Blog Católico, para os Católicos

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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

O NATAL


Natal não é só a festa suprema do amor e da doçura, da consolação e da paz; é também o cântico imortal da eterna Verdade, derramando luz por toda a parte.

O Divino Infante, nascido na Gruta de Belém, é o próprio Cristo, Deus e homem verdadeiro, cuja grandeza soberana e ilimitada não é dado ao homem compreender.

Natal é uma noite sagrada e única, solene e deslumbrante, cheia de um grande e assombroso Mistério.

Os desígnios de Deus são admiráveis e profundos como Ele mesmo.

Quis o Eterno Pai, que o Filho, segunda Pessoa da Santíssima Trindade, nascesse em Belém num presépio miserável, em meio das provações dolorosas de uma pobreza absoluta.

Realizavam-se as profecias com o nascimento do Messias prometido.

Desde esse dia sem igual na história do mundo, raiou uma luz que nunca se extingue.

Natal é o cântico magnífico da Paz e da Justiça, do Amor e da Razão, enchendo a terra e os Céus de suaves consolações.

A sabedoria humana não pode compreender esse Mistério, nem tão pouco descrever as belezas empolgantes da noite calma e profunda do Natal.

Há dois mil anos que, na pequenina e abençoada Belém, o Divino Infante viu a luz do mundo, sendo Ele a própria Luz, a Beleza sempiterna, o Amor supremo.

Jesus-Menino é o Homem-Deus, o Verbo encarnado, o Salvador do mundo. Deus eterno e onipotente, cujo poder infinito, velado milagrosamente na pobreza de uma manjedoura, quis sujeitar-se aos cuidados de uma Mãe-Virgem e de um pai justo e castíssimo, sendo Ele, a Divina Criança, o Criador supremo desta Mãe admirável e deste pai modelo.

Eis aí o grande e impenetrável Mistério do Natal, profundo como o abismo, augusto e adorável como a voz de Deus.

Ah! O Natal!

O Natal não se descreve.

A comemoração do Natal é universal.

Nas igrejas suntuosas e nas ermidas dos campos, nas cidades luxuosas e nas aldeias, nos palácios soberbos e nos tugúrios, nas reuniões dos nobres e dos plebeus, nos mares bravios e nas montanhas altaneiras, nas verdes campinas e nas florestas seculares, no riso das crianças e na doce gravidade dos velhos, nos gorjeios dos pássaros e na alegria dos pobres, por toda a superfície do globo celebra-se, entre os esplendores da Fé e as doçuras da Caridade, o Natal de Jesus, o Messias prometido que foi de todos os povos, e o Desejado que é de todas as nacionalidades bem formadas.

O Natal não se descreve.

O acontecimento desse dia é tão grande e tão admirável, tão assombroso e tão estupendo, que a orgulhosa e estúpida ciência do homem, limitada como ele, não pode compreender-lhe a razão.

Natal, Natal, ilumina e conforta-me na estrada dolorosa da vida…



Fonte: Cônego Mello Lula, “Vozes de Páscoa”, Cap. “O Natal”, pp. 131-133. E. Prof. Salesianas, Niterói/RJ, 1930.




AGOSTINHO LUIZ CAUCHY


Amigo do Pe. de Ravignan e dos Jesuítas, escreveu Cauchy duas brochuras para defedê-los quando ameaçados de expulsão no reinado de Luiz Felippe. Numa delas é que se acha a seguinte profissão de fé do imortal geometra:

"Sou cristão, isto é, creio na Divindade de Jesus Cristo com Descartes, Copérnico, Tycho Brahé, Fermat, Newton, Pascal, Euler, Guldin, Gerdil, Grimaldi, Boscovich, com todos os grandes astrônomos, todos os grandes físicos, todos os grandes geometras dos séculos passados. Sou até católico como a maior parte deles, e se me perguntassem a razão, de bom grado a daria.

Veriam que minhas convicções são o resultado, não de preconceitos de nascimento, mas de profundo exame. Sou católico sincero, como o foram Corneille, Racine, La Bruyère, Bossuet, Bourdaloue, Fénelon, como o foram e ainda o são em grande número os homens mais distintos da nossa época, os que mais honra fizeram à ciência, à literatura, à filosofia, os que mais ilustraram as nossas Academias.

Partilho as profundas convicções que, em suas palavras, ações e escritos, manifestaram tantos sábios de primeira ordem, Ruffini, Haüy, Laënnec, Ampère, Pelletier, Freycinet, Coriolis; e se deixo de citar os sobreviventes, posso dizer contudo, que com satisfação encontrei toda a nobreza, toda a generosidade da fé cristã em meus ilustres amigos, no criador da cristalografia (Haüy), no imortal autor da eletricidade dinâmica (Ampère)".

Em outro lugar escreveu Cauchy:

"Cultivai com ardor as ciências abstratas e naturais; estudai a matéria; desvendai ante nossos olhares admirados as maravilhas da natureza; explorai, se puderdes, todas as partes deste universo; pesquisai depois nos anais das nações, nas histórias dos povos antigos; consultai em toda a superfície do globo os velhos monumentos dos séculos passados.

Muito longe de me assustarem estas pesquisas, eu sempre mais as provocarei, anima-las-ei com meus esforços e votos. Nunca receiarei que a verdade se possa achar em contradição consigo mesma, ou que os fatos e documentos por vós acumulados possam jamais achar-se em desacordo com os Livros Sagrados".

Fonte: Rev. Pe. Desidério Deschand, C.M., "Os Grandes Sábios e a Fé na Época Contemporânea", Cap. I, pp. 34-35. Sociedade de São João Evangelista, Desclée e Cia, Tournai, Bélgica.

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