BLOG CATÓLICO PARA OS CATÓLICOS.

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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

NOVENA EM HONRA DE NOSSA SENHORA DE LOURDES. 1º Dia.

(Começa no dia 2 de Fevereiro)


1º DIA


NOVENA1


Cantar o Hino “A nós descei divina luz”.


V. Vinde, ó Deus, em meu auxílio.

R. Apressai-Vos, Senhor, em me socorrer.

V. Glória ao Pai, e ao Filho e ao Espírito Santo.2

R. Assim como era no princípio, agora e sempre e por todos os séculos dos séculos. Amém.



Ato de Contrição3

Meu Senhor Jesus Cristo, Criador, Pai e Redentor meu, em quem creio e espero, e a quem amo e desejaria ter amado sempre sobre todas as coisas; pesa-me uma e mil vezes de Vos haver ofendido, por serdes Vós quem sois, bondade infinita; pesa-me também por haver merecido as terríveis penas do Purgatório, e, talvez, ai de mim, as eternas chamas do Inferno. E Vós, cheio de misericórdia, me haveis adiado o castigo. Proponho firmemente nunca mais pecar, e afastar-me das ocasiões de Vos ofender, ajudado pela Vossa divina graça. Concedei-me, ó meu Jesus, a felicidade de me confessar com as devidas disposições, para obter copiosos frutos, emendar a minha vida e perseverar em Vosso santo serviço até a morte. Eu Vo-lo peço, Senhor, pelo Vosso preciosíssimo Sangue, pelas dores de Vossa aflita Mãe e pela intercessão do glorioso Patriarca São José. Assim seja.



Oferecimento4

Imaculada Virgem Mãe de Deus, Rainha dos Céus e da terra, minha terna Mãe, eu Vos ofereço e consagro esta Novena, destinada a promover o vosso culto, a celebrar as vossas glórias e aumentar a devoção para conVosco. Dignai-Vos aceitá-la, ó Mãe Virgem, e acolher todos os que recorrem a Vós, e abrasai o meu coração no amor divino, para que de hoje em diante os meus pensamentos, palavras e obras não tenham outro fim senão concorrer para Vos dar glória e a vosso divino Filho. Assim seja.


Apareceram as flores na nossa terra, chegou o tempo da poda, ouviu-se em nossa terra a voz da rola. Levanta-te, amiga minha, formosa minha, e vem. Minha pomba, tu te escondes nas aberturas da pedra e na caverna da muralha. Aleluia. Aleluia. Mostra a tua face, põe a tua voz aos meus ouvidos, porque tua voz é doce e tua face é graciosa. Aleluia”.5



Oração Inicial

Ó Maria,

Tu que apareceste a Bernadete no nicho do rochedo,

pelo frio e na sombra do inverno,

trazias o calor de uma presença,

a amizade de um sorriso,

a luz e beleza da graça.

No vazio das nossas vidas muitas vezes obscuras,

no vazio deste mundo onde o mal é poderoso,

dá-nos a esperança,

devolve-nos a confiança. Ave Maria…

V. Nossa Senhora de Lourdes.

R. Rogai por nós.


Tu que disseste a Bernadete “Eu sou a Imaculada Conceição”,

vem em auxílio dos pecadores que somos.

Dá-nos a coragem para a conversão,

a humildade da penitência,

e a perseverança na oração.

Nós te confiamos todos aqueles que trazemos nos nossos corações,

de um modo particular, os doentes e os desesperados,

tu que és “Nossa Senhora do Perpétuo Socorro”. Ave Maria…

V. Nossa Senhora de Lourdes.

R. Rogai por nós.


Tu que guiaste Bernadete à descoberta da fonte,

guia-nos até Àquele que é a Fonte da vida eterna,

Àquele que nos deu o Espírito Santo,

a fim de que possamos dizer: Ave Maria…

V. Nossa Senhora de Lourdes.

R. Rogai por nós.



Oração à Nossa Senhora de Lourdes

Ó Virgem puríssima, que Vos dignastes aparecer toda resplandecente de luz, doçura e bondade, a uma inocente menina, que Vos contemplava em êxtase: alcançai-nos do Inocentíssimo Jesus, vosso Filho, que conservemos até à morte a inocência batismal, ou a reparemos pela penitência, se tivermos a infelicidade de perdê-la pela culpa.

