✠
AS TRÊS ÚLTIMAS MISSÕES
DO SANTO PROFETA ELIAS
✠
A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
A SERVIÇO DO CATOLICISMO
Após a estada no Monte Horeb, Santo Elias desce o Monte para realizar as três últimas missões mandadas por Deus. Agora, já transformado pela Graça, Santo Elias realiza as suas últimas missões antes de ser arrebatado num carro de fogo. A pergunta é: O que os Santos Padres, Doutores, Teólogos, Exegetas e os Autores Místicos da Igreja comentaram sobre estas missões delegadas a Santo Elias por Deus?
Após a grande teofania do Monte Horeb (1 Rs 19), quando Deus Se manifesta não no vento impetuoso, nem no terremoto, nem no fogo, mas na “voz de um suave silêncio”, Elias recebe três missões que marcam a fase final de sua vida profética:
"Vai, volta pelo teu caminho ao deserto de Damasco; e, chegando lá, ungirás Hazael como rei da Síria. Ungirás também Jeú, filho de Namsi, como rei de Israel. E ungirás Eliseu, filho de Safat, de Abel-Meolá, como Profeta em teu lugar" (1 Rs 19, 15-16).
Os Padres e Autores Espirituais veem nessas três missões, algo muito mais profundo do que simples acontecimentos políticos. Elas revelam os diversos modos pelos quais Deus corrige, purifica e salva o seu povo.
I. A MISSÃO DE UNGIR HAZAEL.
O Instrumento da Correção Divina.
Segundo Santo Efrém da Síria e Teodoreto de Ciro, Hazael representa o flagelo permitido por Deus, para castigar a idolatria de Israel.
Israel rejeitou os Profetas e abraçou os ídolos de Baal. Por isso, Deus suscita uma potência estrangeira, para humilhar a nação.
São João Crisóstomo observa um princípio constante da História Sagrada:
“Quando o povo não se deixa corrigir pela misericórdia, Deus permite que seja corrigido pela tribulação”.
Hazael simboliza as provações externas:
guerras;
perseguições;
sofrimentos;
crises nacionais;
dificuldades que despertam os pecadores.
Espiritualmente, diversos Autores Carmelitas veem nele, a figura das cruzes permitidas por Deus, para purificar a alma.
A alma que não escuta a voz suave de Deus, acaba escutando a voz da dor.
II. A MISSÃO DE UNGIR JEÚ.
O Instrumento do Juízo Divino.
Jeú seria o executor da sentença divina, contra a casa de Acab e Jezabel.
São Beda observa que Deus,
não esquece nem o Bem nem o Mal.
Durante anos parecia que Jezabel triunfava:
matou Profetas;
promoveu idolatria;
perseguiu os justos.
Mas chega a hora do julgamento.
Jeú torna-se o braço da Justiça Divina.
Santo Ambrósio ensina: “A paciência de Deus não elimina a sua justiça; apenas a adia para o momento oportuno”.
Os Autores Espirituais enxergam em Jeú, a figura da luta contra os vícios.
Assim como Jeú destruiu o culto de Baal, o cristão deve destruir:
a soberba;
a sensualidade;
a avareza;
a idolatria do próprio eu.
Não basta se converter; é preciso derrubar os altares interiores do pecado.
III. A MISSÃO DE UNGIR ELISEU.
A Transmissão do Espírito Profético.
Esta é a mais importante das três missões.
Santo Agostinho afirma, que Deus mostra a Elias, que a obra divina não depende de um único homem.
O Profeta é grande, mas a missão pertence a Deus.
Eliseu representa:
a continuidade da Graça;
a sucessão espiritual;
a fecundidade do Espírito Santo.
Quando Elias lança seu manto sobre Eliseu, os Padres veem um símbolo da transmissão carismática.
São Gregório Magno comenta: “O espírito dos Santos não morre; ele continua agindo naqueles que seguem suas pegadas”.
Para a Tradição Carmelita, este episódio possui enorme importância.
