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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Novena em Honra da Sagrada Família (1º Dia)


Extraída da Obra intitulada “A Sagrada Família”,
por um Padre Redentorista

Tradução do Espanhol pelo Cônego
Manuel Moreira Aranha Furtado de Mendonça

Estabelecimentos Benzinger & Co. S. A.
Tipógrafos da Santa Sé Apostólica

EINSIEDELN, Suíça.

1898


Ato de Contrição

Meu Senhor Jesus Cristo, Criador, Pai e Redentor meu, em quem creio e espero, e a quem amo e desejaria ter amado sempre sobre todas as coisas; pesa-me uma e mil vezes de Vos haver ofendido, por serdes Vós quem sois, bondade infinita; pesa-me também por haver merecido as terríveis penas do Purgatório, e, talvez, ai de mim, as eternas chamas do Inferno. E Vós, cheio de misericórdia, me haveis adiado o castigo. Proponho firmemente nunca mais pecar, e afastar-me das ocasiões de Vos ofender, ajudado pela Vossa divina graça. Concedei-me, ó meu Jesus, a felicidade de me confessar com as devidas disposições, para obter copiosos frutos, emendar a minha vida e perseverar em Vosso santo serviço até a morte. Eu Vo-lo peço, Senhor, pelo Vosso preciosíssimo Sangue, pelas dores de Vossa aflita Mãe e pela intercessão do glorioso Patriarca São José. Assim seja.

Oração Preparatória
para recitar todos os dias
diante da Imagem da Sagrada Família
(Indulgenciada)

Ó meu amorosíssimo Jesus, que por meio de inefáveis virtudes e exemplos de Vossa vida doméstica, santificastes a Família, por Vós escolhida aqui na terra, olhai compassivo para esta família, que aqui prostrada diante de Vós, Vos pede, Lhe sejais propício. Lembrai-Vos de que é Vossa, pois que a Vós está especialmente dedicada e consagrada. Assisti-Lhe benigno, defendei-a de todos os perigos, socorrei-a em todas as necessidades e dai-Lhe a graça suficiente para perseverar constantemente na imitação da Vossa Santa Família, a fim de que servindo-Vos fielmente, e amando-Vos na terra, possa depois bendizer-Vos eternamente no Céu.

Ó Maria, minha Mãe dulcíssima, a Vossa intercessão recorremos, seguros de que o Vosso divino Filho, há de ouvir as Vossas súplicas. E Vós também, ó glorioso Patriarca São José, ajudai-nos com a Vossa poderosa intercessão, e oferecei a Jesus os nossos votos pelas mãos de Maria Santíssima. Assim seja.


Primeiro Dia

MEDITAÇÃO

A Sagrada Família em Belém

Consideremos os terníssimos colóquios de Maria e José durante a viagem de Nazaré à Belém, sobre a misericórdia de Deus, que enviava o Seu divino Filho ao mundo, para resgatar o gênero humano; e sobre a caridade do Filho de Deus, em baixar a este vale de lágrimas, a expiar com os Seus sofrimentos e com a Sua morte, os pecados dos homens. Consideremos também, qual seria a angústia de José, quando, chegado a Belém, viu que ninguém lhes queria dar hospedagem, nem a Maria nem a ele, de maneira que se viram obrigados a recolher-se num estábulo. Oh! Como ele devia sofrer, vendo a Sua Santíssima Esposa, jovem donzela de quinze anos, prestes a dar à luz o Seu divino Filho, tremendo de frio naquela gruta úmida e desabrigada. Pôde, porém, logo consolar-se, ouvindo a Maria que o chamava e lhe dizia: “Vem, José, vem adorar o Nosso Deus Menino, que acaba de nascer neste estábulo; vem admirar a Sua beleza, ver aqui, nesta manjedoura, nestas poucas palhinhas o Rei do Universo; vem ver como treme com frio, Ele que inflama os corações dos Serafins; vem ouvir como chora Aquele que é a alegria do Paraíso!” E José, ao contemplar com Seus próprios olhos o Filho de Deus, feito homem, naquela pobre gruta, inundada de luz celestial, e ao ouvir os Coros dos Anjos entoando hinos ao Seu Deus recém-nascido, caiu de joelhos, e, chorando de ternura, disse: “Eu Vos adoro, ó Deus e Senhor meu! Quão ditoso sou por haver sido, depois de Maria, o primeiro a quem foi dado ver-Vos, e por saber que perante o mundo haveis de ser tratado e passar por filho meu! Permiti-me, pois, que Vos chame por esse nome e Vos diga desde já: Meu Deus e meu Filho, eu me consagro eternamente à Vós: minha vida já não será minha, mas inteiramente Vossa; hei de empregá-la toda em Vos servir, ó meu divino Mestre.” Consideremos, por último, como subiu ao seu auge o gozo de José, ao ver chegar naquela mesma noite os pastorinhos, que o Santo Anjo havia convidado a vir adorar o Salvador recém-nascido, e quando os Magos, pouco depois, vieram do Oriente prestar suas homenagens ao Rei dos Céus, que baixava à terra para salvar as Suas criaturas.


