Blog Católico, para os Católicos

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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

sábado, 4 de dezembro de 2021

Novena em Honra da Imaculada Conceição da Virgem Maria. (6º Dia)


V. Vinde, ó Deus, em meu auxílio.

R. Apressai-Vos, Senhor, em me socorrer.

V. Glória ao Pai, e ao Filho e ao Espírito Santo.

R. Assim como era no princípio, agora e sempre e por todos os séculos dos séculos. Amém.



Oferecimento1

Imaculada Virgem Mãe de Deus, Rainha dos Céus e da terra, minha terna Mãe, eu Vos ofereço e consagro esta novena, destinada a promover o Vosso culto, a celebrar as Vossas glórias e aumentar a devoção para convosco. Dignai-Vos aceitá-la, ó Mãe Virgem, e acolher todos os que recorrem a Vós, e abrasai o meu coração no amor divino, para que de hoje em diante os meus pensamentos, palavras e obras não tenham outro fim senão concorrer para Vos dar glória e a Vosso divino Filho. Assim seja.



Coroinha

em Honra da Imaculada

Conceição de Maria Santíssima2


Primeira Parte: Seja bendita a Santa e Imaculada Conceição da Beatíssima Virgem Maria. Recite-se 1 Pai Nosso, 4 Ave Marias e um Glória ao Pai.

Segunda Parte: Seja bendita… Recite-se 1 Pai Nosso, 4 Ave Marias e um Glória ao Pai.

Terceira Parte: Seja bendita… Recite-se 1 Pai Nosso, 4 Ave Marias e um Glória ao Pai.



6º Dia


As Provas deste Privilégio: 3


2º) A Tradição.


a) Nos três primeiros séculos. À Sagrada Escritura, faz eco a Tradição.

Nos três primeiros séculos da Igreja, esse insigne privilégio era professado implicitamente no paralelo feito frequentemente entre Eva e Maria, na absoluta pureza e santidade da Virgem Santíssima, na veracidade da Maternidade divina. Estas três grandes verdades, professadas explicitamente, continham, como em gérmen, a doce verdade da imunidade de Maria Santíssima à Culpa Original.

Continha a Imaculada Conceição o conhecidíssimo paralelo Eva-Maria, tanto pela razão da semelhança quanto da oposição que existira entre elas. Pela razão da semelhança, quer dizer: Como Eva saíra pura e imaculada das mãos de Deus, assim também Maria, nova Eva, devera ter saído pura e imaculada, cheia de graça, das mãos de seu Criador. Tanto mais que a primeira Eva haveria de dar a todos os seus descendentes a morte, enquanto a segunda Eva iria dar a todos a vida. Pela razão da oposição: Aquela que era, com efeito, destinada por Deus para reparar a culpa de Eva, como poderia ter incorrido na mesma culpa?

Continha a Imaculada Conceição a verdade da absoluta pureza e santidade de Maria, exaltada de mil modos pelos Padres da Igreja. Pois exigiam, de fato, que jamais culpa alguma, tanto atual como original, houvesse maculado ou tivesse podido macular a alma de Maria.

Continha a Imaculada Conceição a verdade fundamental da divina Maternidade de Maria, a qual é inconciliável com qualquer mácula moral, pois, a ignomínia da Mãe haveria de refletir-se sobre o Filho.

b) Do século IV em diante. No quarto século, o insigne privilégio começa a ser professado de modo explícito, especialmente na Igreja Oriental. Santo Efrém, o Sírio, canta assim a imaculada pureza de Maria: Tu e tua Mãe sois os únicos totalmente belos, pois em ti, ó Senhor, não existe nenhuma mácula e nenhuma mácula existe em tua Mãe”.4

