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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Uníssono Eco da Verdade sobre a Reforma Protestante




“Em meio a esses flagelos, elevavam-se homens orgulhosos e rebeldes, inimigos da Cruz de Cristo, homens de sentimentos terrestres que não tinham por Deus senão o próprio ventre. Esses homens, em lugar de se aplicarem à reforma dos costumes, negavam os Dogmas, multiplicavam as desordens, relaxavam, para si e para os outros, o freio da licença; ou pelo menos, desprezando a direção autorizada da Igreja, para lisonjear as paixões dos príncipes e dos povos mais corrompidos chegavam por uma espécie de servidão a derrubar a Doutrina, a Constituição e a Disciplina da Igreja. E depois, imitando os ímpios a quem se dirige a ameaça: 'Ai de vós que chamais mal ao bem e bem ao mal', chamavam reforma a essas rebeliões sediciosas e essa perversão da Fé e dos Costumes, e se intitulavam a si mesmos reformadores. Porém, na realidade eles eram corruptores pois, atrofiando, à força de dissenções e de guerras, as energias da Europa, preparavam as revoltas e a apostasia dos tempos modernos” (São Pio X, Carta Encíclica “Editae Saepe”, de 26 de Maio de 1910, por ocasião do tricentenário da Canonização de São Carlos Borromeu).

“... Certamente é uma boa ação assistir aos Protestantes em suas necessidades ou doenças, e favorecê-los, sobretudo com a esmola espiritual, para que cheguem a reconhecer a verdade; mas, assistir a certas funções religiosas do erro, é mau, é trair a Fé Católica” (Beato Pio IX, Audiência à Deputação Francesa, em 12 de Junho de 1871).

“O Protestantismo não é senão outra forma da verdadeira religião cristã, na qual se pode agradar a Deus do mesmo modo que na Igreja Católica [cfr. Enc. “Noscitis et Nobiscum”, de 8 de Dezembro de 1849]” (Beato Pio IX, “Sílabo Contendo os Principais Erros da Nossa Época”, de 8 de Dezembro de 1864).

“... Estes exemplos preclaros de inquebrantável sujeição aos príncipes, baseados nos santíssimos Preceitos da Religião Cristã, condenam a insolência e a maldade dos que, instigados por torpes desejos de liberdade sem freios, outra coisa não se propõem do que calcar os direitos dos príncipes e reduzir os povos à mísera escravidão, enganando-os com aparências de liberdade. Este foi o objetivo dos valdenses, dos begardos, dos wiclefitas e de outros filhos de belial que foram a desonra do gênero humano, tantas vezes anatematizados pela Sé Apostólica. Sem outro motivo senão o de se congratularem com Lutero por haver rompido todo vínculo de dependência, esses inovadores se esforçam audazmente por perpetrar as maiores maldades...” (S.S. o Papa Gregório XVI, Carta Encíclica “Mirari vos”, de 15 de Agosto de 1832).

“Essas provas da bondade intrínseca da Igreja são tão brilhantes e sublimes quanto perenes. Vemos, no entanto, como na Idade Média e nos primeiros séculos, nos tempos presentes esta Igreja, assaltada e até certo ponto mais dura e dolorosamente que nunca. Em consequência de uma série de causas históricas, bem conhecidas, a Pseudo Reforma ergue no século XVI o estandarte da revolta e, resolvida a ferir a Igreja no coração, atirou-se audaciosamente contra o Papado. Rompendo o vínculo da antiga unidade de Jurisdição e de Fé, que reunia o povo sob uma só proteção materna em um só redil, aumentando-lhe, sem cessar, pela harmonia das ideias, a força, o prestígio e a glória, introduziu nas fileiras cristãs uma desagregação lamentável e perniciosa...” (S.S. o Papa Leão XIII, Carta Encíclica “Parvenu”, de 19 de Março de 1902).

“Esta ousadia de homens tão falsos que ameaça cada dia a sociedade civil com maiores ruínas, e que estremece a todos com inquietante preocupação, tem sua causa e origem nas peçonhentas doutrinas que, difundidas entre os povos como boas sementes em tempos passados, produziram em seu tempo frutos tão danosos. Bem sabeis, Veneráveis Irmãos, que a guerra cruel iniciada contra a Fé Católica pelos inovadores, desde o 16º século e que vem recrudescendo diariamente até o presente, tinha por fim unicamente afastar toda Revelação e toda Ordem Sobrenatural, para abrir a porta aos inventos e delírios da razão” (S.S. o Papa Leão XIII, Carta Encíclica “Quod Apostólici Muneris”, de 28 de Dezembro de 1878).