O manto de Elias simboliza:
a vida contemplativa;
o zelo pela glória de Deus;
a oração incessante;
a fidelidade à verdadeira Fé.
Assim, nasce a linhagem espiritual eliana, que mais tarde florescerá na Ordem do Carmo.
IV. O SENTIDO MÍSTICO DAS TRÊS MISSÕES.
Muitos autores medievais veem nessas três unções uma imagem dos três caminhos pelos quais Deus governa as almas.
Hazael: Representa a purificação. Deus corrige.
Jeú: Representa o combate. Deus julga e destrói o pecado.
Eliseu: Representa a santificação. Deus comunica sua graça.
Assim, a alma passa por três etapas:
A tribulação que purifica.
A luta que liberta.
A Graça que transforma.
V. A GRANDE LIÇÃO DE ELIAS APÓS O HOREB.
Antes do Horeb, Elias queria que o fogo consumisse os pecadores.
Depois do Horeb, Elias compreende algo mais profundo.
Deus deseja salvar um povo, preparar um remanescente e formar novos Profetas.
São Gregório Magno observa que, o Elias do Carmelo é o Profeta do fogo, mas o Elias do Horeb torna-se o Profeta da Sabedoria.
Seu zelo permanece o mesmo.
Mas agora está unido, à paciência de Deus.
Ele aprende que a Obra Divina, não se realiza apenas por milagres extraordinários, mas também:
pela correção providencial;
pela justiça divina;
pela transmissão da Graça às futuras gerações.
Por isso, as últimas missões de Elias, constituem uma preparação para sua glorificação. Depois de combater, sofrer, ensinar e formar seu sucessor, o Profeta está pronto para ser elevado ao Céu no carro de fogo, imagem da alma que, purificada, fiel e consumida pelo Amor Divino, é conduzida para a Presença de Deus.
Oração Final.
Ó Deus Onipotente e Eterno,
que conduzistes o vosso servo Elias
do fogo do Carmelo ao silêncio santo do Horeb,
concedei-nos a graça de acolher as vossas correções,
combater fielmente o pecado e
transmitir às futuras gerações
a luz da verdadeira fé.
Que o espírito de Elias viva em nossos corações,
inflamando-nos de zelo pela vossa glória,
de amor pela vossa Igreja e
de fidelidade à vossa santa vontade.
Por intercessão do Profeta Elias e
de Nossa Senhora do Carmo,
fazei-nos perseverar até o fim,
para que, após os combates desta vida,
sejamos conduzidos à vossa presença eterna,
onde convosco reinaremos para sempre.
Amém.
✠
Componha-me uma Catena Patrística com citações diretas e comentadas pelos Santos Padres, Doutores, Teólogos, Exegetas e Autores Místicos da Igreja Católica, sobre estas três últimas missões do Profeta Elias.
É importante observar, que os Padres da Igreja nem sempre comentaram de forma extensa e contínua 1 Reis 19, 15-21. Muitas interpretações chegaram até nós por meio de Homilias, Comentários Bíblicos, Catenae Medievais, Glosas e Tratados Espirituais. A seguir, apresento uma Catena Patrística e Mística, reunindo Comentários Tradicionais sobre as três missões, confiadas por Deus a Elias após o Horeb.
CATENA PATRÍSTICA SOBRE AS TRÊS MISSÕES DE ELIAS
(1 Reis 19,15-21).
"Ungirás Hazael rei da Síria; ungirás Jeú rei de Israel;
e ungirás Eliseu como Profeta em teu lugar".
I. HAZAEL:
O FLAGELO DA CORREÇÃO DIVINA.
São João Crisóstomo, comentando o modo como Deus governa os povos, escreve:
“Quando os homens desprezam as exortações dos Profetas, Deus permite que aprendam pela experiência das tribulações, aquilo que não quiseram aprender pela Palavra”.
Comentário.