Esta profissão explícita se torna, com o correr dos séculos, mais frequente, até que, nos séculos XI e XII, começa a atrair a atenção dos teólogos da Igreja Latina, com o que se inicia o período das discussões que terminam, depois, por eliminar todos os obstáculos e por fazer resplandecer em pleníssima luz o insigne privilégio. Nem deve causar surpresa o fato de que um privilégio tão luminoso haja sido posto em dúvida ou, mesmo, negado, no decurso dos séculos, por homens insignes pela piedade e pela doutrina, movidos por algumas razões contrárias que lhes pareciam insolúveis, embora tenham sido depois solucionadas. Tal oposição foi providencial, pois serviu para despertar a atenção dos fiéis e fazer resplandecer cada vez mais fúlgida a verdade. “Um eclipse do sol”, escreve com graça Santo Antônio M. Claret,5 “chama a atenção de todos os habitantes de um hemisfério; ao contrário, quando não há nenhum eclipse, pouquíssimos levantam os olhos para o rei dos astros. Ó quantos e quantos levantaram os olhos da mente, contemplaram a beleza de Maria, eleita como o sol, e verificaram que a opinião contrária não era mais do que uma lua passageira, satélite da terra, mais vizinha de nós do que dela, e que nada havia de presunção em sua beleza por si mesma, embora fosse pouco entendida por nós. Ó quantos cânticos de louvor temos ouvido e dos quais teríamos ficado privados se não tivesse havido tais oposições! Aconteceu o que se passa com um viajante que, em marcha à hora de meio-dia, cansado e fatigado, chega a um vale verdejante e fresco, coberto de rosas, lírios e violetas; vê uma fonte de água abundante e cristalina, que corre de uma rocha, para, refresca o rosto, bebe a água e senta-se à margem do regato, e observa que, no meio do mesmo, existem alguns seixos que parecem opor obstáculo a seu curso; mas não é assim: a água, de fato, não se detém por isso e aqueles seixos são a causa de certo murmúrio que dão origem a uma sinfonia mais doce e mais grata aos ouvidos que as composições musicais mais melodiosas. Se não houvesse aqueles seixos, a água correria silenciosamente por seu álveo.

Todos sabemos que a dúvida do Apóstolo São Tomé foi motivo para o Senhor dar prova mais claras de sua ressurreição”.

3º) A Razão.

Depois da Sagrada Escritura e da Tradição, demos a palavra à razão. Esta nos demonstra que Deus podia preservar a Virgem da culpa original e que era conveniente que o fizesse, de tal modo que o contrário (ou seja, o contrair a Virgem a culpa original) teria sido uma coisa de todo inconveniente e, portanto, moralmente impossível por parte de Deus.

A razão nos demonstra, pois, que Deus podia preservar a Virgem Santíssima da culpa original, visto tal preservação não apresentar nenhuma repugnância. Não repugna de modo algum com relação a Deus, o qual é Onipotente e pode fazer tudo que não é contraditório. Não repugna de modo algum com relação ao Filho, pois que não derroga em nada à sua pureza singularíssima (tendo Ele sido concebido de modo virginal), nem à universalidade de sua redenção (continuando Ele a ser Redentor de todos e também, antes de um modo mais sublime, de Maria). Não repugna em nada com relação ao Espírito Santo, pois Este podia muito bem, melhor do que purificá-la da culpa já contraída, preservá-la do contágio dessa culpa. É bem verdade que se trata de um privilégio singular, extraordinário, inaudito, porém, tudo, não é, porventura, singular, extraordinário, inaudito em Maria? Sua lei é a exceção.

Mas a razão, além de demonstrar-nos a nenhuma repugnância da Conceição Imaculada, demonstra-nos ainda sua múltipla conveniência. Demonstra sua conveniência por parte de Deus Pai, o qual estava, por assim dizer, obrigado a isentar a Virgem, sua filha predileta, da culpa original, pois que um dia haveria de ter em comum com Ele o próprio Filho divino. Demonstra sua conveniência por parte do Filho, o qual a teria um dia por Mãe e a ignomínia de Maria se teria refletido necessariamente sobre o Filho. – Demonstra sua conveniência por parte do Espírito Santo, o qual a teria um dia por Esposa. Era conveniente, portanto, que Ela fosse preservada do contágio da culpa original, que a aurora de sua vida estivesse em harmoniosa relação com seu meio-dia.