V. Deus onipotente revestiu-me de valor.

R. E fez imaculado o meu caminho.

Oremos: Ó Deus, que pela Conceição Imaculada da Virgem Maria, preparastes a vosso Filho digna morada: humildemente Vos suplicamos, que, celebrando a aparição da mesma Virgem, alcancemos a saúde da alma e do corpo. Pelo mesmo Cristo, Senhor Nosso. R. Amém.6



MEDITAÇÃO DAS APARIÇÕES7


1ª aparição – quinta-feira, 11 de fevereiro 1858.


Santa Bernadette Soubirous redigiu de próprio punho, em sete ocasiões, a descrição da aparição, acrescentando novos detalhes em cada uma das versões. Eis um apanhado tão completo quanto possível de todos eles:

A primeira vez que fui à gruta, era quinta-feira, 11 de fevereiro. Fui para recolher galhos secos com outras duas jovens.

"Quando estávamos no moinho, eu lhes perguntei se queriam ver onde a água do canal se encontrava com o Gave. Elas me responderam que sim. De lá, seguimos o canal e nos encontramos diante de uma gruta, não podendo mais prosseguir.

Minhas duas companheiras se colocaram em condição de atravessar a água que estava diante da gruta. Elas a atravessaram e começaram a chorar. Perguntei-lhes por que choravam, e disseram-me que a água estava gelada.

"Pedi que me ajudassem a jogar pedras na água, para ver se podia passar sem tirar meus sapatos, mas disseram-me que devia fazer como elas, se quisesse. Fui um pouco mais longe, para ver se podia passar sem tirar meus sapatos, mas não poderia”.

Esta preocupação se explica porque Bernadette sofria de asma, e a mãe não queria que tomasse friagem. Nessa ocasião ela catava galhos secos para aquecer a mísera habitação onde sua família arruinada era constrangida a viver. Prossegue o relato:

Então, regressei diante da gruta e comecei a tirar os sapatos. Tinha acabado de tirar a primeira meia, quando ouvi um barulho como se fosse uma ventania.

"Então girei a cabeça para o lado do gramado, do lado oposto da gruta. Vi que as árvores não se moviam, então continuei a tirar meus sapatos.

Ouvi mais uma vez o mesmo barulho.

"Assim que levantei a cabeça, olhando a gruta, vi uma Dama vestida de branco.

"Tinha um vestido branco, um véu branco, um cinto azul e uma rosa em cada pé, da cor da corda do seu terço.

Eu pensava ser vítima de uma ilusão. Esfreguei os olhos, porém olhei de novo e vi sempre a mesma Dama.

"Coloquei a mão no bolso, para pegar o meu terço. Queria fazer o sinal da cruz, mas em vão. Não pude levar a mão até a testa, a mão caía.

"Então o medo tomou conta de mim, era mais forte que eu. Todavia, não fugi. A Dama tomou o terço que segurava entre as mãos e fez o sinal da cruz.

"Minha mão tremia, porém tentei uma segunda vez, e consegui. Assim que fiz o sinal da cruz, desapareceu o grande medo que sentia, e fiquei tranquila.

Coloquei-me de joelhos. Rezei o terço, tendo sempre ante meus olhos aquela bela Dama. A visão fazia escorrer o terço, mas não movia os lábios.

"Quando acabei o meu terço, com o dedo Ela fez-me sinal para me aproximar, mas não ousei. Fiquei sempre no mesmo lugar. Então desapareceu imprevistamente.

Comecei a tirar a outra meia para atravessar aquele pouco de água que se encontrava diante da gruta, para alcançar as minhas companheiras e regressarmos. No caminho de volta, perguntei às minhas companheiras se não haviam visto algo.

“– Não.

Perguntei-lhes mais uma vez, e disseram-me que não tinham visto nada. Eu lhes roguei que não falassem nada a ninguém. Então elas me interrogaram:

“– E tu viste algo?

Eu lhes disse que não.

“– Se não viste nada, eu também não.

Pensava que tinha me enganado. Mas retornando a casa, na estrada me perguntavam o que tinha visto. Voltavam sempre àquele assunto.

"Eu não queria lhes dizer, mas insistiram tanto, que decidi dizê-lo, mas na condição de que não contassem para ninguém. Prometeram-me que manteriam o segredo.

"Mas assim que chegaram às suas casas, a primeira coisa que contaram foi que eu tinha visto uma Dama vestida de branco. Esta foi a primeira vez”.


2ª aparição – domingo, 14 de fevereiro 1858.

