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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

domingo, 16 de janeiro de 2022

Revelação de Nossa Senhora ao Bem-aventurado Alan de la Roche.


Quando a devoção do Santo Rosário ia decaindo entre os fiéis, a Santíssima Virgem enviou ao mundo o Bem-aventurado Alan de la Roche, cujo apostolado insigne foi a quem Ela, sem cessar, regalava com favores extraordinários. Eis aqui o que nos refere deles a crônica dominicana.

Certo dia, festa da Santíssima Virgem, foi arrebatado em êxtase o Bem-aventurado Alan, ouviu que de todas as partes do mundo saiam vozes terríveis que diziam: Vingança, vingança! Vingança sobre os habitantes da terra! Depois dessas vozes, viu rios de fogo que brotavam do Céu e caíam sobre a Terra e seus habitantes.

No mesmo instante entre prantos e alaridos, apareceu uma multidão inumerável de homens. Os que sobreviveram começaram a aclamar com todas as suas forças, pedindo auxílio. Como Deus não deixa a esperar os que Lhe invocam, imediatamente se viu aparecer no ar uma fulgentíssima nau, que desceu do Céu, rodeada de estrelas e adornada das mais belas cores, e que andava de uma parte a outra no ar, como as naus ordinárias na água. E era de tanta capacidade, que inumeráveis pessoas podiam entrar nela. Viu também que sobre a preciosa coberta, e num e noutro lado dela, (também) dentro da nau, havia muitos Anjos, que derramavam sobre a terra torrentes de água para apagar o incêndio horrível que no mundo ardia. Porém, via-se encabeçando a nau uma formosíssima Senhora, cuja elegância, graça e beleza não há língua humana capaz de descrever, a qual, como Patrona, levava o timão.

Por fim, toda a nau estava rodeada de um preciosíssimo arco-íris. Enquanto isto acontecia, os homens lutavam com as angústias da morte, Aquela Senhora, que era a Rainha dos Anjos, dizia: “Ó miseráveis filhos dos homens! Acudi a Mim, para não perecer neste dilúvio. Sabei, que assim como o mundo se salvou do dilúvio do pecado pela saudação angélica, assim, acudi em Mim agora pela mesma saudação”.

Depois dessas palavras, muitos na terra saudavam a Virgem repetindo a Ave Maria, e quantos assim o faziam eram transportados à nau por umas alvíssimas pombas. E a quantos entravam nela, convidava a Virgem, com manjares deliciosos e os deleitava com um riquíssimo vinho de doçura inefável. Apenas entravam na nau os que foram chamados pelas pombas, começaram os Anjos outra missão, deixando de apagar o fogo, e foram edificar em brevíssimo tempo uma cidade admirável com torres de muito elevada altura. Para lá foram transladados depois todos os que rezavam o Rosário de Maria, para preservá-los do incêndio em que ainda se consumia o mundo. Finalmente, a Augusta Rainha do Céu, pôs fim à visão com estas palavras: “Assim como no Dilúvio Universal pereceram todos os que desprezaram a nau de Noé, assim neste e nos últimos tempos perecerão os que desprezam o meu Rosário”.


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Fonte: “Mês de Outubro consagrado a Honra de Nossa Senhora do Santo Rosário”, p. 56. Por Heliodoro Gil y Cartagena, S.J., Livraria Católica, Madrid, 1912.


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