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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

sábado, 4 de junho de 2022

Novena em Honra do Divino Espírito Santo. 9º Dia.

(Segundo os escritos de Santo Afonso M. de Ligório)1


Orações Iniciais para Todos os Dias


V. Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos, Deus Nosso Senhor, dos nossos inimigos.

R. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.2

V. Vinde, ó Deus, em meu auxílio.

R. Senhor, apressai-Vos em me socorrer.

V. Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo.3

R. Assim como era no princípio, agora e sempre, e por todos os séculos dos séculos. Amém.



Súplica ao Divino Espírito Santo


V. Vinde, Espírito Santo, encheis os corações dos vossos fiéis; e acendei neles o fogo do vosso amor.4

V. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado.

R. E renovareis a face da terra.

Oremos: Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, concedei-nos que pelo mesmo Espírito conheçamos tudo o que é reto, e gozemos sempre as suas consolações. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.



NONO DIA


O Amor é um tesouro que encerra todos os bens5


Sequência: Veni Sancte Spiritus


Vinde, Espírito Santo, e mandai do Céu um raio de vossa clara luz.

Vinde, Pai dos pobres, vinde Distribuidor dos bens, vinde Luz dos corações.

Consolador ótimo, doce Hóspede e suave Alegria das almas.

Vinde, aliviar-lhes os trabalhos, temperar-lhes os ardores, enxugar-lhes as lágrimas.

Ó Luz beatíssima, enchei o íntimo dos corações dos vossos fiéis.

Sem a vossa graça, tudo no homem é vazio; tudo é nocivo.

Lavai o que em nós é sórdido; irrigai o que é árido; sarai o que está ferido; abrandai o que é duro; aquecei o que é frio; reconduzi o desviado.

Concedei aos vossos servos, que em Vós confiam, os vossos sete dons.

Dai-lhes o mérito da virtude; o dom da graça final, e o prêmio glorioso dos prazeres eternos. Amém.

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor, Vós que reunistes os povos de todas as línguas na Unidade da Fé.



Meditação


O amor é o tesouro de que fala o Evangelho, o qual nos cumpre adquirir à custa de tudo o mais. A razão, é porque ele é realmente de valor infinito, segundo a palavra do Sábio, pois nos faz participantes da amizade de Deus.6 Aquele que possui a Deus, possui todas as coisas: “Porque então, ó homem, exclama Santo Agostinho, por que buscar outra coisa? Busca o único Bem, Aquele que os contêm todos juntamente”. Mas, não podemos achar a Deus sem renunciar as criaturas, como o ensina Santa Teresa: “Desapegai o vosso coração de todas as coisas, e depois buscai a Deus; então O achareis”.

Aquele que acha a Deus, acha o repouso de todos os seus desejos. “Ponde as vossas delícias no Senhor, e Ele vos dará o que o vosso coração pede.7 O coração humano está sempre procurando bens capazes de torná-lo feliz; enquanto se dirige às criaturas para os obter, nunca se satisfaz por mais que receba; mas quando se volta para Deus somente, então o Senhor enche todos os seus desejos. Quais são, com efeito, os homens mais felizes na terra senão os Santos? E por quê? Porque a Deus somente limitam todos os seus desejos e diligências. Estando um príncipe a caçar, viu um Solitário percorrendo a floresta, e perguntou-lhe o que fazia nesse deserto. “Mas vós, senhor, retorquiu logo o anacoreta, que vindes buscar aqui? – Eu, acudiu o príncipe, ando em busca de caças. – E eu, tornou o Solitário, busco a Deus”. O tirano que martirizou São Clemente, Bispo de Ancira, ofereceu-lhe ouro e pedras preciosas para conseguir dele que renegasse a Jesus Cristo; mas o Santo, dando um profundo suspiro, exclamou: “Pois que! Um Deus colocado em paralelo com um pouco de lama!”

Feliz de quem conhece o preço do Amor Divino e se esforça por alcançar este tesouro! Se O conseguir, despojar-se-á por si mesmo de tudo, para não possuir senão a Deus: “Quando o fogo pega na casa, dizia São Francisco de Sales, lançam-se todos os utensílios pela janela”. O Padre Segneri, o moço, grande servo de Deus, tinha costume de dizer: “O Amor Divino é um roubador, que nos tira todos os afetos terrenos ao ponto de exclamarmos então: Senhor, que desejo senão a Vós somente?”



Afetos e Súplicas


Deus meu, no passado, a Vós não, mas a mim mesmo é que busquei, e para me satisfazer, afastei-me de Vós, que sois o Bem Supremo. Mas Jeremias me consola assegurando-me que sois só bondade para os que Vos buscam.8 Amadíssimo Senhor meu, compreendo o mal que fiz Vos deixando, e arrependo-me de todo o coração. Vejo que sois um tesouro infinito; não querendo deixar inútil esta luz, renuncio tudo, e escolho-Vos para único objeto dos meus afetos. Ó meu Deus, meu amor, meu tudo, por Vós suspiro. Vinde, ó Espírito Santo, e o vosso Divino fogo em mim consuma todo o afeto de que não sois o objeto; fazei-me todo vosso, e tudo vença para Vos agradar. Ó Maria, minha Advogada e Mãe, ajudai-me com as vossas orações. Assim seja.



