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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

domingo, 24 de maio de 2015

A Igreja Católica da Alemanha no abismo.


Hedonismo generalizado



Por Mathias von Gersdorff – Junge Freiheit | Tradução: FratresInUnum.com* – Fazia parte da preparação do Sínodo sobre a família de outubro de 2015 que as dioceses do mundo inteiro consultassem a opinião dos fieis sobre o tema matrimonio e família.

As respostas do laicato alemão foram analisadas pela Conferencia Episcopal Alemã, que resumiu sua avaliação no documento intitulado “A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo de hoje”.

Esse documento foi enviado a Roma e constitui, por assim dizer, a descrição da posição dos católicos alemães face ao matrimônio e à família. Com base nessas opiniões, o Sínodo deverá elaborar, no outono [europeu], perspectivas pastorais.

Faun é uma banda alemã de Gräfelfing, Munique,
que mistura música folclórica pagã com música medieval,
formada em 1998 por Oliver Pade, Birgit Muggenthaler, ...





No que diz respeito à Alemanha, a tomada de posição da Conferencia Episcopal Alemã revela uma situação desoladora. Se essa tomada de posição refletir de fato a realidade nacional, a Igreja não exerce mais qualquer influência sobre as opiniões de seus fiéis a respeito de casamento, família e moral sexual.

A respeito do divórcio, das famílias-mistas, das parcerias homossexuais, a julgar pelo documento dos bispos alemães, os fieis teriam adotado inteiramente as ideias difundidas por revistas como BRAVO, por filmes e novelas, ou por partidos políticos de esquerda como Bündnis 90/Die Grünen.

Segundo a Conferencia Episcopal Alemã, a revolução sexual fez uma obra devastadora na Alemanha e os bispos não têm mais qualquer influência sobre o que os católicos pensam a respeito de matrimônio e sexualidade.

Enquanto tal, o documento da Conferencia Episcopal Alemã constitui uma confissão do colossal fracasso do episcopado em defender neste País a Fé católica e o Magistério eclesiástico.
 
A delegação alemã para o Sínodo, composta por Cardeal Reinhard Marx (München-Freising) e pelos bispos Franz-Josef Bode (Osnabrück) e Heiner Koch (Dresden-Meißen), deveria se apresentar diante da assembleia sinodal e, de cinzas na cabeça, pedir perdão por seu fracasso.

Bispos de dioceses pobres do interior da Bolívia ou da Nigéria certamente lhes fariam as seguintes perguntas: como pode ser que uma Igreja tão rica tenha gasto tão pouco dinheiro no ensino da verdadeira doutrina católica a respeito do matrimônio e da sexualidade?

Por que o conteúdo das Encíclicas dos Papas Bento XVI, Joao Paulo II (Familiaris consortio) e Paulo VI (Humanae vitae) permanece desconhecido ou não é levado a sério?

Por que a Encíclica “Humanae vitae” foi colocada em questão pela “Declaração de Königstein” dos bispos alemães?

Quanto dinheiro a rica Igreja católica alemã gastou para combater as influências perniciosas da televisão, da internet e de outras mídias sobre as pessoas?

Que contramedidas catequéticas foram tomadas para manter viva a doutrina católica?

São Bonifácio derruba a árvore
estultamente cultuada pelos pagãos
 
Poder-se-iam colocar perguntas ainda mais incômodas, uma vez que o entendimento católico sobre matrimônio e sexualidade está intimamente ligado à cristologia católica.

Se, de fato, muito poucos alemães ainda seguem a moral matrimonial e sexual católica, deve-se perguntar até que ponto eles ainda aderem ao cerne da Fé católica, como, por exemplo, a divindade de Cristo, sua ação salvífica enquanto vítima expiatória e redentora, a ressurreição, etc.

Face a essa catástrofe, é de esfregar os olhos quando bispos alemães tem a triste coragem de apresentar exigências ao Sínodo.

A doutrina deveria ser, segundo eles, “mais desenvolvida”; dever-se-ia mostrar “apreço” pelas relações extra-matrimoniais e homossexuais, e assim por diante.

Afinal que resultados a delegação alemã pode mostrar, a fim de se atribuir autoridade para apresentar semelhantes exigências?

Não é de espantar que em muitos países os católicos balancem a cabeça a respeito da Alemanha.

Até mesmo Daniel Deckers, jornalista encarregado de assuntos ligados à Igreja Católica do Frankfurter Allgemeine Zeitung e muito longe de ser um conservador, escrevia em 21 de abril de 2015:
“Sob a impressão causada pelas respostas, (os bispos alemães) acentuam agora sua proposta do ano passado de permitir sob certas condições o acesso de católicos divorciados e recasados aos sacramentos da penitência e da eucaristia. Até o momento, a Conferencia Episcopal Alemã é a única no mundo que defende este ponto de vista”. De fato é de se perguntar o que, afinal, a Conferencia Episcopal Alemã pretende com o documento “A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo de hoje”.

Da diocese de Essen – com aproximadamente 850.000 almas – chegaram 14 respostas individuais ao questionário.

De Mainz (740.000 almas) veio um total de 21 respostas.

De Magdeburg (86.000 almas) vieram 18.

Não é preciso haver estudado estatística para saber que tal pesquisa de opinião não vale nada.

O que a Conferencia Episcopal Alemã deveria ter informado ao Vaticano seria: “Infelizmente, não foi possível saber o que os fieis pensam a respeito de matrimonio e família, uma vez que não participaram da pesquisa”.
 
Ao contrário disso, A Conferência Episcopal redigiu um documento que recomenda a demolição da doutrina católica sobre matrimônio e sexualidade.

Vamos esperar o que o Cardeal Marx e companhia vão produzir até o Sínodo da Família.

Em todo caso, o Cardeal alemão Walter Brandmüller já deixou claro: “Quem quiser mudar o dogma é herege – ainda quando traja a Púrpura.”
 
* Nosso agradecimento a um caro amigo pela tradução fornecida.

http://fratresinunum.com/2015/05/16/a-igreja-catolica-da-alemanha-no-abismo/

 

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