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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

terça-feira, 11 de março de 2014

Lutero e o Cânon mutilado.


Dom Henrique Soares da Costa

A palavra cânon significa “vara de medir” e, depois, passou a significar “regra”, “norma”. Finalmente, adquiriu o sentido técnico que hoje lhe damos: é a coleção de livros divinamente inspirados reconhecidos pela Igreja e por ela tidos como infalível regra de fé e de vida prática em virtude de sua origem divina.

Em outras palavras: são canônicos aqueles livros que a Igreja reconhece como sendo inspirados por Deus. Todos os livros canônicos são inspirados e não há livros inspirados por Deus fora dos livros canônicos! A coleção dos livros inspirados ou canônicos é chamada de Bíblia (em grego, “os livros”).

Até o século I da era cristã, os judeus não tinham ainda uma lista definitiva e oficial dos seus livros inspirados. Vejamos: os saduceus e os samaritanos aceitavam somente os cinco livros de Moisés, ou seja, a Torah. Para eles os outros livros não eram inspirados. Os fariseus, por sua vez, aceitavam outros livros, mas somente escritos em hebraico. Já os judeus de Alexandria admitiam alguns outros livros escritos em grego pela comunidade judaica de língua grega ou traduzidos também do hebraico para o grego. Havia ainda os monges judeus de Qumran, que admitiam que o cânon bíblico ainda poderia crescer. Em todo caso, uma coisa é certa: não havia nenhuma palavra oficial do judaísmo sobre a questão da lista dos livros inspirados.

Era esta a situação quando surgiu o cristianismo: a Igreja não recebeu dos judeus um Antigo Testamento já formado, definido. Nada disso! Havia, ao invés, várias opiniões e listas de livros inspirados. E agora? Como os cristãos se posicionaram?


A Igreja de Cristo, pouco tempo após a ressurreição, rompeu completamente com o judaísmo: a reunião dos Apóstolos em Jerusalém livrou os cristãos da obrigação de cumprir a Lei de Moisés, de modo que entre os judeus e a Igreja não havia mais nenhuma ligação. 


Além do mais, enquanto os judeus continuavam presos à raça, ao nacionalismo (Deus é o Deus de Israel, Deus da descendência de Abraão), os cristãos começaram a se espalhar por todo o Império Romano para cumprir o mandato do Senhor: “Ide por o todo mundo, proclamai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16,15). Ora, a língua comum no mundo romano era o grego, de modo que os cristãos desde o início de sua história usaram, na pregação, o Antigo Testamento grego, dos judeus de Alexandria. 

Este Antigo Testamento é chamado de LXX ou Septuaginta. Essa versão grega trazia mais livros que o Antigo Testamento aceito pelos fariseus (que somente aceitavam os livros escritos em hebraico). Somente para que se tenha uma idéia: das 350 citações que o Novo Testamento faz do Antigo, 300 são do Antigo Testamento grego e somente 50 são do Antigo Testamento hebraico (aquele aceito pelos fariseus). 

Então, resumindo: entre os judeus do tempo de Jesus e dos apóstolos, havia, pelo menos quatro versões diferentes do Antigo Testamento: a dos saduceus, a dos fariseus, a dos judeus de língua grega de Alexandria e dos essênios de Qumran. Nenhuma dessas versões era oficial! Quanto ao cristãos, já desligados do judaísmo, usavam a versão grega dos LXX na sua pregação e quando começaram a escrever seus livros (que depois formariam o Novo Testamento), usavam a versão dos LXX para citar o Antigo Testamento!

No ano 70 da nossa era o Templo de Jerusalém foi destruído e, com, ele, acabou o culto judaico; todos os judeus tiveram que deixar Jerusalém. Lembremo-nos que por esta época já não havia nenhum ligação entre judaísmo e cristianismo: o caminhos dos judeus e dos cristãos não tinham mais nenhuma relação; pelo contrário: os judeus perseguiam duramente os cristãos! Basta ver os Atos dos Apóstolos e a epístolas de Paulo!


Pois bem, com a queda do Templo, os saduceus (partido dos sacerdotes do Templo) desapareceram e os fariseus tornaram-se o único partido forte entre os judeus. Diante da crise em que o judaísmo se encontrava por ter perdido a terra de Israel, Jerusalém e o Templo, os fariseus, agora praticamente únicos representantes do judaísmo, decidiram fechar o cânon dos livros do Antigo Testamento: resolveram determinar quais livros os judeus iriam considerar como inspirados por Deus.

