Blog Católico, para os Católicos

BLOG CATÓLICO, PARA OS CATÓLICOS.

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

sexta-feira, 3 de junho de 2022

Novena em Honra do Divino Espírito Santo. 8º Dia.

(Segundo os escritos de Santo Afonso M. de Ligório)1


Orações Iniciais para Todos os Dias


V. Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos, Deus Nosso Senhor, dos nossos inimigos.

R. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.2

V. Vinde, ó Deus, em meu auxílio.

R. Senhor, apressai-Vos em me socorrer.

V. Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo.3

R. Assim como era no princípio, agora e sempre, e por todos os séculos dos séculos. Amém.



Súplica ao Divino Espírito Santo


V. Vinde, Espírito Santo, encheis os corações dos vossos fiéis; e acendei neles o fogo do vosso amor.4

V. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado.

R. E renovareis a face da terra.

Oremos: Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, concedei-nos que pelo mesmo Espírito conheçamos tudo o que é reto, e gozemos sempre as suas consolações. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.



OITAVO DIA


O Amor é um vínculo5


Sequência: Veni Sancte Spiritus


Vinde, Espírito Santo, e mandai do Céu um raio de vossa clara luz.

Vinde, Pai dos pobres, vinde Distribuidor dos bens, vinde Luz dos corações.

Consolador ótimo, doce Hóspede e suave Alegria das almas.

Vinde, aliviar-lhes os trabalhos, temperar-lhes os ardores, enxugar-lhes as lágrimas.

Ó Luz beatíssima, enchei o íntimo dos corações dos vossos fiéis.

Sem a vossa graça, tudo no homem é vazio; tudo é nocivo.

Lavai o que em nós é sórdido; irrigai o que é árido; sarai o que está ferido; abrandai o que é duro; aquecei o que é frio; reconduzi o desviado.

Concedei aos vossos servos, que em Vós confiam, os vossos sete dons.

Dai-lhes o mérito da virtude; o dom da graça final, e o prêmio glorioso dos prazeres eternos. Amém.

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor, Vós que reunistes os povos de todas as línguas na Unidade da Fé.



Meditação


O Espírito Santo, Amor Incriado, é o laço indissolúvel que une o Pai e Verbo Eterno, este mesmo Espírito é que une as nossas almas a Deus; tal é, segundo Santo Agostinho, o próprio do Amor Divino. Daí este grito de alegria de São Lourenço Justiniano: Ó Amor, tu és então um vínculo de tal maneira forte, que pudeste encadear um Deus e uni-lO as nossas almas. Os laços do mundo são laços de morte, mas os de Deus são laços de vida e salvação.6 Porquanto, são vínculos de amor, e o amor nos une a Deus, a nossa única e verdadeira vida. Antes da vinda de Jesus Cristo, os homens separavam-se de Deus; aferrados à terra, recusavam-se unir ao seu Criador; mas, o Senhor cheio de ternura os atraiu a Si pelos laços de amor,7 como tinha prometido. Estes laços são os seus benefícios: luzes, apelos a Seu amor, promessas do Paraíso; mas, é sobretudo o dom que nos fez de Jesus cristo no Sacrifício da Cruz e no Sacramento do altar, e enfim, o dom do Espírito Santo. Rompe então as cadeias do teu pescoço, filha cativa de Sião;8 ó alma criada para o Céu, desfaze-te dos laços da terra para te unires a Deus pelo laço do santo amor. O amor, diz o Apóstolo, é um laço que reúne todas as virtudes, e torna a alma perfeita.9 Daí a seguinte palavra de Santo Agostinho: Ama a Deus: e faze o que quiseres, porque quem ama a Deus tem o cuidado de evitar tudo o que causa desgosto ao objeto de sua ternura, e procura em tudo lhe agradar.