Conta Bernadette: “A segunda vez foi no domingo seguinte. Voltei com várias moças, para ver se não me tinha enganado. Eu me sentia muito constrangida interiormente. Minha mãe tinha-me proibido voltar. Depois da missa cantada, as outras duas jovens e eu fomos mais uma vez pedir licença à minha mãe. Ela não queria. Dizia-me temer que caísse na água. Temia que eu não voltasse para assistir às vésperas. Prometi que sim, e deu-me então a permissão para ir.

Fui à paróquia, pegar uma garrafinha de água benta para jogá-la na visão quando estivesse na gruta, se a visse. E saímos para a gruta. Ao chegarmos lá, cada uma tomou o seu terço e nos ajoelhamos para rezá-lo. Apenas tinha acabado de rezar a primeira dezena, quando vi a mesma Dama” (Somente Santa Bernadette via e ouvia Nossa Senhora).

Então comecei a jogar água benta nela, dizendo que, se vinha da parte de Deus, que permanecesse; se não, que fosse embora; e me apressava sempre a jogar-lhe água. Ela começou a sorrir, a inclinar-se. Mais água eu jogava, mais sorria e girava a cabeça, e mais a via fazer aqueles gestos. Eu então, tomada pelo temor, me apressava a aspergi-la mais, e assim o fiz até que a garrafa ficou vazia. Quando terminei de rezar meu terço, Ela desapareceu e não me disse nada. Nós nos retiramos para assistir às vésperas”.

*Recitar uma dezena do Terço.


Cantar o Hino “Louvando a Maria”.



Ladainha de Nossa Senhora de Lourdes


Senhor, tende piedade de nós;

Jesus Cristo, tende piedade de nós;

Senhor, tende piedade de nós;


Jesus Cristo, ouvi-nos;

Jesus Cristo, por vossa graça, atendei-nos.


Deus Pai, que estás no céu, tende piedade de nós.

Deus Filho, Redentor do mundo, tende piedade de nós.

Deus Espírito Santo, tende piedade de nós.

Santíssima Trindade, que sois um só Deus; tende piedade de nós.


Santa Maria, rogai por nós.

Santa Mãe de Deus, rogai por nós.

Mãe de Cristo, rogai por nós.

Mãe do nosso Salvador, rogai por nós.


Nossa Senhora de Lourdes, auxílio dos cristãos, rogai por nós.

Nossa Senhora de Lourdes, fonte de amor, rogai por nós.

Nossa Senhora de Lourdes, mãe dos pobres, rogai por nós.

Nossa Senhora de Lourdes, mãe dos deficientes, rogai por nós.

Nossa Senhora de Lourdes, mãe dos órfãos, rogai por nós.

Nossa Senhora de Lourdes, mãe de todas as crianças, rogai por nós.

Nossa Senhora de Lourdes, mãe de todas as nações, rogai por nós.

Nossa Senhora de Lourdes, mãe da Igreja, rogai por nós.

Nossa Senhora de Lourdes, amiga dos solitários, rogai por nós.

Nossa Senhora de Lourdes, conforto dos que choram, rogai por nós.

Nossa Senhora de Lourdes, abrigo dos sem-teto, rogai por nós.

Nossa Senhora de Lourdes, guia dos viajantes, rogai por nós.

Nossa Senhora de Lourdes, força dos fracos, rogai por nós.

Nossa Senhora de Lourdes, refúgio dos pecadores, rogai por nós.

Nossa Senhora de Lourdes, conforto dos sofredores, rogai por nós.

Nossa Senhora de Lourdes, socorro dos moribundos, rogai por nós.

Nossa Senhora de Lourdes, Virgem Imaculada, rogai por nós!

Nossa Senhora de Lourdes, Mãe do Divino Salvador, rogai por nós!

Nossa Senhora de Lourdes que escolheste por mensageira uma pobre menina, rogai por nós!

Nossa Senhora de Lourdes, que fizeste jorrar sobre a terra uma fonte que conforta tantos peregrinos, rogai por nós!

Nossa Senhora de Lourdes, dispensadora dos dons do Céu, rogai por nós!

Nossa Senhora de Lourdes, a Quem Jesus nada pode recusar, rogai por nós!

Nossa Senhora de Lourdes, a Quem nunca ninguém invocou em vão, rogai por nós!

Nossa Senhora de Lourdes, Consoladora dos Aflitos, rogai por nós!

Nossa Senhora de Lourdes, que nos cura de todas as moléstias, rogai por nós!

Nossa Senhora de Lourdes, esperança dos peregrinos, rogai por nós!

Nossa Senhora de Lourdes, intercessora dos pecadores, rogai por nós!

Nossa Senhora de Lourdes, que nos convida à penitência, rogai por nós!

