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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

“Pedi-vos e não me quisestes ouvir, pedi a Deus e Ele ouviu-me”.


Santa Escolástica, Virgem.1


Santa Escolástica, irmã de São Bento, nasceu no território de Nórcia, no ducado de Espoleto, na Úmbria, de uma das mais nobres famílias da Itália. Tanto ela como seu santo irmão, foram recebidos como um dom milagroso com que o Céu presenteava o mundo cristão, porque, tendo seus pais vivido por largos anos sem ter filhos, obtiveram enfim pelas suas orações e esmolas estes dois grandes modelos de perfeição religiosa.

Escolástica foi criada com todo aquele desvelo que se podia esperar de mãe tão piedosa como a Condessa de Nórcia.

Esta virtuosa senhora, persuadida de que as primeiras impressões das crianças influem sempre no resto da vida, pôs todo o cuidado e esmero em inspirar a sua tenra filha, logo desde os primeiros anos, aqueles sentimentos de religião, aquele desprezo de todas as vaidades, aquela grande estima das máximas do Evangelho, em cujo exercício Escolástica achou todas as suas delícias.

As santas inclinações de Escolástica, a sua devoção precoce, a sua docilidade e modéstia, fizeram conhecer desde logo à virtuosa mãe que o Céu lha tinha dado como que em depósito, e que certamente o Senhor a escolhera para Sua esposa. Com efeito, inimiga daqueles brinquedos pueris e daquelas leviandades que nascem com as crianças. Escolástica não sentia prazer senão em orar a Deus e escutar as prudentes e salutares instruções de sua mãe.

Passava por uma das mais formosas damas do seu tempo. A sua qualidade e os ricos bens que herdara com o retiro de seu irmão e com a morte dos pais, fizeram-na pretendida dos mais ilustres senhores de toda a Itália; mas Escolástica de há muito renunciara às mais fagueiras esperanças do mundo, consagrando-se a Deus, logo desde a infância, com voto de perpétua castidade.

Embora fosse dotada de um gênio vivo e espirituoso, de um natural suave e atraente, de um porte distinto, capaz de se fazer admirar, toda a sua propensão era para o retiro. As galas e os enfeites nunca lhe mereceram a mínima das atenções. Estava-lhe impressa indelevelmente na alma aquela importante lição que sua boa mãe tantas vezes lhe repetia: “Os adornos postiços, por muito ricos e brilhantes que sejam, não podem acrescentar nenhum merecimento; o elogio mais belo que se pode fazer de uma donzela é o poder dizer-se dela com verdade, que é modesta e piedosa”.

Nascida com tão excelentes disposições para a virtude, criada com máximas tão cristãs, e nutrida nos mais santos exercícios da caridade e da devoção, Escolástica fazia maravilhosos progressos no caminho da perfeição, e era o exemplo e admiração das mais santas donzelas, quando se soube na família o partido que São Bento havia abraçado e os prodígios que já se contavam dele em toda a Igreja.

A resolução de São Bento a ninguém impressionou tão profundamente como a Escolástica, que desde a morte de seus pais vivia mais recolhida ainda no retiro de sua casa. Considerando ela que a perfeição evangélica professada por seu irmão, era igualmente proposta a todos os cristãos, e que não tinha menos interesse que São Bento em trabalhar eficazmente no importante negócio da salvação, e em tomar todas as medidas para ser uma grande Santa, distribuiu pelos pobres os seus haveres, e, acompanhada só de uma criada da sua confiança, partiu secretamente em busca do irmão.

Havia alguns anos que São Bento, deixando o deserto de Subiaco, depois de ter lançado por terra os ídolos e abolido o paganismo no Monte Cassino, fundara aquele célebre mosteiro, que foi como que o berço da vida monástica no Ocidente, e o seminário daquele prodigioso número de Santos que povoam o Céu e são a honra imortal da Igreja.

Informado São Bento da chegada de sua irmã, saiu da cela, e, temendo que Escolástica transpusesse os limites que ele tinha marcado, além dos quais não havia permissão de entrar mulher nenhuma, de qualquer condição que fosse, adiantou-se a recebê-la acompanhado de alguns monges, e falou-lhe fora da clausura. É fácil imaginar qual seria a conversação daquelas duas santas almas, prevenidas desde o berço com as mais doces bênçãos do Céu, e abrasadas ambas com o fogo do divino amor. São Bento referiu a sua irmã parte das graças e maravilhas com que Deus o tinha favorecido; e Escolástica contou-lhe os extraordinários favores de que o Céu a tinha cumulado.

