



Cântico1

O Triunfo da Cruz2

E a vós, que estáveis mortos pelos vossos pecados e pela incircuncisão (ou desordem) da vossa carne, vos deu vida, juntamente, com Ele, perdoando-vos todos os pecados; cancelando o quirógrafo do decreto que nos era desfavorável, que era contra nós, e o aboliu inteiramente, encravando-o na Cruz; e, despojando os Principados e Potestades (infernais), levou-os (cativos) gloriosamente, triunfando em público deles em Si mesmo (pela Cruz)” (Col. 2, 13-15).

I

É a Cruz, sobre a terra, mistério profundíssimo, que não se conhece sem muitas luzes. Para compreendê-lo é necessário um espírito elevado. Entretanto, é preciso entendê-la para que nos possamos salvar.

II

A natureza a abomina, a razão a combate; o sábio a ignora e o Demônio a aniquila. Muitas vezes o próprio devoto não a tem no coração e, embora diga que a ama, no fundo é um mentiroso.

III

A cruz é necessária. É preciso sofrer sempre: ou subir o Calvário ou perecer eternamente. E Santo Agostinho exclama que somos réprobos se Deus não nos castiga e nos prova.

IV

Vai-se para a Pátria pelo caminho das cruzes, que é o caminho da vida e o caminho dos reis; toda pedra é talhada proporcionalmente, para ser colocada na Santa Sião.

V

De que servirá a vitória ao maior conquistador, se não tiver a glória de vencer-se sofrendo, se não tiver por modelo Jesus morto na Cruz, se, como um infiel, o lenho repelir?

VI

Jesus Cristo por ela acorrentou o Inferno, aniquilou o rebelde e conquistou o Universo; e Ele a dá como arma aos seus bons servidores; ela encanta ou desarma as mãos e os corações.

VII

Por este sinal vencerás, disse Ele a Constantino. Toda vitória insigne se encontra nela. Lede, na história, seus efeitos maravilhosos, suas vitórias estupendas na terra e nos Céus.

VIII

Embora contra os sentidos e a natureza, a política e a razão, a verdade nos assegura que a cruz é um grande dom. É nesta princesa que encontramos, em verdade, graça, sabedoria e divindade.

IX

Deus não pode defender-se contra sua rara beleza. A Cruz o fez baixar à nossa humanidade. Ao vir ao mundo Ele disse: “Sim, quero-a, Senhor. Boa Cruz, coloco-vos bem dentro do coração”.

X

Pareceu-lhe tão bela que nela pôs a sua honra, tornando-a a sua eterna companheira e a esposa de seu Coração. Desde a mais tenra infância Seu Coração suspirava unicamente pela presença da cruz que amava.

XI

Desde a juventude, ansioso a procurou. De ternura e de amor, em seus braços morreu. “Desejo um batismo”, exclamou Ele um dia: “a Cruz querida que amo, o objeto de meu amor!”

XII

Chamou a São Pedro Satanás escandaloso, quando ele tentou desviar Seus olhos da Cruz aqui na terra. Sua Cruz é adorável, Sua Mãe não o é. Ó grandeza inefável, que a terra desconhece!

XIII

Esta cruz, dispensa por tantos lugares da terra, será ressuscitada e transportada para os Céus. A cruz, sobre uma nuvem, cheia de brilho rutilante, julgará, por sua visão, os vivos e os mortos.

XIV

Clamará vingança contra seus inimigos, alegria e indulgência para todos os seus amigos. Dará glória a todos os Bem-aventurados e cantará vitória na terra e nos Céus.

XV

Durante sua vida os Santos só procuraram a cruz, seu grande desejo e sua escolha única. E, não contentes de ter as cruzes que lhes dava o Céu, a outras, inteiramente novas, cada um se condenava.

XVI

Para São Pedro, as cadeias constituíam honra maior do que ser o Vigário de Cristo na terra. “Ó boa Cruz”, exclamava, cheio de fé, Santo André: “Que eu morra em ti, para que me dês a vida!”

XVII

E vede, São Paulo esquecia seu grande êxtase para se glorificar tão somente na cruz. Sentia-se mais honrado em seus cárceres horrendos que no êxtase admirável que o arrebatou aos Céus.

XVIII

Sem a Cruz a alma se torna lenta, mole, covarde e sem coração. A cruz a torna fervorosa e cheia de vigor. Permanecemos na ignorância quando nada sofremos. Temos inteligência quando sofremos bem.

XIX

Uma alma sem provações não tem grande valor. É alma nova ainda, que nada aprendeu. Ah! Que doçura suprema goza o aflito que se rejubila com sua pena e dela não é aliviado!

XX

É pela Cruz que se dá a bênção, é por ela que Deus nos perdoa e concede remissão. Ele quer que todas as coisas tragam este selo, sem o qual nada lhe parece belo.

XXI

Colocada a cruz em algum lugar, torna-se sagrado o profano e desaparecem as manchas, porque Deus delas se apodera. Ele quer a Cruz em nossa fronte e em nosso coração, antes de todos os atos, para que sejamos vencedores.