Isso ocorreu entre os anos 80 e 100 da nossa era no famoso Sínodo de Jâmnia, onde havia uma escola rabínica. Eles consideraram como inspirados os livros que obedecessem aos seguintes critérios:
1) não poderiam ser posterior a Esdras (séc. V), 

2) deveriam ter sido escritos e conservados em hebraico, 

3) deveriam ter origem na Palestina e não em terra estrangeira, 

4) deveriam estar em conformidade com a Lei de Moisés. 
Foi assim que no final do século I começou a ser formada a Bíblia judaica oficial! É importante observar mais uma vez que tal decisão dos fariseus não tinha nenhuma importância para os cristãos, que há muito tinham rompido com o judaísmo. Também vale a pena observar que os critérios adotados pelos fariseus para definir os livros inspirados eram muito fechados e nacionalistas, ditados por motivos políticos e religiosos contra os cristãos, que usavam o Antigo Testamento grego. 

Em todo caso, é importante notar ainda que o cânon judaico somente foi oficialmente fixado e aceito por todos os judeus no final do século III. Quanto aos cristãos, aceitavam como inspirados também alguns livros da LXX grega (que, como já vimos, tinha mais livros que o cânon dos fariseus): além dos livros que os fariseus julgaram inspirados, os cristãos aceitavam também Tobias, Judite, Baruc, Eclesiástico, Sabedoria e 1 e 2 Macabeus e mais Ester 10,4-16,24; Daniel 3,24-90; 13 e 14, que foram escritos em língua grega. 
Tais livros foram chamados deuterocanônicos; os outros, aceitos também pelos judeus, eram chamados protocanônicos.

Já dissemos que o Novo Testamento cita a Bíblia grega. Basta um exemplo: o famoso texto de Mateus: “Eis que a Virgem conceberá...”, é uma citação do profeta Isaías segundo a LXX; o texto hebraico não diz “eis que uma virgem conceberá”, mas sim “eis que a jovem concebeu”! O Novo Testamento cita também, de modo explícito, vários destes sete livros. Por exemplo: Sabedoria é citado por Rm 1,19ss e Hb 8,12; Tobias é citado por Ap 8,2; 2Macabeus é citado por Hb 11,34s; Eclesiástico é citado por Tg 1,19 e Judite é citado por 1Cor 2,10. Há ainda citações implícitas: Mt 11,28s inspira-se em Eclo 51,23-30; Mt 27,43 evoca Sb 2,13.18-20 e Hb 1,3 evoca Sb 7,25.

Depois do período apostólico, os cristãos continuaram usando estes sete livros: a Didaqué (escrita pelo anos 90 a 100) alude a Eclo 4,31; São Clemente Romano, pelos anos 90, cita Judite, Sabedoria e Eclesiástico; a Epístola de Barnabé (escrita entre 93 e 97) alude a Sb 2,12 e Eclo 4,36; São Policarpo, Bispo de Esmirna e discípulo direto de São João Evangelista, cita Tb 4,11 ou Tb 12,9 e Santo Inácio de Antioquia, pelo final do século I alude a Jt 15,17.

No Oriente, alguns escritores não citam estes livros porque estão discutindo com os judeus e, como os judeus não os aceitavam, era perdido citá-los. Mas é interessante que São Justino, no início do século II, acusa os judeus de retirarem da tradução grega dos LXX as passagens que davam testemunho em favor de Cristo. É interessante notar também que nas catacumbas romanas dos primeiros séculos encontram-se várias cenas e personagens destes sete livros: o episódio de Tobias guiado pelo anjo, os três jovens na fornalha (17 pinturas e 25 esculturas), o de Suzana entre os dois anciãos (6 pinturas e 7 esculturas), o de Daniel na cova dos leões (39 pinturas e 30 esculturas). Tudo isto mostra como os cristãos sempre usaram os sete livros deuterocanônicos!


Havia também uma minoria de escritores cristãos que tinha dúvidas sobre a inspiração destes sete livros. Por quê? Primeiro porque, como já vimos, na disputa com os judeus, evitam citá-los, já que os judeus não os aceitavam; depois porque com o enorme números de livros apócrifos (não inspirados) surgidos naquela época, alguns escritores sentiam-se inseguros.
Em todo o caso, vários documentos oficiais da Igreja neste período reafirmaram os sete livros como inspirados: o Concílio de Hipona, em 393, os III e IV de Cartago, em 397 e 418 e o Papa Inocêncio I, em 450. É interessante o caso de São Jerônimo, grande estudioso da Escritura. Ele era a favor de considerar inspirados os sete livros da LXX. Depois, estudando hebraico com os rabinos, foi influenciado por eles e começou a defender o cânon judaico, cânon dos fariseus. No entanto traduziu o livro de Tobias e explicou: “É melhor desagradar a opinião dos fariseus e atender às ordens dos bispos”.

Aqui aparece claro duas coisas: primeiro que a opinião de Jerônimo é privada e segundo, que a Igreja (os bispos) considerava Tobias e os outros seis livros como inspirados! Em todos o caso, no século VI era praticamente unânime a convicção dos cristãos de que os sete livros são inspirados e canônicos, de modo que em 1441 o Concílio de Florença pôde tranqüilamente professar o catálogo completo dos livros inspirados.

