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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

quinta-feira, 4 de março de 2021

Da Devoção a São José, Esposo da Santíssima Virgem Maria.

 


Testemunho de amor a Maria, não lhe daremos mais precioso, que tomar o seu Santo Esposo por primeiro objeto de nossa devoção, que nos prende ao serviço de Maria.


Em que estima não devemos ter José, esse Santo varão a quem Deus escolhera para tutor da infância do seu Verbo Encarnado, para, enfim, testemunha e protetor da Virgindade da Mãe!


Ele foi verdadeiramente o guardião do legítimo tabernáculo de Israel, transportando, segundo as circunstâncias do tempo, a Arca da Nova Aliança, guardando como fiel depositário o preço da salvação e da redenção dos homens. Que glória é ter nesta vida uma autoridade legítima sobre Aquela que é a Rainha do Céu, da terra, e até sobre o “Rei dos séculos, único Imortal, a quem pertence toda a glória!” Para se fazer ideia do seu mérito eminente, seria necessário considerar que José é o Esposo de Maria. Pelas virtudes de um, facilmente se avaliam as do outro. Deus dera a Maria um Esposo digno dEla.


Mas, considera ainda, alma cristã, que o Menino Jesus mil e uma vezes repousara no seio de José. Que de celestiais impressões não terá deixado no Coração de José esse Menino-Deus!


José vivia com Aquele que era a fonte de todas as graças e com Aquela que era como um canal distribuidor dessas graças. Quantas riquezas espirituais não recebera José! Paciência, doçura, humildade, amor do próximo, amor de Deus, todas as virtudes em José brilharam e nEle foram elevadas aos mais sublimes cimos da perfeição na terra. Quem, a uma vida devota e interior deseja entregar-se, recorra confiante à intercessão de um Santo que a praticara com perfeição admirável, como o fizera São José.


A Igreja erigiu templos a Deus em honra de José, estabeleceu as suas festas, convida os seus filhos, por práticas devotas que autorizou, a ver em José um dos mais poderosos protetores, que junto de Deus, possam ter as almas de Cristo.


O nome de José, portanto, é um nome que singularmente deve ser invocado por todos os fiéis. O nome de José não pode viver separado dos nomes das Sagradas Pessoas, com as quais teve Ele sempre relações tão íntimas. Depois de Jesus é Maria, mas depois de Maria é José!


Se ao tempo em que viviam em Nazaré, quiséssemos obter alguma graça de Jesus e de Maria, que mediador mais poderoso para nós do que São José? E, porventura, terá Ele agora menos crédito do que então?


Ide, pois, a José”,1 “a fim de que por vós interceda”.


Em verdade, alma cristã, seja qual for a graça que desejares, Deus te a concederá por pedido de José. Mais ainda, sabe tu que, não importa o teu estado, a tua condição, imensa deve ser a tua particular confiança em José.


Nobres e ricos considerem José, porquanto, José é o ramo de um tronco comum de Patriarcas e Reis; os pobres considerem José, porque entre os pobres viveu como um pobre também, e nada mais fora na vida terrena que um modesto operário; as virgens considerem José, não esquecendo que Ele foi o guarda mais vigilante da Virgindade perfeita; as pessoas casadas lembrem-se, considerando José, que Ele foi o Chefe exemplar da mais Augusta Família que já existiu na face da terra, onde outra igual não existirá, jamais; os meninos, desde cedo, considerem que José nutriu Jesus, alimentou Jesus com o seu trabalho, conservou e governou, enfim, a infância do próprio Deus; os Padres, ao oferecerem nos Altares a “Hóstia Santa”, lembrem-se que José teve a ventura, redobradas vezes, de nos seus braços amparar Jesus! E chegou mesmo a oferecer ao Senhor as primícias do Sangue de Jesus no dia da Circuncisão; as pessoas religiosas meditem em que José santificou a solidão de Nazaré, fugindo às misérias do mundo e conversando intimamente com Jesus e Maria; enfim, não se esqueçam todas as almas piedosas, que nenhum coração, depois do de Maria, jamais a Jesus pudera dedicar, sequer de longe, o imenso amor com que O amou José!


Mas, sobretudo, alma cristã, quem quer que sejas tu, “vai a José”, para obteres a graça de uma boa morte.


Nos braços de Jesus e Maria foi que José expirou; daí a confiança que deves ter na intercessão de José, à hora derradeira da tua vida.


Os que são devotos de São José, têm sempre confiança em que o seu fim será feliz, o que derrama na alma deles um como orvalho de grandes consolações. Tem-se observado mesmo que de modo especial, é na hora da morte que a alma devota de José recolhe os frutos da devoção ao grande Santo, “bendito” por todos os séculos, como o “castíssimo Esposo que foi de Maria Virgem e Mãe”.


Alma cristã, vai a José, que terás o teu Deus nos braços dEle, pronto a dar-te o que pedes “agora e na hora da tua morte!”



Fonte: “IMITAÇÃO DE MARIA”, Obra modelada pela IMITAÇÃO DE CRISTO, por um Religioso Anônimo, Livro IV, Cap. XIV, pp. 287-291. IV Edição, Editora VOZES Ltda., Petrópolis/RJ, 1956.


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1 Gên. 41, 55.


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