Afetos e Súplicas


Dulcíssimo Jesus, muito me haveis obrigado a Vos amar; muito Vos custou obter o meu amor: muito ingrato, pois, seria eu, se Vos amasse pouco, ou dividisse o meu coração entre Vós e as criaturas, depois que por mim derramastes o vosso Sangue e sacrificastes a vossa vida! Quero desapegar-me de tudo, e pôr em Vós somente todos os meus afetos; mas muito fraco sou para executar esta resolução; Vós, que me a inspirais, dai-me a força de levá-la a efeito. Meu amadíssimo Jesus, feri o meu pobre coração com a suave seta do vosso amor, para que não cesse de arder no desejo de Vos possuir e consumir-me de amor para convosco. A Vós procure sempre, a Vós somente deseje, a Vós ache sempre. Ó meu Jesus, somente a Vós quero, e nada mais. Fazei que eu repita sem cessar durante a minha vida, e sobretudo na hora da minha morte: Meu Jesus, somente a Vós quero e nada mais. Ó Maria, minha Mãe, concedei-me que seja Deus de hoje em diante o único objeto dos meus desejos. Assim seja.



O Dedo de Deus está aqui10


Diz-nos São Jerônimo,11 que havia entre os Hebreus, sacerdotes com o privilégio de distinguir os Profetas verdadeiros dos falsos, reconhecendo se era o Espírito Divino, o diabólico ou o humano que os inspirava. Tratava-se, com evidência, de sacerdotes enriquecidos por Deus com a faculdade de ler, ou mais exatamente, de perscrutar o foro interno dos seus interlocutores. Este mesmo dom foi comum a muitos Santos.

Santa Maria Madalena de Pazzi lia na consciência das suas noviças e revelava-lhes as más inclinações a que tinham cedido. Conhecia-as de tal forma que elas não se atreviam a abeirar-se da Santa sem primeiro se examinarem escrupulosamente; e, uma vez na presença dela, todas se mantinham em contínuo resguardo, para não darem ocasião a serem repreendidas.

Santa Catarina de Sena12 possuía também este dom do discernimento. O Padre Raimundo de Cápua, seu Confessor, conta como ela lhe conhecia os mais íntimos segredos do seu coração: “por que tentais esconder-me o que eu vejo mais claramente do que vós?”, dizia-lhe um dia a Santa a propósito de um defeito, que ele procurava dissimular e pelo qual ela já o admoestara suavemente.

Este dom não foi regateado a São José de Cupertino. Conta-se que ele penetrava até o coração das pessoas com quem cruzava nos caminhos. “Vai te lavar”, dizia ele, sempre que encontrava alguém necessitado de lavar a consciência com o Sacramento da Penitência.13

Fatos deste gênero acontecem quase diariamente em San Giovanni Rotondo, no segredo do confessionário, na sacristia, nas escadas e nos corredores do Convento, em toda a parte onde os peregrinos possam abeirar-se do Padre Pio e trocar duas palavras com ele. Vejamos alguns exemplos:14

Entrou certo dia um moço na sacristia, repleta de homens, que desejavam confessar-se. “Padre, disse o jovem, atenda por favor a minha Confissão”. O Padre respondeu-lhe: “Porco”. Tal palavra nunca a tinha usado. Aterrorizado, ferido e humilhado perante os presentes, saiu o moço da sacristia. Um Sacerdote que acompanhou Padre Pio, perguntou-lhe assustado: “Padre, por que tratou assim esse rapaz?” Respondeu então: “Se eu não tivesse falado desta maneira, o moço se condenaria eternamente. Ele vive unido ilegalmente e tal vida é um crime abominável aos olhos de Deus. Deixe estar. Essa humilhação lhe fez bem. Ele voltará. No confessionário não lhe poderia dizer essa palavra. O rapaz teria feito a sua acusação sem arrependimento nem propósito e teria ido embora sem a absolvição”.

Realmente, o jovem, após alguns dias tornou à sacristia, como o Padre dissera. A humilhação pública o chocou até o fundo da alma. Sua consciência acordou. No retiro de poucos dias realizou Nosso Senhor o milagre da conversão de uma ovelha perdida. Quem de antes, tão leviano e descuidado, era de uma vida honesta e digna de cristão, agora se ajoelha aos pés do Sacerdote, chorando como uma criança. Padre Pio recebeu o filho pródigo com um sorriso e de braços abertos, dizendo-lhe: “Vê, meu filho, agora Nosso Senhor te quer imensamente”. Será que o Padre Pio sabia, que durante esses dias o rapaz nada comera nem bebera, e quão difícil lhe foi o combate para dar o arranco final à vida pecaminosa de longos anos? Certamente que o sabia. O tratamento paternal foi prova disso. Radiante saiu do confessionário o moço, começando vida nova.