Nossa Senhora de Lourdes, sustento da Santa Igreja, rogai por nós!

Nossa Senhora de Lourdes, Advogada das almas do Purgatório, rogai por nós!

Nossa Senhora de Lourdes, Virgem do Santo Rosário, rogai por nós!


Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, ó Senhor.

Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, ó Senhor.

Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.


V. Rogai por nós, Santa Virgem de Lourdes.

R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.


Oremos: Senhor Jesus, nós vos bendizemos e vos agradecemos por todas as graças que concedestes ao vosso povo penitente e sofredor, por meio de vossa Mãe, a Virgem de Lourdes. Fazei que pela Sua intercessão possamos ter parte no tesouro de vossas graças, para melhor vos amar e vos servir. Amém.

Ou a,

Ladainha de Nossa Senhora8

(Atualizada)

Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, tende piedade de nós.

Senhor, tende piedade de nós.


Jesus Cristo, ouvi-nos.

Jesus Cristo, atendei-nos.


Pai celeste que sois Deus, tende piedade de nós.

Filho, Redentor do mundo, que sois Deus,

Espírito Santo, que sois Deus,

Santíssima Trindade, que sois um só Deus.


Santa Maria, rogai por nós.

Santa Mãe de Deus,

Santa Virgem das Virgens,

Mãe de Jesus Cristo,

Mãe da Igreja,*9

Mãe de misericórdia,*10

Mãe da divina graça,

Mãe da esperança,*

Mãe puríssima,

Mãe castíssima,

Mãe imaculada,

Mãe intacta,

Mãe amável,

Mãe admirável,

Mãe do bom conselho,

Mãe do Criador,

Mãe do Salvador,

Virgem prudentíssima,

Virgem venerável,

Virgem louvável,

Virgem poderosa,

Virgem clemente,

Virgem fiel,

Espelho de justiça,

Sede de sabedoria,

Causa da nossa alegria,

Vaso espiritual,

Vaso honorífico,

Vaso insigne de devoção,

Rosa mística,

Torre de Davi,

Torre de marfim,

Casa de ouro,

Arca da aliança,

Porta do céu,

Estrela da manhã,

Saúde dos enfermos,

Refúgio dos pecadores,

Conforto dos migrantes,*

Consoladora dos aflitos,

Auxílio dos cristãos,

Rainha dos anjos,

Rainha dos patriarcas,

Rainha dos profetas,

Rainha dos apóstolos,

Rainha dos mártires,

Rainha dos confessores,

Rainha das virgens,

Rainha de todos os santos,

Rainha concebida sem pecado original,

Rainha elevada ao céu,

Rainha do sacratíssimo rosário,

Rainha da família,*11

Rainha da paz,


Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.


V. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.

R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.


Oremos: Senhor Deus, nós Vos suplicamos que concedais aos vossos servos perpétua saúde de alma e de corpo; e que, pela gloriosa intercessão da Bem-aventurada sempre Virgem Maria, sejamos livres da presente tristeza e gozemos da eterna alegria. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.


Visitastes a terra para enchê-la de benefícios e multiplicar-lhe as riquezas”.12


Nossa Senhora de Lourdes, rogai por nós.

Santa Bernadete, rogai por nós.

Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós, que recorremos a Vós!


Canto Final:Consagração à Nossa Senhora”.

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo . Amém.13


______________________

1.  *Os fiéis, que em qualquer tempo do ano, fizerem, em público ou em particular, uma Novena em honra de Nossa Senhora, em alguma das seguintes onze festas: Imaculada Conceição, Natividade, Apresentação no Templo (21 de Novembro), Anunciação, Visitação, Maternidade (25 de Dezembro), Purificação, Dores, Assunção, S. José e seu Patrocínio, Santo Rosário, lucram indulgência em cada dia; plenária no curso de cada Novena, ou num dos oito dias, que imediatamente se lhe seguem, contanto que se confessem, comunguem e orem segundo as intenções da Santa Igreja (S. C. I. 26 de Novembro de 1876). **Concede-se indulgência parcial ao fiel que assistir devotamente às Novenas públicas que se fazem antes das solenidades do Natal, de Pentecostes e da Imaculada Conceição (Manual das Indulgências – Normas e Concessões, n. 34, p. 58. 2ª Edição, Editora Paulos, São Paulo/SP, 1990.