XXII

Ela é nossa proteção, segurança, perfeição e única esperança. É tão preciosa que uma alma que já está no Céu voltaria alegremente à terra para sofrer.

XXIII

Tem este sinal tantos encantos, que no altar o Sacerdote não se vale de outras armas para atrair Deus lá do Céu. Faz sobre a hóstia vários sinais da Cruz e, por esses sinais de vida, dita-lhe suas leis.

XXIV

Por este sinal adorável prepara-lhe um perfume cujo odor agradável nada tem de comum; é o incenso que lhe dá uma vez consagrado, e é com esta coroa que desejaria ser ornado.

XXV

A Eterna Sabedoria procura, ainda hoje, um coração bem fiel, digno deste presente. Quer um verdadeiro sábio, que goste apenas de sofrer e com coragem, leve a sua cruz até morrer.

XXVI

Devo calar-me, ó Cruz, rebaixo-te ao falar. Sou um temerário e um insolente; já que te recebi de coração constrangido e não te conheci, perdoa meu pecado!

XXVII

Ó Cruz querida, já que nesta hora te conheço, faze de mim tua morada e dita-me tuas leis. Cumula-me, ó princesa minha, com teus castos amores, e faze que eu conheça os teus mais secretos encantos!

XXVIII

Ao ver-te tão bela, bem queria possuir-te, mas meu coração infiel me prende ao meu dever; se queres, Senhora minha, animar meu langor e sustentar minha fraqueza, dou-te o meu coração.

XXIX

Tomo-te para minha vida, meu prazer e minha honra, minha única amiga e única ventura. Imprime-te, eu te rogo, em meu coração e no meu braço, na minha fronte e na minha face. Não me envergonharei de ti!

XXX

Tomo, para minha riqueza, tua rica pobreza, e, por ternura, tuas doces austeridades. Que tua prudente loucura e tua santa desonra sejam toda a glória e grandeza de minha vida!

XXXI

Minha vitória estará em ser derrotado por tua virtude e para tua maior glória. Não sou, porém, digno de morrer sob teus golpes, nem de ser contrariado por todos.

 _________________
1Extraído das Obras do Bem-aventurado de Montfort, edição Fradet, 1932.
2A fim de conservar, o mais fielmente possível, a linguagem do Santo e o sentido teológico deste Cântico, tentamos tão somente uma tradução em prosa. (N.T.)

domingo, 9 de abril de 2017

Guerra ideológico-política visa destruir a família.



A absurda Ideologia de Gênero vem sendo imposta às crianças, sobretudo em certas escolas, erotizando os alunos e contribuindo para a destruição da instituição familiar. Nesta “contribuição” entra também o projeto para a legalização da maconha — porta de entrada para posterior legalização de outras drogas. 

Psicóloga clínica pós-graduada em Saúde Mental e Filosofias dos Direitos Humanos, com atendimento em casos de abuso sexual infantil, a Dra. Marisa Lobo estagiou no Hospital Monte Sinai de Nova York. Coordenadora do Movimento “Maconha, Não!” e ativista pró-família e pró-vida, presta serviços de consultoria de prevenção às drogas em políticas públicas sobre drogas e pedofilia. É também presidente da OBME-PR (Organização Brasileira das Mulheres Empresárias do Paraná), conferencista e autora dos livros A Ideologia de Gênero na Educação e Família em Perigo: O que todos devem saber sobre a ideologia de gênero.

A Dra. Marisa Lobo esteve no mês passado na capital paulista para proferir a palestra “Crítica às políticas públicas sobre drogas”, na Casa Hope, sobre os efeitos deletérios das drogas no organismo humano, ocasião em que concedeu esta entrevista, a Francisco Gomes Machado, para Catolicismo


Catolicismo — A senhora poderia resumir para nossos leitores em que consiste a Ideologia de Gênero? 

Dra. Marisa Lobo — É uma ideologia que apregoa a anulação do sexo de nascimento, afirmando que o ser humano ao nascer é um ser sem definição de identidade. Alega que o ser humano não nasce homem ou mulher, que o seu sexo não define sua identidade.

O ser humano para essa ideologia é um gênero discordante de seu sexo, com a possibilidade de ter centenas de gêneros. E ainda acusa a sociedade atual de obrigar a criança a ser concordante com o seu sexo de nascimento, ou seja, só é homem ou mulher porque a cultura vigente (proselitista-religiosa) a obrigou a ser homem ou mulher. Portanto, ser homem ou mulher não teria absolutamente nada a ver com sexo e sim com gênero construído cultural e socialmente.

Para essa “falácia” pode-se ter uma diversidade, uma multiplicidade de “gêneros” fluindo de um para o outro, conforme o desejo de cada pessoa, pois ninguém nasce homem ou mulher, mas torna-se… 

Catolicismo — Que efeitos negativos a Ideologia de Gênero pode causar nas crianças? Por que se insiste tanto na imposição de tal ideologia nas escolas? 

