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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

A Desgraçada Morte de um Inimigo da Igreja de Cristo




A Morte de Voltaire e o Inferno

A propósito da morte do famigerado corifeu da impiedade do século XVIII, descreve Armel Kerven em seu livro "Voltaire", o seguinte:

"Entrando em casa alta noite, enervado pela emoção, saturado de lisonjas, teve Voltaire um violento acesso de febre.

O marquês de Villete, em cuja casa se hospedara, mandou logo chamar um padre. Lá estava, porém, uma legião de enciclopedistas. Voltaire não quis dar o braço a torcer diante deles: o padre, despedido, retirou0se, dizendo que estaria à disposição do doente. Era o padre Gaultier, coadjutor de S. Sulpicio.

Dois dias depois, teve o filósofo um fluxo de sangue que o debilitou em extremo. Julgou-se perdido, pediu uma pena e traçou com mão trêmula este bilhete:

'Ao snr. Padre Gaultier:

Prometeu-me vir ouvir-me. Peço-lhe o obséquio de vir quanto antes.

26 de fevereiro de 1778.

Voltaire'.

Ocupado com outro doente, o padre só chegou à casa alta noite. Só no dia seguinte, ao romper o dia, recebeu o bilhete com mais este:

'Mme. Denis, sobrinha de M. Voltaire, pede ao padre Gaultier vir vê-lo. Ficará obrigada.

27 de fevereiro de 1778.

Em casa do snr. marquês de Villete'.

O padre foi aconselhar-se com o seu vigário, que lhe ordenou antes de tudo uma retratação. Foi necessário lutar dois dias com os filósofos, que não queriam tal coisa.


Enfim, venceu o padre. Eis o teor exato da retratação:

'Declaro que sofrendo, há dias, de vômito de sangue, na idade de 84 anos, e não tendo podido arrastar-me até à igreja, o snr. Vigário de S. Sulpicio fez-me o obséquio de mandar-me o padre Gaultier; que me confessei a ele e que, com o favor de Deus morrerei na Religião Católica em que nasci, esperando da misericórdia divina que Ela me perdoe todas as minhas faltas. Se escandalizei a Igreja, peço perdão à Deus e à Ela.

Voltaire.

A 2 de março de 1778, em casa do snr. Marquês de Villete, em presença do snr. Padre Mignot, meu sobrinho, e do snr. Marquês de Villevieille, meu velho amigo'.

As duas testemunhas assinaram.

Depositado no cartório do 'Mestre' Monet, tabelião em Paris, esse documento foi publicado.

Apenas recebeu Voltaire os Sacramentos, melhorou. Os enciclopedistas, seus amigos, que se tinham afastado, voltaram ao aposento do doente, e não o deixaram mais.

Começou ele logo a meter à bulha aquilo que chamava uma 'fantasia de penitência', esquecendo seus terrores, à medida que convalescia, e zombando da misericórdia divina, a qual, enfim, o abandonou.

No mês de maio, caindo ele de cama com um novo acesso, foi chamado a toda a pressa o dr. Tronchin, seu médico assistente, que não lhe pode ocultar a gravidade do caso.

Quis Voltaire chamar de novo o padre; mas a Enciclopédia tinha jurado que venceria. D'Alembert, Marmontel e Diderot montaram guarda ao doente, ficaram surdos ao seu pedido e só permitiram que dois padres vindos de S. Sulpicio, pudessem aproximar-se do doente, quando o delírio do moribundo lhes impossibilitava o ministério.

Morreu Voltaire em pavoroso desespero. Da vizinhança todos ouviam os seus gritos de raiva.

- 'Retirem-se! Retirem-se! Urrava ele, apostrofando os enciclopedistas. Foram vocês que me perderam! Eu não carecia dos snrs. Vocês é que não podiam passar sem mim. E que miserável glória me arranjaram!'

No meio dos temores e angústias, ouvia-se, simultânea ou sucessivamente, invocar a Deus e blasfemar... Ora em voz lamentável, ora com o tom do remorso, e mais a miúdo em acessos de furor exclamava:

-'Jesus Cristo! Jesus Cristo!

Richelieu, testemunha desse espetáculo fugiu, dizendo: 'É demais! Não se pode suportar!'

O horrível drama continuou. O moribundo estortegava-se no leito e rasgava o peito com as unhas. Chamava pelo padre Gaultier, mas os adeptos, reunidos na ante-câmara, tapavam os ouvidos e não quiseram que esse sacerdote, recebendo os últimos suspiros do seu patriarca, estragasse a obra da filosofia (Enciclopédia).

Ao chegar o momento fatal, nova crise de desespero:

- 'Sinto que me arrastam ao Tribunal de Deus!'

E voltando para a parede o olhar apavorado:

- 'Ali está o Diabo; quer me agarrar. Eu o vejo. Vejo o Inferno... Escondam-me...'

Finalmente, condenou-se a si mesmo, ao realizar aquele festim, a que sua ignorância e sua paixão anti-bíblica tantas vezes fizera sentar-se o profeta Ezequiel; e, dessa vez, sem zombaria, num acesso de sede ardente... Levou aos lábios o vaso da noite e tragou o conteúdo! Deu um último urro e expirou sufocado pelas fezes e pelo sangue que lhe jorrava pela boca e pelo nariz.

Os filósofos proibiram expressamente a toda gente de casa que contassem isso, mas não puderam impôr silêncio ao médico assistente”.

A existência do Inferno é um Dogma da Fé Católica. Jesus Cristo afirmou sua existência. Jesus Cristo é Deus. O Inferno existe.

Fonte: “Vozes de Páscoa”, do Cônego Mello Lula, pp. 47-53; E. Prof. Salesianas, Niterói, 1930.

Pensamentos de Voltaire


"Convém ter uma religião e não crer nos padres, assim como convém fazer um regime e não crer nos médicos" (Voltaire)

"Se Deus nos criou à sua imagem, vingámo-nos definitivamente" (Voltaire)


Os maus só têm cúmplices; os libertinos têm sócios de devassidão; o comum dos homens ociosos têm relações. Os homens virtuosos têm amigos" (Voltaire)


"A falsa ciência cria os ateus, a verdadeira, faz o homem prostrar-se diante da divindade"
(Voltaire)



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