2.  Indulgência parcial. (Manual das Indulgências, ob. cit., Apêndice.

3.  *Extraído da Obra intitulada “A Sagrada Família”, por um Padre Redentorista, Sexto Exercício, pp. 509-511. Tradução do Espanhol pelo Cônego Manuel Moreira Aranha Furtado de Mendonça, Estabelecimentos Benzinger & Co. S.A., Tipógrafos da Santa Sé Apostólica, Einsiedeln/Suíça, 1898. **Concede-se indulgência parcial ao fiel que recitar atos de virtudes teologais e de contrição, nestas ou em outras fórmulas válidas. Cada ato recebe a indulgência (Manual das Indulgências, ob. cit., n. 2).

4.  “Manual da Pia União das Filhas de Maria”, traduzido do Italiano pelo Côn. Dr. Ananias Corrêa do Amaral, Cap. V, pp. 473-474. 11ª Edição, Editora Livraria Católica Portuense, Porto, 1926.

5.  “Goffiné – Manual do Cristão”, Graduale da Missa de Nossa Senhora de Lourdes (11 de Fevereiro), pp. 828-829. Traduzido da 14ª edição francesa por um Padre da Congregação da Missão, 1940.

6.  “Manual dos Congregados Marianos”, edição Oficial organizada pela Confederação Nacional das Congregações Marianas do Brasil, agregada à Prima Priméria do Colégio Romano, 4ª Parte, pp. 219-220. Editora Vozes Ltda, Petrópolis/RJ, 1938.

8.  Com indulgência parcial são enriquecidas as ladainhas aprovadas pela Autoridade competente. Sobressaem-se entre elas as seguintes: do Santíssimo Nome de Jesus, do Sagrado Coração de Jesus, do Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Santíssima Virgem Maria, de São José e de Todos os Santos (Manual das Indulgências, ob. cit., n. 29).

12.  Communio da Missa de Nossa Senhora de Lourdes (11 de Fevereiro).

13.  Concede-se indulgência parcial ao fiel que faça devotamente o Sinal da Cruz, proferindo as palavras costumeiras: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém. (Manual das Indulgências, ob. cit., n. 55).


segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

BREVE CONHECIMENTO SOBRE HERESIA E HEREGES. 2ª PARTE.


A Caridade

Jamais Deve Abafar

A Verdade

(4ª Parte)


1. “A Religião Cristã, de fato, não existe fora da Igreja”.1

2. “Mas vós, meus filhos, dir-me-eis que os homens não são Demônios. Sem dúvida, muitos não são Demônios. Mas, em todos que não estão unidos intimamente a Cristo (pela graça), está latente alguma coisa diabólica: e contra isso deveis levantar-vos como executores de justiça. O erro é um obstáculo para a união (com Deus)”.2

3. “Adormeci alguns instantes durante a oração. Sonhei que faltavam soldados para uma guerra. Vós dissestes: É preciso enviar Soror Teresa do Menino Jesus. Respondi, que preferiria bem que fosse para uma guerra santa. Afinal parti assim mesmo.

Oh! Minha Madre – acrescento com animação – que felicidade eu teria sentido, por exemplo, em combater no tempo das Cruzadas, ou, mais tarde, em lutar contra os hereges. Ah! Eu não teria tido medo do fogo! Será possível que eu morra em uma cama!”.3

4. “Os hereges são tão insolentes, quanto impacientes em receber repreensões; muitos deles, para não sofrer correções, acusam de provocadores e agressivos aos que os increpam... Alguns extraviados devem ser tratados com certa aspereza caridosa”.4

5. “É muito mais grave corromper a Fé, pela qual a alma vive, do que falsificar o dinheiro, por meio do qual se conserva a vida temporal”.5

6. “Se, quando começaram a aparecer as heresias de Lutero e Calvino, se houvesse, sobretudo, sua condenação até que seus sequazes se mostrassem dispostos a submeter-se e a unir-se aos demais, ainda permaneceriam aquelas heresias no rol das coisas indiferentes, que se pode seguir ou repelir, e teriam infectado a um número muito maior de pessoas. Pois se estas opiniões, cujos perniciosos efeitos nas consciências estamos vendo, são dessa natureza, em vão esperaremos que os que as semeiam se ponham de acordo com os defensores da Doutrina da Igreja: isso não se pode esperar nem acontecerá jamais, e diferir a obtenção de sua condenação pela Santa Sé, é dar-lhes tempo de espalhar seu veneno... as leis nunca se hão de reconciliar com os crimes, nem a mentira se pode por de acordo com a verdade... não se há de desejar a união no mal nem no erro... ambos os partidos creem estar com a razão e a verdade. Reconheço que, de fato assim é, mas também sabeis que todos os hereges têm dito outro tanto, e isso não os tem livrado da condenação e dos anátemas contra eles fulminados pelos Papas e Concílios... Nunca se entendeu que o acordo com eles fosse um meio de curar o mal, mas, pelo contrário, aplicou-se o ferro e o fogo, – por vezes demasiado tarde, como poderia acontecer aqui... (o erro) ao ser tratado em pé de igualdade com a verdade, têm tido tempo de propagar-se, e está sendo demasiada a tardança em erradica-lo de vez que, constituindo esta doutrina (do erro) não só na teoria, mas principalmente na prática, as consciências já não podem suportar a perturbação e a inquietação que nascem da dúvida que está penetrando nos corações de todos...”.6