Dra. Marisa Lobo — Essa “ideologia” causa conflitos de identidade, patologias, como transtorno de identidade de gênero (disforia de gênero CID 10-F64), que hoje se tornou a maior preocupação de entidades que se ocupam deste mal. O Instituto de Disforia de Gênero do Reino Unido, por exemplo, emitiu em 2015 um alerta à sociedade mundial ao constatar o aumento de 1000% de casos devido à promoção dessa desconstrução da identidade sexual na sociedade e nas escolas. Por sua vez, a Associação de Pediatria americana também emitiu um documento pedindo que países não promovam a Ideologia de Gênero nas escolas, exatamente por se tratar de uma violência à integridade física e psíquica da criança.

A crença de uma pessoa de ser algo que ela não é, na melhor das hipóteses, representa um sinal de pensamento confuso. Quando um menino biologicamente saudável acredita ser uma menina, ou uma menina biologicamente saudável acredita ser um menino, existe um problema psicológico objetivo que está na mente, não no corpo, e deve ser tratado dessa forma.

Essas crianças sofrem de disforia de gênero, formalmente conhecida como transtorno de Identidade de Gênero, uma desordem mental reconhecida na edição mais recente do Manual Diagnóstico e Estatístico da American Psychiatric Association. A psicodinâmica e as teorias de aprendizagem social dessa desordem nunca foram refutadas. 


Catolicismo — No Gênesis está escrito: “Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher” (Gen. 1, 27). A Igreja Católica sacramenta a união entre um homem e uma mulher por meio da instituição do matrimônio. Desejar impor a Ideologia de Gênero, contrária à criação e aos ensinamentos da Igreja, não constitui um estado de guerra aberta contra os ensinamentos divinos, a Igreja e a instituição da família, alicerce da sociedade?

Dra. Marisa Lobo — Na verdade, os promotores dessa Ideologia de Gênero não acreditam que exista um Deus e a utilizam como um mecanismo de desconstrução de todas as religiões que têm como base a família e acreditam no criacionismo divino. Estamos vivendo, sim, uma guerra ideológico-política que visa destruir a família heterossexual como base, célula-mater da sociedade. 

Catolicismo — Querer impor a Ideologia de Gênero nas escolas não viola o Estatuto da Criança e do Adolescente destinado a proteger nossas crianças contra aberrações como essa? 

Dra. Marisa Lobo — No meu entender, sim, já que o Estatuto é para defender a criança e o adolescente de toda e qualquer violência e cabe aos pais a educação moral e sexual dos seus filhos. Também, como perita criminal de casos de abusos, entendo que a aplicação dessa ideologia pela via da doutrinação infantil erotiza crianças, ultrapassa limites e isso é uma violação dos direitos da criança.

Poderíamos citar inúmeros problemas vivenciados por crianças que estão sendo erotizadas na escola por conta dessa doutrinação. Mas, o que se vê é um discurso de “direitos humanos”, de luta por preconceito, de empoderamento da mulher, quando na verdade estão masculinizando meninas e efeminando meninos, já que a luta é desfazer todas as diferenças, para acabar com a violência contra a mulher.

No discurso dos “ideólogos de gênero”, parece ser uma boa intenção, quando na verdade desconstroem toda a identidade sexual do ser humano, promovendo inúmeros conflitos psicológicos, físicos, sociais e familiares. 


Catolicismo — Com frequência, a mídia utiliza de sua grande influência para propagar a Ideologia de Gênero e, muitas vezes, procurando apontar que aqueles que são contrários a tais ideologias absurdas são preconceituosos. O que a senhora poderia dizer a nossos leitores a respeito? 

Dra. Marisa Lobo — Recentemente, no programa “Encontro”, da Fátima Bernardes (17-2-17), a “TV GLOBO” promoveu mais uma vez a questão dos transgêneros, crianças transgênero. Foi mais uma tentativa de doutrinar a sociedade e mostrar que isso é “normal”. Procura-se impor que qualquer ser humano pode escolher um “gênero” independente do seu sexo de nascimento. Note que a emissora o faz, sem o contraditório científico. Prova o quanto é irresponsável e negligente.

Basta ler o que afirma todos os compêndios de psiquiatria, manual de diagnóstico estatístico, entre outros documentos científicos. Sou pesquisadora e já publiquei dois livros (registrados na Biblioteca Nacional) sobre a Ideologia de Gênero. Em minha opinião, essa doutrinação é irresponsável porque nega que seja um transtorno da infância e que na maioria dos casos não se consolida, como já provam os referidos documentos científicos.

Programas televisivos, como o que mencionei, tratam a questão de forma fantasiosa. Subtraem a consciência e minimizam riscos e futuros sofrimentos. Essa abordagem serve apenas para gerar conflitos, sobretudo se apresentada sem um contraponto. Creio que deveriam pelo menos buscar a opinião de institutos internacionais, que veem os casos raros com muito cuidado. Teríamos assim uma análise mais sóbria a respeito desta questão.

