Blog Católico, para os Católicos

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

sábado, 5 de julho de 2014

Da Ilícita e Perigosa Atitude de Inquirir os Misteriosos Desígnios de Deus


Diga não, ao Aborto!



Santo Agostinho em cem lugares ensina esta mesma prática. Diz ele: “Ninguém vem ao Salvador senão sendo atraído. Quem é que Ele atrai, e quem é que Ele não atrai, por que é que Ele atrai este e não aquele, não queiras ajuizar disto, se não queres errar. Escuta uma vez e ouve. Não és atraído? Reza a fim de seres atraído. De certo, ao cristão que ainda vive da Fé e que não vê o que é perfeito, mas sabe apenas em parte, basta saber e crer que Deus não livra ninguém da condenação senão por misericórdia gratuita, por Jesus Cristo Nosso Senhor, e que Ele não condena ninguém senão pela Sua equidosíssima verdade, pelo mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor. Mas saber por que é que Ele livra este de preferência àquele, sonde quem puder tamanha profundeza dos Seus juízos, mas resguarde-se do precipício, pois os Seus decretos não são por isso injustos, ainda que sejam secretos (I Tract. XXVI in Joan.). Mas, por que então livra Ele estes de preferência àqueles (Ep. 105)? Dizemos outra vez: Ó homem! Quem és tu para responderes a Deus? (De bono persever., c. XII). Incompreensíveis são os Seus juízos (Rom. 11, 20). E acrescentemos isto: Não inquiras das coisas que estão acima de ti (Rom. 11, 33), e não investigues o que está além de tuas forças (Ecli. 3, 22). Ora, Ele não faz misericórdia àqueles a quem, por uma verdade mui secreta e muito afastada dos pensamentos humanos, julga não dever conceder Seu favor ou misericórdia (Quaest. II, ad Simplic.).

Vemos às vezes crianças gêmeas das quais uma nasce cheia de vida, e recebe o Batismo; a outra, nascendo, perde a vida temporal antes de renascer para a eterna; uma, por conseguinte, é herdeira do Céu, a outra é privada da herança. Ora, por que será que a Divina Providência dá desfechos tão diversos a tão semelhante nascimento? De certo, pode-se dizer que a Providência de Deus ordinariamente não viola as Leis da Natureza; de tal sorte que, sendo um desses gêmeos vigoroso e o outro demasiado fraco para suportar o esforço da saída do seio materno, este morreu antes de poder ser batizado, e o outro viveu; não havendo assim a Providência querido impedir o curso das causas naturais, que, nessa ocorrência, terão sido a razão da privação do Batismo naquele que o não teve. E certamente esta resposta é bem sólida” (São Francisco de Sales, “Tratado do Amor de Deus”, Liv. IV, Cap. VII, pp. 226-227; 2ª Edição, Ed. Vozes, Petrópolis, 1996).

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