Foi uma senhora confessar-se, acrescentando no fim, que nada mais tinha a acusar. Padre Pio disse-lhe então: “Vai, desce ligeiro ao tanque. Olha para dentro da água, depois volta aqui”. A senhora foi e viu ali uma criancinha, que há 19 anos atrás matara, jogando-a na água. Terrivelmente impressionada voltou às pressas para confessar seu crime.

O seguinte fato nos mostra a inutilidade de nossos planos e como a Providência Divina sabe conduzi-los por intermédio de um Sacerdote Santo.

Veio uma moça confessar-se e pedir conselho. Foi no mês de Fevereiro de 1956. Após a Confissão, pediu que o Sacerdote a ajudasse a entrar para o Convento. Estranhou, e não pouco, quando o Padre Pio lhe fez ver, que estava sabendo dos problemas dela, antes que lhes os expusesse. Disse-lhe então: “Vai, filha, volta aos teus patrões. Durante as férias irão para a praia. Tu os acompanharás ainda desta vez. Depois tornarás a falar comigo e então continuaremos a conversar sobre os teus projetos”. Dito isso, fechou a portinha. Feliz e não pouco admirada das palavras do Confessor, que lhe anunciou tantas surpresas agradáveis, a moça contou a todos os conhecidos a entrevista. Satisfeitíssima, voltou para junto dos patrões. Passados alguns meses, tornou a procurar o Padre. Teve de esperar 28 dias. Parecia-lhe aquilo uma eternidade. Tendo-se acusada, acrescentou com o coração febril: “Padre, já não pretendo entrar no Convento. E sabe porquê? Na praia, onde fui com meus patrões, conheci um rapaz. Vou me casar com ele”. Sorrindo, disse Padre Pio a ela: “Viste, filha, eu te disse, vai gozar as férias, falaremos depois dos teus projetos”. A futura freira veio a ser uma boa mãe de família.

Um advogado, jovem ainda, perguntou ao Padre Pio após a Confissão, a respeito do avô, falecido havia quatro anos. Surpreendente! Disse-lhe o Santo: “Teu avô foi médico. Em atenção às muitas caridades praticadas em sua profissão, já está no Céu, na visão eterna de Deus”. No mesmo instante veio ao penitente a ideia de perguntar também pelo segundo avô, que falecera havia quinze anos. Mas, para que se compreenda o caso, darei primeiro uma breve explicação necessária; tal qual o moço me a deu. Meu avô, disse ele, foi um homem indiferente. ‘Por que hei de ir à Missa?’, dizia sempre. ‘Prefiro passear pela natureza e rezo fora ou em casa mesmo!’ Aqueles, no entanto, que assim falam, geralmente, não rezam em lugar nenhum. ‘Por que hei de confessar-me? Não roubei, não matei a ninguém’, disse aquele cristão também”.

Quando o moço perguntou sobre o segundo avô, o Santo empalideceu. Com voz trêmula, nervoso, disse estas terríveis palavras: “Nem posso olhar para ele. É pavoroso, horrível! Ele se agita nas chamas eternas”.

Um marido, abandonando a mulher com dois filhos, juntou-se com outra, durante três anos. Foi então constatado que ele tinha um câncer. Aconselhado, aceitou os últimos Sacramentos e morreu. Sua primeira mulher, que ouviu por acaso da morte dele, perguntou ao Padre Pio se lhe sabia alguma coisa sobre aquela alma. O Santo ficou pálido, começou a tremer e a chorar, dizendo: “Eu te digo, porque sei que o suportarás. A alma dele está eternamente condenada. Na hora de receber os últimos Sacramentos, silenciou numerosos pecados, não tinha arrependimento nem propósito. Pecou, também, contra a Misericórdia de Deus. Dizia sempre: agora eu quero gozar a vida; quando ficar velho me converterei”.

