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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

sábado, 19 de maio de 2012

O Verdadeiro Cristão


Presidente Gabriel Garcia Moreno

Por que se diz dos “verdadeiros cristão”? Não são todos verdadeiros cristãos aqueles que receberam o Batismo? Não; assim como nem todos os cidadãos são verdadeiros cidadãos (e não o são os traidores, os que renegam a pátria ou se revoltam contra ela), assim também nem todos os batizados são verdadeiros cristãos, mas somente os que, sendo batizados:

Princesa Isabel

1) Professam a Fé e Doutrina de Jesus Cristo: Professar a Fé e Doutrina de Jesus Cristo, quer dizer:

a) Crer em geral todas as Verdades, que Jesus Cristo nos ensina por meio da Igreja, e em particular as que se devem crer com Ato de Fé explícita;

b) Não negar, nem fingir negar nenhuma Verdade de Fé;

c) Confessar explicitamente a Fé, ainda mesmo à custa da vida, quando for necessário, por exemplo, quando para fim religioso se é interrogado pela autoridade pública sobre a Fé; quando o silêncio fosse ocasião de escândalo ou significasse negação, desprezo ou vergonha da Fé.

Beato José Sanchez del Rio, Mártir.

Milhares de cristãos sacrificaram generosamente a vida no meio de indizíveis sofrimentos, para não negarem a Fé, fiéis ao dever de confessá-la explicitamente.

d) Finalmente, deve-se professar a Doutrina de Jesus Cristo, isto é, viver em conformidade com os ditames da Fé, praticando as suas obras (por exemplo: não basta encontrando no caminho o Santíssimo Sacramento, crer que Jesus Cristo está presente na Eucaristia, é necessário também confessar, professar esta Fé, saudando, isto é, adorando Jesus Cristo; não basta crer que Deus existe, que há Paraíso e Inferno, é necessário também respeitar e obedecer a Deus, e viver de modo que se mereça o Paraíso e se evite o Inferno) e observando os Mandamentos de Deus e da Igreja. Os hereges, que negam tudo ou parte do que Jesus Cristo ensinou, já não pertencem à Igreja, embora tenham sido batizados. Um cristão que renega a Fé de Jesus Cristo, deixa de pertencer à Igreja.


2) Participam dos seus Sacramentos, isto é, dos Sacramentos que Jesus Cristo instituiu para santificar as nossas almas. Por conseguinte, os que dizem professar a Fé de Jesus Cristo, e depois negam um ou outro dos Sacramentos, não pertencem também à Igreja; apartaram-se dEla. Em suma, embora por palavras digam confessar a Fé de Jesus Cristo, renegam-na de fato, negando ainda que seja um só Sacramento por Ele instituído.

São Pio de Pietrelcina com D. Marcel Lefebvre

3) Obedecem aos Pastores constituídos por Ele. Toda a sociedade tem os seus superiores e um chefe supremo. Jesus Cristo instituiu a Igreja e estabeleceu nEla os Pastores, cujo Chefe é o Sumo Pontífice. Este representa Jesus Cristo na terra, faz as suas vezes, e por isso, rege e governa a Igreja em nome dEle. O verdadeiro Chefe da Igreja é Jesus Cristo, mas Ele só no Céu é que está visivelmente; na terra, na Eucaristia, encontra-se de modo invisível. Nem do Céu, nem da Eucaristia Ele ensina, rege ou governa a Igreja; rege-A e governa-A por meio do Papa, que constituiu seu Vigário, seu representante na terra.

Os outros Pastores instituídos por Jesus Cristo são os Bispos, que em comunhão com o Papa, regem e governam a Diocese que lhes foi designada. Os que não obedecem ao Papa e ao respectivo Bispo não são verdadeiros cristãos. (Teólogo Giuseppe Perardi, “Novo Manual do Catequista”, 1958)

Diz Sertillanges: “É de Fé que todos os Justos recebem as graças necessárias para a sua perseverança no bem; todos os pecadores, as graças necessárias para a sua conversão e salvação; todos os pagãos, as graças que os conduzirão, se quiserem, quer à Fé explícita, quer às disposições morais e sobrenaturais supletivas da Fé (explícita)” (Catechisme des Incrovants, I, p. 286).

Porém, sempre é exigida a nossa cooperação: Quem nos criou sem nós, não nos salvará sem nós” (Santo Agostinho).

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