Blog Católico, para os Católicos

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Giordano Bruno não foi condenado por sua defesa do sistema Copérnico mas por Heresia teológica.

 

A VERDADE!

Talvez alguém argumente: “Que diferença faz saber a verdadeira razão de sua condenação se ao final ele foi morto” ? A diferença é a verdade!

Muitos críticos da Igreja que desconhecem a história usam sua morte como argumento da suposta e mentirosa afirmação de que a Igreja é CONTRA a ciência! 

Sem cair no anacronismos, eis a Verdade!

***

Quem tem o mínimo de conhecimento histórico sabe que Giordano Bruno não foi condenado por sua defesa do sistema Copérnico, nem por sua teoria da pluralidade dos mundos habitados, mas por sua idéias teológicas repletas de erros, este afirmava, por exemplo, que Cristo não era Deus e sim um hábil mágico, que o espírito santo era a alma do mundo e que o Diabo seria salvo.

Suas idéias e concepções:

Seu sistema de pensamento era materialista e panteísta onde Deus e o mundo seria um só, Corpo e alma seria duas fases de uma mesma substância; O universo é infinito onde além do mundo visível havia uma infinidade de mundos; ele também afirmava que a terra tinha alma, na verdade todos e parte da terra também tinha alma como animais, plantas, minerais tudo é constituído pelo mesmo elemento sem distinção entre seres terrestres e celestes. (1)

As idéias Panteístas e Materialistas de Giordano eram totalmente contrárias a doutrina Católica e foi isso que levou a sua condenação.

O princípio do mundo infinito obriga Bruno a supor que o princípio do mundo não está fora dele, mas é força que está dentro dele. Bruno é contrário à ortodoxia cristã apoiada na metafísica aristotélico-tomista, que colocava Deus como primeira causa, motor imóvel e perfeição absoluta, que seria transcendente, ou seja, com existência plena e separada de suas criaturas.

Concebe Deus como imanente ao Universo e idêntico a Ele. Deus não é o criador nem o primeiro motor, mas a alma do mundo, não é causa transcendente e nem temporária com um momento de criação, mas, como Spinoza diria a causa imanente, a causa interna e permanete das coisas, princípio material e formal das coisas que as produz, organizam e governam de dentro para fora: numa palavra, sua substância eterna. O espaço, segundo ele, não tem limites ou barreiras intransponíveis separando nosso mundo de uma outra região reservada aos espíritos, anjos e Deus.

Deus está misturado nas coisas; mente ou alma do mundo, ordenadora e unificadora das próprias coisas. Em De la causa, principio e uno (também de 1584) ele elabora a teoria física na qual estava baseada sua concepção do universo: “forma” e “matéria” estão intimamente unidas e constituem o “Uno”. Assim o tradicional dualismo dos físicos aristotélicos foi reduzido por ele a uma concepção monística do mundo, implicando a unidade básica de todas as substancias e a coincidência dos opostos na unidade infinita do Ser.

A individualidade de cada ente singular é forma individualizada e finita que assume a essência divina infinita. Deus, como unidade além de todos os opostos, não é cognoscível na sua profunda natureza”.(2)

Como panteísta que é Giordano Bruno considera Deus parte da natureza e princípio imanente a ela, bem como vê o mundo como animal, cuja alma é a sua forma, a qual possui como principal faculdade o entendimento ou inteligência universal, que dirige a natureza: “…e, por sua vez, a alma do mundo é a forma universal do mundo… O entendimento universal é a faculdade íntima, mais real e própria, é a parte mais potente da alma do mundo…iluminando o universo e dirigindo a natureza convenientemente…” ( BRUNO, Giordano. A Causa, o Princípio e o Uno. Editora Nova Estella, 1988, trad. Attilio Cancian.)(3)

GIODANO BRUNO

Por causa de suas idéias heréticas no ano de 1.591, começou o processo de Giordano e, em 1593, ele foi transferido a Roma onde se deu continuidade ao processo. As principais acusações contra ele eram as seguintes:

- Defender o uso da magia.

- Defender que Jesus Cristo não fez milagre algum e sim magia.

- Pregar que todos progrediam, sendo que até os demônios eram salvos.

- Acusar a Igreja de promover a ignorância de seus fiéis, para que estes permanecessem como “asnos”.

