Blog Católico, para os Católicos

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Avisos aos Católicos que gostam de um Carnavalzinho





“Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o Demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar. Resisti-lhe fortes na fé. Vós sabeis que os vossos irmãos, que estão espalhados pelo mundo, sofrem os mesmos padecimentos que vós”. (I Pedro 5, 8-9)

Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do Demônio. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares”. (Efésios 6,11-12).

“Tomai, por tanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever”. (Efésios 6, 13).

“Intensificai as vossas invocações e súplicas. Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos”. (Efésios 6,18).

Para este tempo de Carnaval Deus grita: Salvai-vos do meio dessa geração perversa! (At 2, 40).

“Para expressar melhor todo este paradoxo da "sabedoria de Deus que é loucura para os homens", a Igreja escolhe para celebrar o Dia do Juízo (Mt. XXV 31-46), o mesmo dia do Carnaval. Cada qual leva a máscara de seu escárnio, de sua verdadeira natureza reprimida, de sua ambição decepcionada ou impossível... Mediante este exorcismo o homem encontra de novo o humor fabuloso do justo que, penetrando em suas trevas, vê suas próprias debilidades como ilusões ou como o espantalho da glória efêmera do mundo, dizendo-se: "sim, sou rei por um tempo, vivendo eternamente". Seu riso está mesclado com lágrimas, pois o fantasma, cuja causa é ele mesmo, lhe ocultam a presença de Deus”.




► "Considera que nada há mais oposto ao espírito do Cristianismo, do que aquilo que cha­mam divertimentos do carnaval, não só porque é um resto do paga­nismo, mas também porque nada há mais contrário ao Espírito de Jesus Cristo, às máximas do Evan­gelho, à Moral Cristã, e ao exemplo dos Santos. Considere-se a origem, e o fim desta escan­dalosa li­cença dos costumes; medite-se sobre os perni­ciosos efeitos destes desregramentos e suas consequências, e nada se encontrará que não deva chocar o espírito cristão, nada que não deva alarmar a consciência.

O mês de Janeiro era profanado pelos pagãos com regozijos ímpios, e com uma libertina­gem das maiores em honra de Baco, deus da embriaguês.

Eis aí a origem destas festas do carnaval. Não tendo podido o Demô­nio im­pedir a destrui­ção do paganismo, esforçou-se por o fazer reviver nos abomináveis costumes dos pagãos.

Os cristãos destes últimos tempos, condenando e aborrecendo a idolatria, que choca o espírito e a razão, têm-se pouco a pouco familiarizado com aqueles usos que mais lisonjeiam os sentidos.

Contentes de olhar com horror o dogma extravagante dos pagãos, adota­ram uma parte de sua moral, e eis o princípio dessa licença de costumes, dessas folias e bailados que são o opróbrio da Religião, desses divertimentos carnavales­cos, origem funesta da perda de tantas almas. E ainda há quem pergunte que mal há em comparecer nesses ajuntamentos, nessas festanças? Não deveria antes perguntar-se, se é possível tomar parte nestas festas irreli­giosas do carnaval sem acender a cólera de Deus sobre vós e sobre toda a vossa família?

Que monstruosa contradição de crença e de conduta! Crer tudo quanto a nossa Religião nos pro­põe para crer em ordem àquelas terríveis verdades que tem for­mado tantos Penitentes e tantos Mártires, em ordem àqueles perigos de perder a inocên­cia no mundo, que tem povoado os claustros e os desertos; em ordem à necessidade indecliná­vel de mortificar-se continuamente, de macerar a carne, de fazer peni­tência para nos sal­varmos; em ordem, enfim, ao afastamento das ocasiões de pecar, e ao caráter da vida cristã: crer tudo isto, e gostar dos divertimentos do carnaval, e tomar parte nestes divertimentos! Penetra bem a irregularidade, a impiedade, a extra­vagância de uma tão lamen­tável conduta.

Que erro, que estranha cegueira a dos cristãos dos nossos dias, não verem a indignida­de, a irre­ligião, a impiedade de conduta tão escandalosa! E queixamo-nos depois disto, dos açoi­tes contínuos, com que Deus castiga o povo! Estranhamos o ver que a Fé se entibia todos os dias!