7. “De modo algum parece que se deva tolerar ali (nas universidades) aqueles de quem há suspeita de que pervertem a juventude: muito menos ainda, os que são abertamente hereges. E até os estudantes de quem se veja que não poderão emendar-se facilmente, deveriam absolutamente ser despedidos... Conviria que quantos livros heréticos se achassem – mediante diligente pesquisa – em poder de livreiros e de particulares, fossem queimados... Outro tanto se diga das obras dos hereges que não sejam heréticas, como as que tratam de gramática ou retórica, ou de dialética, de Melanchton, etc., que parece deveriam ser inteiramente relegadas em ódio à heresia de seus autores, porque não convém nem nomeá-los, e menos ainda que a eles se afeiçoem os jovens, em cujo espírito se insinuam os hereges por meio de tais obrinhas... mais vale estar a grei sem pastor, do que ter por pastor um lobo... Quem chamar os hereges de ‘evangélicos’, conviria que pagasse alguma multa, para que não folgue o Demônio de que os Inimigos do Evangelho e da Cruz de Cristo tomem um nome contrário as suas obras. Aos hereges se há de chamar por seu nome, para que cause horror até nomear os que são tais e cobrem o ‘veneno mortal’ com o véu de um nome de salvação...”.7

8. “Por duas razões não se deve manter relações com os hereges.

Primeiramente, por causa da excomunhão, pois, sendo excomungados, não se deve ter relações com eles, da mesma maneira que com os outros excomungados.

A segunda razão, é a heresia. – Em primeiro lugar, por causa do perigo, para que as relações com eles não venham a corromper os outros, segundo aquilo da Primeira Epístola aos Coríntios: ‘As más conversações corrompem os bons costumes’ (15, 33). E em segundo lugar, para que não se pareça prestar algum assentimento às suas doutrinas perversas. Daí dizer-se na Segunda Epístola Canônica de São João: ‘Se alguém vier a vós e não trouxer esta Doutrina, não o recebais em vossa casa, nem o saudeis, pois, que quem o saudar, toma parte em suas obras más’ (v. 10). E aqui a Glosa comenta: ‘Já que para isso foi instituída, a palavra demonstra comunhão com esse tal: de outro modo não seria senão simulação, que não deve existir entre Cristãos’. Em terceiro e último lugar, para que nossa familiaridade não dê aos outros ocasião de errar. Por isso, outra Glosa comenta a respeito dessa passagem da Escritura: ‘E se acaso vós mesmos não vos deixais enganar, outros, todavia, vendo vossa familiaridade, podem enganar-se, acreditando que esses tais vos são agradáveis, e assim crer neles’. E uma terceira Glosa acrescenta: ‘Os Apóstolos e seus Discípulos usavam de tanta cautela em matéria religiosa, que não sofriam nem sequer a troca de palavras com os que se haviam afastado da verdade’. Entende-se porém: excetuado o caso de alguém que trata com outro a respeito da salvação, com intuito de salvá-lo”.8

9. “É melhor resultar algum escândalo de se dizer a verdade, do que deixar abandonada e indefesa a mesma verdade”.9

10. “E esta é a maldade comum a todos eles (os hereges), rebelar-se contra Cristo; e por isto, se acham, não mais cristãos, mas arianos; e isso que se esforçam por encobrir, convém manifestá-lo”.10

11. “Sim, o Deus Vivo encarregou-me de anunciar-vos, que castigará todos os que não O defenderem contra Seus inimigos. Todos, pois, às armas!”.11

12. “Um homem que se preze de prudente, terá cuidado de não ultrapassar em suas tentativas o número de vezes que o Apóstolo indicou ao dizer: “Foge do herege, se ele não se emendar depois de o advertires uma ou duas vezes sobre seu erro; porque deves ter por certo que quem não se corrige prontamente, e permanece pertinaz em seu erro, já está pervertido e condenado por seu próprio julgamento’ 12”.13

13. “A vida cristã não consiste simplesmente em louvar o Senhor e honrá-lO por manifestações externas: ela exige que se cumpra tudo o que está prescrito nos 10 Mandamentos, que repetem – com quanta clareza e eficácia! – a lei natural impressa no coração de todo homem. Trata-se de dizer ‘não’ ao mal, em todas as suas formas, e é precisamente por ter proclamado um desses ‘non licet’ que a cabeça de João foi cortada e levada numa bandeja...