Ademais, quem tiver de tratar de um negócio importante junto a um grande personagem deve ser, antes de tudo, uma pessoa grata ao mesmo, pois, de outra forma, seu aparecimento o irritaria. No entanto, a Virgem Santíssima estava destinada a tratar junto a Deus do importantíssimo negócio de nossa reconciliação com Ele. Devia ser, portanto, uma pessoa que lhe fosse grata. E não o teria sido se, mesmo por um só instante, houvesse estado sujeita à culpa original.

Com toda razão, portanto, o Sumo Pontífice Pio IX, satisfazendo às ardentes aspirações de todo o orbe católico, no dia 8 de Dezembro de 1854 definiu solenemente, como dogma de fé, a imunidade de Maria em relação ao Pecado Original. À voz do Pontífice fazia eco, apenas quatro anos depois, a própria Virgem. Aparecendo, com efeito, em Lourdes no ano de 1858, a Santa Bernadete que perguntava qual era seu nome, respondeu sorrindo: “Eu sou a Imaculada Conceição”. Como se quisesse dizer: Eu sou aquela que o Vigário de meu divino Filho definiu, faz pouco, como Imaculada!

Era a sanção trazida do Céu à definição feita sobre a terra pelo Vigário de Cristo. E os milagres contínuos, espantosos, que a Virgem realiza em Lourdes em favor de quem a invoca sob esse belo título, mostram claramente quanto ele lhe seja caro ao Coração e quanto lhe agrade ser exaltada por motivo daquele singular privilégio.

Conclusão

Maria é, portanto, a Imaculada! Sua alma, desde o primeiro instante de sua infusão no corpo, se nos apresenta toda circundada de lírios, toda embalsamada por unguentos deliciosos do Céu! E é a nossa Mãe, que foi assim agraciada com um privilégio tão grande, tão glorioso!… A glória da Mãe irá refletir-se espontaneamente sobre seus filhos…

Exultemos! Mas, ao mesmo tempo, tenhamos o mais profundo horror ao pecado. O privilégio insigne concedido por Deus a Maria nos mostra a inexprimível aversão Dele ao pecado, aversão que O levou a preservar sua Mãe mesmo daquela culpa que se contrai por necessidade de natureza.

Enfim, oremos! Rezemos à Virgem Santíssima para que, não tendo podido imitá-la com entrar neste mundo sem a mancha da culpa, possamos ao menos imitá-la no sair deste mundo sem pecado.

Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai.



Oração6

Virgem Imaculada, que agradastes ao Senhor e fostes sua Mãe: por piedade volvei benigna os olhos para nós, os infelizes, que imploramos o vosso poderoso patrocínio.

A Serpente maligna, contra quem foi lançada a primeira maldição, teima em combater e tentar os míseros filhos de Eva.

Eia, bendita Mãe, nossa Rainha e Advogada, que desde o primeiro instante da vossa Conceição esmagastes a cabeça do Inimigo! Acolhei as súplicas que, unidos a Vós num só coração, vos pedimos que apresenteis diante do Trono do Altíssimo, para que nunca nos deixemos cair nas emboscadas que se nos preparam; para que todos nós cheguemos ao porto da salvação; e, no meio de tantos perigos, a Igreja e a Sociedade, cantem de novo o hino do resgate, da vitória e da paz. Assim seja.