Causa assombro que, ainda depois de ter aparecido no mundo o Divino Sol de Justiça, reinem as trevas no espírito de tantos e tantos fiéis. Como é triste ver que há em pleno Cristia­nismo dias inteiros destinados a divertimentos.

Se entre as calúnias que os pagãos forjavam contra os cristãos, pudessem lan­çar-lhes em rosto que a nossa Religião, condenando o paganismo em tudo, o imita em muitas desordens, que a nossa Reli­gião, tendo uma Moral tão austera que põe limites muito estreitos às diversões mais honestas, permite, contudo, os regozijos e as festas dos pagãos; que a nossa Religião, umas vezes severa, outras indulgen­te, consoante as ocor­rências dos tempos, consente em cer­tos dias as dissoluções e libertinagens que proíbe noutros; se os pagãos, repito, pudessem lan­çar isto em rosto aos cristãos, com que indignação não se teria respondido à mentira, à calúnia!

Que repugnante mentira, dir-se-ia, acusar a Religião Cristã de desorde­nada em seus cos­tumes, Ela que, em virtude dos seus Preceitos, está condenando até mesmo o desejo, até mesmo o pensamento do pecado! Quem pode ignorar até que extremo a nossa Religião exige a pureza nos corações? Que vício pode orgu­lhar-se de ser excetuado ou dissimulado por Ela? Há, porven­tura, um só instante na vida que seja isento da prática da virtude, um só instante em que Ela dis­pense da obrigação de servir a Deus, e de viver na inocência?

Deste modo responderiam confiada e animosamente os Cristãos da primiti­va Igre­ja, nos quais nada havia que censurar. Nunca apareciam no circo, fugiam dos espetácu­los, do teatro e dos jogos públicos, não eram vistos, nem coroa­dos de flores, nem vesti­dos de púrpura; reinava uma Modéstia inalterável em todos os estados; não reconheciam idade, nem tempo, nem dias des­tinados para imodera­das alegrias. Os seus divertimentos, sempre honestos, sempre puros, eram li­ções de virtude e decência; nos seus banquetes sobressaía a frugalidade e a modera­ção; nas suas reuniões reinava sempre a piedade; numa palavra, em todo o tempo e em todas as ocasiões eram Cristãos. Estes, sim, facil­mente confundiriam a calú­nia. E teríamos nós, os cristãos de hoje, a mesma autoridade para lhes dar iguais respostas, principalmente durante o carnaval? Não nos arguiriam irres­pondivelmente com esses festins licenciosos, com esses bailes, com essas dan­ças, que os primeiros Cristãos censuravam nos pagãos, provando-lhes assim não só a corrup­ção dos seus costumes, mas também a falsidade da religião que seguiam?

Mas, graças ao Senhor, por universais que sejam os abusos e a licença dos maus cris­tãos, em nada podem prejudicar a Santidade da Religião, que em todos os tem­pos tem condena­do, como condena ainda hoje, essas profanações, essa escandalo­sa desordem.


Adorado em quase todos os altares, o Inimigo do Gênero Humano, orgulho­so e alti­vo com o império universal de quase todos os corações, fazia com que lhe fossem consa­grados, por meio de orgias, os primeiros dias de cada ano. Tal é, e não outro, o princípio que tiveram as escandalo­sas loucuras do carnaval.

... Pois como? O Cristianismo é assim uma espécie de vestido, que se pode variar, segun­do a diferença dos tempos? É uma brincadeira à guisa de teatro, onde se hão de re­presentar pa­péis distintos, e até contrários? Um cristão há de ser hoje dissoluto, celerado mesmo, e amanhã hipócrita, para variar? Há de tripudiar hoje em meio das orgias do paga­nismo, e amanhã aparecer, dissimulando uma máscara de cristão? Adorando-se o mesmo Deus, tendo-se a mesma Lei, e sen­do sempre um e o mesmo Inferno, tanto no carnaval, como na Quaresma, que razão há para que num tempo tenhamos a vaidade de ser ímpios e dissolutos, e noutro divulgue­mos ridícula ostenta­ção de cristãos?

