Blog Católico, para os Católicos

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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Ó Maria Imaculada, Vós sois a Glória, a Alegria e a Honra do Céu e da Terra.

 

Tu és a Glória de Jerusalém,1

a Alegria de Israel

e a Honra do nosso Povo!”2


I – A vitória alcançada por Judite sobre os inimigos do povo de Deus era a figura profética do triunfo de Maria. Foi a Virgem quem, por sua Conceição Imaculada, lançou a confusão entre as legiões do Inferno. Somente Ela escapou ao contágio do Pecado Original, e realizou esta predição do Gênesis, que abre a história da humanidade: “Uma mulher esmagará a cabeça da Serpente”.3 Os profetas são unânimes em proclamar as maravilhas dessa mulher, na qual não há labéu4; a Ela é que se aplicam as aclamações gloriosas feitas à ilustre Judite. Mas a Virgem Imaculada acresceu de mérito pessoal sua inata perfeição; conservou-se humilde em meio as suas excelsas prerrogativas; mostrou-se vigilante, embora fosse inacessível aos perigos do pecado; aliou, finalmente, a penitência à sua inocência, porque participou voluntariamente de todas as humilhações da Cruz. Nós, que tão distanciados estamos da santidade de Maria, quanta razão temos para sermos humildes e vigilantes!

II – O Batismo, chamado por São Jerônimo: Sacramento de concepção espiritual, produz na alma um renascimento imaculado. Apaga o pecado e restaura a primitiva pureza. Conservando essa graça ou readquirindo-a, mediante uma penitência salutar, é que dignamente ostentaremos o título de filhos de Deus e da Virgem. Cultivemos em nós a vida nova, pela mortificação, desvencilhemo-la dos obstáculos que impedem seu progresso; alimentemo-la com o suco divino da oração e da comunhão, e fortifiquemo-la pelo exercício das virtudes evangélicas. Então o Mistério da Imaculada Conceição produzirá em nós seu fruto, fruto de vida santa e celestial!



Considerações sobre

a Imaculada Conceição5


O Dogma de Maria Imaculada nos lembra o momento feliz em que Nossa Senhora começou a existir, tendo sido concebida nas puras entranhas de Sant’Ana. O seu primeiro momento de vida foi todo puro e sem mancha: diferente do primeiro instante de vida de todos os demais descendentes de Adão. O Demônio que se apodera de toda a criatura humana desde o primeiro instante em que recebe a centelha da vida e a domina até que o Santo Batismo o desaloje daí; o Demônio não teve parte, não tomou nenhuma posse, não exerceu nenhuma influência sobre a Conceição da Virgem. Fica assim claramente explicado, em termos que todos podem compreender em que consiste a Conceição Imaculada de Nossa Senhora…

Maria, nascendo sem mancha original, não precisou do Batismo, como aconteceu a nós que somos irmãos pela natureza. Graça tão extraordinária, privilégio tão singular lhe foi conferido por Deus, em virtude e pela previsão dos méritos infinitos do Filho de Deus que Dela devia nascer mais tarde”.6



Doutrina


O Pecado Original, de que a Augusta Mãe do Divino Redentor ficou isenta, não é uma lenda, mas uma verdade revelada por Deus, motivo particular da vinda de Jesus Cristo a este mundo. Para nos livrar desta mancha, foi por Jesus instituído o Sacramento do Batismo, no qual recebemos a mesma graça divina que tornou Maria Santíssima Imaculada. Pelo Batismo a criança, de simples filha dos homens, se torna filha adotiva de Deus, de pura criatura humana torna-se criatura divina, participando quanto possível da natureza do próprio Deus.

Daqui se conclui a necessidade de receber o Batismo para se entrar no Céu. Achando-se alguém em perigo de morte, qualquer pessoa pode e deve batizá-lo, ainda que seja o pai ou a mãe do moribundo. Batiza-se derramando água natural sobre a cabeça do pagão e dizendo ao mesmo tempo: “Eu te batizo em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. Quem derrama a água é que deve pronunciar as palavras, sem mudar, omitir ou introduzir coisa alguma. Toda pessoa deve saber batizar. Quem não souber, deve aprender.


__________________________

1.  Judt. 15, 10.

2.  Migalhas Evangélicas, pelo Pe. Teodoro Ratisbonne, Suplemento, pp. 431-432. Editora Vozes Ltda, Petrópolis/RJ, 1941.

3.  Gên. 3, 15.

4.  Desonra.

5.  “Mês de Maria Brasileiro – Meditações, Exemplos, Orações para o Mês de Maio”, pelo Frei José de Monsano, O.F.M., Dia 4, pp. 32-34. Editora Mensageiro da Fé, Salvador/BA, 1957.

6.  Frei Marcelino de Milão, Palestra “Maria Imaculada”.


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