Mas a mídia — com raras exceções — promove tal doutrinação indiscriminadamente. Podemos falar a verdade sem preconceito? — Sim. Mas como falar, se a verdade já está estigmatizada como preconceituosa?

A “TV Globo” tenta acabar com o que acha ser preconceito e promove a disforia de gênero. Infelizmente, o que se vê é que estão fazendo irresponsavelmente malabarismo com a ciência. 


Catolicismo — A senhora tem se destacado também na luta em defesa da família e contrária à legalização das drogas, especialmente da maconha. Por quê? 

Dra. Marisa Lobo — Porque vejo a maconha sendo tratada como uma droga “inocente” e não é, conforme inúmeros estudos científicos atuais, inclusive realizados por países onde a droga foi legalizada.

Posso citar a Holanda, que se mostra arrependida, voltando atrás devido ao desastre social causado pela legalização das drogas. Agora estão impondo à sociedade holandesa uma regulamentação severa, para tentar minimizar os efeitos catastróficos de tal legalização naquele país, que é conhecido como a nação do turismo da maconha e da livre prostituição.
Aqui no Brasil, a maconha está servindo como porta de entrada para a legalização de todas as demais drogas. Recentemente, um ministro do STF defendeu em seu discurso a legalização da maconha. Esta entra como cobaia para a legalização de drogas ainda mais pesadas, como a cocaína, e, em seguida, todas as outras drogas.

A lei é uma das vias da prevenção, precisamos dela para apoiar as famílias que lutam com seus filhos dependentes. Já tive quase 600 pacientes em minha caminhada e 90% dos dependentes químicos começaram com a maconha.

Catolicismo — Poderia dar algumas razões dessa sua posição?  

Dra. Marisa Lobo — A maconha causa crise amotivacional e déficit de atenção; desencadeia esquizofrenia em pelo menos 20% dos jovens e surtos psicóticos. É uma droga perturbadora do sistema nervoso central, causa alguns tipos de câncer, enfisema pulmonar, entre inúmeras doenças que no início não são percebidas por ser uma droga progressiva e que nem a todos vicia. Por isso a falsa ideia de que é uma droga inocente. É uma desonestidade intelectual.

A maconha não vai resolver os graves problemas causados pelo tráfico de drogas e pela violência, apenas vai mudar o nome dos crimes, por exemplo, de tráfico para contrabando etc. 

Catolicismo — Como explicar que políticos e até ministro do STF se manifestem a favor da legalização das drogas, abstraindo de princípios morais, dos efeitos nocivos no organismo humano e da associação com a violência? 

Dra. Marisa Lobo — Como sempre digo, moral para essas pessoas é algo relativo. Acho irresponsável um ministro do STF — que teria o poder e a obrigação de proteger a sociedade — nos entregar nas mãos de viciados em drogas, que são doentes intelectuais com o senso crítico e a noção de julgamento rebaixados, podendo causar inúmeros danos à sociedade, como já tem acontecido. Inúmeros crimes, às vezes os mais violentos, são causados por pessoas após o uso de drogas; “drogas legais”, como o álcool, a cocaína, o crack, a maconha. Então, imagine quando isso for legalizado…

Creio que o referido ministro está sendo infeliz e irresponsável em sua militância ativista, negligenciando estudos científicos. Pior, quer colocar na sociedade o ônus do caos dos presídios, quando afirma que a superlotação se deve às prisões por tráfico de drogas. Lamentável essa posição. Ele anda com seguranças, carros blindados, mora bem, não precisa se preocupar com viciados na porta de sua casa, ou ainda, se seu filho usar drogas e se viciar, ele poderá interná-lo numa boa clínica. 

Catolicismo — Certos defensores da legalização das drogas afirmam que onde elas são legalizadas cai o consumo e os níveis de violência. 

Dra. Marisa Lobo — É falso dizer que a violência nada tem a ver com a legalização das drogas. Esse discurso é mentiroso. Em toda a legalização o consumo tende a aumentar. Portugal, por exemplo, que legalizou as drogas, sofre hoje com o aumento da violência e o tráfico paralelo em torno dos locais de uso. A Holanda sofre com o contrabando, com plantações ilegais e com a cidade dividida, uma parte presa dentro de casa. E pior! A Holanda hoje tem o maior problema de saúde pública, uma epidemia que é a esquizofrenia de jovens em decorrência do uso de drogas.


Catolicismo — O que a senhora como terapeuta sugere aos pais com filhos enfrentando esses problemas? 

Dra. Marisa Lobo — Que os pais dialoguem com seus filhos. Conversem mais. Amem mais suas crianças. Ensinem valores. Falem abertamente sobre as drogas. Sejam mais amigos. Monitorem com carinho seus filhos. Uma coisa é certa: pais que levam seus filhos à igreja, que tratam seus filhos com respeito e se fazem respeitar, que vivem em família, cada um com sua função em amor e respeito, raramente terão filhos usuários de drogas. Ensinem a seus filhos que as drogas fazem mal à saúde, tiram a alegria de viver, destroem sonhos e chegam a matar.



quinta-feira, 6 de abril de 2017

Martinho Lutero e o Santíssimo Sacramento


Martinho Lutero

O Pai e Fundador do Protestantismo acreditava,
na Presença Real de Jesus Cristo
na Hóstia Consagrada.