Será possível que tão grosseira loucura não revolte um espírito, que seja dotado de razão? Haverá alguém que tenha, já não digo Religião, mas um pou­co de senso comum, e que não se en­vergonhe de representar publicamente esta espécie de farsa? Deus não quer o nosso coração, se não lho damos inteiramente e para sempre. Julgas, porventura, que o Senhor leva a bem que em tais dias o re­partas entre Ele e o mundo? Se confessa­mos que Deus merece ser servido em tais e tais dias do ano, não será um desprezo intole­rável julgar que nos outros dias po­demos deixar de O servir?

É artigo de Fé que o mundo é o irreconciliável inimigo de Deus; e have­rá tempo em que um cristão se entregue sem se envergonhar a todos os passatempos do mundo? À bailes, saraus, jogos, mascaradas, folganças, licenciosidades? Haverá tempo em que não é lícito senão amar o mundo e fazer gala disso? Quem teria coragem de proferir uma tal máxima, totalmente contrária à Fé e à Razão? E, to­davia, é esta a máxi­ma por onde hoje se regula o mundo.

... Segundo São João Crisóstomo, não há mais perigoso inimigo da salva­ção eterna do que es­ses espetáculos, esses saraus, essas reuniões, esses divertimentos profanos, indignos de um cristão... Eu sempre tive os bailes como perigosos, dizia um dos mais belos espíritos do seu tempo, e o cortesão mais culto e discreto do seu século, o conde de Bussy Rabutin: 'Eu sempre tive os bailes como perigo­sos, e isto não o aprendi somente pela minha razão, ensinou-me também a minha própria experi­ência'.

Muito fortes e expressivos são os testemunhos dos Padres da Igreja em fa­vor desta ver­dade, po­rém, creio que neste ponto o testemunho de um cortesão deve ser de mais peso"(R. Pe. Croiset, S. J., "Ano Cristão", Vol. I, Meditações dos Evangelhos dos dias 10-11-12 de Janei­ro; Vol. XIII, Meditação do Evangelho do Domingo da Septuagési­ma; tradução do francês pelo R. Pe. Matos Soares, Porto, 1923).


► "Quem em vida quer se divertir com o Demô­nio, não poderá gozar com Cristo no Céu ─ assim falava São Pedro Crisólogo, referindo-se às pessoas que se mascaravam, para mais livre­mente se divertir. Na sua opinião cometiam pecado grave. O mundo não concorda com o conceito do nosso Santo. Na Sagrada Escritu­ra lemos o seguinte: 'A mulher não se vista a modo de homem e o homem não traje in­dumentária feminina. Quem faz estas coi­sas, é abjeto perante Deus'(Deut. 22, 5). Cir­cunstâncias especiais pode haver que justifiquem uma exceção desta determinação. Mas se o fim do dis­farce for a luxúria, o desejo de mais livre­mente se poder entregar à dissolução, ao pecado ou se o disfar­ce causar escândalo, não há teó­logo nenhum, que não veja nis­so uma grande desordem e uma provoca­ção para o pecado. Os Santos Pa­dres, nos termos mais enérgicos, intérpretes inequívocos de sua indignação, con­denam as loucuras do Carnaval, que levam milhares de almas ao Inferno"(R. Pe. João Batista Lehmann, S. V. D., "Na Luz Perpétua", Liv. II, 5 de Dezembro - Reflexões).


"... Esses miseráveis cristãos, embrutecidos de espírito e de corpo, que durante três dias se enchem de comida, se chafurdam na devassidão, na embriagues e em outras bestialida­des, e que julgariam não fazer regularmente o jejum da Quaresma se não se far­tassem até a meia-noite da terça-feira de carnaval... Oh, pecador, servo mau, filho degene­rado; tu tens diante dos olhos o patíbulo da Cruz de onde pende teu Pai e teu Senhor: e tu vais para o banquete de trinta mil Diabos"(Dos Sermões do Bem-aventurado Olivier Maillard; cfr. Martirológio Franciscano, 21 de Julho, em Toulouse, na França, século XV).