Na vida quotidiana, ouve-se muitas vezes repetir: bem poderia a Igreja ser mais indulgente, admitir algum ligeiro compromisso... Isso nunca. O Papa pode ser bom, longânime quanto se quiser, mas, em face de tristes realidades, de miseráveis inobservâncias, sua atitude será inabalavelmente firme, clara, irredutível, respeitosamente submissa à verdade”.14

14. “A história antiga é muito instrutiva para quem quer julgar as posições modernas, o modo de pensar e de viver de hoje em dia”.15

15. “Tive uma grande alegria… pelas gratas notícias que me trouxe de vossa constância e lealdade no serviço que deveis à vossa Fé… bem como no ódio e zelo que alimentais contra os hereges, de modo que cada um de vós pode repetir sem mentira aquilo do Profeta: ‘Porventura não aborrecia eu, Senhor, os que Vos odeiam? Com ódio perfeito os aborrecia, e tive-os por inimigos meus, só por saber que eram vossos inimigos’16 São salteadores e ladrões, como observa o Senhor no Evangelho; gente perdida, que cifra todo o seu prazer em perder os demais. São corruptores ao mesmo tempo de vossos Costumes e de vossa Fé. Bem se diz que ‘as conversas más corrompem os bons costumes’,17 e que ‘a linguagem desses tais estende sua corrupção com a rapidez da gangrena’18”.19

16. “Também os leigos, procedendo de maneira legítima, ainda que isso lhes cause alguns incômodos, devem resistir aos acatólicos, que não só ousam disseminar entre o povo o que pensam contra a Fé Católica, como também se esforçam por incutir no espírito dos outros as suas opiniões”.20

17. “Estamos em tempos em que se deve resistir não só aos adversários, mas também àqueles que, na frente de batalha, olham com simpatia mais para o campo oposto do que para o seu próprio, e fazem mais mal a este do que se fossem já trânsfugas21”.22

18. “Tanto será alguém reputado por bom, quanto abomina o mal; pois tanto se ama um objeto, quanto se lastima a sua destruição”.23

19. “O homem de hoje vive num espaço existencial (…) determinado por atitudes, doutrinas, tendências que devem ser qualificadas como heréticas, contrastantes com a Doutrina Evangélica”.24

20. “Meu paladar saboreará a verdade e meus lábios detestarão o que é ímpio.25 (…) É próprio de uma mesma coisa afirmar um dos contrários e repelir o outro; assim, a medicina produz a saúde e exclui a doença. Por isso, do mesmo modo que é próprio ao sábio meditar a verdade, especialmente no que se refere ao primeiro princípio, e discorrer acerca das demais coisas, assim também lhe é próprio impugnar a falsidade contrária. Portanto, está convenientemente indicado pela boca da Sabedoria, nas palavras que citamos, o duplo ofício do sábio, ou seja: meditar a Verdade Divina, que é a Verdade por antonomásia, e uma vez meditada, falar dela, que é ao que se refere a Escritura quando diz: Meu paladar saboreará a verdade; bem como impugnar o erro contra a verdade, que outra coisa não significa: e meus lábios detestarão o que é ímpio, pois, por impiedade se designa a falsidade contra a Verdade Divina, falsidade que é contrária à Religião, também denominada piedade, de onde a falsidade contrária a esta toma o nome de impiedade”.26

21. “É muito conveniente estar bem instruído a respeito do debate que há atualmente na Igreja, o qual diz respeito ao tema da Graça.