Os protestantes hodiernos pelas suas contínuas mudanças, suas centenas de divisões em seitas, não acreditam mais na Presença Real de Jesus Cristo na Hóstia Sagrada.

Lutero, menos tolo que seus netinhos, sempre acreditou nesta presença e se encarregou de responder, ele mesmo, às objeções de seus degenerados filhos.

Em uma carta a seu amigo Argentino (De euc. Dis. I. art.), falando sobre o texto evangélico “Isto é o meu corpo”, ele diz: “Eu quereria que alguém fosse assaz hábil para me persuadir de que a Eucaristia não contêm senão pão e vinho: esse me prestaria um grande serviço. Eu tenho trabalhado nessa questão a suar; porém, confesso que estou encadeado, e não vejo nenhum meio de sair daí. O texto do Evangelho é claro demais” (textus Evangelicus est nimis apertus).

O mesmo Lutero diz ainda: “Que me apresentem a sua Bíblia, e mostrem-me onde se acham estas palavras: ‘Isto é o sinal do meu corpo!’ Uns torturam o pronome isto; outros apegam-se ao verbo é; um terceiro dilacera a palavra corpo; outros, enfim, tratam como algoz o texto inteiro” ([alii totum textum excarnificant] In Ap. Com. Dom. V. 17 p. 100)...

Melanchton

Aqui, sem nada explicar, nem antes, nem depois, Jesus diz: “isto é o meu corpo”… “Estas palavras, diz Melanchton, um dos fundadores do Protestantismo, têm o brilho do relâmpago, e o espírito nada pode objetar” (De verit. Corp. Christi in 1Ep. Ad Cor.).


Fonte: Rev. Pe. Júlio Maria, Missionário de Na. Sra. do SS. Sacramento, “Sol Eucarístico e Trevas Protestantes”, Cap. I, Pont. I, pp. 11-12.24; Typ. do “O Lutador”, Manhumirim-MG, 1937.

sexta-feira, 31 de março de 2017

Ninguém Deveria Perseguir Meus Sacerdotes por Causa de seus Defeitos



O respeito devido aos Sacerdotes

Filha querida, ao manifestar-te a grande virtude daqueles Pastores, quero colocar em evidência a dignidade dos Meus ministros. Pelo pecado de Adão, as portas da eternidade fecharam-se, mas o Meu Filho abriu-as com a chave do seu Sangue. Ao sofrer a Paixão e Morte, Ele destruiu vossa morte e vos lavou no Sangue. Sim, foram seu Sangue e sua Morte que, em virtude da união da natureza divina com a humana, deram acesso ao Céu. E a quem deixou Cristo tal chave? Ao Apóstolo Pedro e a seus Sucessores, os que vieram e que virão depois dele até o dia do Juízo Final. Todos possuem a mesma autoridade de Pedro; nenhum pecado a diminui, do mesmo modo que não destrói a santidade do Sangue de Cristo e dos Sacramentos. Já disse, que o sol eucarístico não tem manchas e que o mal cometido por quem O administra ou recebe não apaga sua luz. Não, o pecado não danifica os Sacramentos da Santa Igreja, não lhes diminui a força; prejudica a graça e aumenta a culpa somente em quem os ministra ou recebe indignamente.

Visão sobre o Papa

Na terra, quem possui a chave do Sangue é o Cristo-na-terra.1 Certa vez Eu te manifestei essa verdade numa visão, para indicar o grande respeito que os leigos devem ter pelos ministros, bons ou maus que eles sejam, e quanto Me desagrada que alguém os ofenda. Pus diante de ti a Hierarquia da Igreja sob a figura de uma despensa contendo o Sangue de meu Filho. No Sangue estava a virtude de todos os Sacramentos e a vida dos fiéis. À porta daquela despensa, vias o Cristo-na-terra, encarregado de distribuir o Sangue e fazer-se ajudar por outros no serviço de toda a Santa Igreja. Quem ele escolhia e ungia, logo se tornava ministro. Dele procedia toda a Ordem Clerical; ele dava a cada um sua função no ministério do glorioso Sangue. E como dispunha dos seus auxiliares, possuía a força de corrigi-los nos seus defeitos.

De fato, é assim que Eu quero que aconteça. Pela dignidade e autoridade confiada a meus ministros, retirei-os de qualquer sujeição aos poderes civis. A lei civil não tem poder legal para puni-los; somente o possui aquele que foi posto como Senhor e Ministro da Lei Divina.