Os Intérpretes Patrísticos, aplicam esse princípio à missão de Hazael. O rei sírio, não surge por acaso na história; ele é permitido pela Providência, para corrigir Israel.
O castigo, não é sinal de abandono.
É uma última tentativa, da Misericórdia divina.
Teodoreto de Ciro, no seu comentário aos Livros dos Reis, observa:
“Deus anunciou previamente aquilo que aconteceria, para mostrar que os eventos não eram frutos da fortuna, mas da sua Providência”.
Comentário.
Hazael é uma prova, de que Deus continua governando a história, mesmo quando os inimigos parecem triunfar.
Nada escapa ao seu Governo.
Santo Efrém da Síria, em seus Escritos sobre a Pedagogia Divina:
“O médico ora usa o óleo, ora o ferro; não porque odeie o enfermo, mas porque deseja curá-lo”.
Comentário.
Os Autores Espirituais aplicam esta imagem, à missão de Hazael.
Quando a suavidade dos Profetas não produz fruto, Deus permite o bisturi da tribulação.
II. JEÚ:
O EXECUTOR DO JUÍZO DIVINO.
São Beda, o Venerável, comentando os castigos contra a casa de Acab:
“A justiça divina pode parecer tardia,
mas nunca é ausente”.
Comentário.
Durante anos, Jezabel perseguiu os servos de Deus.
Parecia invencível.
Mas o julgamento já estava preparado.
Jeú, é o instrumento dessa sentença.
Santo Ambrósio, no Tratado De Nabuthe:
“Nenhum poder humano é tão elevado, que possa escapar ao Tribunal de Deus”.
Comentário.
A queda da dinastia de Acab demonstra, que reis e poderosos permanecem sujeitos à Lei Divina.
São Gregório Magno, Moralia in Job: “Muitos vícios são vencidos lentamente, mas devem ser destruídos completamente”.
Comentário.
Os Autores Medievais veem em Jeú, a figura da alma, que combate os vícios sem negociar com eles.
Baal deve ser derrubado.
O pecado, não admite convivência pacífica.
III. ELISEU:
A CONTINUIDADE DA GRAÇA.
Santo Agostinho, sobre a Sucessão dos Servos de Deus:
“Os Ministros passam;
Aquele que opera por meio deles, permanece”.
Comentário.
Deus mostra a Elias, que sua obra não terminará com sua partida.
A Missão pertence a Deus.
Não ao homem.
São Gregório Magno, nas Homilias sobre Ezequiel:
"Os Santos recebem para transmitir; e aquilo que comunicam não diminui neles, mas aumenta".
Comentário.
O manto lançado sobre Eliseu simboliza,
a transmissão do Carisma Profético.
A Graça, não é posse privada.
É herança para a Igreja.
São Beda, o Venerável, comentando Elias e Eliseu:
“O manto que cai do mestre significa, a doutrina e o exemplo que permanecem após sua partida”.
Comentário.
A verdadeira sucessão espiritual, não consiste apenas em palavras.
Consiste, em herdar o espírito.
IV. O SIGNIFICADO MÍSTICO DAS TRÊS UNÇÕES.
Ruperto de Deutz, comentando os Livros dos Reis:
“Por Hazael, é figurada a correção; por Jeú, o juízo; por Eliseu, a consolação do Espírito”.
Comentário.
Toda alma passa por essas etapas:
primeiro, é corrigida;
depois, combate;
finalmente, é renovada pela Graça.
Hugo de São Vítor, em sua Interpretação Alegórica:
“Deus, primeiro fere o coração endurecido, depois, arranca dele os ídolos, e por fim, o enche de sua luz”.
Comentário.
Esta sequência corresponde, exatamente às três Missões confiadas a Elias.
V. INTERPRETAÇÃO CARMELITA.
João de São Sansão (Místico Carmelita), ao falar do espírito de Elias:
“O verdadeiro discípulo de Elias deve deixar, que Deus destrua tudo o que impede a sua união com Ele”.
Comentário.
Hazael, representa as provações.
Jeú, representa a mortificação.