Em resumo: quando o cristianismo surgiu não havia ainda um cânon oficial entre os judeus. Havia basicamente um cânon de língua grega, mais amplo, e um de língua hebraica, mais curto.

Os cristãos utilizavam o mais longo. Quando os judeus decidiram-se pelo mais curto, os cristãos já não tinham mais nada com os judeus e continuaram usando o cânon mais longo, incluindo os sete livros deuterocanônicos e trechos de Ester e Daniel, que os judeus já não mais consideravam inspirados. Assim, o Antigo Testamento judaico é mais curto que o cristão.
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Na primeira parte deste estudo sobre o cânon da Sagradas Escrituras, vimos que quando o cristianismo surgiu não existia ainda um cânon oficial entre os judeus: de acordo com o partido ou seita ou grupo judaico (fariseus, saduceus, essênios, judeus de Alexandria), a relação dos livros inspirados variava bastante. Simplificando, poderíamos dizer que havia basicamente um cânon de língua grega, mais amplo, e um de língua hebraica, mais curto.

Os cristãos, como começaram logo a pregar o Evangelho por todo o Império Romano, que falava o grego, utilizavam o mais longo: o cânon dos judeus de Alexandria. Somente após o ano 70 e, de modo definitivo, somente no final do século III, os judeus foram chegando a um acordo sobre quais seriam os livros inspirados para o judaísmo. 

Mas tal decisão já não tinha mais valor algum para os cristãos que, desde o “concílio” de Jerusalém, haviam rompido totalmente com o judaísmo (cf. At 15,1-29): o cristianismo não é uma seita judaica, mas algo novo: vinho novo que não poderia jamais ficar guardado nos velhos odres do judaísmo (cf. Mt 9,17)! 

Por isso mesmo, a Igreja de Cristo continuou, tranqüilamente, usando o cânon mais longo, que incluía os sete livros, posteriormente chamados “deuterocanônicos”, bem como trechos de Ester e Daniel, que os judeus já não mais consideravam inspirados. Assim, o Antigo Testamento judaico é mais curto que o cristão: tem sete livros a menos! Vimos ainda como isso ficou claro cada vez mais para a Igreja antiga e como vários antigos documentos magisteriais confirmam o cânon completo das Escrituras Sagradas.

Ora, no século XVI, com a Reforma Protestante, Lutero, Calvino e os demais reformadores, cometeram o grave erro (entre outros erros graves!) de refutar arbitrariamente o cânon da Igreja para abraçar o cânon dos judeus, particularmente, o cânon dos fariseus, que, como vimos, foi o que se impôs no seio do judaísmo!
Na disputa de Lipsia, em 1519, entre Lutero e João Eck, o fundador do protestantismo colocou em dúvida pela primeira vez o valor de 1 e 2 Macabeus para justificar sua recusa em aceitar a oração pelos mortos e as indulgências. Lutero, talvez sem perceber a gravidade de sua atitude, estava manipulado o cânon bíblico cristão! Pior ainda: estava refutando o Antigo Testamento cristão para abraçar o dos fariseus!

Para sustentar sua posição, ele apelou para a opinião de São Jerônimo que, como já vimos no artigo passado, por influência dos rabinos, preferia o cânon mais curto. No entanto, Lutero esqueceu (ou não quis recordar!) que se tratava de uma opinião privada de São Jerônimo e não de uma convicção de toda a Igreja! O próprio Jerônimo, por ordem dos bispos, havia traduzido para o latim o Livro de Tobias. E explicava: “É melhor desagradar a opinião dos fariseus e atender às ordens dos bispos”. 
Infelizmente Lutero não atendeu ao sábio conselho de Jerônimo! Ainda assim, Lutero conservou os sete livros, colocando-os no final da sua Bíblia, como sendo úteis para a edificação. Ele dizia: “não devem ser considerados como Sagrada Escritura, mas são bons e se podem ler com utilidade”. Já Calvino não os aceitava de modo algum. Quanto ao Novo Testamento, Lutero e outros reformadores alemães rejeitaram a Epístola de Tiago, Judas, Hebreus e o Apocalipse! Também estes livros inspirados por Deus e reconhecidos pela Igreja, Lutero os relegou a um segundo plano, colocando-os no final da sua Bíblia, abaixo do que ele considerava “os verdadeiros, seguros e mais importantes livros do Novo Testamento”. 

Somente no século XVII (cerca de cem anos após Lutero) os luteranos voltaram ao cânon completo do Novo Testamento, que seu mestre e fundador havia mutilado. Quanto ao Antigo Testamento, ainda hoje os protestantes o conservam mutilado, incompleto devido à arbitrariedade dos reformadores!

