Blog Católico, para os Católicos

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

domingo, 20 de janeiro de 2013

ADOÇÃO: A FAVOR E CONTRA










                                                          Dom Fernando Arêas Rifan*

                Meio milhão de franceses marchou no último dia 13, nas ruas de Paris, para protestar contra um projeto de lei do governo que autoriza o casamento gay e permite que casais de pessoas do mesmo sexo possam adotar crianças. Além da Igreja Católica, outras religiões - muçulmanos, protestantes, judeus e cristãos ortodoxos – são contra a nova legislação (Reuters).

            Nesse mesmo domingo, na Praça de São Pedro, no Vaticano, quatro (4!) integrantes do Femen, durante a oração do Angelus do Papa Bento XVI, proclamaram  “nos gays confiamos”, em alusão ao lema “em Deus confiamos”, contra a publicação do L’Osservatore Romano que opina pela não adoção por homossexuais. A respeito da discussão se os casais homossexuais teriam os mesmos direitos reconhecidos à família, o jornal de opinião do Vaticano havia salientado neste domingo que as crianças devem ser criadas por um pai e por uma mãe: “O ser humano é o masculino e o feminino... a família monogâmica é o local ideal para aprender o significado das relações humanas e o ambiente para a melhor forma de crescimento... Um direito aos filhos e  à adoção na realidade não existe para ninguém, nem para os casais heterossexuais. Os filhos não são coisas ou instrumentos de realização, são pessoas”.

            A respeito da homossexualidade, distinguindo entre atos e pessoas, a posição da Igreja é muito clara: “Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves, a tradição sempre declarou que ‘os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados’. São contrários à lei natural. Fecham o ato sexual ao dom da vida. Não procedem de uma complementaridade afetiva e sexual verdadeira. Em caso algum podem ser aprovados”. Os homossexuais, como pessoas, “devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação. Essas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus em sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa de sua condição” (C.I.C. 2357-2358). A Igreja rejeita, pois, qualquer tipo de homofobia.

            Há sérias razões contra um suposto direito de adoção por casais homossexuais: a criança, essa sim, tem o direito de adquirir, de maneira adequada, algo muito importante e irrenunciável: a sua identidade sexual, direito esse que é impedido ou gravemente ameaçado quando recebe apenas modelos de conduta como o dos homossexuais. Ademais, o menino e a menina têm necessidade do pai e da mãe para identificar-se com a pessoa de seu mesmo gênero e para compreender o respeito, o afeto e a complementaridade que a pessoa do outro gênero deve exprimir. Ademais, ela tem direito de amadurecer a própria afetividade, observando o vínculo – afetivo, cognitivo e pessoal – que se estabelece nas relações entre pai e mãe. Sendo assim, a criança adotada por homossexuais teria uma identidade atormentada, incompleta, fracionada e parcialmente carente, mutilada, incorreta e, portanto, insatisfatória (cf. Lexicon – Pontifício Conselho para a Família, verbete “Matrimônio de homossexuais”).

 
*Bispo da Administração Apostólica Pessoal  
São João Maria Vianney



       

Mais de mil sacerdotes ingleses assinam uma carta contra o "matrimônio" gay



LONDRES, 18 Jan. 13 / 10:28 am (ACI/EWTN Noticias).- Mais de mil sacerdotes ingleses assinaram uma carta dirigida ao jornal britânico The Daily Telegraph, exortando aos legisladores locais a "que não tenham medo de rejeitar" uma proposta que permitiria no país o mal chamado "matrimônio" gay.

Em dezembro de 2012, o governo conservador comunicou a proposta para introduzir uma norma que permitiria que as pessoas do mesmo sexo contraíssem "matrimônio" antes de 2015. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse que os grupos religiosos não estão obrigados a celebrar "matrimônios" gay.

Os 1 067 assinantes representam uma quarta parte dos sacerdotes da Inglaterra e Gales. Incluem-se oito bispos, assim como a ordinária do grupo de conversos anglicanos e quatro monges beneditinos.

Na carta publicada em 12 de janeiro, os sacerdotes explicam que a medida "restringiria severamente" aos católicos a "ensinar a verdade sobre o matrimônio em suas escolas, instituições de beneficência ou nos lugares de culto".

Os presbíteros dizem na carta que "não tem sentido argumentar que os católicos e pessoas de outras crenças possam ensinar sobre o matrimônio nas escolas e em outros lugares, se em outras instâncias se defende a postura contrária do mesmo". O matrimônio é o "fundamento e o pilar de nossa sociedade", porque daí surge o "lar, as crianças e a vida familiar".

"Se a lei para o ‘matrimônio’ homossexual for aprovada, haverão muitas consequências legais" advertiram os sacerdotes, da mesma maneira os advogados advertiram que se a norma for aprovada, as escolas católicas poderiam perder os recursos, os professores correm o risco de ser disciplinados ou despedidos por negar-se a promover o "matrimônio" do mesmo sexo, além disso os capelães dos hospitais, das prisões e das bases militares poderiam enfrentar-se a represálias legais.

Os sacerdotes assinalam que a "complementariedade natural" dos sexos masculino e feminino conduz o matrimônio a uma "associação permanente" entre um homem e uma mulher.

O Bispo da diocese de Portsmouth, Monsenhor Philip A. Egan assinou a carta e disse ao The Telegraph que a carta utiliza "linguagem clara" e precisou que de aprovar-se esta norma "o ensino em nossas escolas católicas ou o testemunho da fé cristã sobre o que significa o matrimônio, não vamos poder fazer porque poderíamos ser presos por intolerantes ou homofóbicos".

O Padre Timothy Finigan, um dos assinantes da carta, disse que "o argumento do ensino de algo como verdadeiro está no centro do debate da liberdade da Igreja para educar".

O sacerdote também felicitou aos "presbíteros jovens e dinâmicos que organizaram este ato altamente significativo e de testemunho. Este tema, e a assinatura de nossos queridos Bispos, uniu à Igreja Católica em nosso país".

Segundo o jornal britânico as mais de 1.000 assinaturas foram recolhidas em poucas semanas, e não foi uma iniciativa dos Bispos, mas sim um esforço feito desde "baixo".

A carta começa lembrando que os católicos foram perseguidos durante séculos na Grã-Bretanha, e recém nos últimos tempos foram capazes de "participar plenamente na vida" do país.

Da época de Isabel I até 1850 a Igreja da Inglaterra ficou sem bispos e até 1829 os católicos foram proibidos de exercer algumas profissões.



“Corrigir os pecadores. Os sacerdotes que vêem as ofensas a Deus e se calam merecem ser chamados, como os chama o Profeta Isaías, 
cães mudos incapazes de ladrar. A estes cães mudos 
serão imputados todos os pecados 
que puderam impedir e não impediram”

(S. Afonso Maria de Ligório, “Obras Ascéticas”, Vol. II, BAC, Madrid, 1954).


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