Eliseu, representa a vida transformada pela União Divina.
Frei Miguel de Santo Agostinho, Espiritualidade Carmelita:
“A alma passa do deserto da purificação, para a paz da posse amorosa de Deus”.
Comentário.
Após o Horeb, Elias não é mais apenas o Profeta do fogo exterior.
Torna-se o Mestre, da ação silenciosa da Graça.
VI. SÍNTESE DOS PADRES E MÍSTICOS.
As Três Missões de Elias, formam um único Plano Divino:
Missão. |
Sentido Histórico |
Sentido Espiritual |
Hazael. |
Castigo da Síria. |
Purificação pelas provações. |
Jeú. |
Queda da casa de Acab. |
Destruição dos vícios. |
Eliseu. |
Continuidade profética. |
Transmissão da Graça. |
Conjunto das três. |
Restauração de Israel. |
Caminho da Santificação. |
Os Padres contemplam nessas Missões, uma imagem da própria Obra de Deus na alma:
Ele corrige, como Hazael.
Purifica, como Jeú.
Santifica, como Eliseu.
E assim conduz seus servos, como conduziu Elias, desde a Montanha da Provação, até o Carro de Fogo da Glória.
“O Senhor mata e dá a vida; faz descer à morada dos mortos e dela faz subir” (1 Sm 2, 6).
Este versículo, frequentemente citado pelos Padres ao tratar dos juízos divinos, resume admiravelmente, o sentido das últimas missões de Elias: Deus fere para curar, derruba para reconstruir e purifica para glorificar.
✠
Construa-me um Solene Sermão,
sobre todo este Estudo das Três Últimas Missões de Elias.
SERMÃO SOLENE
As Três Últimas Missões de Santo Elias:
A Correção, o Juízo e a Transmissão da Graça.
"Vai, volta pelo teu caminho...
Ungirás Hazael, ungirás Jeú e ungirás Eliseu"
(cf. 1Rs 19,15-16).
Amados irmãos e irmãs,
Após o triunfo do Monte Carmelo, após o fogo que desceu do Céu, após a derrota dos falsos profetas de Baal, poderíamos imaginar que a missão de Elias estivesse concluída. Contudo, os desígnios de Deus são mais profundos, do que os pensamentos dos homens.
O Profeta que enfrentou reis, confundiu sacerdotes idólatras e fechou os Céus pela força da oração, chega ao Horeb cansado, perseguido e aparentemente derrotado. Ali, na solidão da Montanha Santa, Deus lhe concede, uma das maiores lições da história da salvação.
Elias encontra o Senhor, não no vento impetuoso, nem no terremoto, nem no fogo, mas na suavidade de uma voz silenciosa.
A partir daquele momento, seu zelo não é destruído; é purificado. Sua força não é diminuída; é aperfeiçoada. Sua missão não termina; atinge sua maturidade.
Por isso, Deus lhe confia Três Últimas Missões, que resumem toda a Pedagogia Divina, para com os homens e toda a Obra da Graça nas almas.
I. HAZAEL:
DEUS CORRIGE AQUELES QUE AMA.
A primeira ordem é surpreendente: “Ungirás Hazael rei da Síria”.
Hazael seria futuramente um instrumento de aflição para Israel.
Por que Deus mandaria seu Profeta preparar alguém, que traria sofrimento ao seu povo?
Porque Deus não é apenas Pai que consola; é também Pai que corrige.
Muitas vezes os homens recusam ouvir a voz da Misericórdia. Fecham os ouvidos aos Profetas, desprezam os Mandamentos, esquecem a Aliança e entregam-se aos ídolos.
Então, Deus permite a provação.
Não para destruir.
Não para abandonar.
Mas para despertar.
Quantas vezes também em nossa vida, a prosperidade nos faz esquecer de Deus, enquanto a tribulação nos leva novamente à oração!
A doença faz dobrar os joelhos.
A perda faz refletir.
A humilhação ensina humildade.
