Blog Católico, para os Católicos

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Novena em Honra da Sagrada Família (5º Dia)



Quinto Dia

Atos preparatórios, como no primeiro dia.

MEDITAÇÃO
A Vida Íntima da Sagrada Família

Consideremos como Jesus, depois de encontrado no Templo por Maria e José, voltou com eles à Sua casa de Nazaré, e aí viveu até a morte deste santo Patriarca, obedecendo-lhe como a Seu Pai. É inteiramente digna de admiração a santidade de vida a que se elevou São José ao lado de Jesus e de Maria. Não se ocupava esta Santa Família senão em procurar em tudo a maior glória de Deus: todas as conversações versavam sobre o amor que os homens deviam a Deus, e sobre o amor que Deus havia manifestado para com os homens, especialmente na missão de seu Unigênito Filho à terra, para viver e morrer num pélago imenso de dores e opróbrios, pela salvação do Gênero Humano. Que abundância de sentidas lágrimas não acompanhariam os colóquios de Maria e José, conhecedores, como estavam, das Sagradas Escrituras, quando na presença de Jesus, se entretinham à cerca da Sua Paixão e Morte! Com quanta ternura não diriam um ao outro, que o seu Jesus querido havia de ser, conforme as predições de Isaías, o Homem de Dores e de Opróbrios; que os seus inimigos por tal forma O haviam de desfigurar, que nem um só traço lhe deixariam da Sua beleza e perfeição; que Suas carnes haviam de ser de tal modo rasgadas e dilaceradas pelos açoites, que o Seu Corpo se assemelharia ao de um leproso, todo coberto de sangrentas Chagas; que o Seu caro Jesus, tudo havia de sofrer com admirável paciência, sem abrir os lábios numa só queixa contra tantos impropérios e afrontas, e se havia de deixar conduzir ao altar do sacrifício, qual manso cordeiro; e que, por fim, cravado num madeiro infame, entre dois ladrões, havia de exalar o último suspiro no mais acerbo de todos os tormentos. Que sentimentos de compaixão e de amor não fariam brotar em seus Corações estes e semelhantes colóquios.

Medita-se… faz-se a petição… Gozos…
(como no primeiro dia)

Oração Jaculatória: Meu Jesus, misericórdia. (indulgenciada)

Obséquio: Praticarei neste dia, por amor da Sagrada Família, algum ato de caridade para com o próximo.

ORAÇÃO

Ó meu dulcíssimo Jesus, que tantos tormentos quisestes padecer por mim, até dar a própria vida, fazei que nunca me esqueça de tanto amor. A Vossa morte, ó meu Salvador, é a minha esperança: creio que Vos haveis sacrificado por meu amor, e espero alcançar, pelos Vossos infinitos merecimentos, a salvação da minha alma. Amo-Vos sobre todas as coisas, mais do que a mim mesmo, e de todo o meu coração; e, porque assim Vos amo, estou pronto a sofrer tudo o que for do Vosso agrado. Tenho pela maior desgraça o haver-Vos ofendido, e disso me pesa de todo o meu coração. Eu só desejo agradar-Vos, ó meu supremo Bem! Ajudai-me, Senhor, e não permitais que eu torne a cair na desgraça de separar-me de Vós. E Vós, ó Maria, pelo muito, que padeceste em Jerusalém, ao considerar os tormentos e morte de Vosso amabilíssimo Filho, alcançai-me dEle uma intensa dor de todos os meus pecados. Ó Santo e glorioso Patriarca, pelas lágrimas, que derramaste, ao contemplar, diante mão, a dolorosa Paixão do Vosso Jesus, alcançai-me uma contínua e terna lembrança dos sofrimentos do meu amantíssimo Redentor: e pelas chamas do santo amor em que se inflamava o Vosso Coração, à vista daqueles sofrimentos, comunicai à minha alma, que tanto contribuiu, com seus pecados, para exacerbar as dores do Coração de Jesus, uma faísca, ao menos, dessas chamas amorosas.

EXEMPLO

Esmerava-se o Padre Lallemant da Companhia de Jesus, em fomentar em si a perfeição da vida interior, e nada encontrou, mais adaptado ao seu intento, do que o pensar de contínuo na Sagrada Família de Nazaré; e assim costumava praticar com frequência os três devotos exercícios seguintes:

Considerava as disposições e afetos de São José para com a pessoa de seu divino Salvador e adorável Companheiro, e, comparando depois estas disposições com as do seu próprio Coração, tirava daí motivos para se humilhar e pedir ao Santo que o ajudasse a imitar a sua vida interior;

Refletia nas disposições do Santo para com sua virginal Esposa, Maria Santíssima, e a derramar o seu Coração em fervorosas preces;

Por último, lembrava-se de como São José, na Companhia de Jesus e de Maria, sabia aliar as ocupações da vida interior com as externas. Não é, pois, de estranhar que, formado em tão sublime escola, o devoto religioso tenha chegado a ser mestre consumado da vida espiritual.

JACULATÓRIAS

Amado Jesus, Maria e José, o meu coração Vos dou e a minha alma.

Amado Jesus, Maria e José, assisti-me na última agonia.

Amado Jesus, Maria e José, expire em paz entre Vós a minha alma.

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