Enquanto os dois irmãos estavam a falar sobre as misericórdias do Senhor, é tradição que se viram coroados por uma luz resplandecente, e se sentiram penetrados de uma graça interior, que operou grandes coisas em suas almas, dando-lhes a conhecer os intentos da divina Providência, que os destinavam a um e outro para trabalharem continuamente na perfeição e salvação das almas, que determinava confiar aos seus cuidados.

Durante estas celestiais operações, Santa Escolástica declarou a seu irmão o desígnio que tinha de passar o resto da vida numa solidão não longe da sua, suplicando-lhe fosse o seu pai espiritual e lhe prescrevesse as Regras que tinha a observar para o aperfeiçoamento da sua alma.

Anuiu São Bento aos desejos de Escolástica, porque o Céu já lhe tinha revelado a vocação de sua irmã; e tendo mandado fabricar uma cela não distante do mosteiro, para Escolástica e para a sua criada, deu-lhes, pouco mais ou menos, as mesmas regras que tinha dado aos seus monges.

A fama da eminente santidade desta nova fundadora, atraiu-lhe um grande número de donzelas que, colocando-se sob a sua direção e sob a de São Bento, se obrigaram a guardar a mesma Regra. Pode-se fazer uma ideia da soledade, fervor e austera vida desta ilustre colônia de esposas de Jesus Cristo, pelo prodigioso número de grandes santas que este admirável instituto deu ao Céu, das quais foram Santa Escolástica e suas companheiras os primeiros modelos que tiveram na terra.

Ocupadas unicamente no cuidado de agradarem a Deus, bem depressa esqueceram até a memória das criaturas. O seu exercício ordinário de noite e de dia era a oração; guardavam perpétuo silêncio; jejuavam quase continuamente; celas, móveis, comida e vestido, tudo respirava pobreza evangélica e penitência. Tal foi a origem daquela célebre Ordem, tão ditosamente estendida, que chegou a contar catorze mil conventos espalhados por todo o Ocidente.

Muitas ilustres princesas vieram ali sepultar debaixo da obscuridade de um véu os mais brilhantes esplendores do mundo; e todos os dias se veem nobilíssimas donzelas, distintas pelo seu elevado nascimento e pelo conjunto das prendas mais apreciáveis, preferirem o exemplo de Escolástica, a Cruz do Salvador, ao aparente brilho e enganoso fausto mundano, aos mais fagueiros e tentadores prazeres da vida.

Tendo Escolástica recebido as regras que São Bento lhe deu, todo o seu pensamento e ocupação foi corresponder e realizar a alta ideia de perfeição a que era chamada. Redobrou a já grande austeridade da sua vida, e nunca deixou a oração e o recolhimento interior.

Aumentou a terníssima devoção que desde a infância professava à Santíssima Virgem; a doce confiança nesta Mãe amabilíssima dava-lhe novo alento; o seu amor para com Deus tornou-se tão veemente que mal podia conter os seus divinos ardores.

Embora não tivesse feito voto de clausura, guardou-a sempre com toda a exatidão. Somente se reservou o direito de ir uma vez por ano visitar São Bento, para lhe dar conta da sua comunidade e do particular de sua alma, assim como para receber as ordens e aproveitar-se dos conselhos do seu santo irmão.

Não queria permitir São Bento, que Escolástica chegasse ao seu mosteiro, e por isso, ele mesmo saía a recebê-la, acompanhado dalgum monge, a um lugar pertencente ao mesmo convento, e não distante dele. Ali se juntavam os dois Santos, como dois cidadãos do Céu, forasteiros na terra, entretendo-se unicamente nas coisas divinas e ajudando-se mutuamente a aperfeiçoar-se nos caminhos do Senhor.

Advertida, segundo todos os indícios, do dia da sua morte, veio Escolástica fazer a última visita anual ao seu santo irmão. Depois de terem louvado a Deus, e conversado, como costumavam, sobre várias matérias de piedade, despediu-se São Bento para voltar ao mosteiro; porém, Escolástica rogou-lhe que se demorasse até ao dia seguinte, para ela ter a consolação de falar mais demoradamente sobre a Bem-aventurança da vida eterna. São Bento negou-se resolutamente. Escolástica pendeu um pouco a fronte, e apoiando-a nas mãos, recolheu-se interiormente, fazendo uma breve oração.

