Blog Católico, para os Católicos

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Contradição que há entre a nossa Fé e os nossos Costumes

 
Adão e Eva
"Considera que entre a Fé e os Costumes deve haver estreita união. A Fé deve or­denar as ações, e as obras devem patentear sempre a Religião que se pro­fessa. Inutilmente preten­deremos enganar os outros, e ainda enganar-nos a nós mes­mos, com a máscara de cristão, porque as obras nos atraiçoarão. Em face deste princípio pergunte­mo-nos se somos verdadeira­mente cristãos.
Martinho Lutero, Pai do Protestantismo

Há uma contradição monstruosa entre a nossa crença e os nossos costu­mes. Ge­ralmente crê-se, mas vive-se mal. O entendimento está sujeito à Lei, mas a von­tade revol­ta-se contra todos os seus Preceitos. A Religião é santíssima; os costumes dos que a pro­fessam, perversos.
Amelia Bloomer (1818-1894) 
and Mary Walker (Predecessoras de George Sand)

Verdades terríveis no espírito; libertinagem, impiedade nas obras.
George Sand (1804-1876)
Precursora da Calça Comprida Feminina


Crê-se tudo o que obriga a uma vida santa e inocente; procede-se de um modo que des­mente tudo o que se crê. De manhã Missa, à noite espetáculo ou bai­le; em certos dias comungar para bem parecer, poucas horas depois banquete, passeio, jogo, excessos, dis­solução. Na terça-feira de carnaval as licenças dos pa­gãos; no dia seguinte a fronte cober­ta de cinza.

Se isto não é uma farsa ou máscara de devoção, que coisa merecerá este nome? É deplo­rável a sorte dos infiéis; porém, as desordens da maior parte dos cristãos prometem a estes me­lhor sorte? É suprema desgraça estar fora do seio da Igreja, não ter direito à glória eterna; porém, será maior desgraça ser filho da Igreja e tornar-se indig­no desta mesma glória, à qual tinha legíti­mo direito, em virtude do chamamento à sua rica herança.
Judas, o Traidor

Na verdade, qual será melhor: não crer coisa alguma das que se de­vem crer, ou nada fazer do que se deve fazer em virtude do que se crê?

Francamente, não será escarnecer das coisas mais sagradas fazer umas vezes pa­pel de cristão, e outras papel de pagão? Pode-se menosprezar a Deus com maior malícia do que não du­vidar que foi Ele quem falou, e viver como se não se crê-se aquilo mesmo de que não se duvida?

Considera a extravagância deste modo de proceder tão irracional, tão con­trário ao bom senso.

 Lula tietando Fidel

Crer que estamos na terra para amar e para servir a Deus, e passar to­dos os dias da vida sem O amar, dedicando-se antes a ofendê-Lo cada dia! Crer que há In­ferno, e que este Inferno es­pantoso e sem fim pode ser justa pena de um só pe­cado mortal, e viver tranquilamente no pecado, multiplicando todos os dias a iniquidade por novas culpas!
Inferno
 
Abismo de chamas inextinguíveis, acesas por todo o poder de um Deus para casti­gar o pe­cador; Inferno, caos imenso de tormentos eternos, como é possí­vel que tu sejas objeto da minha Fé e eu viva na impenitência?
Jovens Criminosos
 
Esses homens dos deleites, que passam os dias na ociosidade e no esque­cimento de Deus; essas pessoas do mundo, que sacrificam tranquilamente a alma à sua ambição e a um vil interesse; essas pessoas que têm o entendimento gan­grenado, por­que têm o co­ração corrompido; esses filhos legítimos do século, cu­jos costumes são tão pouco cris­tãos; todos esses crêem que há Inferno?
Assassino e Traficante
 
Essas pessoas consagradas ao serviço de Deus pelos votos mais so­lenes, e que, achan­do-se em estado tão perfeito, têm uma vida tão pouco regular e mes­mo tão munda­na; essas pes­soas crêem todo o rigor dos formidáveis juízos de Deus; e como têm cora­gem para fazer ao povo uma vivíssima pintura desses tre­mendos juízos?
O Lobo em pele de Ovelha

Esses Ministros do Altíssimo, consagrados ao serviço dos altares, e cujos procedi­mentos tanto desdizem do seu sagrado Ministério; esses Sacerdotes do Senhor, que se apresentam no al­tar com tão pouca Modéstia, com tão pouco res­peito e talvez com tão pouca religião, crêem que é real e verdadeiramente o pró­prio Jesus Cristo que eles têm nas suas indignas mãos, o que ofere­cem em sacrifí­cio ao Deus Vivo; crêem que é do seu adorável Corpo e do seu precioso Sangue que se alimentam?
Frei Beto e Leonardo Boff (Padres)
Confrontai os seus costumes com a santidade da Religião que profes­sam; ajustai a sua conduta com a sua crença.

Crê-se que o Evangelho é a única Regra dos Costumes, que qualquer outro siste­ma de vida é errado, que o caminho do Céu é estreito, que a Vida Cristã é vida de mortifi­cação e de cruz, que o Reino dos Céus se conquista à viva força.

Crê-se que a Lei Cristã pede uma grande perfeição. Violência contínua, mortificaç­ão perpé­tua, a cada passo alguma nova cruz, e nenhuma nova cruz sem nova vitória. Crê-se que a Lei Cris­tã pede uma Modéstia exemplar, uma caridade inalterável, um amor de preferência e de ternura para com Deus, um amor sincero e efetivo para com o próximo, uma pureza delicadíssima. Não há imperfeição, por mí­nima que seja, que a Lei de Deus não condene. O espírito do mundo está pros­crito por Jesus Cristo; to­das as suas máxi­mas estão reprovadas.