Contou-me um Padre, a aventura que acontecera a um seu colega no Sacerdócio, vindo de muito longe para se confessar ao Padre Pio.

Tivera de mudar de comboio e esperar em Bolonha algumas horas.

Depois da Confissão, o Padre Pio lhe perguntou: “Meu filho, não se lembra de mais nada?”

Nada mais, Padre.

Vamos lá. Tente se lembrar, disse-lhe o Santo.

Por mais que fizesse exame de consciência, não encontrava nada.

Então, o Padre Pio disse-lhe com extrema doçura:

Meu filho, ontem de manhã o seu comboio chegou a Bolonha às 5 da manhã. As igrejas estavam ainda fechadas. Em vez de esperar, foi ao hotel descansar antes da Missa. Estendeu-se na cama e tão profundamente adormeceu que só acordou às 3 da tarde, quando era demasiado tarde para celebrar a Missa. Sei que não o fez por malícia, mas, foi uma negligência, que feriu e magoou Nosso Senhor.

Um dia, uma inglesa de família muito distinta ajoelhou no confessionário do Padre Pio. O Santo olhou para ela, depois fechou-lhe violentamente a portinha na cara, dizendo: “Para ti não tenho tempo”, e a pobre mulher ficou aniquilada. Durante vinte dias voltou, teimosamente, a insistir e de cada vez, sofria a mesma recusa. Inutilmente, filhos e filhas em espírito lhe suplicavam que a ouvisse. Continuava inquebrantável nos seus propósitos.

Enfim, 20 dias depois, recebeu-a com estas palavras, contadas, depois, fielmente aos amigos:

Pobre cega, em vez de te queixares da minha severidade, deverias perguntar a ti própria, como é possível a Misericórdia Divina acolher-te, após tantos anos de sacrilégios? Sabes que é terrível o que fizestes? O que comete um sacrilégio recebe a sua própria condenação e não pode se salvar sem uma graça muito especial, obtida por alguma alma muito íntima de Deus. Para manter as aparências, por respeito do mundo, não comungastes tu durante anos, ao lado da tua mãe e do teu marido, em pecado mortal?”

Foi ainda “o grande arrependimento”, seguido do ardente desejo de “reparar e acautelar” todas as outras almas, pondo-as de sobreaviso contra o crime do sacrilégio, a que devemos este testemunho pungente.

Um dia, os homens reunidos na sacristia de San Giovanni Rotondo, notaram com pasmo que o Padre Pio, sem deixar de confessar, não despregava os olhos de um deles. Era um desconhecido, desembarcado há pouco, que parecia não poder suportar esse olhar, porque mudava de lugar, escondia-se nos cantos, por detrás dos companheiros, procurando uma sombra… Vãos esforços! O olhar implacável do Padre Pio sabia encontrá-lo sempre. Por fim, o Santo fez-lhe sinal para se aproximar. O indivíduo em questão, não acreditava no que via. “Mas, se ele não me conhece!…”, murmurou perplexo ao ouvido do vizinho; – “Isso nada quer dizer; é a ti que chama. Vá depressa”.

Visivelmente contrariado, o desconhecido foi-se aproximando do confessionário. Disse o Padre Pio em voz baixa: “Padre, vista o hábito, se quer que o confesse”.

Disse-lhe o desconhecido: “É inútil. Agora já sei o que desejava saber”. E foi-se embora, bem depressa.

Era um Padre dominicano, em trajes civis, que viera para se informar, pessoalmente, da personalidade do Santo.

O Papa Bento XV disse um dia a um Bispo que pretendia pô-lo de sobreaviso contra “questo truffatore”.15 Disse-lhe o Santo Padre: “Meu filho, estás decerto mal informado. Aconselho-o vivamente a ir lá ver com os seus próprios olhos como as coisas correm”.

O desejo de um Papa é uma ordem. Alguns dias depois, sem o comunicar a ninguém, o Bispo tomava o comboio para Foggia. Mal chegou, encontrou dois capuchinhos que o saudaram com respeito.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! O Padre Pio envia-nos, para acompanhar Vossa Excelência Reverendíssima até San Giovanni Rotondo.