Não perseguir os Sacerdotes

Os ministros são ungidos Meus. A respeito deles diz a Escrituras: “Não toqueis nos meus cristos”.2 Quem os punir cairá na maior infelicidade. Se Me perguntares, por que a culpa dos perseguidores da Santa Igreja é a maior de todas, e, ainda, por que não se deve ter menor respeito pelos Meus ministros por causa de seus defeitos, respondo-te: porque, em virtude do Sangue por eles ministrado, toda reverência feita a eles, na realidade não atinge a eles, mas a Mim. Não fosse assim, poderíeis ter para com eles o mesmo comportamento de praxe para com os demais homens. Quem vos obriga a respeitá-los, é o Ministério do Sangue. Quando desejais receber os Sacramentos, procurais meus ministros; não por eles mesmos, mas pelo poder que lhes dei. Se recusais fazê-lo, em caso de possibilidade, estais em perigo de condenação. A reverência é dada a Mim e a meu Filho encarnado, que somos uma só coisa pela União da Natureza Divina com a humana. Mas também o desrespeito. Afirmo-te que devem ser respeitados pela autoridade que lhes dei, e por isso mesmo não podem ser ofendidos. Quem os ofende, a Mim ofende. Disto a proibição: “Não quero que mãos humanas toquem nos meus cristos!”

Nem poderá alguém escusar-se, dizendo: “Eu não ofendo a Santa Igreja, nem me revolto contra Ela; apenas sou contra os defeitos dos maus Pastores!” Tal pessoa mente sobre a própria cabeça. O egoísmo a cegou e não vê. Aliás, vê; mas finge não enxergar, para abafar a voz da consciência. Ela compreende muito bem que está perseguindo o Sangue do meu Filho e não os Pastores. Nestas coisas, injúria ou ato de reverência dirigem-se a Mim. Qualquer injúria: caçoadas, traições, afrontas. Já disse e repito: não quero que Meus cristos sejam ofendidos. Somente Eu devo puni-los, não outros. No entanto, homens ímpios continuam a revelar a irreverência que tem pelo Sangue de Cristo, o pouco apreço que possuem pelo amado tesouro que deixei para a vida e santificação de suas almas. Não poderíeis ter recebido maior presente que o todo-Deus e todo-Homem como alimento. Cada vez que o conceito relativo aos Meus ministros não coloca em Mim sua principal justificativa, torna-se inconsistente e a pessoa neles vê somente muitos defeitos e pecados. De tais defeitos falarei em outro lugar.3 Mas, quando o respeito se fundamenta em Mim, jamais desaparece, mesmo diante de defeitos nos ministros; como disse,4 a grandeza da Eucaristia não é diminuída por causa dos pecados. A veneração pelos Sacerdotes não pode cessar; se tal coisa acontecer, sinto-Me ofendido.

O grande pecado dos perseguidores

São muitas as razões que fazem desta ofensa a mais grave. Vou lembrar apenas três. A primeira, é porque os perseguidores agem contra Mim em tudo o que fazem em oposição aos meus ministros. A segunda, é porque desobedecem àquela ordem pela qual proibi que meus Sacerdotes fossem tocados. Ao persegui-los, os homens desprezam a riqueza do Sangue de Cristo recebida no Batismo. Desrespeitando o Sangue de Jesus e perseguindo os ministros, rebelam-se e tornam-se membros apodrecidos, separados da Hierarquia Eclesiástica. Caso venham a morrer obstinados em tal revolta e desrespeito, irão para a condenação eterna. Se reconhecerem a própria culpa na última hora, humilhando-se e desejando a reconciliação, mesmo que não o consigam fazer exteriormente, serão perdoados. Mas, não devem esperar pelo momento da morte, pois será incerto o próprio arrependimento. A terceira razão, pelo qual este pecado é o mais grave, está no seguinte: é uma falta maldosa e deliberada. Os perseguidores têm consciência de que o não devem cometer, sabem que vão pecar; cometem um ato de orgulho, em que não entram atrações sensíveis, muito pelo contrário. Tais pecadores arriscam a alma e o corpo: a alma, privando-se da graça, muitas vezes em meio a remorsos da consciência; o corpo, gastando seus bens a serviço do Diabo e indo morrer como animais. Não, este pecado cometido contra Mim não possui características de satisfação ou prazer pessoais; acompanham-no apenas os desvarios e a maldade do orgulho! Um orgulho que nasce do egoísmo e daquele medo próprio de Pilatos, quando matou Meu Filho, por temor de perder o cargo. É o que sempre fizeram e fazem os perseguidores. Os demais pecados procedem de uma certa simploriedade, de ignorância ou de satisfação pessoal desordenada, de certo prazer ou utilidade presentes no ato mau. Naqueles pecados, o homem prejudica a si mesmo, ofende a Mim e ao próximo. Ofende-Me por não Me glorificar; ao próximo, por não o amar. Na realidade, não se ergue frontalmente contra Mim; ergue-se contra si mesmo, e isso Me desagrada. Já no pecado de perseguição contra a Santa Igreja, Sou ofendido diretamente. Os outros vícios possuem uma justificativa, uma razão intermediária. Já afirmei que todo pecado e virtude são feitos no próximo.5 O pecado é ausência de amor por Mim e pelos homens; a virtude é amor caritativo. Neste pecado, os maus perseguem o próprio Sangue de Cristo ao se investirem contra Meus ministros, e privam-se de sua riqueza espiritual. Entre todos os homens, os Sacerdotes são Meus eleitos, Meus consagrados, são os distribuidores do Sangue do Meu Filho, em quem vossa natureza está unida à Minha. Quando consagram a Eucaristia, os ministros o fazem na pessoa de Jesus. Como s, realmente este pecado é dirigido contra Meu Filho; por conseguinte, contra Mim, pois somos Um. É uma falta gravíssima. Não se dirige aos ministros, dirige-se a Mim. Também o respeito demonstrado para com eles, considero-os como se fossem para Mim e Meu Filho. Por tal motivo te dizia que, se colocasses de um lado todos os demais pecados e este, sozinho, do outro, o último ser-Me-ia mais ofensivo.