*Façam-se aqui, por alguns instantes, breves reflexões sobre a matéria da precedente meditação, pedindo em seguida as graças que se desejam alcançar. Em seguida, recitam-se ou cantam-se os seguintes versos:

GOZOS

CORO

Oh! Vinde, pastorinhos,
O Rei vinde adorar,
Que lá dos Céus à terra
Acaba de baixar.

Vede, em rústico teto
Que se veio abrigar;
Tem por berço um presépio,
Por templo e por altar;
E em leito de palhinhas,
Nuzinho repousar,
Aquele, que astros mil
A seus pés vê brilhar.

Vede esse astro formoso,
Que O veio anunciar
Aos magos do Oriente,
Pra que O fossem buscar,
E ante o Rei de Judá
Humildes se prostrar,
De incenso, ouro e mirra
Trino dom Lhe ofertar.

Sem ricas oferendas
Não temais lá chegar,
Que é grato o Deus Menino,
A quem fé Lhe prestar;
Até do campo as florinhas
Tem por certo agradar,
A Quem com seu sorriso
As faz desabrochar.

A Mãe nos ternos braços
O está a acalentar,
E quer adormecê-lO
Com seu doce cantar,
E um Anjo lhe responde
Em tom de acompanhar,
Honra a Deus nas alturas,
Paz veio aos homens dar.”

Vede esbelto mancebo
Humilde ajoelhar,
Que as águas do Jordão
Fora puras libar;
E Jesus que o contempla
Com meigo doce olhar;
E um alvo cordeirinho
Ali perto a balar…

Coração, alma e vida
Lhe vamos ofertar;
Que o Deus, pobre e menino
Quer-nos, meigo, abraçar;
E seus bracinhos ergue,
Como pra nos chamar;
Vinde, vinde, repete
Com terno bracejar.

Oração jaculatória: Jesus, Maria e José, iluminai-nos, socorrei-nos e salvai-nos. Amém. (Indulgenciada).

Obséquio: Por amor da Sagrada Família, fazei todas as obras deste dia com a pura intenção de agradar a Deus, procurando dirigi-las sempre do mesmo modo.

ORAÇÃO

Perdoai-me, ó meu dulcíssimo Jesus, por amor de Maria e de José, e concedei-me a graça de Vos ver um dia no Céu, de lá Vos amar, e louvar a Vossa bondade inefável, que Vos levou a fazer-Vos menino por nosso amor. Eu Vos amo, ó Bondade infinita, ó meu Jesus e meu Deus, meu amor e meu tudo.

E Vós, ó Maria, Mãe de Deus e minha Mãe, encomendai-me ao Vosso divino Filho, e alcançai-me dEle o perdão dos pecados que tenho cometido, e a graça de não tornar a pecar.

Ó meu amado Patriarca, pela amargura que sentiste ao ver o divino Verbo nascido num estábulo, em meio de tanta pobreza, sem berço nem abrigo, e ao ouvi-lO chorar de frio, suplico-Vos que me obtenhais uma verdadeira dor de meus pecados, que foram a causa das lágrimas de Jesus; e, pelo gozo que tiveste ao contemplar a Jesus Menino no presépio, tão belo e encantador, que Vosso peito, desde então, se sentiu inflamado no mais ardente amor para com um Deus, tão amante, e tão digno de ser amado; alcançai-me também, a graça de O amar na terra com amor intenso e de possui-lO no Céu eternamente. Assim seja.

EXEMPLO

Havia um piedoso comerciante que tinha uma grande devoção à Sagrada Família. Todos os anos, em dia de Natal, assentava três pobres à sua mesa, um velho, uma mulher e um menino, e servia-os como se houvesse recebido a Jesus, Maria e José pessoalmente. Este procedimento foi-lhe largamente recompensado. Depois da morte o caritativo comerciante apareceu a algumas pessoas que rogavam a Deus por ele, agradecendo-lhes a sua caridade, e disse-lhes, que Jesus, Maria e José nos últimos momentos da sua vida, o haviam vindo visitar, e lhe disseram: “Já que tu durante a vida nos convidava a todos Três para a tua mesa, agora vimos Nós convidar-te para a nossa.” E acrescentou que naquele mesmo instante, lhe tomaram a alma e a levaram ao eterno festim.

JACULATÓRIAS

Amado Jesus, Maria e José, o meu coração Vos dou e a minha alma.

Amado Jesus, Maria e José, assisti-me na última agonia.

Amado Jesus, Maria e José, expire em paz entre Vós a minha alma.

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