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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

terça-feira, 18 de janeiro de 2022

A Sabedoria de Santo Antão, Abade.

Conselhos Espirituais de Santo Antão

Sempre exortava todos os monges que lá iam, e eis o que lhes recomendava: crer no Senhor e amá-lO, guardar-se dos pensamentos impuros e dos prazeres carnais, e, como está escrito no livro dos Provérbios (Prov. 24, 15), não deixar-se desviar por um ventre saciado, fugir da vanglória e orar sem cessar, salmodiar antes de deitar e ao levantar, imprimir (na alma) os Preceitos das Escrituras e lembrar-se das ações dos Santos, para pôr em uníssono com seu zelo uma alma sempre atenta aos Mandamentos Divinos. Aconselhava, sobretudo, a meditar continuamente na palavra do Apóstolo: ‘Não se ponha o sol sobre a vossa ira’ (Efés. 4, 26). Devemos pensar, explicava, que isso se aplica a todos os Mandamentos. O sol não deve pôr-se nem sobre a vossa ira, nem sobre nenhuma falta. É belo e necessário que o sol não nos condene por um pecado do dia, nem a lua por um pecado ou pensamento da noite. Para nos fazer entender e guardar essa palavra, o Apóstolo diz: ‘Julgai e provai a vós mesmos’ (II Cor. 13, 5). Que cada um pense em suas ações do dia e da noite: se pecou, cesse de pecar; se não pecou, não se glorie, mas persevere no bem; não descuide de si e não condene o próximo, nem se justifique até que, como diz o Bem-aventurado Apóstolo Paulo, ‘venha o Senhor, o qual julga as coisas ocultas’ (I Cor. 4, 5; Rom. 2, 16). Com efeito, muitas vezes o que fazemos permanece oculto a nós mesmos. Não o sabemos, mas o Senhor observa tudo. Deixemos-lhe, pois, o julgamento, compadeçamo-nos uns dos outros e carreguemos os fardos uns dos outros. Julguemos a nós mesmos e tentemos preencher nossas lacunas...”.


Fonte: Santo Atanásio, “Vida e Conduta de Santo Antão”, Cap. 55, pp. 76-77; tradução de Benôni Lemos, Edições Paulinas, Coleção “Herança Espiritual”, São Paulo-SP, 1991.



Horror de S. Antão ao Cisma e à Heresia

Admiráveis eram sua fé e sua piedade. Nunca se relacionou com os melecianos cismáticos, cujas malícias e defecções discerniu desde o começo; não teve nenhuma relação de amizade com os maniqueus ou com os hereges, a não ser para exortá-los a se converterem à piedade; pensava e declarava que a amizade e o relacionamento com os hereges, fazem mal à alma e a arruínam. Abominava a heresia ariana e proibia a todos de se aproximarem deles, e de seguir sua fé pervertida. Algumas pessoas, vítimas das ilusões de Ario, vieram a ele; tendo conhecido sua impiedade, expulsou-as de sua montanha, dizendo que suas palavras eram piores que o veneno das serpentes”.


Fonte: Santo Atanásio, “Vida e Conduta de Santo Antão”, 3ª Parte (312-356), P. 68, p. 88, Coleção “Herança Espiritual”; Edições Paulinas, São Paulo, 1991.


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