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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

sábado, 25 de janeiro de 2014

Assim Era o Ensinamento Católico em 1938


1 – Conclusões sobre a Missa Dialogada

a) É um abuso intolerável o costume de recitar, o povo, em voz alta as partes da Missa que correspondem exclusivamente ao Celebrante, especialmente as Orações Secretas, o Cânon, as Palavras da Consagração;

b) Se bem que não seja ilícito que o povo dê, em voz alta, as respostas do ajudante, não o deve fazer sem licença do Ordinário;

c) A mesma norma se deve observar quanto à recitação das partes que o povo canta nas Missas solenes. Não se deve permitir que recitem, na Missa cantada, o que pertence propriamente à Schola Cantorum: Introito, Gradual, Tracto etc;

d) Para ser frutuosa a participação, é necessário que seja precedida de muita preparação litúrgica e instrução doutrinal.

É mais fácil e menos exposta a sua introdução em Comunidades, Seminários e Colégios;

e) Quanto à recitação, em voz alta da invocação: Meu Senhor e Meu Deus, à elevação da Hóstia, é uso formalmente proibido pela S. Congregação dos Ritos (Decret. 4 de Ag. 1922) como já por vezes declarou a Revista do Clero.

Fonte: Revista do Clero, Ano XIX, Setembro de 1938, pp. 370-372.


2 – Como se devem cantar ou recitar as Ladainhas Lauretanas?

Resposta

É proibido omitir o segundo Kyrie eleison. Deve-se recitar do seguinte modo: Kyrie... Christe... Kyrie... Christe audi nos etc.

É proibido também recitar o Agnus Dei uma só vez. Deve-se recitar três vezes ajuntando a cada um respectivamente: Parce nobis Domine, exaudi... miserere nobis.

É proibido, finalmente, recitar ou cantar três versetos sob um único ora pro nobis. (Decreto 4367; S. Poenit. Julho, 21 – 1919).

Quem recitar ou cantar as Ladainhas, não observadas estas normas, não lucrará as indulgências.

Fonte: Revista do Clero, Ano XIX, Outubro de 1938, p. 420.


3 – Revmo. Pe. Diretor da “Revista do Clero”, Laudetur J.

Ensinando o Sinal da “Cruz ” em minha paróquia, sempre mandei que se fizessem as 3 cruzes arrastando o dedo sobre a testa, sobre o rosto, sobre o peito etc., como indica a figura . Mas alguém me disse que estou em erro; que na Europa não se faz assim; que o dedo deve tocar o corpo somente nas extremidades da Cruz, pontilhando, como indica a figura .

Outro ponto. Estamos no mês de Outubro. Pode-se ainda rezar o terço em comum durante a Missa? Desejava uma explicação sobre essas questões.

Velho pároco.
Rio, 5 – 10 – 1938.

Resposta

V. Rev. Não está em erro. O Catecismo oficial distingue duas coisas: persignar-se e benzer-se. Segue V. Rev. o Catecismo. Está muito bem.

Quanto à recitação do Terço durante a Missa, não há dificuldade alguma. Podem os fiéis recitá-lo, mesmo durante o mês de Outubro.

P. S.

Fonte: Revista do Clero, Ano XIX, Novembro de 1938, p. 464.




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