Fonte: Acessai o ensaio “Reminiscência sobre a Modéstia no Vestir” no link “Meus Documentos – Lista de Livros”.


“Nestes dois últimos dias de carnaval, conheci um grande acúmulo de castigos e pecados. O Senhor deu-me a conhecer num instante os pecados do mundo inteiro cometidos nestes dias. Desfaleci de terror e, apesar de conhecer toda a profundeza da misericórdia divina, admirei-me que Deus permita que a humanidade exista” (Santa Faustina Kowalska, Diário, 926).


“Numa outra vez, no tempo de carnaval, apresentou-se-me, após a santa comunhão, sob a forma de Ecce Homo, carregando a cruz, todo coberto de chagas e ferimentos. O Sangue adorável corria de toda parte, dizendo com voz dolorosamente triste: Não haverá ninguém que tenha piedade de mim e queira compadecer-se e tomar parte na minha dor no lastimoso estado em que me põem os pecadores, sobretudo agora?” (Santa Margarida Maria Alacoque, Escritos Espirituais).


O carnaval é um tempo infelicíssimo, no qual os cristãos cometem pecados sobre pecados, e correm à rédea solta para a perdição” (São Vicente Ferrer).


O Servo de Deus, João de Foligno, dava ao carnaval o nome de: “Colheita do diabo”.


Santa Catarina de Sena, referindo-se ao carnaval, exclamava entre soluços: “Oh! Que tempo diabólico!”


São Carlos Borromeu jamais podia compreender como os cristãos podiam conservar este perniciosíssimo costume do paganismo.


Santo Afonso Maria de Ligório escreve: “Não é sem razão mística que a Igreja propõe hoje à nossa meditação, Jesus Cristo predizendo a sua dolorosa Paixão. Deseja a nossa boa Mãe que nós, seus filhos, nos unamos a ela na compaixão de seu divino Esposo, e o consolemos com os nossos obséquios; porquanto os pecadores, nestes dias mais do que em outros tempos, lhe renovam os ultrajes descritos no Evangelho. Nestes tristes dias os cristãos, e quiçá entre eles alguns dos mais favorecidos, trairão, como Judas, o seu divino Mestre e o entregarão nas mãos do demônio. Eles o trairão, já não às ocultas, senão nas praças e vias públicas, fazendo ostentação de sua traição! Eles os trairão, não por trinta dinheiros, mas por coisas mais vis ainda: pela satisfação de uma paixão, por um torpe prazer, por um divertimento momentâneo. Uma das baixezas mais infames que Jesus Cristo sofreu em sua Paixão, foi que os soldados lhe vendaram os olhos e, como se ele nada visse, o cobriram de escarros, e lhe deram bofetadas, dizendo: Profetiza agora, Cristo, quem te bateu? Ah, meu Senhor! Quantas vezes esses mesmos ignominiosos tormentos não Vos são de novo infligidos nestes dias de extravagância diabólica? Pessoas que se cobrem o rosto com uma máscara, como se Deus assim não pudesse reconhecê-las, não têm vergonha de vomitar em qualquer parte palavras obscenas, cantigas licenciosas, até blasfêmias execráveis, contra o Santo Nome de Deus. Sim, pois se, segundo a palavra do Apóstolo, cada pecado é uma renovação da crucifixão do Filho de Deus. Ah! Nestes dias Jesus será crucificado centenas e milhares de vezes” (Meditações).


Santa Teresa dos Andes escreve: “Nestes três dias de carnaval tivemos o Santíssimo exposto desde a uma, mais ou menos, até pouco antes das 6 h. São dias de festa e ao mesmo tempo de tristeza. Podemos fazer tão pouco para reparar tanto pecado…” (Carta 162).


