Blog Católico, para os Católicos

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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

domingo, 21 de fevereiro de 2021

Sobre o Remorso

 


Antes dos castigos de além-túmulo, neste mundo mesmo, os maus, que vivem na prevaricação, recebem o seu castigo. Não me faleis irrefletidamente deste homem que desfruta de uma mesa suntuosa, que se veste de roupas de seda e que passa acompanhado de bandos de escravos, acotovelando as pessoas na praça pública. Examinai-lhe a consciência e vereis nela um grande tumulto causado pelos atos indignos, um terror perpétuo, a borrasca, a perturbação; vereis a razão subindo, como num tribunal, ao trono real da consciência, tomando lugar à semelhança de carrascos, suspendendo no patíbulo a vontade culpada, flagelando-a por causa das faltas cometidas, censurando-a com veemência, se bem que ninguém tenha conhecimento destas faltas, a não ser Deus, que é o único capaz de vê-las. O adúltero, mesmo quando é imensamente rico e ninguém o acusa, não cessa de acusar-se a si próprio; momentâneo é o seu prazer, seu sofrimento duradouro; por toda a parte ele leva consigo um acusador implacável: a sua consciência. Ele se condena a si mesmo, sem um instante sequer para respirar; na cama, à mesa, na praça pública, em casa, de dia, de noite, muitas vezes até nos sonhos, ele vê os fantasmas de suas faltas; vive a vida de Caim, gemendo e chorando sobre a terra, e, sem que ninguém o saiba, leva dentro de si um braseiro. Semelhante é a sorte dos que praticam a rapina e a fraude; semelhante é a sorte dos intemperantes, e, numa palavra, de todos os que vivem na prática do mal. Impossível é corromper o tribunal interior; ainda que não sigamos os caminhos da virtude, menor não é o nosso sofrimento por não os seguir; e seguindo os caminhos do mal, percebemos da mesma forma a dor resultante após ter cessado o prazer criminoso.



Fonte: São João Crisóstomo, I Homilia sobre Lázaro, 11.


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