Logo que acabou a prece, o Céu, que estava claro, sereno e límpido, turvou-se de repente. Desencadeou-se então uma tal tempestade de relâmpagos e trovões, acompanhados de chuva tão copiosa, que não foi possível a São Bento aos monges que tinham ido com ele saírem para o mosteiro.

Queixou-se o Santo amorosamente a sua irmã; mas ela justificou-se dizendo: “Pedi-vos e não me quisestes ouvir, pedi a Deus e Ele ouviu-me. Agora saí, se podeis, deixai-me e voltai ao vosso mosteiro”.

São Gregório, que refere este fato, dá uma grande ideia da virtude e dos merecimentos de Santa Escolástica, dizendo que a vitória nesta santa contenda se declarou pela que tinha um mais perfeito e mais forte amor de Deus.

Tendo voltado na manhã do dia seguinte ao seu retiro, a Santa aí morreu com a morte dos justos, três dias depois. No momento em que expirou, estava São Bento só, na sua costumada contemplação, e levantando os olhos, diz São Gregório, viu a alma de sua irmã voar ao Céu em forma de uma cândida pomba.

Inundado de alegria à vista da felicidade de que a sua amada irmã gozava, comunicou isto aos seus discípulos, e todos renderam ao Senhor humildes e devotas ações de graças. Em seguida, enviou alguns monges para trasladarem ao Monte Cassino o santo corpo; o que se efetuou três dias depois, porque foi preciso conceder às suas filhas a justa consolação de tributarem as últimas honras à sua boa mãe. São Bento fê-la enterrar na sepultura que tinha destinado para si.

Santa Escolástica faleceu pelo ano de 543, contando cerca de sessenta anos de idade.

O corpo da Santa conservou-se no Monte Cassino até meados do século VII, donde foi trasladado para Mans, quando os Lombardos destruíram aquele famoso mosteiro.

No ano de 1562, os (hereges) huguenotes apoderaram-se da cidade de Mans; mataram cruelmente os Sacerdotes, puseram fogo às igrejas, profanaram os vasos sagrados e levaram as arcas e os relicários preciosos depois de tirarem de dentro as relíquias, que espalharam pelo pavimento. Quando iam para fazer o mesmo às relíquias de Santa Escolástica, para as queimarem, apoderou-se deles um tal terror, que os obrigou a fugirem precipitadamente, sem que se chegasse a conhecer o motivo.

Esta fuga inesperada deu-se na véspera da festa da trasladação de Santa Escolástica, e foi por todos atribuída à sua poderosa e singular proteção.



Ladainha em Honra de

Santa Escolástica,

Virgem e Abadessa.2


Senhor, tende compaixão de nós.

Jesus cristo, tende compaixão de nós.

Senhor, tende compaixão de nós.


Jesus Cristo, ouvi-nos.

Jesus Cristo, atendei-nos.


Deus Pai celestial, tende compaixão de nós.

Deus Filho Redentor do mundo, tende compaixão de nós.

Deus Espírito Santo, tende compaixão de nós.

Santa Trindade, que sois um só Deus, tende compaixão de nós.


Santa Maria, rogai por nós.

Santa Mãe de Deus, rogai por nós.

Santa Virgem das virgens, rogai por nós.


Santa Escolástica, irmã de São Bento, rogai por nós.

Virgem generosa, rogai por nós.

Virgem baseada sobre a humildade, rogai por nós.

Virgem forte na fé, rogai por nós.

Virgem firme na esperança, rogai por nós.

Virgem ardente em amor, rogai por nós.

Grande amante da pobreza, rogai por nós.

Modelo da obediência, rogai por nós.

Mãe prudente e guia discreta de vossas filhas, rogai por nós.

Exemplo para vossa Ordem, rogai por nós.

Adorno de vossos pais, rogai por nós.

Oliveira da paz, rogai por nós.

Observadora do silêncio, rogai por nós.

Luz do recolhimento, rogai por nós.

Mestra nos caminhos da perfeição, rogai por nós.

Amiga da solidão, rogai por nós.

Desprezadora do mundo e da carne, rogai por nós.

Modelo perfeito de santos costumes, rogai por nós.

Amante da disciplina monástica, rogai por nós.

Espelho de virtudes e perfeições, rogai por nós.

Estrela luminosa de vossa santa Ordem, rogai por nós.

Fiel guarda da casa, rogai por nós.

Sincera imitadora da vida de Jesus e Maria, rogai por nós.

Veneradora da Santa Cruz, rogai por nós.

Flor de piedade, rogai por nós.

Lírio de pureza, rogai por nós.

Glória de vosso sexo, rogai por nós.