Falei de tudo isso para dar-te motivo de maior preocupação, seja por causa do pecado com que Me ofendem, seja pela condenação eterna dos infelizes perseguidores. Assim, o teu sofrimento e o dos Meus servidores dissolverão a grande treva que desceu sobre estes membros apodrecidos, atualmente separados da Hierarquia da Santa Igreja. Infelizmente, quase não acho pessoas que aceitem angustiar-se por causa das perseguições em curso contra o precioso Sangue. Mais facilmente encontro quem atire continuamente flechas contra Mim; são pessoas cegas à procura de fama. Consideram honroso o que é infame, infame o que é honroso; recusam humilhar-se diante do próprio Superior.6 Com tais defeitos, muitos ousam perseguir o Sangue de Cristo, ferem-Me profundamente. Quanto podem, tanto se esforçam por prejudicar-Me. Na realidade, não Me danificam. Sou como a pedra que, ao ser batida, devolve o golpe a quem o deu. Mesmo os pecados mais vergonhosos não Me causam males; são flechas envenenadas que a eles retornam em forma de culpa. Durante esta vida, privam-se da graça, e no dia da morte, não havendo arrependimento, irão para a condenação. Vivem distantes de Mim, atrelados ao Demônio com quem se coligaram. Quando o homem perde a graça, amarra-se ao pecado. É um laço feito de ódio pelo bem e de amor pelo mal; uma corrente com que espontaneamente a alma se entrega ao Diabo, pois a isso ninguém a pode obrigar.

Este mesmo laço une os perseguidores da Igreja entre si e com o Maligno; de comum acordo, aqueles desempenham a função do Demônio. Esforça-se este por perverter os homens, induzindo-os ao pecado mortal; deseja que as almas tenham em si a maldade em que ele vive. Pois bem, fazem a mesma coisa os inimigos da Igreja: quais membros do Diabo, procuram levar os filhos da Igreja à revolta contra a Hierarquia, afastam-nos da caridade, acorrentam-nos ao pecado, privam-nos dos benefícios da Paixão. O vínculo que une tais perseguidores nasce do orgulho e da vanglória; com medo de perder os bens materiais, acabam perdendo a graça. De possuidores da dignidade de Cristo, decaem para a maior confusão interior possível. São pactos que trazem o selo das trevas. Desconhecendo os males e pecados em que vivem, neles fazem cair outros; inconscientes dos seus pecados, não se corrigem. Como cegos, caminham vangloriando-se para a destruição da própria alma e do próprio corpo.

Filha querida, chora profundamente diante dessa cegueira e miséria. São homens que, como tu, foram lavados no Sangue; que se nutriram no Sangue; que cresceram no seio da Santa Igreja. Agora, revoltados, abandonaram-na sob pretexto de corrigir os defeitos dos Meus ministros. Eu já proibira tal comportamento, dizendo: “Não quero que meus ministros sejam ofendidos”. Autêntico terror deveria apossar-se de ti e dos demais servidores Meus, quando ouvis falar de semelhantes alianças. Tua linguagem é insuficiente para referir quanto as abomino. O pior é que tais pessoas procuram encobrir seus defeitos sob o manto dos defeitos dos Meus ministros. Não se lembram de que não existe capa que os esconda diante de Mim. Na opinião pública, bem que passam despercebidos; não em Minha presença. Conheço os acontecimentos desta vida e muito mais. Pensei em todos vós e vos amei antes de vosso nascimento.

Um dos motivos pelos quais esses infelizes não se corrigem, é a falta de fé. Julgam que não os vejo. Se acreditassem realmente que sei dos seus defeitos, se acreditassem que todo pecado é punido e todo bem recompensado, como expliquei em outro lugar,7 haveriam de corrigir-se e pedir humildemente o perdão. Nesse caso, pelo Sangue de Cristo, Eu os perdoaria. Mas, vivem na obstinação, reprovados por tantos males. Arruinaram-se, vivem nas trevas, perseguindo cegamente a Cristo.

Em suma, ninguém deveria perseguir Meus Sacerdotes por causa de defeitos seus!