O Dedo de Deus está aqui9


Uma senhora, parisiense,10 que passava o verão em Midi, passou por Ars de regresso à Capital. Um Sacerdote que conhecia a vida de desordem daquela senhora, aconselhou-a a passar por Ars. “Verá ali algo de extraordinário, senhora: um Cura de aldeia que está enchendo o mundo com sua fama… Não se arrependerá dessa pequena volta na sua viagem”. Cumpriu-se a predição de um modo extraordinário. À tarde, passeava aquela senhora na praça com uma desconhecida, encontrada casualmente. O Cura d’Ars passou por ela ao regressar da visita a um enfermo, e disse-lhe: “Senhora, acompanhe-me”. E à outra: “Pode retirar-se; não tem necessidade de meu ministério”. E falando à parte com a pecadora, foi tirando àquela Samaritana o véu de todas as suas iniquidades. Aterrada com tais revelações, guardava silêncio. Por fim, disse: “Sr. Cura, quer me ouvir em Confissão?

Sua Confissão, replicou o Santo, seria inútil. Eu leio na sua alma e vejo dois Demônios que a acorrentam: o Demônio do orgulho e o Demônio da impureza. Não a posso absolver; só no caso em que não volte a Paris, e, como conheço as suas disposições, sei que voltará”.

Depois, com intuição profética, o homem de Deus deu-lhe a conhecer como haveria de descer até aos últimos degraus do mal.

– “Mas, Sr. Cura, eu sou incapaz de cometer tais abominações!… Então, estou condenada!…

Não digo isso, porém, mais adiante, quão difícil será poder salvar-se!

Que hei de fazer?

Venha amanhã cedinho e eu lho direi”.

Durante a noite, para suplicar a perda de uma alma que Deus tinha criado para as alturas, e que se ia afundando no lamaçal do pecado, o Cura d’Ars orou longamente e se infligiu uma sangrenta disciplina. Pela manhã concedeu uma audiência especial àquela penitente pouco vulgar, e lhe deu sua resposta:

– “Pois bem, deixarás Paris e virá morar naquela casa ali embaixo, donde vem. Se quiser salvar a sua pobre alma, fará tais e tais mortificações”.

A senhora partiu de Ars sem ter ainda recebido a absolvição. Paris recuperou-a em pouco tempo, pois ela voltou aterrorizada como se o pecado lhe cavasse um abismo aos pés. Apoderou-se-lhe da alma um grande fastio. Invocou a Deus e fugiu da Capital… Escondida numa vila de campo, apesar das resistências de uma vida corrompida pelas paixões, por muito tempo satisfeitas, resolveu reiniciar o caminho do bem. Lembrou-se dos conselhos do Santo de Ars. Uma graça interior muito poderosa a impeliu e ajudou-a a segui-los.

No caminho da abnegação (renúncia), dizia o Cura d’Ars, só é custoso o primeiro passo. Quando se tem entrado nele, anda-se por si mesmo…”.11

A nossa penitente fez a feliz experiência. “Ao final de três meses, escreve o Cônego Ball, que recolheu as notas para esta história, sua conversão foi completa; suas disposições de espírito e de coração se achavam tão mudadas, que ela mesma não compreendia, como antes podia amar o que, então, lhe causava tanto horror”.12



Senhor, luz e mais luz,

enviai a vossa Luz,

dissipai as minhas trevas,

abri os meus olhos;

porque sem sermos esclarecidos,

não podemos evitar os precipícios

e nem achar a Deus”.


Unção de todos os Santos, tende piedade de nós. (3X)



Ladainha do Divino Espírito Santo13


Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, tende piedade de nós.

Senhor, tende piedade de nós.


Divino Espírito Santo, ouvi-nos.

Espírito Paráclito, atendei-nos.


Deus, Pai dos Céus, tende piedade de nós.

Deus Filho, Redentor do mundo, tende piedade de nós.

Deus, Espírito Santo, tende piedade de nós.

Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.


Espírito da verdade, tende piedade de nós.

Espírito da sabedoria, tende piedade de nós.

Espírito da inteligência, tende piedade de nós.

Espírito da fortaleza, tende piedade de nós.

Espírito da piedade, tende piedade de nós.

Espírito do Bom Conselho, tende piedade de nós.

Espírito da ciência, tende piedade de nós.

Espírito do santo temor, tende piedade de nós.

Espírito da caridade, tende piedade de nós.

Espírito da alegria, tende piedade de nós.

Espírito da paz, tende piedade de nós.

Espírito das virtudes, tende piedade de nós.

Espírito de toda a graça, tende piedade de nós.

Espírito de adoção dos filhos de Deus, tende piedade de nós.

Purificador das nossas almas, tende piedade de nós.

Santificador e Guia da Igreja Católica, tende piedade de nós.

Distribuidor dos dons celestes, tende piedade de nós.

Conhecedor dos pensamentos e das intenções do coração, tende piedade de nós.

