BLOG CATÓLICO PARA OS CATÓLICOS.

BLOG CATÓLICO, PARA OS CATÓLICOS.

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

sábado, 27 de fevereiro de 2021

SOBRE A VERDADEIRA AMIZADE.

 


O amigo fiel é, na verdade, uma consolação em nossa vida. Ele é, na verdade, um sólido abrigo. Que não seria capaz de fazer um amigo verdadeiro? Que prazer, que vantagem, que segurança ele não nos proporciona? Inutilmente falaremos de mil tesouros: nada vale um verdadeiro amigo.

Falaremos, a princípio, das alegrias relacionadas com a amizade. A presença de um amigo põe o coração em festa e o faz desabrochar; unimo-nos a ele com uma união que enche a alma de uma felicidade indizível; basta a sua lembrança para elevar o nosso pensamento e dar-lhe asas. Falo dos amigos verdadeiros, que têm uma só alma com os seus amigos e consentiram em morrer por eles, daqueles que amam com uma amizade ardente. Não me taxeis de exagerado pensando nos amigos vulgares, simples companheiros de mesa, que de amigos só têm mesmo o nome. Se um de vós possui um amigo daqueles a que me refiro, reconhecerá que estou dizendo a verdade; ainda que o visse todos os dias, não ficaria satisfeito; ele lhe deseja o mesmo bem que deseja para si. Conheço alguém que, invocando os Santos em favor do seu amigo, lhes pedia que intercedessem primeiro por esse amigo, e só depois por ele. Tão grande bem é um amigo verdadeiro, que amamos, em consideração a ele, certos lugares e certas épocas. Do mesmo modo que, dos belos corpos, uma flor de beleza se difunde pelos lugares vizinhos, os amigos comunicam um pouco do seu encanto às regiões que visitaram; e, muitas vezes, encontrando-nos sem eles nestas regiões, choramos e gememos, à lembrança dos dias passados juntos. A alegria causada pela presença dos amigos não se poderia traduzir por palavras; só a conhecem aqueles que passaram por esta experiência. A um amigo pede-se um favor, dele se recebe, sem que a susceptibilidade seja ferida. Se os amigos nos dão uma ordem, nós nos mostramos gratos por isso; se eles hesitam em fazê-lo, ficamos entristecidos. Nada temos que não seja deles. Mesmo se desprezamos os bens terrestres, por causa de nossos amigos não queremos partir deste mundo; eles nos são mais caros que a luz do dia.


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Fonte: São João Crisóstomo, "II Homilia sobre a I Epístola aos Tessalonicenses, 3.


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

D. ANTÔNIO DE CASTRO MAYER, E O CULTO À SANTÍSSIMA EUCARISTIA.



De modo particular, novamente lembramos aos Nossos amados filhos a reverência que, tradicionalmente, se deve à Santíssima Eucaristia, reverência com que fazemos profissão de fé na Presença Real e Substancial do Deus humanado no Sacramento do Altar. De  acordo com o costume tradicional, que, segundo a Sagrada Congregação do Culto Divino, onde existe, deve ser conservado, recebam os fiéis, a Sagrada Comunhão sempre de joelhos, e as senhoras e moças com a cabeça coberta, e jamais se aproximem dos Santos Sacramentos em vestes que desdizem do respeito e reverência para com as coisas sagradas. 1

E em outro lugar:

Ainda sobre a recepção da Sagrada Comunhão mantenha-se o costume tradicional, que manda às senhoras e moças, que se apresentem com a cabeça coberta. Outro hábito imemorial, fundado na Sagrada Escritura, 2 que não deve ser modificado. São Paulo recorda a veneração e o respeito aos Anjos presentes na igreja, que as senhoras significam com o uso do véu. Nada mais belo, mais ordenado, mais encantador do que a mulher cristã, que reconhece a hierarquia estabelecida por Deus, e manifesta externamente sua adesão amorosa a semelhante disposição da Providência. 3

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Fonte: Coletânea de Cartas Pastorais de D. Antônio de Castro Mayer, intitulada "Por Um Cristianismo Autêntico". Editora Vera Cruz, São Paulo/SP, 1971.


COERÊNCIA COM 

A TRADIÇÃO APOSTÓLICA:



“E, se é vergonhoso para a mulheres 

tosquiar-se ou rapar-se,

cubra a sua cabeça”. 4


► "Sede meus imitadores, como eu também o sou de Cristo. Eu vos louvo, pois, irmãos, porque em tudo vos lembrais de mim, e guardais as minhas instruções, como eu vo-las ensinei. Porém, quero que saibais que Cristo é a Cabeça de todo o homem; e o homem a cabeça da mulher; e Deus a Cabeça de Cristo (como homem). Todo o homem que faz ou que profetiza com a cabeça coberta, desonra a sua Cabeça. E toda mulher que faz oração ou que profetiza, não tendo coberta a cabeça, desonra a sua cabeça; porque é como se estivesse rapada. Portanto, se a mulher não se cobre, corte o cabelo. E, se é vergonhoso para a mulher tosquiar-se ou rapar-se, cubra a sua cabeça. O homem na verdade não deve cobrir a sua cabeça, porque é a imagem e glória de Deus, mas a mulher é a glória do homem. Porque o homem não foi feito da mulher, mas a mulher do homem. E o homem não foi criado por causa da mulher, mas sim a mulher por causa do homem. Por isso, a mulher deve trazer sobre a cabeça o (véu que é o sinal do) poder (a que está sujeita, e também) por causa dos Anjos. Contudo, nem o homem existe sem a mulher, nem a mulher sem o homem, no Senhor. Porque, se a mulher foi tirada do homem, também o homem é concebido pela mulher; mas todas as coisas vêm de Deus. Julgai vós mesmo: É decente que uma mulher faça oração a Deus, não tendo véu? E não vos ensina a própria natureza que é desonroso para o homem deixar crescer os cabelos? Pelo contrário, é glória para a mulher deixá-los crescer; porque os cabelos foram-lhe dados como véu (para se cobrir). E, se alguém quiser contestar (o que digo), (fique sabendo que) nós não temos tal costume, nem a Igreja de Deus". 5



A Notória Negligência das Mulheres 

não é de Hoje:

► São João Bosco ensina: "São Lino, 6 durante os 10 anos de seu Pontificado, além do que trabalhou na pregação e propagação do Evangelho, aplicou-se com zelo em combater os erros... 7 Ainda que tenham sido aqueles tempos de muito fervor, havia alguns que iam à igreja vestidos como para ir ao teatro. São Lino, em vista disto, renovou o preceito de São Paulo, e estabeleceu que todos deviam ir à igreja com modéstia, e as mulheres com a cabeça coberta". E continua o Santo: "Lei muito sábia, que seria para desejar fosse exatamente observada em nossos dias para que cessasse o escândalo de que somos desgraçadamente testemunhas, vendo tantas mulheres na igreja vestidas com tanta vaidade e de cabeça descoberta". 8

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1. Carta Pastoral "Aggiornamento e Tradição", de 11/04/1971.

2. Cfr. 1 Cor. 11, 5 e ss.

3. Circular Sobre a Reverência aos Santos Sacramentos, de 21/11/1970.

4. 1 Cor. 11, 6.

5. 1 Cor. 11, 1-16.

6. Sucessor de S. Pedro, a.d. 67.

7. Dos hereges da época.

8. História Eclesiástica, 1ª Época, Cap. VI.


É PRECISO NÃO SE MOSTRAR INDULGENTE NEM INDIFERENTE, PARA COM AS FALTAS DO PRÓXIMO.


Grande falta é, mesmo quando não se faz o mal, alegrar-se com aqueles que o fazem. O ladrão pode dar como pretexto (ainda que suas desculpas sejam insensatas) a necessidade em que se encontra, e acusar a vida difícil. Mas, por que motivo aprovais um ato, sem mesmo desfrutar do prazer que dele decorre? Ele, talvez, venha a arrepender-se; vós, todavia, a vós mesmo fechais esta porta, desperdiçais este remédio, botais a perder tão grande consolação, obstruís à vossa frente todos os caminhos que podiam levar-vos ao porto da penitência. Quando o culpado vos vir, vós que sois estranho à sua falta e que devíeis repreendê-lo, não só não o repreende, como também o ajuda-o a dissimular-se, não só o ajuda-o a dissimular-se, como ainda presta-lhe ajuda, que pensará ele de si mesmo? Que pensará ele do ato que tomou a liberdade de cometer? Na maioria das vezes, os homens não julgam sobre o que deve ser feito apenas segundo a sua razão, mas ainda segundo sentimento dos outros, pelos quais se deixam influenciar. Se o faltoso vê todo mundo afastar-se dele, concluirá que cometeu uma falta, uma falta grave; mas se constata que ao invés de nos irritarmos com ele e censurá-lo, admitimos sem contestação a sua conduta e nos associamos a ela, o tribunal de sua consciência se achará, então, corrompido, os sufrágios da maioria fortificarão o seu pensamento culpado; e, então, o que ele não ousará? Quando virá a condenar-se? Quando deixará de entregar-se ao erro, se erra incentivado, sem temor?

Se passais indiferente por vosso próximo que pratica o mal sem o repreenderdes, sem vos afligirdes, tornareis vossa alma mais negligente, mais inclinada a cair em erro; dispô-la-eis particularmente, com este procedimento, a sucumbir. Quanto a vosso próximo, sereis para ele causa de grande prejuízo por vossa inoportuna complacência; vós o exporeis, no futuro, a uma prestação de contas mais severa e o tornareis pusilânime ante os perigos do presente.


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Fonte: São João Crisóstomo, "Comentário sobre o Salmo 49, 7-8".


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