Mas, que argumentos os protestantes usam ainda hoje para teimarem mutilando a Escritura?

1. Os sete livros deuterocanônicos não são citados pelo Novo Testamento. 

Tal argumento é completamente furado. Primeiro porque já vimos no artigo passado que há várias alusões a trechos desses livros no Novo Testamento. 


Em segundo lugar, o Novo Testamento também não cita Abdias, Naum, Cântico dos Cânticos, Eclesiastes, Ester, Esdras, Neemias e Rute, livros que também os protestantes têm como inspirados! Além do mais, os Atos dos Apóstolos citam o poeta grego Epidênides de Cnossos (cf. Tt 1,12s) e Arato da Cicília (cf. At 17,28) e nenhum destes dois é inspirado! Também a Epístola de Judas cita os apócrifos do Antigo Testamento “Assunção de Moisés” (cf. v. 9) e o “Apocalipse de Henoc” (cf. v. 14). Então, o fato de o Novo Testamento citar ou não alguma obra não serve para afirmar se ela é ou não inspirada!

2. Alegam os protestantes que o cânon bíblico dos judeus de Alexandria continha livros que a Igreja católica não aceita (3 e 4 Esdras, 3 e 4 Macabeus, Odes de Salomão, etc). Por que, então, aceitou os outros sete deuterocanônicos? 
Aí está exatamente a questão! A Igreja de Cristo nem estava presa ao cânon dos fariseus da Palestina nem ao cânon dos judeus de Alexandria! Somente sustentada pelo Espírito Santo que Cristo prometeu dar-lhe e que permanece para sempre com ela (cf. Jo 14,16s; 16,12-15; At 15,28), é que a Comunidade dos discípulos de Cristo, juntamente com seus legítimos pastores, pode discernir quais são os livros inspirados, os livros segundo Cristo! 
Aqui está a enrascada, o nó cego dos protestantes: como eles não aceitam a autoridade da Igreja, como não reconhecem que o Espírito do Senhor jamais a abandonou e como negam que este Santo Espírito sustenta os legítimos sucessores dos apóstolos, eles não podem apelar para nenhuma autoridade para defender o seu cânon mais curto e mutilado!

Onde é que está escrito na Bíblia quais são os livros da Bíblia? Em lugar nenhum! E como sabemos quais são os livros da Bíblia? Sabemo-lo pela palavra da Igreja! Mas, os protestantes rejeitam a palavra de Igreja... e preferem apoiar-se no cânon dos fariseus! É interessante notar que, por isso mesmo, por desprezar a Tradição da Igreja e querer seguir sua própria cabeça, Lutero cometeu o erro de rejeitar vários livros do Novo Testamento... que depois seus seguidores aceitaram! 

Os protestantes erraram quanto ao Novo Testamento e continuam errando quanto ao Antigo! Por isso mesmo os grandes teólogos protestantes ainda hoje não se entendem quanto ao problema do cânon. Por exemplo, H. Strathmann reconhece (são palavras dele!) que a questão de decidir os livros canônicos é “uma latente doença da teologia evangélica, e portanto, da Igreja evangélica, a saber, a confusa questão de suas relações com respeito aos documentos de sua origem, isto é, o cânon bíblico”. Já W.G.Kümmel - também protestante -, afirma que o cânon é “uma criação consciente da Igreja e, portanto, é sujeito a uma contínua revisão”. Ou seja: para ele o cânon pode ser modificado quando a Igreja quiser! Aliás, foi o que Lutero fez! É interessante que muitos teólogos protestantes defendem que se estabeleça um “cânon no cânon”! Que bicho é esse? Seria, no Novo Testamento, considerar uns livros como principalmente inspirados e, outros, menos inspirados!

Ao final desta apresentação, uma coisa deve ficar clara: a Igreja de Cristo – e somente ela – poderia, escutando o Espírito, definir o cânon.

E ela o fez! A atitude de Lutero rompeu com a antiga Tradição eclesial e mutilou a Palavra de Deus. O resultado é trágico: nos meios cultos protestantes ainda hoje não se tem certeza quais sejam os livros inspirados e, alguns, escolhendo entre Palavra de Deus e Palavra de Deus, selecionando o que agrada e deixando de lado o que desagrada, querem inventar um cânon no cânon, fruto de pura arbitrariedade humana. 

Esta situação nos coloca mais uma vez em guarda: não se pode refutar a Igreja de Cristo e a guia de seus legítimos pastores, os Bispos em comunhão com o Sucessor de Pedro, sem cair em sinuosas esparrelas! 

É triste que logo os protestantes, que amam tanto a Palavra de Deus, a mutilem e que os livros que contêm esta Palavra sejam, no dizer de um protestante – como já vimos acima – “uma latente doença da teologia evangélica, e portanto, da Igreja evangélica”

 
 

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