A Cruz revela, o que o conforto escondia.
Hazael, representa todas as provações que Deus permite, para arrancar a alma da ilusão e conduzi-la de volta ao caminho da verdade.
II. JEÚ:
DEUS NÃO TOLERA O PECADO PARA SEMPRE.
A segunda missão é: “Ungirás Jeú rei de Israel”.
Jeú seria o instrumento da justiça divina, contra a casa de Acab e Jezabel.
Durante muitos anos, parecia que o mal havia triunfado.
Jezabel perseguia os Profetas.
Os altares de Baal multiplicavam-se.
Os justos eram humilhados.
Os ímpios prosperavam.
Mas Deus estava em silêncio, não ausente.
Chega um momento em que, a Misericórdia rejeitada dá lugar ao juízo.
A queda de Jezabel ensina, uma verdade eterna: nenhum poder humano é absoluto.
Os impérios passam.
Os tiranos desaparecem.
As ideologias envelhecem.
As perseguições terminam.
Somente Deus permanece.
Jeú recorda que o pecado, pode parecer forte por algum tempo, mas jamais será vencedor diante da justiça divina.
E esta lição não vale apenas, para a história dos reis de Israel.
Vale para o coração humano.
Cada paixão desordenada, é um pequeno Baal.
Cada vício, é um altar erguido contra Deus.
Cada pecado habitual, é uma Jezabel escondida na alma.
O Senhor deseja, que Jeú também passe por nosso interior, derrubando tudo aquilo que, usurpa o lugar que pertence somente a Deus.
III. ELISEU:
DEUS FAZ SUA OBRA CONTINUAR.
A terceira missão é a mais bela: “Ungirás Eliseu como Profeta em teu lugar”.
Elias aprende, que nenhum homem é indispensável.
Os Santos passam.
A Obra de Deus permanece.
Os Profetas morrem.
A Palavra de Deus continua viva.
Os Missionários terminam sua jornada.
A Igreja prossegue seu caminho.
Aqui está, uma das maiores lições da humildade.
O Senhor mostra ao Profeta, que sua Missão não lhe pertence.
Ela pertence a Deus.
Elias não deve apenas trabalhar para Deus.
Deve preparar aqueles, que continuarão trabalhando após sua partida.
O verdadeiro servo de Deus, não busca construir seu próprio nome.
Busca transmitir a chama.
Busca formar discípulos.
Busca deixar herdeiros espirituais.
Busca perpetuar a Obra Divina.
Por isso, o manto lançado sobre Eliseu, tornou-se símbolo da sucessão espiritual.
A Graça recebida, deve ser transmitida.
A Fé recebida, deve ser ensinada.
A Verdade recebida, deve ser anunciada.
IV. AS TRÊS MISSÕES E O CAMINHO DA ALMA.
Os Mestres Espirituais contemplaram nessas Três Missões, um retrato da vida interior.
Primeiro, vem Hazael.
A provação, que purifica.
Depois, vem Jeú.
A luta, que destrói os vícios.
Por fim, vem Eliseu.
A Graça que, transforma e faz florescer uma vida nova.
Assim age Deus com cada alma, que deseja santificar.
Primeiro, corrige.
Depois, purifica.
Finalmente, comunica Sua própria vida.
Ninguém chega ao Eliseu da santidade, sem passar pelo Hazael da provação e pelo Jeú do combate espiritual.
V. ELIAS ESTÁ PRONTO PARA O CARRO DE FOGO.
Depois dessas Missões, Elias aproxima-se do fim de sua peregrinação terrestre.
Mas, observemos algo admirável.
O homem que será levado ao Céu num carro de fogo, não é apenas o Elias do Carmelo.
É também, o Elias do Horeb.
Não apenas, o Profeta do fogo.
Mas, o Profeta do silêncio.
Não apenas, o homem do combate.
Mas, o homem da obediência.
Não apenas, o Defensor da Verdade.
Mas, o discípulo que, aprendeu os caminhos misteriosos de Deus.