Mas, o Padre Pio não teve conhecimento da minha viagem, respondeu o Bispo completamente desorientado.

Decerto foi informado, responderam os capuchinhos com um fino sorriso. Disse-nos que fora o Papa que enviara V. Exª. Revª.

Houve um momento de silêncio. O Bispo dirigiu-se para a bilheteria e perguntou:

Quando parte o próximo comboio para Roma?

Depois, virando-se para os religiosos, disse-lhes:

Lembrei-me de alguma coisa de muito importante. É urgente regressar a Roma. E mandou-os embora.

Alcançara já o fim da viagem. Vira “com os seus próprios olhos”.

Aliás”, ajuntou rindo, preferi não me expor a novas surpresas. Com tal serviço de informações, o Padre Pio, também, podia saber o que eu tinha dito sobre ele ao Papa!

O Papa Bento XV gostava de repetir: “O Padre Pio é na verdade um homem de Deus”.



Senhor, luz e mais luz,

enviai a vossa Luz,

dissipai as minhas trevas,

abri os meus olhos;

porque sem sermos esclarecidos,

não podemos evitar os precipícios

e nem achar a Deus”.


Conhecedor dos pensamentos e das intenções do coração, tende piedade de nós. (3X)



Ladainha do Divino Espírito Santo16


Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, tende piedade de nós.

Senhor, tende piedade de nós.


Divino Espírito Santo, ouvi-nos.

Espírito Paráclito, atendei-nos.


Deus, Pai dos Céus, tende piedade de nós.

Deus Filho, Redentor do mundo, tende piedade de nós.

Deus, Espírito Santo, tende piedade de nós.

Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.


Espírito da verdade, tende piedade de nós.

Espírito da sabedoria, tende piedade de nós.

Espírito da inteligência, tende piedade de nós.

Espírito da fortaleza, tende piedade de nós.

Espírito da piedade, tende piedade de nós.

Espírito do Bom Conselho, tende piedade de nós.

Espírito da ciência, tende piedade de nós.

Espírito do santo temor, tende piedade de nós.

Espírito da caridade, tende piedade de nós.

Espírito da alegria, tende piedade de nós.

Espírito da paz, tende piedade de nós.

Espírito das virtudes, tende piedade de nós.

Espírito de toda a graça, tende piedade de nós.

Espírito de adoção dos filhos de Deus, tende piedade de nós.

Purificador das nossas almas, tende piedade de nós.

Santificador e Guia da Igreja Católica, tende piedade de nós.

Distribuidor dos dons celestes, tende piedade de nós.

Conhecedor dos pensamentos e das intenções do coração, tende piedade de nós.

Doçura dos que começam a Vos servir, tende piedade de nós.

Coroa dos perfeitos, tende piedade de nós.

Alegria dos Anjos, tende piedade de nós.

Luz dos Patriarcas, tende piedade de nós.

Inspiração dos Profetas, tende piedade de nós.

Palavra e Sabedoria dos Apóstolos, tende piedade de nós.

Vitória dos Mártires, tende piedade de nós.

Ciência dos Confessores, tende piedade de nós.

Pureza das Virgens, tende piedade de nós.

Unção de todos os Santos, tende piedade de nós.


Sede-nos propício, perdoai-nos, Senhor.

Sede-nos propício, atendei-nos, Senhor.


De todo pecado, livrai-nos, Senhor.

De todas as tentações e ciladas do Demônio, livrai-nos, Senhor.

De toda presunção e desesperação, livrai-nos, Senhor.

Do ataque à verdade conhecida, livrai-nos, Senhor.

Da inveja da graça fraterna, livrai-nos, Senhor.

De toda obstinação e impenitência, livrai-nos, Senhor.

De toda negligência e torpor do espírito, livrai-nos, Senhor.

De toda impureza da mente e do corpo, livrai-nos, Senhor.

De todas as heresias e erros, livrai-nos, Senhor.

De todo mau espírito, livrai-nos, Senhor.

