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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

quarta-feira, 3 de novembro de 2021

Ao Mês das Almas - Respostas.


Meus amigos, Vós ao menos, / De nós tende compaixão, / Rogaremos, pois, na glória / Pela vossa salvação.


A


Ai de nós que se dilata / A nossa ardente prisão, / Quando veremos a Deus / No reino da salvação.


B


Bem podiam nossos filhos, / Nossos irmãos, nossos pais, / Moderar nossos tormentos, / Dar alívio aos nossos ais.


C


Com sufrágios, com pedidos, / A Deus nosso Salvador / Para tirar-nos destas chamas / Pelo seu divino amor.


D


Dai-nos socorros, mortais, / Abrande-se Deus por vós, / Lembrai-vos que sereis breve, / Padecentes como nós.


E


Estamos em mar de fogo, / Onde jazigo não temos, / Só nas vossas orações / Achar alívio podemos.


F


Fogo ativo, fogo ardente, / Chama a mais devoradora / Pela justiça divina / Em nossas almas labora.


G


Gemendo, mas esperando, / Chorando por ir gozar, / A Deus por quem suspiramos / Se finde o nosso penar.


H


É possível, ó mortais, / Que esquecidas desta sorte, / Vosso amor para conosco / Tivesse fim sem a morte?


I


Irmãos no corpo e na alma, / Irmãos na Religião, / Irmãos na vida e na morte / Tende de nós compaixão.


J


Já fomos no mundo amados, / De vós agora esquecidas, / Sofrendo estamos as penas, / Por nossas culpas merecidas.


L


Lembrai-vos de nós, aflitas / Por Deus, por Santa Maria, / Que por entre acerbas penas / A sua glória nos guia.


M


Mundo, ó mundo enganoso, / Que deixamos sem pesar, / Medida em nossos tormentos: / Terás menos que purgar.


N


Não pequeis, pois, que os pecados / Condenam sendo mortais, / Estas chamas só consomem / Simples culpas veniais.


O


Oh, se todos nossos dias / Fossem dados ao Senhor, / Não Havia Purgatório / Nem penas de tal rigor!


P


Purgatório onde existimos, / Chamado Igreja Purgante, / É o lugar que habitamos / Entre fogo devorante.


Q


Quer Deus estas nossas almas / Qual ouro purificar, / Para na Igreja Triunfante / O podermos gozar.


R


Rogaremos então nós / Pela militante Igreja, / Vossa devoção conosco / Hoje abençoada seja.


S


Seja o nosso Deus servido, / Nossos rogos aceitar, / Entretanto Vós por nós / Não cesseis de suplicar.


T


Tende de nós piedade, / Cristão filhos de Jesus, / Vos pedimos pelas dores, / Que por nós sofreu na Cruz.


U


Um rosário muitas vezes, / Pode uma alma resgatar, / Se for de um vosso parente / Que prazer em o pensar.


V


Venham a nós vossas preces, / Penitência e devoção, / Missas, esmolas, sufrágios / Fazei por nossa intenção.


X


Chamai em nosso socorro / A Mãe de Deus vossa amante, / Cuja vista nossa chama / Torna mais refrigerante.


Z


Zelai os nossos legados, / Como Deus mandado tem, / Para nos vermos unidos / Nos Céus para sempre. Amém.




BENDITO FINAL


Bendito Deus de Israel, / Que fez nossa Redenção / Purgadas no fogo as almas, / As leva à Santa Sião.


Bendito que entre as chamas, / Dentre o fogo abrasador, / Livra as almas que no Céu / Lhe vão tributar louvor.


Bendito Jesus; Pai Nosso, / Que nos altos céus estais, / Socorrei, como pedimos, / As almas santas que amais.


É bendito vosso Nome / E também santificado / Pelas almas que absolveis, / Do resto do pecado.


Chegue a elas vosso Reino, / Ouvi seus gemidos ternos, / Fazei-nos passar aos vossos / Tabernáculos eternos.


Cumpra-se a vossa Vontade / Em que saiam do tormento / Essas almas que suspiram / Pela luz do livramento.


O vão que elas desejam / Lhes dai, Senhor, neste dia, / Vós mesmo sois o Pão Vivo / Que as sacias de alegria.


Perdoai quanto Vos devem; / Como bom Pai amoroso / Libertai nossas irmãs / Desse lago tormentoso.



Fonte: Mons. Dr. José Basílio Pereira, “Mês das Almas do Purgatório”, pp. 119-123. 12ª Edição, Editora Mensageiro da Fé Ltda, Salvador/BA, 1955.


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