V. Toda sois formosa, ó Maria.

R. Toda sois formosa, ó Maria.

V. E mácula original não há em Vós.

R. E mácula original não há em Vós.

V. Vós sois a glória de Jerusalém.

R. Vós sois a alegria de Israel.

V. Vós sois a honra do nosso povo.

R. Vós sois a Advogada dos pecadores.

V. Ó Maria.

R. Ó Maria.

V. Virgem prudentíssima.

R. Mãe clementíssima.


V. Rogai por nós.

R. Intercedei por nós a Nosso Senhor Jesus Cristo.


V. Vós fostes, ó Virgem, imaculada em vossa Conceição.

R. Rogai por nós ao Pai, cujo Filho destes à luz.


Oremos: Ó Deus, que pela Imaculada Conceição da Virgem Maria, preparastes a vosso Filho digna morada: nós vos rogamos que, pois a preservastes de toda a mancha, pela previsão da morte de seu mesmo Filho, nos concedais por sua intercessão, que também puros até Vós cheguemos. Pelo mesmo Cristo, Senhor nosso.

R. Amém.



Ladainha de Nossa Senhora

(Atualizada)


Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, tende piedade de nós.

Senhor, tende piedade de nós.


Jesus Cristo, ouvi-nos.

Jesus Cristo, atendei-nos.


Pai celeste que sois Deus, tende piedade de nós.

Filho, Redentor do mundo, que sois Deus,

Espírito Santo, que sois Deus,

Santíssima Trindade, que sois um só Deus.


Santa Maria, rogai por nós.

Santa Mãe de Deus,

Santa Virgem das Virgens,

Mãe de Jesus Cristo,

Mãe da Igreja,*7

Mãe de misericórdia,*8

Mãe da divina graça,

Mãe da esperança,*

Mãe puríssima,

Mãe castíssima,

Mãe imaculada,

Mãe intacta,

Mãe amável,

Mãe admirável,

Mãe do bom conselho,

Mãe do Criador,

Mãe do Salvador,

Virgem prudentíssima,

Virgem venerável,

Virgem louvável,

Virgem poderosa,

Virgem clemente,

Virgem fiel,

Espelho de justiça,

Sede de sabedoria,

Causa da nossa alegria,

Vaso espiritual,

Vaso honorífico,

Vaso insigne de devoção,

Rosa mística,

Torre de Davi,

Torre de marfim,

Casa de ouro,

Arca da aliança,

Porta do céu,

Estrela da manhã,

Saúde dos enfermos,

Refúgio dos pecadores,

Conforto dos migrantes,*

Consoladora dos aflitos,

Auxílio dos cristãos,

Rainha dos anjos,

Rainha dos patriarcas,

Rainha dos profetas,

Rainha dos apóstolos,

Rainha dos mártires,

Rainha dos confessores,

Rainha das virgens,

Rainha de todos os santos,

Rainha concebida sem pecado original,

Rainha elevada ao céu,

Rainha do sacratíssimo rosário,

Rainha da família,*9

Rainha da paz,


Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.


V. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.

R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.


Oremos: Senhor Deus, nós Vos suplicamos que concedais aos vossos servos perpétua saúde de alma e de corpo; e que, pela gloriosa intercessão da Bem-aventurada sempre Virgem Maria, sejamos livres da presente tristeza e gozemos da eterna alegria. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.


_____________________

1.  Manual da Pia União das Filhas de Maria, Cap. V, Devocionário, Art. I, p. 474. Traduzido do Italiano pelo Côn. Dr. Ananias Correa do Amaral, 11ª Edição, Editora Livraria Católica Portuense Ltda, Porto, 1926.

2.  “Manual das Missões e Devocionário Popular”, por um Presbítero da Congregação da Missão, Orações e Meditações, p. 382. 1908.

3.  Pe. Gabriel Roschini, O.S.M., “Instruções Marianas”, Instrução XI, Cap. I, Art. I, 1 – II, pp. 124-127. Edições Paulinas, São Paulo/SP, 1960.

4.  Carmina Nisibena, p. 40, Leipzig, 1866.

5.  Cfr. L’Immacolata, Introd. E notas do P. G. Roschini, O.M.S., pág. 58-59, Ed. Ancora, 1943.

6.  Manual dos Congregados Marianos (Edição Oficial), 4ª Parte – Devocionário Mariano, pp. 235-237. Editora Vozes, Petrópolis/RJ, 1938.


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