Portanto, fica claro que “Ao contrário do que se pensa comumente, Giordano Bruno não foi queimado na fogueira por defender o heliocentrismo de Copérnico”.(5) Pois, como afirmam os filósofos e historiadores ele foi além da teoria de Copérnico e na época não havia uma posição Católica oficial acerca do Heliocentrismo e defendê-lo certamente não era considerado uma heresia, tal como nunca foi. O que causou sua condenação foram suas idéias heréticas. E é válido lembrar que antes de sua condenação pelo tribunal inquisitório este foi condenado pelos Calvinistas e excomungado pelos Luteranos, portanto, isso demonstra até que ponto chegava suas heresias.

Assim desmascaramos mais uma mentira contra a Santa Igreja e aqui caberia a frase que sempre digo “O Protestantismo acusa, a história refuta”.

Aprofundar o conhecimento acerca da história é abdicar ao protestantismo”. John Henry Newman, ministro ex-protestante convertido ao catolicismo.

Por Jefferson Nóbrega

Sancte Michael Archangele, Defende nos in praelio ut inimicos Santae Ecclessiae humiliari digneris, te rogamus, audi nos!

Referências:

(1) http://www.newadvent.org/cathen/03016a.htm

(2) http://www.cobra.pages.nom.br/fmp-bruno.html#Pante%C3%ADsmo

(3) http://www.paradigmas.com.br/parad10/p10.5.htm

(4) http://www.infoescola.com/filosofos/giordano-bruno/

(5) http://pt.wikipedia.org/wiki/Giordano_Bruno




Na Inglaterra, câmeras flagram abortos criminosos disfarçados de “legais”



Dr Raj Mohan flagrando falsificando causal para aborto

A hipocrisia das causas para o aborto admitidas pela lei inglesa veio à luz quando agentes da polícia interrogaram clínicas e médicos do sistema de saúde credenciados a autorizar a morte do inocente não-nascido.

Munida de uma câmera digital escondida, uma jovem jornalista grávida apresentou-se nessas clínicas arguindo que queria abortar porque seu exame pré-natal revelara que ela teria uma menina, o que não desejava.

O jornal londrino “The Telegraph”  revelou o conteúdo de algumas dessas consultas médicas gravadas. (Ver video anexo).

Numa clínica de Edgbaston, Birmingham, o Dr. Raj Mohan apenas observou, sorridente, que eliminar a criança por razão de sexo era ilegal, e propôs um falso argumento no formulário para proceder ao aborto.

O jornal “The Telegraph” vinha denunciando o fato de clínicas da morte da Grã-Bretanha se oferecerem para matar o feto quando este não fosse do sexo desejado pelos pais.

Jornalistas desse órgão acompanharam a mencionada jovem a nove clínicas da morte por diversas localidades representativas de todo o país. Três clínicas se ofereceram para arranjar os papéis a fim acabar com a criança “legalmente”.

Clinica Calthorpe em Birmingham, 
é  pioneira na matança de inocentes.



Na clínica Calthorpe, a jovem grávida disse:

– “Não quero uma menina”. E o Dr. Raj Mohan respondeu:

– “Essa é a razão? Isso não está bem. Parece com infanticídio feminino, não é?”.

Ante a insistência da mulher, o doutor deu a saída criminosa:

– “Tudo bem, em qualquer caso não é uma boa razão… Eu porei que você é jovem demais para engravidar, está bem?”.

A mulher concordou, tendo o Dr. Raj Mohan acrescentado cinicamente:

– “No Terceiro Mundo é comum haver infanticídio feminino”.

No final, ele marcou o aborto para a semana seguinte. Uma enfermeira da clínica foi informada da razão do aborto e não apresentou nenhuma objeção. Nenhum aconselhamento, conforme o previsto pela lei, foi oferecido à grávida.

A clínica Calthorpe Clinic é uma das mais antigas “clínicas da morte”. Começou seu sinistro trabalho no fim dos anos 60, mas agora foi indiciada pela “simplificação” com que procede aos abortos.

Médicos do Pall Mall Medical de Manchester e do Chelsea and Westminster Hospital de Londres também foram flagrados com câmeras oferecendo abortos igualmente ilegais.


Dr Raj Mohan falsificando causal para aborto

O Secretário de Saúde inglês, Andrew Lansley, passou aos detetives da polícia britânica um arquivo contendo as denúncias de práticas “criminosas” em clínicas do aborto.

Anthony Ozimic, porta-voz da Sociedade para a Proteção das Crianças Não-nascidas, comentou: “Esta investigação confirma a realidade da eugenia na medicina moderna britânica. Nela, inocentes seres humanos são considerados inconvenientes demais para viver. 