“Por este amigo, a quem o Espírito Santo nos exorta a sermos fiéis no tempo da sua pobreza, podemos entender que é Jesus Cristo, que especialmente nestes dias de carnaval é deixado sozinho pelos homens ingratos e como que reduzido à extrema penúria. Se um só pecado, como dizem as Escrituras, já desonra a Deus, o injuria e o despreza, imagina quanto o divino Redentor deve ficar aflito neste tempo em que são cometidos milhares de pecados de toda a espécie, por toda a condição de pessoas, e quiçá por pessoas que lhe estão consagradas. Jesus Cristo não é mais suscetível de dor; mas, se ainda pudesse sofrer, havia de morrer nestes dias desgraçados e havia de morrer tantas vezes quantas são as ofensas que lhe são feitas.

É por isso que os santos, a fim de desagravarem o Senhor de tantos ultrajes, aplicavam-se no tempo de carnaval, de modo especial, ao recolhimento, à penitência, à oração, e multiplicavam os atos de amor, de adoração e de louvor para com o seu Bem-Amado. No tempo do carnaval, Santa Maria Madalena de Pazzi passava as noites inteiras diante do Santíssimo Sacramento, oferecendo a Deus o sangue de Jesus Cristo pelos pobres pecadores. O Bem-aventurado Henrique Suso guardava um jejum rigoroso a fim de expiar as intemperanças cometidas. São Carlos Borromeu castigava o seu corpo com disciplinas e penitências extraordinárias. São Filipe Néri convocava o povo para visitar com ele os santuários e realizar exercícios de devoção. O mesmo praticava São Francisco de Sales, que, não contente com a vida mais recolhida que então levava, pregava ainda na igreja diante de um auditório numerosíssimo. Tendo conhecimento que algumas pessoas por ele dirigidas, que se relaxavam um pouco nos dias de carnaval, repreendia-as com brandura e exortava-as à comunhão frequente.

Numa palavra, todos os santos, porque amaram a Jesus Cristo, esforçaram-se por santificar o mais possível o tempo de carnaval. Meu irmão, se amas também este Redentor amabilíssimo, imita os santos. Se não podes fazer mais, procura ao menos ficar, mais do que em outros tempos, na presença de Jesus Sacramentado ou bem recolhido em tua casa, aos pés de Jesus crucificado, para chorar as muitas ofensas que lhe são feitas.

O meio para adquirires um tesouro imenso de méritos e obteres do céu as graças mais assinaladas, é seres fiel a Jesus Cristo em sua pobreza e fazer-lhe companhia neste tempo em que é mais abandonado pelo mundo. Como Jesus agradece e retribui as orações e os obséquios que nestes dias de carnaval lhe são oferecidos pelas suas almas prediletas!” (Santo Afonso Maria de Ligório, Meditações).




São Francisco de Sales dizia: “O carnaval: tempo de minhas dores e aflições”.  Naqueles dias,  esse santo fazia o retiro espiritual para reparar as graves desordens e o procedimento licencioso de tantos cristãos.



Conta-se que, em represália aos excessos do carnaval florentino, organizou Savonarola em 1496 uma procissão de 10.000 jovens, que desfilou pelas ruas principais da cidade cantando hinos religiosos de penitência. Chegando a uma praça, onde se erguera uma grande pirâmide de livros maus, recolhidos com antecedência, a um sinal dado, colocaram-lhes fogo. Ao mesmo tempo soavam as trombetas da “Signoria”, repicavam os sinos de São Marcos e a multidão prorrompia em aclamações. Encerrou-se a função com uma missa solene no meio da praça, onde foi erguido um grande Crucifixo.

Será que os Excelentíssimos senhores Bispos e os Reverendíssimos senhores padres fazem o mesmo hoje? Será que possuem essa coragem e convicção?" (Savonarola e o protesto contra o Carnaval).


"Um oficial espanhol viu um dia São Pedro Claver com um grande saco às costas.

— Padre, aonde vai com esse saco?

— Vou fazer carnaval; pois não é tempo de folgança?

O oficial quer ver o que acontece: acompanha-o.

O Santo entra num hospital. Os doentes alvoroçam-se e fazem-lhe festa; muitos o rodeiam, porque o Santo, passando com eles uma hora alegre, lhes reparte presentes e regalos até esvaziar completamente o saco.

— E agora? – pergunta o oficial.