Fonte: Santa Catarina de Sena, “O Diálogo”, II Parte, Caps. 28.3; 28.3.1; 28.3.2; 28.3.3; pp. 237-243; 3ª edição, Editora Paulus, São Paulo, 1985.


_______________________
1Com esta expressão “Cristo-na-terra”, Catarina indica a pessoa do Papa. Durante o ditado do DIÁLOGO, ocupava a Sede Romana Urbano VI, homem íntegro, mas, de gênio violento. Catarina lhe escreveu bem 9 cartas.
2Salmo 105, 15.
328.6.
428.2.1.
52.6.
6A autora pensa na situação de revolta das cidades italianas contra o Papa, naquele ano de 1378.
714.10.

domingo, 26 de março de 2017

Ver Sem Pupilas



O Dedo de Deus Está Aqui
(Êx. 8, 19; 31, 18; Salm. 8, 3; Luc. 11, 20)


Três dos melhores livros que tratam da vida do Padre Pio (Maria Winowska, Mortimer Carty e René Harmel) mencionam a história da pequena Gemma de Giorgi.

A 18 de Junho de 1947 – há, pois, muito tempo – deu-se uma cura extraordinária, a de Gemma de Giorgi, de Ribera (Agrigento), na Sicília. Nascera sem pupilas. Os médicos declararam que naquele caso nada podiam fazer. Os pais conformaram-se, mas a avó não podia resignar-se. Cheia de confiança, rezou a Deus e decidiu ir ter com o Padre Pio com a pequenita, quando esta tinha sete anos. Juntas e cheias de fé, empreenderam a longa e penosa viagem a San Giovanni. Logo que entraram na igreja do Convento, onde ele distribuía a comunhão, de repente, toda a gente pode ouvir a sua voz: “Gemma, anda cá!” As duas mulheres abriram caminho por entre a multidão e ajoelharam-se junto do altar. O Padre sorriu à pequenita e disse-lhe que ela podia fazer ali a sua Primeira Comunhão. Ouviu-a em confissão e colocou-lhe a mão sobre os olhos. Recebeu a Santa Hóstia. A avó perguntou-lhe mais tarde, se naquele momento lhe tinha pedido qualquer graça, ao que a pequena respondeu que não. Instantes depois, encontrou de novo o Padre, que ao abençoá-la disse: “Que Nossa Senhora te abençoe, Gemma, e procura ser sempre boa”. Nesse mesmo instante a pequena deu um grito… Via! Este milagre teve lugar perante uma igreja cheia de gente”.

Cura completa e bem definitiva, embora os olhos da criança continuassem sem pupilas depois do milagre. Autêntica provocação para a ciência. Quatro meses depois, Gemma foi examinada por um oculista de renome, o professor Caramozza, de Perugia. Declarou ele, que a criança não podia ver nem veria jamais. Continuando a ser cega segundo a ciência, a pequena via. Milagre espantoso do poder divino.

Gemma entrou para as “Filhas da Divina Providência”, Congregação laical, fundada a conselho do Padre Pio, por Don Labellarte. Atualmente, ensina em Messina, na Sicília.


Fonte: Frei Arni Decorte, F.C., “Frei Pio – Testemunha Privilegiada de Cristo”, Cap. “Taumaturgo”, p. 53; da “Apresentação” da Edição fac-similar, por Frei Aristides Arioli, O.F.M., Montes Altos: Estação Missionária, 1993.


Milagre de Padre Pio: mulher enxerga sem pupilas!


A íris é responsável pela regulagem da entrada de luz no olho humano por meio da PUPILA, ou seja, sem pupila é IMPOSSÍVEL enxergar, visto que, a luz projetada no olho é que posteriormente dará forma as coisas que vemos ao nosso redor.

No entanto, temos um caso assombroso: A italiana Gemma Di Giorgi.

Gemma Di Giorgi era CEGA DE NASCENÇA e com patologia IRREVERSÍVEL, já que nascera SEM PUPILA. Aos 7 anos de idade, visitou o Pe. Pio de Pietrelcina, e INSTANTANEAMENTE teve seu quadro clínico revertido. Mas há um detalhe: CONTINUAVA SEM PUPILA! Isso mesmo, SEM PUPILA! Veremos algumas fotos:

Reparem que não há pupila:









 
Vídeos onde a própria Gemma Di Giorgio dá entrevista:

video

video

video

 
Gemma Di Giorgi enxerga muito bem, mas SEM PUPILA, para terror de muitos céticos exacerbados.

Gemma Di Giorgio CEGA DE NASCENÇA

SEM PUPILAS desde a visita com Padre Pio hoje enxerga perfeitamente bem e, SEM PUPILAS. Aos incrédulos, PESQUISEM! Abraços.

Fonte médica sobre o funcionamento do olho humano:


Observações: Fui repetitivo para dar conta do detalhe maior que é o fato da mulher não ter pupilas. Gemma usa óculos, pois andar pelas ruas enxergando normalmente, mas sem este detalhe anatômico causa espanto em muitos.



Redes Sociais

Continue Acessando

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...