Cândida pomba do Céu, rogai por nós.

Tipo da Bem-aventurança, rogai por nós.

Santa Escolástica, nossa mãe e medianeira, rogai por nós.

Nossa padroeira, rogai por nós.


Jesus, tende piedade de nós, perdoai-nos, Senhor.


De toda a vaidade, livrai-nos, Senhor.

Da falta de fé, livrai-nos, Senhor.

De toda a malícia, livrai-nos, Senhor.

Do ódio contra Deus e o próximo, livrai-nos, Senhor.

De toda a inveja, livrai-nos, Senhor.

Do espírito de cobiça, livrai-nos, Senhor.

Do espírito de impureza, livrai-nos, Senhor.

De toda a desobediência, livrai-nos, Senhor.

De todo o pecado, livrai-nos, Senhor.

De todos os impedimentos das virtudes e da vida perfeita, livrai-nos, Senhor.

De todas as honras vãs, livrai-nos, Senhor.

Da condenação eterna, livrai-nos, Senhor.

Pela amabilidade da Santa Virgem Escolástica, livrai-nos, Senhor.

Por sua generosidade, livrai-nos, Senhor.

Por sua humildade profunda, livrai-nos, Senhor.

Por sua fé vigorosa, livrai-nos, Senhor.

Por sua esperança inabalável, livrai-nos, Senhor.

Por seu amor ardente a Deus e ao próximo, livrai-nos, Senhor.

Por sua castidade puríssima, livrai-nos, Senhor.

Por sua obediência perfeita, livrai-nos, Senhor.

Por sua discrição maternal, livrai-nos, Senhor.

Por suas orações e seus méritos, livrai-nos, Senhor.


Nós, pobres pecadores, Vos suplicamos, ouvi-nos, Senhor.

Que tenhais piedade de nós, Vos suplicamos, ouvi-nos, Senhor.

Que nos perdoeis, Vos suplicamos, ouvi-nos, Senhor.

Que em nós exciteis e vivifiqueis o espírito de nossa santa mãe Escolástica, Vos suplicamos, ouvi-nos, Senhor.

Que Vos digneis conceder-nos o espírito da candura da pomba, Vos suplicamos, ouvi-nos, Senhor.

Que Vos digneis aumentar em nós a fé, a esperança e a caridade, Vos suplicamos, ouvi-nos, Senhor.

Que Vos digneis firmar-nos na humildade, Vos suplicamos, ouvi-nos, Senhor.

Que Vos digneis corroborar-nos nos sofrimentos e contrariedades, Vos suplicamos, ouvi-nos, Senhor.

Que Vos digneis dar à nossa Santa Mãe Igreja paz e união, Vos suplicamos, ouvi-nos, Senhor.

Que nos conserveis até ao supremo alento da nossa vida no amor e na submissão a Vós, Vos suplicamos, ouvi-nos, Senhor.

Que Vos digneis acolher em vossa mansão celeste todas as almas defuntas, Vos suplicamos, ouvi-nos, Senhor.

Jesus, Filho de Deus, Vos suplicamos, ouvi-nos, Senhor.


Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, atendei-nos, Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.


Jesus Cristo, ouvi-nos.

Jesus cristo, atendei-nos.


Pai Nosso…, Ave Maria…


V. Rogai por nós, Santa Virgem Escolástica.

R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.



Oremos


Deus, que fizestes entrar no Céu a alma de vossa Bem-aventurada Virgem Escolástica sob a forma de uma pomba, para significar o caminho da inocência, concedei-nos por seus méritos e suas preces viver inocentemente, para que mereçamos chegar ao gozo eterno. Por Jesus Cristo, vosso Filho, Senhor Nosso. Amém.


____________________

1.  Pe. Croiset, “Ano Cristão – ou Devocionário para Todos os Dias do Ano”; traduzido do Francês, revisto e adaptado às últimas reformas litúrgicas pelo Pe. Matos Soares, Professor do Seminário do Porto, Vol. II, 10 Fevereiro, pp. 138-141. Tradutor Seminário do Porto – Porto, 1923.

2.  “Manual Gertrudiano ou Exercícios Espirituais de Santa Gertrudes Magna, Virgem da Ordem de São Bento”, edição portuguesa, aprovada pelos Ex.mos e Rev.mos S.res Arcebispos de Friburgo e Olinda e pelos Superiores da Ordem. Cap. “Devoção a São Bento e outros Santos”, pp. 355-360. Tipografia de B. Herder, Friburgo em Brisgau (Alemanha), 1914.


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