— Agora venha comigo; vamos à igreja rezar por esses infelizes que, lá fora, julgam que têm o direito de ofender a Deus livremente por ser tempo de carnaval" (São Pedro Claver).


Como podem chamar-se divertimentos as embriaguezes, as noitadas, os bailes e todas as desonestidades com e sem máscara? “Não divertimentos – clama São João Crisóstomo – mas sim, pecados e delitos”.


Tertuliano conta um episódio que pode nos ensinar muitíssimo, mesmo nos nossos dias. Uma senhora, apenas entrando em certo teatro, foi invadida pelo demônio. Arrastada perante o Bispo, este, exorcizando-a, forçou o Espírito maligno a dizer por que ousara molestar aquela mulher, que era boa e religiosa. “Se fiz isto – respondeu o demônio – tinha o direito de fazê-lo. Invadi-a porque  a surpreendi no que é meu” (De Spect., cap. 26).


Pensai então, católicos, que pecado cometem esses pais indignos que levam seus filhos pequenos às reuniões carnavalescas, ou a elas deixam ir suas filhas! Aquelas mães da Síria que lançavam as suas criaturas na boca inflamada do deus Baal, no dia do juízo terão mais misericórdia do que estas mulheres cristãs que lançam seus filhos na boca ardente do fogo eterno.

Elas não têm tempo nem vontade de lavá-las aos Sacramentos de Deus, e, no entanto, permitem que elas vão – ou, pior, as  acompanham – aos sacramentos do demônio. Assim chamava Santo Agostinho aos divertimentos carnavalescos, porque, em vez de nos fazerem amigos de Deus, eles nos fazem amigos do demônio; em vez de nos darem a graça, dão-nos a desgraça; em vez de nos abrirem a porta do Paraíso, escancaram-nos a porta do inferno.


Quanto às máscaras, direi só uma coisa: “A primeira pessoa neste mundo a mascarar-se foi Satanás, quando se disfarçou sob a forma de serpente, para arruinar Eva e todos nós que viemos depois” (Pe. João Colombo).


Santo Ambrósio exortava, no princípio do carnaval, aos católicos do seu tempo da seguinte maneira.

O herói Ulisses, voltando de Tróia conquistada, devia passar pela ilha das sereias: dali elevava-se sempre uma canção fascinante, aliciadora e irresistível. Mas todo nauta que cedia à lisonja daquela música ia à ruína; e o recife já estava todo branco de ossadas humanas. Para vencer a tentação, o astuto herói fez-se amarrar ao mastro da nau, e pediu aos companheiros que não o desamarrassem senão depois de passado o perigo. Só assim pôde salvar e rever Ítaca, seu reino e seu domicílio.

Católicos, o carnaval pode ter para nós uma voz de sereia, irresistivelmente aliciadora: quem cede vai de encontro aos brancos escolhos da eterna ruína. Amarremos nossa alma ao mastro da Cruz da qual pende Deus que morre pela nossa salvação; meditemos o seu gemido e também nós nos salvaremos de todo perigo.


Católico: abre o olho!


O que deve ser feito nos DIAS da FESTA de SATANÁS, isto é, do CARNAVAL?


1. Mortificar a língua, isto é, conversar moderadamente.
2. Jejuar. Evitar comer carne, frutas, doces e refrigerantes.
3. Usar o cilício uma hora por dia.
4. Não olhar programas televisivos.
5. Meditar a Sagrada Paixão de Nosso Senhor em São Mateus, São Marcos, São Lucas e São João.
6. Participar da Santa Missa todos os dias e oferecer a Comunhão reparadora.
7. Visitar a Jesus Sacramentado aos menos 5 vezes ao dia.
8. Rezar o Santo Terço diante do crucifixo.
9. Confessar-se.
10. Não participar da maldita “Cristoteca” nem do “Carnaval de Jesus”. Quem promove essas COISAS, usa do MANTO e do NOME SANTÍSSIMO de JESUS para esconder as suas paixões vergonhosas.

Pe. Divino Antônio Lopes FP.    

Anápolis, 01 de janeiro de 2009


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