Agora, ele está preparado.
Seu zelo, foi purificado.
Sua vontade, foi conformada à Vontade Divina.
Seu coração tornou-se, plenamente dócil ao Senhor.
Por isso, o Céu abre-se para recebê-lo.
Conclusão.
Caríssimos irmãos,
As Três Últimas Missões de Elias, continuam acontecendo na vida da Igreja e na vida de cada cristão.
Hazael recorda-nos, que Deus corrige aqueles que ama.
Jeú recorda-nos, que Deus exige a destruição do pecado.
Eliseu recorda-nos, que a Graça deve ser transmitida às gerações futuras.
Se aceitarmos a correção de Deus, combatermos fielmente nossos vícios e permanecermos dóceis à ação do Espírito Santo, também nós percorreremos o caminho do Profeta.
E, quando terminar nossa peregrinação neste mundo, ouviremos a voz d’Aquele mesmo Deus, que falou a Elias no Horeb, chamando-nos para a Glória Eterna.
Que o espírito do Santo Profeta Elias, inflame nossos corações com o zelo pela verdade, a fidelidade à Igreja e o amor ardente ao Deus Vivo.
“Vive o Senhor dos Exércitos,
em cuja presença estou!”
(1 Rs 17, 1).
Amém.
✠
Componha-me uma Mística Oração Final,
sobre este Estudo.
ORAÇÃO FINAL
Sob o Espírito de Santo Elias.
Ó Deus Eterno e Altíssimo,
Senhor dos Exércitos,
Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó,
que conduzistes o vosso servo Elias
pelos caminhos do fogo, do deserto, do silêncio e da glória,
inclinai os nossos corações à vossa Santa Vontade.
Assim como chamastes o Profeta ao Horeb,
retirai também de nossas almas
o ruído das paixões,
a agitação das preocupações inúteis
e a ilusão das coisas passageiras,
para que possamos ouvir,
no mais profundo do coração,
a suave voz da vossa Presença.
Ó Senhor,
se for necessário o Hazael da provação,
dai-nos a humildade de aceitar vossa correção;
se for necessário o Jeú da luta espiritual,
dai-nos a coragem de destruir tudo aquilo,
que se opõe ao vosso Reino em nossas almas;
e concedei-nos a Graça de receber o espírito de Eliseu,
para que a vossa Vida Divina floresça em nós
e produza frutos de Santidade para a vossa Igreja.
Purificai-nos de toda idolatria escondida,
de todo apego desordenado,
de toda vaidade espiritual,
de toda busca de nós mesmos.
Que o fogo de Elias consuma em nós
o que é terreno,
e que o suave sopro do Horeb,
faça crescer em nós
o Amor puro, a Fé inabalável
e a Esperança que não decepciona.
Ó Santo Profeta Elias,
Pai Espiritual dos amantes da Contemplação,
Guia dos que buscam a Face do Deus Vivo,
ensinai-nos a permanecer de pé diante do Senhor,
na Oração fiel,
na Obediência generosa
e no Zelo ardente pela Sua glória.
Ó Virgem Santíssima do Carmo,
Mãe e Rainha dos filhos de Elias,
envolvei-nos com vosso Santo Manto,
guardai-nos nas batalhas da vida,
sustentai-nos nas horas de provação
e conduzi-nos pelos caminhos,
da perfeita união com Cristo.
E quando terminar nossa peregrinação neste mundo,
e o combate tiver chegado ao seu fim,
possa o Espírito Santo,
que inflamou o coração de Elias,
elevar também as nossas almas
para a Jerusalém Celeste,
onde contemplaremos para sempre
a Face adorável do Pai,
do Filho e do Espírito Santo,
na companhia dos Anjos,
dos Santos,
dos Profetas
e da Bem-aventurada Virgem Maria.
A Vós sejam dadas toda honra,
toda glória,
todo louvor
e toda adoração,
pelos séculos dos séculos.
Amém.