Da morte má e eterna, livrai-nos, Senhor.

Pela vossa eterna procedência do Pai e do Filho, livrai-nos, Senhor.

Pela milagrosa conceição do Filho de Deus, livrai-nos, Senhor.

Pela vossa descida sobre Jesus Cristo batizado, livrai-nos, Senhor.

Pela vossa santa aparição na transfiguração do Senhor, livrai-nos, Senhor.

Pela vossa vinda sobre os discípulos do Senhor, livrai-nos, Senhor.

No dia do Juízo, livrai-nos, Senhor.


Ainda que pecadores, nós Vos rogamos, ouvi-nos.

Para que nos perdoeis, nós Vos rogamos, ouvi-nos.

Para que Vos digneis vivificar e santificar todos os membros da Igreja, nós Vos rogamos, ouvi-nos.

Para que Vos digneis conceder-nos o dom da verdadeira piedade, devoção e oração, nós Vos rogamos, ouvi-nos.

Para que Vos digneis inspirar-nos sinceros afetos de misericórdia e de caridade, nós Vos rogamos, ouvi-nos.

Para que Vos digneis criar em nós um espírito novo e um coração puro, nós Vos rogamos, ouvi-nos.

Para que Vos digneis conceder-nos verdadeira paz e tranquilidade do coração, nós Vos rogamos, ouvi-nos.

Para que nos façais dignos e fortes, para suportar as perseguições por amor à justiça, nós Vos rogamos, ouvi-nos.

Para que Vos digneis confirmar-nos em vossa graça, nós Vos rogamos, ouvi-nos.

Para que nos recebais no número dos vossos eleitos, nós Vos rogamos, ouvi-nos.

Para que Vos digneis atender-nos, nós Vos rogamos, ouvi-nos.

Espírito de Deus, nós Vos rogamos, ouvi-nos.


Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, enviai-nos o Espírito Santo.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, mandai-nos o Espírito prometido do Pai.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai-nos o Espírito Bom.


Espírito Santo, ouvi-nos.

Espírito Consolador, atendei-nos.


V. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado.

R. E renovareis a face da terra.


Oremos: Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, concedei-nos que no mesmo Espírito conheçamos o que é reto, e gozemos sempre as Suas consolações. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.


_____________________

1.  “As Mais Belas Orações de Santo Afonso de Ligório”, pelo Pe. Saint-Omer, C.SS.R., Parte Quarta, Art. 3, pp. 585-586 (565-581). Imprimé par les Etablissements Casterman, S.A. Tournai/Belgium, 1877.

2.  Concede-se indulgência parcial ao fiel que faça devotamente o Sinal da Cruz, proferindo as palavras costumeiras: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito. Amém. Manual das Indulgências – Normas e Concessões, Concessão 55, p. 65. 2ª Edição, Editora Paulos, São Paulo/SP, 1990.

3.  Indulgência parcial. Manual das Indulgências, ob. cit., Apêndice, p. 78.

4.  Indulgência parcial. Manual das Indulgências, ob. cit., Concessão 62, p. 72.

5.  “As Mais Belas Orações de Santo Afonso de Ligório”, ob. cit., pp. 577-579.

6.  Eclo. 6, 31.

7.  Os. 11, 4.

8.  Is. 52, 2.

9.  Col. 3, 14.

10.  Êx. 8, 19; 31, 18; Salm. 8, 3; Luc. 11, 20.

11.  Isaías, Liv. II, Cap. III.

12.  Johannes Joergensen, “Santa Catarina de Sena”. II Edição, Editora Vozes Ltda, Rio de Janeiro, 1953.

13.  Cfr. G. B. Scaramelli, “Doutrina di San Giovanni della Croce”.

14.  Karl Wagner, “Meus Encontros com o Padre Pio”, 1966. Maria Winowska, “Padre Pio – O Estigmatizado”, 1956. Giovanni P. Siena, “Padre Pio e os Anjos”, 1959.

15.  Esse impostor.

16.  “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, Apêndice, pp. 261-266. 3ª Edição, Editora Vozes Ltda, Petrópolis/RJ, 1946.


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