“O aborto por razões de sexo é uma consequência inevitável do fácil acesso ao aborto, uma situação para a qual o lobby pró-aborto não tem respostas convincentes”.

Darinka Aleksic, coordenadora da campanha Direito de Abortar, defendeu que as práticas criminosas de uma minoria não deveriam ser usadas para impor maiores restrições.

O fato moral permanece: quando o assassinato de inocentes fica liberado em determinadas condições, quem será capaz de segurar o crime nos seus limites “legais”?


http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/30013-na-inglaterra-camaras-flagram-abortos-criminosos-disfarcados-de-%E2%80%9Clegais%E2%80%9D



A Palavra do Pastor




Caríssimos, envio-lhes o meu artigo semanal, que espero lhes interessar. Com meu abraço fraterno e bênção cordial.

    + Dom Fernando Arêas Rifan


FAMÍLIA – IGREJA

                                                          Dom Fernando Arêas Rifan*

Em minha pequena intervenção no Simpósio da 4ª Peregrinação das Famílias, fiz alusão ao que disse o Papa João Paulo II, chamando a família de “Igreja doméstica” (Familiaris consortio, 21, Lumen gentium, 11, CIC 1666) e “Santuário da vida” (Carta às Famílias, 11).

Igreja e santuário são lugares sagrados, como deve ser a família. De fato, é ali que nasce a vida, dom do Criador à criatura. É na família, de modo especialíssimo e único, que Deus continua a obra da sua criação, infundindo a alma na matéria fornecida pelos pais, formando assim um novo ser humano, que concretiza o amor dos esposos cristãos.

O lar cristão é o lugar onde os filhos recebem o primeiro anúncio da Fé. Nesta “Igreja doméstica”, comunidade de graça e oração, escola de virtudes humanas e de caridade cristã, aprendem-se as primeiras orações, o bom comportamento, isto é, os limites que devemos respeitar, o correto uso da liberdade, o respeito, a boa educação, a fraternidade e o amor.

Mas isso não significa que na família não haja problemas ou dificuldades. A Sagrada Família, modelo de todas, onde o Pai quis que seu Filho nascesse e crescesse, passou por grandes dificuldades, como no nascimento pobre de Jesus em Belém, na fuga para o Egito perseguido por Herodes e na simplicidade do trabalho em Nazaré. Mas nem por isso deixou de ser a família mais feliz do mundo. Também não quer dizer que na família não haja até pessoas ruins. Na ascendência de Jesus, entre seus ancestrais, portanto na sua família, havia pessoas não muito recomendáveis, que Deus quis que fossem nomeadas na sua genealogia.

Mas, se a família é como uma Igreja, a Igreja é também uma família. São Paulo nos chama de membros da família de Deus, “domestici Dei”, edificados sobre o alicerce dos Apóstolos (cf. Ef 2, 19-20). É na Igreja que “nascemos de novo” pelo Batismo. Nesta família fomos recebidos, nela estamos alegres e felizes, por saber que estamos na casa de Deus.

Como toda família, a Igreja, divino-humana, tem também seus problemas, devidos à sua parte humana. Jesus disse que o “Reino de Deus” aqui na terra, a Igreja, é semelhante a uma rede, com peixes bons e maus, a um campo com trigo e joio. A depuração será só no fim do mundo. Quem quiser uma Igreja só de santos deve esperar o fim do mundo ou ir para o céu.

Essa noção de família é muito importante na eclesiologia. A Igreja é algo objetivo, fundada por Nosso Senhor sobre os Bispos, segundo a sucessão apostólica. A Igreja não é um grupo de amigos. “Na Igreja, eu não procuro meus amigos, eu encontro meus irmãos e minhas irmãs; e os irmãos e as irmãs não se procuram, se encontram. Esta situação de não arbitrariedade da Igreja na qual eu me encontro, que não é uma igreja da minha escolha, mas a Igreja que se me apresenta, é um princípio muito importante. Isto não é minha escolha, como se eu fosse com tal grupo de amigos ou com outro; eu estou na Igreja comum, com os pobres, com os ricos, com as pessoas simpáticas e não simpáticas, com os intelectuais e os analfabetos; eu estou na Igreja que me precede” (Ratzinger, Autour de la Question Liturgique, Fontgombault, 24/7/2001).

 
*Bispo da Administração Apostólica Pessoal 
São João Maria Vianney


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