Finalmente crê-se que Jesus Cristo é Filho do Deus Vivo, e todos os dias se está com tão pouco respeito na Sua presença. Considera bem estes traços dos costu­mes dos cristãos de hoje, e dize-me se pode haver contradição mais mons­truosa.
Padres acusados de pedofilia

Mas, sem demorar muito a vista nas deformidades que o retrato dos outros apre­senta, que horrores não descubro no meu! Tenho Fé, creio todas estas verda­des; e por­ventura os meus costumes, as minhas máximas, o meu procedimento correspondem à mi­nha crença?

Desenganemo-nos, que todas essas superficiais demonstrações da Reli­gião sem realida­de, não são mais do que uma fé quimérica e um fantasma de reli­gião.

Não crer é certamente a maior de todas as loucuras; porém, crer, e não vi­ver con­forme ao que se crê, é o cúmulo da extravagância e da impiedade.
Padre Pinto 
(sem comentários)

Toma hoje um quarto de hora, ou ao menos alguns minutos para te pergun­tares a ti mes­mo, para examinares sinceramente se a tua conduta corres­ponde à tua crença. Esse fausto, essas galas, essas Modas correspondem à Mo­déstia, à Fé e à Hu­mildade Cristã? Essas mulheres ador­nadas como templos, se­gundo a ex­pressão do Pro­feta (Salm. 143, 12), honram muito a Religião?
Imodéstia na Santa Missa

Repara bem se tens que repreender e que emendar neste ponto. O res­peito e a de­voção na igreja dão a entender que estás perfeitamente convencido da Real e Ver­dadeira Presença de Jesus Cristo nos altares?
Santa Missa 
(Encontro das Famílias em Itapecerica da Serra)

Sabes bem quanta é a santidade da Religião Cristã? Pareces cristão na tua casa, no teu trabalho, nas tuas conversas, nas tuas visitas, nas tuas reu­niões? És aos olhos de Deus o que professas ser aos olhos dos homens?
Católico, devoto de Maria Santíssima

Em matéria de Religião é ímpio, é vergonhoso tudo o que parece farsa; so­mente no teatro se pode tolerar que se representem vários papéis de diferentes persona­gens. Con­sidera bem se a tua vida não tem sido até hoje uma comédia per­pétua. Que testemunho dão da tua fé as tuas obras?

Padre Pinto 
(sem Comentários)



Eis aqui uma ampla matéria de exame.


Depois de teres chorado diante de Deus a grande contradição que há entre os teus costu­mes e a tua fé, toma as seguintes resoluções:

Comparecer na igreja com tal Modéstia, com tal circunspeção e com tal respeito, que ma­nifestes sensivelmente a tua fé.

Impõe-te uma lei inviolável de não falar nunca na igreja, e de evitar quanto possas todos aqueles vãos cumprimentos que deveriam estar desterrados dela. Onde há de pare­cer cristão um homem, senão na Casa e aos pés do próprio Jesus Cristo?

Em todas as conversações, em todos os divertimentos, em todos os negó­cios per­gunta a ti mesmo se procedes como cristão.

Tem continuamente na memória estas belas palavras do Santo Profeta Eli­as: 'Até quando sereis vós como um homem que coxeia dos dois lados? Se o Se­nhor é o vosso Deus, segui-O sem hesitar e sem vos deterdes; se Baal é o vos­so deus, segui Baal'(III Rs. 18, 21).

Lê cada dia um capítulo do Evangelho; este deve ser a única regra das nos­sas ações; e lendo-o repara se te reconheces neste retrato. Por essa lei, e não por outra, have­mos de ser julga­dos quando sairmos desta vida.

És Religioso? És Sacerdote? Pois toma uma firme resolução de sus­tentar de hoje em dian­te pelo teu comportamento a santidade do teu estado e a su­blime perfei­ção do teu elevado caráter. Cumpre os teus deveres, assiste no coro ao Ofí­cio Divino ou reza-o na tua casa; e celebra o Santo Sacrifício da Missa com tanta devoção, com tanto respeito, com tanta Modéstia que apregoem a viveza da tua fé"(R. Pe. Croiset, S. J., "Ano Cristão", Vol. II, 22 de Fevereiro, pp. 317-320; tradução do francês pelo R. Pe. Ma­tos Soares, Porto, 1923).

"Ora, quem nunca teve Fé, pode ser que esteja sem ela sem cul­pa pes­soal; mas


quem não a possui por tê-la perdido, não pode ter-se privado deste bem sem culpa 


grave"(RR. PP. Mário Corti, S. J. e G. M. Garde­nal, S. J., "Viver em Graça", Part. I, Cap. I, Art. V, p. 50, 2ª


edição, Paulinas, 1981).



"Não afirmo que o indivíduo ou o povo que perde a Fé, perdem imediata­mente a


morali­dade; mas afirmo, sim, que com a perda da Fé começa o processo de


decomposi­ção que termina numa ruína completa. Ao pôr-se o sol não começa logo a


noite, mas... co­meça a escurecer"(Mons. Tihamer Tóth, "Creio em Deus", Part. II, Cap. VIII, Pont. II).

Fonte: Acessar o ensaio "Reminiscência sobre a Modéstia no Vestir" no link "Meus Documentos - Lista de Livros".

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