Doçura dos que começam a Vos servir, tende piedade de nós.

Coroa dos perfeitos, tende piedade de nós.

Alegria dos Anjos, tende piedade de nós.

Luz dos Patriarcas, tende piedade de nós.

Inspiração dos Profetas, tende piedade de nós.

Palavra e Sabedoria dos Apóstolos, tende piedade de nós.

Vitória dos Mártires, tende piedade de nós.

Ciência dos Confessores, tende piedade de nós.

Pureza das Virgens, tende piedade de nós.

Unção de todos os Santos, tende piedade de nós.


Sede-nos propício, perdoai-nos, Senhor.

Sede-nos propício, atendei-nos, Senhor.


De todo pecado, livrai-nos, Senhor.

De todas as tentações e ciladas do Demônio, livrai-nos, Senhor.

De toda presunção e desesperação, livrai-nos, Senhor.

Do ataque à verdade conhecida, livrai-nos, Senhor.

Da inveja da graça fraterna, livrai-nos, Senhor.

De toda obstinação e impenitência, livrai-nos, Senhor.

De toda negligência e torpor do espírito, livrai-nos, Senhor.

De toda impureza da mente e do corpo, livrai-nos, Senhor.

De todas as heresias e erros, livrai-nos, Senhor.

De todo mau espírito, livrai-nos, Senhor.

Da morte má e eterna, livrai-nos, Senhor.

Pela vossa eterna procedência do Pai e do Filho, livrai-nos, Senhor.

Pela milagrosa conceição do Filho de Deus, livrai-nos, Senhor.

Pela vossa descida sobre Jesus Cristo batizado, livrai-nos, Senhor.

Pela vossa santa aparição na transfiguração do Senhor, livrai-nos, Senhor.

Pela vossa vinda sobre os discípulos do Senhor, livrai-nos, Senhor.

No dia do Juízo, livrai-nos, Senhor.


Ainda que pecadores, nós Vos rogamos, ouvi-nos.

Para que nos perdoeis, nós Vos rogamos, ouvi-nos.

Para que Vos digneis vivificar e santificar todos os membros da Igreja, nós Vos rogamos, ouvi-nos.

Para que Vos digneis conceder-nos o dom da verdadeira piedade, devoção e oração, nós Vos rogamos, ouvi-nos.

Para que Vos digneis inspirar-nos sinceros afetos de misericórdia e de caridade, nós Vos rogamos, ouvi-nos.

Para que Vos digneis criar em nós um espírito novo e um coração puro, nós Vos rogamos, ouvi-nos.

Para que Vos digneis conceder-nos verdadeira paz e tranquilidade do coração, nós Vos rogamos, ouvi-nos.

Para que nos façais dignos e fortes, para suportar as perseguições por amor à justiça, nós Vos rogamos, ouvi-nos.

Para que Vos digneis confirmar-nos em vossa graça, nós Vos rogamos, ouvi-nos.

Para que nos recebais no número dos vossos eleitos, nós Vos rogamos, ouvi-nos.

Para que Vos digneis atender-nos, nós Vos rogamos, ouvi-nos.

Espírito de Deus, nós Vos rogamos, ouvi-nos.


Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, enviai-nos o Espírito Santo.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, mandai-nos o Espírito prometido do Pai.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai-nos o Espírito Bom.


Espírito Santo, ouvi-nos.

Espírito Consolador, atendei-nos.


V. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado.

R. E renovareis a face da terra.


Oremos: Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, concedei-nos que no mesmo Espírito conheçamos o que é reto, e gozemos sempre as Suas consolações. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.


_________________________

1.  “As Mais Belas Orações de Santo Afonso de Ligório”, pelo Pe. Saint-Omer, C.SS.R., Parte Quarta, Art. 3, pp. 585-586 (565-581). Imprimé par les Etablissements Casterman, S.A. Tournai/Belgium, 1877.

2.  Concede-se indulgência parcial ao fiel que faça devotamente o Sinal da Cruz, proferindo as palavras costumeiras: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito. Amém. Manual das Indulgências – Normas e Concessões, Concessão 55, p. 65. 2ª Edição, Editora Paulos, São Paulo/SP, 1990.

3.  Indulgência parcial. Manual das Indulgências, ob. cit., Apêndice, p. 78.

4.  Indulgência parcial. Manual das Indulgências, ob. cit., Concessão 62, p. 72.

5.  “As Mais Belas Orações de Santo Afonso de Ligório”, ob. cit., pp. 579-581.

6.  Sap. 7, 14.

7.  Ps. 36, 4.

8.  Thren. 3, 22.

9.  Êx. 8, 19; 31, 18; Salm. 8, 3; Luc. 11, 20.

10.  Côn. Francis Trochu, “O Cura d’Ars – São João Batista Maria Vianney”, 1939.

11.  Esprit du Curé d’Ars, p. 351.

12.  Arquivos da Paróquia de Ars.

13.  “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, Apêndice, pp. 261-266. 3ª Edição, Editora Vozes Ltda, Petrópolis/RJ, 1946.


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