1 – Quais são os motivos que temos para nos instruirmos na matéria proposta?

a) Que estamos em perigo de ser enganados quando se apresentam opiniões novas, e de seguir o erro em lugar da verdade; e nesse sentido diz o Espírito Santo, que o ignorante será ignorado e perecerá em sua ignorância.27 Foi o que aconteceu com muitos que, por não terem estudado a fundo desde o início as opiniões de Lutero e Calvino, caíram no erro.

b) Que está comprometida neste assunto a nossa salvação, a qual exige que creiamos tudo o que ensina a Igreja; e que, em certo sentido, os que não querem instruir-se nas coisas relativas à sua salvação se encontram a caminho da condenação.

c) Que, em caso de divisão no seio da Religião, é prudente instruir-se bem, e muito perigoso agir de outro modo”.28


________________________

1.  Pe. Eugênio Polidori, S.J., “Curso de Religião”, 1915.

2.  São João Maria Vianney, palavras dirigidas a Ernesto Hello e Jorge Seigneur, em 1859.

3.  Santa Teresinha do Menino Jesus, palavras dirigidas à Madre Inêz de Jesus, em 4 de Agosto de 1897, dois meses antes de sua morte. “Novissima Verba”, 1ª Ed., p. 115.

4.  Santo Agostinho, apud D. Félix Sardá y Salvani, “El liberalismo es pecado”, 9ª Ed., Madrid, p. 113, 1936.

5.  Santo Tomás de Aquino, “Suma Teológica”, IIa. Iiae., q. 11, ª 3, c.

6.  São Vicente de Paulo, “Biografia y Seleccion de escritos”, por José Herrera, C.M., e Veremundo Pardo, C.M., BAC, Madrid, 1950, p. 846.

7.  Santo Inácio de Loyola, “Obras Completas”, BAC, Madrid, 1952, Carta 111, p. 880.

8.  Santo Tomás de Aquino, “Quaestiones quodlibetales”, quodlibetum 10, q. 7, a 1 (15) in c.

9.  São Gregório Magno, “Homil. 7”, in Ezech.

10.  Santo Atanásio, Da “Apologetica”, Migne, P.G., XXV, 643-87; apud “Joyas de los Santos Padres”, Pe. Guillermo Ubillos, S.J., Ed. E. Subirana, Barcelona, 1925, p. 48.

11.  São Bernardo, do Sermão pregado em Vézelay, na Borgonha, em favor da 2ª Cruzada, convocada pelo Bem-aventurado Papa Eugênio III; apud “História das Cruzadas, de Joseph-François Michaud, trad. do Pe. Vicente Pedroso, Ed. Das Américas, Liv. VI, Vol. II, p. 234.

12.  Tit., 3, 10-11.

13.  São Bernardo, de uma Carta a um alto Prelado; cfr. “Obras Completas del Doctor Melifluo, San Bernardo, Abad., de Claraval” – vol. V, “Epistolário”, – trad. Do Pe. Jaimes Pons, S.J. – p. 408, Carta 196, Barcelona, 1929.

14.  São João Paulo II, da Exortação dirigida, no dia 29 de Agosto, Festa da Degolação de São João Batista, aos fiéis reunidos na Sala de Audiências Gerai de Castel Gandolfo, – segundo o resumo publicado pelo “Osservatore Romano”.

15.  São João XXIII, Discurso de Encerramento do Sínodo Romano; cfr. “Osservatore Romano”, de 12/2/1960.

16.  Salm. 138, 21-22.

17.  I Cor. 15, 33.

18.  II Tim. 2, 17.

19.  São Bernardo, “De uma Carta aos habitantes de Toulouse”; cfr. In “Obras Completas del Doctor Melifluo, San Bernardo, Abad. de Claraval”, – trad. Espanhola do Pe. Jaimes Pons, S.J., Barcelona, 1929 – vol. V, “Epistolário” – Carta CCXLII, p. 505.

20.  São João XXIII, Constituição Apostólica “Sollicitudo omnium Ecclesiarum”, de 29 de Junho de 1960.

21.  Desertores.

22.  Cardeal Alfredo Ottaviani, “Il Baluardo”; Ed. Ares, Roma, 1961, cap. 16, p. 179.

23.  São Boaventura, “As Seis Asas do Serafim”, cap. II; cfr. “Escritos Espirituais de São Boaventura”, – escolhidos e traduzidos por Frei Saturnino Schneider, O.F.M., II série, Ed. Vozes, p. 155.

24.  Rev. Pe. Karl Rahner, S.J., teólogo; Was ist haeresie”; trad. Italiana, p. 11 ss.; apud “Diritto della religione non vera?”, de Mons. Giuseppe Di Meglio, Roma, 1964, pro manuscripto, pp. 92-93.

25.  Prov. 8, 7.

26.  Santo Tomás de Aquino, “Suma Contra os Gentios”, 1. I, cap. 1.

27.  I Cor. 14, 38.

28.  San Vicente de Paúl, “Biografia y Seleccion de Escritos”, BAC, Madrid, 1950, p. 821.


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