“Desde os três primeiros séculos e desde as origens da Igreja, período em que o Sangue dos Cristãos fecundou toda a terra, pode-se dizer que nunca a Igreja correu tão grande perigo como o que se manifestou nos fins do século XVIII. Então uma filosofia em delírio, a continuação da heresia e a apostasia dos inovadores, adquiriu sobre os espíritos um poder de sedução, provocando transformação total, com o propósito determinado de destruir as bases cristãs da Sociedade, não somente na França, mas pouco a pouco em todas as nações” (S.S. o Papa Bento XV, Carta Encíclica “Anno Jam Exeunte”, de 7 de Março de 1917; cfr. “A Paz Interior das Nações”, [PIN 486], Ensinamentos Pontifícios, apresentação e índices pelos Monges de Solesmes, Desclée et Cie, 1962).

“O primeiro a levantar a bandeira da rebelião contra a Fé Católica, e principal autor dos males que amarguraram a Igreja neste tempo foi Lutero. Com seu sistema perverso de submeter a Palavra de Deus ao exame e juízo de cada um, causou mais dano à Religião Católica, do que todos os hereges da idade passada; de maneira que, com justiça, se pode chamar este apóstata, o primeiro entre os precursores do Anticristo...

Oprimir aos outros com a calúnia e a tirania, ridicularizar e desprezar as coisas mais augustas e santas (II Tes. 2, 2-4); soberba, desregramento, ambição, petulância, cinismo grosseiro e brutal, crápula, intemperança, desonestidade, eis os dotes do caráter deste corifeu do Protestantismo (Nat. A. Gott, etc.). No ano de 1869 levantaram-lhe na Alemanha uma estátua como se fosse um insígne benfeitor da humanidade” (São João Bosco, “História Eclesiástica”, 1954).

“O que o Demônio fazia entre os luteranos, era tirar-lhes todos os meios de se afervorarem, assim os ia perdendo.

Minha filha, agora mais do que nunca, hão de fazer o contrário do que eles (os protestantes) fazem” (Palavras de Nosso Senhor à Santa Teresa d'Ávila, “Opúsculos”, 1951).

“Que sucede no século XVI? Os países da Europa se abrasam no fogo de uma guerra fratricida. Na Alemanha, um astro sinistro se interpõe entre as almas e o Sol da verdade. Lutero e seus sequazes dão o brado de guerra, o alvo de seus ataques é a Autoridade da Igreja... Qual o fruto dessa rebelião? A destruição da comunhão de ideias. As nações se afogam no sangue, as almas se vêem envolvidas nas trevas do erro, e a heresia, como rio que transborda, arrasta as massas populares, a nobreza, os tronos e até os ministros do altar. Portanto, os canais através dos quais Deus derrama as graças sobre as almas estão envenenados!” (Santa Teresa de los Andes; “Sombra e Luz na Idade Moderna – Demolidores e Criadores”, 1918).


O que disse Martinho Lutero sobre a Revolução Protestante

Escreve Lutero: “Confesso-o, que minha doutrina foi causa de numerosos escândalos; não negarei sequer que o novo estado de coisas, frequentes vezes, faz-me tremer, particularmente quando minha consciência me repreende por ter perturbado a antiga ordem da Igreja, que era tão tranquila e tão pacífica sob o Papado, e por ter feito nascer com minhas doutrinas, a discórdia e os tumultos” (“Obras de Lutero”, Wittenberg, Tomo II, pp. 128-287).

O próprio Lutero escreveu: “Agora vemos que o povo está se tornando mais infame, mais avarento, mais cruel, mais luxurioso, pior em tudo, do que quando estava sob à obediência do Papado...”

Ele chama à sua cidade de Wittenberg: “Uma Sodoma de imoralidades”, acrescentando que “seus habitantes, pela metade, eram adúlteros, usuários, ladróes e velhacos, e que as autoridades cruzavam os braços, não se sentindo com forças para pôr ordem a este estado de coisas” (Grisar, “Luther”, 4, 210-215).

“O Protestantismo veio-nos da Alemanha e sobretudo de Genebra. Ele foi bem denominado. Era impossível qualificar a Reforma de Lutero com uma palavra diferente de protesto, porque ela é protesto contra a Civilização Cristã, protesto contra a Igreja que fundara essa Civilização, protesto contra Deus, do qual essa Civilização emanava. O Protestantismo de Lutero é o eco sobre a terra do 'Non Serviam' de Lúcifer. Ele proclama a liberdade, a dos rebeldes, a de Satã: o Liberalismo. Ele diz aos reis e aos príncipes: 'Empregai vosso poder para sustentar e para fazer triunfar minha revolta contra a Igreja e eu vos entrego toda a autoridade religiosa' [Oeuvres de Luther', XII, 1522 e XI, 1867]” (Mons. Henri Delassus, “A Conjuração Anticristã...”, Tomo II, 1910).


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