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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Novena em Honra da Sagrada Família (9º Dia)



Nono Dia

Os mesmos Atos preparatórios, como no primeiro dia.

MEDITAÇÃO
A Sagrada Família
protege na Hora da Morte aos Seus Devotos

Consideremos como São José, depois de ter servido com tanta fidelidade a Jesus e Maria, chega ao termo feliz de sua carreira mortal. Contemplemo-lo na sua pobre morada de Nazaré, rodeado de Anjos, assistido por Maria, sua amorosíssima Esposa, e pelo próprio Jesus Cristo, soberano Senhor de todos os Anjos, entregando o seu espírito nas mãos do Senhor, e gozando naquela doce companhia de uma paz deliciosa, verdadeiramente celestial. É fora de toda a dúvida que a presença de uma tal Esposa e de um Filho tal, havia de tornar extremamente suave e preciosíssima a morte do Santo Patriarca. E como poderia ser amarga a morte daquele que expirava nos braços da mesma vida.

Quem haverá aí capaz de compreender as consolações e as delícias, que então havia de experimentar o Coração de São José: as magníficas esperanças concebidas, os atos de resignação praticados por aquele varão justo; os afetos e sentimentos de amor que em sua alma provocariam as suavíssimas palavras de Jesus e de Maria? Por isso dizia São Francisco de Sales, que “São José morreu de puro amor para com Deus.” Tal foi o termo felicíssimo do Santo Patriarca. Não terás inveja santa, alma cristã, deste glorioso Santo? Não gostarias de morrer, como ele, nos braços amorosíssimos de Jesus e de Maria? Ah! Sim! Certíssimamente, dirás: como poderei eu, porém, miserável pecador, atrever-me a esperar uma tão grande ventura? Cobra ânimo: se não pode haver dúvida, de que aqueles que, na sua vida passada, tiveram a desgraça de ofender a Deus, e de tornar-se réus, dignos do Inferno, não merecem tal felicidade na hora da morte; contudo, se agora te converteres sinceramente para Deus, e daqui em diante Lhe pedires de todo o teu coração a graça de uma boa morte, não tenhas dúvida de consegui-la. Jesus expirou no duro madeiro da Cruz, para te merecer uma boa morte. A Virgem Santíssima não se esquecerá de que é o refúgio dos pecadores, e de que tu lhe foste recomendado no Calvário; e São José há de comprazer-se em ser teu Advogado naquela hora suprema. E, se Jesus, Maria e José estiverem contigo, quem poderá ser contra ti? Além do mais, pelo que respeita a São José, assegura Santo Afonso, que por haver morrido nos braços de Jesus e de Maria, e por ter libertado o Menino Deus da morte, levando-O para o Egito, merecera o privilégio especial de ser o Advogado da Boa Morte, preservando da morte eterna os seus devotos servos.

Ditosa, pois da alma, que no último transe o tiver por seu Advogado, juntamente, com sua poderosíssima Esposa e seu Filho divino? Ditoso de ti, se todos os dias lhe dirigires uma prece fervorosa, até ao termo da tua vida, pedindo-lhe a graça de bem morrer. São José virá, acompanhado de Jesus e Maria, consolar-te, amparar-te e assegurar-te a vida eterna.

Meditação… Petição… e Gozos…
(como no primeiro dia)

Oração Jaculatória: Dulcíssimo Jesus, em vez de serdes meu Juiz, sede o meu Salvador.

Obséquio: Rezarei em três ocasiões diferentes do dia, seis Pai Nossos, e seis Ave-Marias em honra da Sagrada Família, pedindo-lhe a graça de uma boa morte.

ORAÇÃO

Ó meu amável Redentor, que um dia me haveis de julgar, perdoai-me as ofensas que contra Vós tenho feito, pois delas me arrependo de todo o meu coração: as me perdoeis, porém, desde já, não seja que, antes do perdão, chegue para mim a hora derradeira e terrível, em que me haveis de julgar. Ajudai-me a perseverar, desde agora até ao fim da minha vida, no Vosso amor, e a nele abrasado morrer.

Virgem Santíssima, nossa esperança, confiado nos merecimentos de Jesus Cristo e na Vossa intercessão, espero alcançar uma santa morte, e a salvação eterna. Ó minha Senhora e minha Mãe, socorrei-me naquela hora, e alcançai-me a graça de invocar com amor e confiança o Vosso Nome santíssimo e o do Vosso Filho, Jesus.

Excelso Patriarca São José, meu glorioso Protetor, santa foi a Vossa morte, porque santa havia sido a Vossa vida: e, como poderia eu, infeliz, depois de uma vida tão dissipada, esperar obter uma ditosa morte, se não contasse com o Vosso patrocínio? Eia pois, ó meu santo e glorioso Protetor, pela consolação que Vos proporcionou a presença de Jesus e de Maria, protegei-me de maneira, que eu nunca mais me torne a separar do meu Deus: e, pelos cuidados que Eles vos prodigalizaram na hora da Vossa morte, assisti-me com o Vosso patrocínio em todo o tempo da minha vida, e especialmente no último momento dela.

EXEMPLO

Havia uma donzela, por nome, Tiburcia Pascual, mui devota da Sagrada Família. Adoeceu, e padeceu muito nos dias que precederam o seu falecimento; e Nosso Senhor deu a conhecer à Madre Ignez, agostiniana, que aqueles padecimentos eram a conta do que deveria sofrer no Purgatório. Esteve-lhe assistindo a serva de Deus, e viu que também lhe assistiam Cristo, Senhor nosso, a Virgem Santíssima, Senhora nossa, o Patriarca São José e outros Santos da sua devoção. E não obstante esta celestial companhia, não lhe faltavam muitos, e mui irrequietos e perversos inimigos. Não cessava a Madre Ignez de rogar ao Senhor por ela, para que não permitisse que com suas ameaças e ilusões inquietassem aquela moribunda, e com santa indignação lhes disse: “Ide em má hora para o Inferno, malditos, que esta alma não é vossa, é de Jesus, meu Esposo, e corre por minha conta.” Com isto se foram dando furiosos gritos. A Sagrada Família mostrou-se por isto muito satisfeita, e a donzela expirou, e sua alma foi levada à cela da Venerável Madre a sofrer o seu Purgatório: e pelas orações da Madre Ignez e outros sufrágios, subiu a gozar da glória na presença de Deus, na Véspera da Imaculada Conceição de Maria.

JACULATÓRIAS

Amado Jesus, Maria e José, o meu coração Vos dou e a minha alma.

Amado Jesus, Maria e José, assisti-me na última agonia.

Amado Jesus, Maria e José, expire em paz entre Vós a minha alma.


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