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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

terça-feira, 18 de julho de 2017

O Que Deve Fazer o Terceiro Carmelita, Para Alcançar a Perfeição e a Salvação Eterna.



Qui regulae vivit, Deo vivit,
 
viver ajustado à Regra, é viver para Deus.


Quando a Igreja Católica, qual Mãe solícita, dentro do seu Código de Direito Canônico, estabelece que a aprovação de uma Regra, que deve determinar a vida de uma Ordem Terceira, é reservada exclusivamente ao Magistério Supremo e Infalível da Santa Sé, Ela nos garante que esta mesma Regra, bem observada, torna-se caminho de salvação eterna. Que mais poderíamos desejar? Que mais preocupa um coração sincero, uma consciência cristã bem formada, senão a resposta adequada à pergunta pungente: ‘Para que estamos no mundo? Como alcançaremos a vida eterna?’ E aí está o Santo Padre Pio XII, cônscio da sua Suprema Autoridade em matéria de fé e de costume, a dirigir a resposta inequívoca aos Terceiros Carmelitas: ‘Observai esta Regra, por Nós aprovada. Servi e amai a Deus deste modo; é alcançar a perfeição cristã neste mundo, e a salvação eterna, no outro’.” (Rev. Pe. Emídio Ter Beke, O. Cam., “Comentário da Regra da Ordem Terceira do Carmo”, Introdução, pp. 7-8; 2ª Edição, Edições Carmelitanas, São Paulo, 1961).

A Confirmação Desta Verdade


Santa Teresa de Ávila: “Se algo pudermos fazer junto a Deus… lutemos por Ele, e eu considerarei muito bem empregados os sofrimentos que tive para fazer este recanto (o mosteiro de S. José), onde desejava que se respeitasse a Regra de Nossa Senhora e Imperatriz com a perfeição primitiva” (C 3, 5).

Se dizemos que esses são os princípios da renovação da Regra da Virgem Sua Mãe, Senhora e Padroeira Nossa, não a ofendamos, nem as Santos Padres nossos antepassados, deixando de nos conformar a elas...” (F 14, 5).

Se procurarmos respeitar perfeitamente e com muito cuidado a nossa Regra e Constituições, espero que o Senhor atenda às nossas súplicas. Não vos peço, filhas minhas, nada de novo, mas apenas que guardemos o que professamos, pois é essa a nossa vocação e a nossa obrigação muito embora haja muita diferença entre guardar e guardar” (C 4, 1).

A nossa primeira Regra diz que oremos sem cessar. Por isso, façamo-lo com todo o cuidado possível, que é o mais importante...” (C 4, 2; “guardando-a se reza sem cessar”).

O que o Demônio pretende aqui não é pouco: esfriar a caridade e o amor mútuo entre as irmãs, o que seria grande prejuízo. Entendamos, filhas minhas, que a verdadeira perfeição é o amor a Deus e ao próximo. Quanto mais fielmente guardarmos esses dois Mandamentos, tanto mais perfeitas seremos. A nossa Regra e as nossas Constituições, em seu conjunto, não servem senão de meios para seguir isso com mais perfeição” (M 1, 2, 17).


São Francisco de Assis: “Em nome do Senhor, rogo a todos os irmãos, que aprendam bem o teor e sentido do que está escrito nesta Regra de vida a bem da salvação de nossa alma e frequentemente o recordem” (1Reg. 23, 35).

A Observância da Regra permite a Reforma da Igreja e a Salvação dos Fiéis: “… Começaram a vir a São Francisco muitas pessoas do povo, nobres e plebeus, clérigos e leigos, querendo por inspiração de Deus militar para sempre sob sua disciplina e magistério. O santo de Deus, como um rio caudaloso de graça celeste, alimentado pelas chuvas dos carismas, enriquecia o campo de seus corações com as flores das virtudes. Pois era um artista consumado que apresentava o exemplo, a Regra e os ensinamentos de acordo com os quais a Igreja de Cristo rejuvenescia, enquanto nos homens e nas mulheres triunfava o tríplice exército dos predestinados. A todos propunha uma norma de vida e demonstrava com garantias o caminho da salvação em todos os graus” (1C 37; LP 115).


Adolfo Tanquerey: “Quando alguém entra no estado religioso, obriga-se, por isso mesmo, a observar as Regras e Constituições, que são explicadas no decurso do Noviciado, antes da Profissão. Ora, seja qual for a Congregação a que o homem se dê, não há uma só que não se proponha como fim a santificação dos seus membros, e não determine, por vezes, com todas as minúcias, as virtudes que se devem praticar e os meios que facilitam o seu exercício. Se é, pois, sincero o religioso, obriga-se a observar, ao menos no seu conjunto, esses vários regulamentos e, por isso mesmo, a elevar-se a certo grau de perfeição; porquanto, ainda mesmo que não cumpra senão o grosso das regras, tem ainda muitas ocasiões de se mortificar em coisas que não são de preceito; e o esforço, que é obrigado a fazer para isso, é um esforço para a perfeição…

O verdadeiro religioso… cumpre a regra tão integralmente como pode, sabendo que é esse o melhor meio de agradar a Deus: ‘Qui regulae vivit, Deo vivit, viver ajustado à Regra, é viver para Deus’. Assim mesmo, não se contenta de cumprir estritamente os votos, pratica o seu espírito, esforçando-se por avançar cada dia para a perfeição, segundo a palavra de S. João: ‘O que é santo santifique-se ainda mais’; e então se verifica para ele o que diz S. Paulo: ‘Todo aquele que seguir esta regra gozará de paz e poderá contar com a misericórdia divina, pax super illos et misericordia’ (Gál., VI, 16)” (Compêndio de Teologia Ascética e Mística, 1ª Parte, Cap. IV, Art. II, Pontos 373-376, pp. 212-214; 5ª Edição, Livraria Apostolado da Imprensa, Porto, 1955).


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