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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

domingo, 19 de agosto de 2012

Sobre a Necessidade do Batismo para a Salvação


"Minha filha, descansa junto ao Meu Coração"
(Diário, Caderno II, 902)


O dia de hoje é para mim muito excepcional; apesar de ter passado por tantos sofrimentos, minha alma está cheia de grande alegria. No quarto ao lado estava uma judia muito doente. Há três dias fui visitá-la. Senti uma dor em minha alma ao saber que morreria logo, e que a graça do Batismo não purificaria sua alma. Falei com a Irmã enfermeira para que lhe fosse dado o Batismo quando se aproximasse o último momento; mas havia a dificuldade de que sempre havia judeus perto dela. No entanto, senti em minha alma a inspiração para rezar diante dessa imagem que Nosso Senhor mandou-me pintar. Tenho um livrete, e na capa há uma cópia dessa imagem da misericórdia divina. E eu disse ao Senhor: “Jesus, Vós mesmo me dissestes que concedereis muitas graças por esta imagem, por isso, peço-Vos a graça do Santo Batismo para essa judia, não importa quem a batize, contanto que seja batizada”. Após essas palavras fiquei estranhamente tranquilizada. Tenho toda a certeza de que, apesar das dificuldades, a água do Santo Batismo se derramará sobre essa alma. E de noite, quando ela estava muito fraca, levantei três vezes para vê-la, procurando o momento apropriado de lhe conceder essa graça. De manhã sentiu-se um pouco melhor. À tarde começou a aproximar-se o último momento. A Irmã enfermeira disse que seria difícil conceder-lhe essa graça, visto que os judeus estão perto dela. E veio o momento em que a doente começou a perder a consciência, e então começaram a sair, um em busca do médico, outros a outros lugares, para salvar a doente, de modo que ficou sozinha e, então, a Irmã enfermeira deu-lhe o Santo Batismo. E, antes que todos voltassem, sua alma estava bela, adornada da graça divina, e logo sobreveio a agonia. A agonia durou pouco, como se simplesmente tivesse adormecido. De repente vi sua alma, que entrava no céu em maravilhosa beleza. Oh, como é bela a alma na graça santificante; a alegria reinou em minha alma por eu ter obtido diante dessa imagem uma tão grande graça para essa alma.

Oh, como é grande a misericórdia divina; que toda alma a glorifique. Ó meu Jesus, essa alma Vos cantará por toda a eternidade o hino da misericórdia. Não esquecerei a impressão que tive na alma esse dia. Já é a segunda grande graça que aqui consegui para as almas diante dessa imagem.

 

Fonte: “Diário” da Serva de Deus Ir. M. FAUSTINA KOWALSKA – Professa Perpétua da Congregação de N. S. Da Misericórdia, Caderno II, pp. 279-280; Tradução de Mariano Kawka, 1982.




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